O Ministério da Agricultura tem pouco dinheiro para no ano de 2010 pagar as ajudas ao investimento dos agricultores.

Segundo a Lusa, o ministro António Serrano garantiu na Feira de Vinhais que "se forem executados os 140 milhões de euros disponíveis, gerarão um investimento total de 800 milhões de euros na economia portuguesa". Segundo a mesma notícia o apoio do ProDeR é de 40%, pelo que o montante envolvido só pode ser de 420 M€ com o IVA incluído (40% de 350 M€ são 140 M€; acresce o IVA correspondente de 70M€). Utilizando os mesmos cálculos, para que 140 M€ gerem 800 M€ na economia portuguesa, o valor do Incentivo Não Reembolsável, vulgo “subsídio”, seria de 21%. O Ministro da Agricultura precisa explicar como faz as suas contas, pois caso contrário ficará no mesmo rol de um Ex – Primeiro-Ministro que não sabia fazer contas!

O Ministro considera que "Se conseguirmos fazer isso (pagar 140 M€) estamos todos de parabéns, incluindo os agricultores". Na minha opinião, se em 2009 praticamente sem aprovações, contratos e pedidos de pagamento (há menos de um mês a DRAPN recebeu, nos seus serviços do Porto, o seu 1.º Pedido de Pagamento de investimento (só tinha pago prémios de Jovens Agricultores)) gastaram-se 47 M€, para 2010 se o IFAP não pagar pelo menos 2,5 a 3 vezes mais que o montante actualmente disponível é sinal que o ProDeR e o Ministro falharam redondamente. Explico, as candidaturas que estão a aprovar e contratar são relativas a investimentos já executados em 2007, 2008 e 2009, pelo que o Governo irá pagar ajudas sobre investimentos executados sobre os quais a crise não se fez sentir.

Saúdo a posição do Ministro, o qual pode desde agora começar a trabalhar para cumprir o que afirmou, garantindo que "se esse dinheiro for de facto insuficiente, o Governo estará disponível para avaliar a situação"!

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