O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Estágio Pequenos Frutos

No próximo Sábado, dia 3 de março, irá decorrer mais uma sessão do estágio, organizado pela Espaço Visual, sobre pequenos frutos . Neste dia serão abordados a fertilização e os tratamentos fitosanitários em contexto prático de campo. Para mais informações contatem o eng. Daniel Portelo (daniel.portelo@espaco-visual.pt; 913 349 389.

Diário Agrário - Agronotícias

Recebo um e-mail diário do "Diário Agrário - Agronotícias PORTUGAL" com um conjunto de notícias sobre a agricultura e o mundo rural. Na minha opinião é um excelente meio para se controlar a atualidade do mundo rural. Recomendo a sua subscrição e leitura.

Obrigado aos leitores deste blog!

No dia de ontem foi batido o recorde de visitas a este blog. Estou muito satisfeito por este facto e sinto-me recompensado pelo meu trabalho, esforço, sacrificio e dedicação a este projeto de criar massa critica  me prol das agriculturas de Portugal. Muito obrigaod leitores!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Políticas deste blog

Desde há muito tempo que leitores deste blog me colocam, através do meu e-mail, questões, pedidos de ajuda, opinião técnica, etc. etc. Como nos últimos tempos o número de e-mails tem aumentado, venho por este meio, esclarecer publicamente a minha forma de atuação:

1 - As questões colocadas publicamente neste blog serão nele respondido, tentarei responder a todos exceto aquelas que não o consiga fazer devido às restrições impostas pela indisponibilidade de tempo ou naqueles casos que entenda reservar-me o direito de não responder.  Tenho o maior gosto e honra em escrever neste blog porque trata-se de uma forma de assumir a minha cidadania pessoal em prol do bem comum, na construção de massa critica e corrente de opinião em prol do desenvolvimento das agriculturas de Portugal e consequentemente, é meu dever esclarecer todos os meus leitores em pé de igualdade.
2 -  Este blog é um instrumento público, pelo que, os comentários nele colocados só serão retirados se contrários á lei ou injuriosos.
3 - Os e-mails que me sejam colocados serão respondidos por mim ou pela eng. Sónia Moreira dos serviços comerciais da Espaço Visual (sonia,moreira@espaco-visual.pt; 917 075 852), sendo a resposta, em muitos casos em que me pedem "consultoria agronómica pura e dura para um caso específico", o envio de uma proposta de honorários para prestação dos serviços respetivos.

As minhas reformas estruturais!

Um leitor, infelizmente sob a forma anónima, desafiou-me neste blog fazendo crer que  só trato de "filosofias, culturas exóticas" e que deixo de fora as principais fileiras da agricultura. Se este leitor estiver atento a este blog verificará que defendo reformas estruturais para a agricultura portuguesa: melhorias no acesso à terra para levar a que explorações agrícolas cheguem ás economias de escala da respetiva atividade, isto conseguir-se-á através de um banco público de terras, crédito tipo habitação para a agricultura, cadastro das propriedades junto da declaração de IRS ao longo de 2 anos, fim das heranças indivisas ao fim de 2 anos, com o Estado a fazer hasta pública dos prédios e a entregar aos herdeiros o resultado da venda deduzidos os impostos, tramitação pelo ministério da agricultura de todos os processos que tramita dentro dos prazos legais etc. etc. E o leitor o que defende? Caro amigo, o que pode ajudar na mudança, para melhor, nas agriculturas de Portugal? 

A banca está a esmagar a produção nacional

Tive a oportunidade, no dia de hoje, de falar com um dos maiores empresários agroindustriais de Portugal que me disse que este setor está a ser desvastado financeiramente pelo rolo compressor da distribuição organizada contra outro do mesmo calibre que é o da banca. Confirmou que os valores da linha de apoio PME Crescimento estão a atirar o custo total do crédito para valores superiores a 10%. Por um lado, a distribuição esmaga as margens comerciais, por outro lado a banca comercial, pouco a pouco vai incrementando as suas margens utilizando a transferência de risco para entidades de garantia mutua. Defendo que o governo que está atento a esta situação deve atuar para evitar ruturas e forte incremento do desemprego  

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Editorial do Jornal Público






Não resisto a transcrever e comentar o Editorial do jornal Público de ontem, dia 26 de fevereiro de 2012:
"A reforma agrária do centro-direita

O discurso ruralista do CDS tem o mérito de encarar o abandono de terras. Mas a solução que propõe é arriscada

O abandono de terras agrícolas e, principalmente, florestais num pais pobre e um bom retrato de um pobre país. Olhando em perspetiva para as ultimas décadas, percebe-se bem ate que ponto o deslumbramento novo-rico da Europa desviou a atenção do pais das prioridades no aproveitamento dos seus recursos. O Governo, que reflete o discurso ruralista do CDS, promete empenhar-se na inversão desta tendência, mas fá-lo recorrendo a um voluntarismo estatizante e potencialmente ineficaz. Na aparência, e fácil aprovar a ideia de que o Estado deve tomar posse de terras abandonadas para depois as redistribuir por agricultores; na prática, porém, a ingerência publica num domínio tão sensível e tão basilar do ordenamento jurídico como é a propriedade pode criar um labirinto capaz de afundar as boas intenções da ministra.

Há certamente muito a fazer antes deste passo. O que se pede em primeiro lugar ao Estado e que sirva de exemplo, cumprindo o anuncio de Assunção Cristas de disponibilizar a produção alguns milhares de hectares de solos agrícolas do Estado ao abandono. A ministra não disse, mas poderia e deveria também dizer que, doravante, as matas do Estado vão ser geridas com método e zelo, de modo a acabar com a imagem de uma administração publica florestal demissionaria e responsável pelos inaceitáveis índices de fogos florestais nos seus domínios. E, sim, como acontece em outros países europeus, o estado temo dever de considerar que a floresta é um bem publico que não pode ser ameaçado pela incúria dos proprietários, arrogando-se o direito de mandar limpar os seus terrenos e remunerando os seus custos com a venda de madeira dai retirada. Dar o exemplo e imprescindível, mas depois o Governo tem de optar entre uma aposta na lei ou na regulação, ou no regresso do intervencionismo. Os perigos desta segunda atitude são muitos e de diversa gravidade. A começar pela impossibilidade de se fazer um cadastro de dois ou três milhões de hectares de solos agrícolas ou florestais credível para sabermos quais as terras sem dono ou que estão abandonadas por forca do êxodo rural — no universo do minifúndio do Centro e do Norte, esta tarefa é simplesmente irrealizável. Em segundo lugar, porque hoje pode não ser possível encontrar o proprietário de um terreno e ele aparece amanhã a reivindicar o seu bem. E em terceiro lugar e duvidoso que todos, ou sequer a maioria, destes terrenos sejam suficientemente produtivos para promover uma corrida a terra. Ainda que fique bem ao Governo lutar contra o abandono, ate pelo aspeto moral, a opção por uma reforma agraria mitigada é um desafio cheio de riscos. Mais fácil seria adotar algumas medidas já sugeridas por especialistas, que se sustentam na penalização fiscal do abandono. Sem se meter no vespeiro que e o direito a propriedade, o Governo poderia assim dar um contributo para que Portugal acabe de vez com o absurdo de ter enormes extensões de terra dada ao mato, quando gasta mais de três mil milhões de euros anuais a importar comida. A ministra pode não ter escolhido a melhor maneira para acabar com este absurdo, mas o simples facto de o estar a encarar é uma noticia que merece ser aplaudida."

Comentários:
1 - O abandono das terras existe porque na maioria dos casos os proprietários não estão vocacionados para as explorar ou a dimensão da parcela está muito longe da dimensão da exploração que gera economias de escala. Este fator é mais grave nas parcelas florestais, em que pela diminuta superfície da parcela e da exploração, não há produção de valor que gere rentabilidade.
2 - O voluntarismo estatizante não conduz a soluções sustentáveis para a sociedade e a economia.
3 - Defendo que a ministra da agricultura se deve empenhar, junto com outros responsáveis políticos centrais e autárquicos, numa campanha de opinião pública que penalize socialmente os proprietários com terras ao abandono: "quem abandona terra e não a coloca na mão de quem está vocacionado para a explorar, é contra o progresso!". Para começar, concordo com o Editorial, o Estado tem de dar o exemplo e não ter terras abandonadas ou sub-exploradas.
4 - O grande problema do abandono florestal é que não é económico limpar as matas quando estas não estão integradas em explorações com dimensão que promova o ordenamento florestal, no mínimo de 200 hectares. Por outro lado, tem que se proceder ao ordenamento das florestas de resinosas, intercalando-as com superfícies de folhosas, sob pena de não se baixarem os riscos dos incêndios florestais e portanto, não se conseguir trazer empresários para os investimentos florestais.
5 - Na minha opinião, não é irrealizável, pelo contrário, é fácil fazer o cadastro das propriedades rurais: obrigando os proprietários a declará-las junto com o IRS ao longo de dois anos. Quem não o fizer perde as terras para o Estado. Se fosse como diz o Editorial do Público nunca se conseguiria expropriar terrenos para se construir uma autoestrada. O que eu verifico na prática, é que, quando se procede à expropriação conseguem-se identificar a grande maioria dos proprietários, pois não conheço caso de proprietários que após a construção da obra pública venham reclamar o seu prédio.
6 - "A corrida á terra" existirá se for abordado com a metodologia própria o acesso á terra para se fazerem explorações com dimensão dentro das economias de escala: banco público de terras, cadastro, crédito tipo habitação para compra de terra, pagamento de tornas a co-herdeiros, compra de terra a senhorios , etc. apoios públicos que privilegiem as explorações com escala, impedimento legal de fracionamento de propriedades, ordenamento do território retirando da esfera privada as mais valias da urbanização de prédios, promoção da rentabilidade das atividades agroflorestais controlando por lei as margens brutas da distribuição, ações de benchmarking para as principais fileiras agroflorestais, colocar todos os serviços do ministério da agricultura a tramitar os processos burocráticos dentro dos prazos legais (ver medidas de política que defendo e que estão descritas ao pormenor neste blog).
7 - Como cita um grande amigo: "estamos demasiado perto da charrua para lhe termos respeito", assim se passa com a opinião pública e os meios de comunicação social que opinam de forma ligeira sobre a terra/agricultura porque lhe estão demasiados próximos por ligações de infância que lhes trazem recordações. Gostava de perceber como "fácil seria adotar algumas medidas sugeridas por especialistas, que se sustentam na penalização fiscal do abandono": Quais os valores de impostos a aplicar que ao mesmo tempo sejam justos e persuasivos/eficazes para o objetivo? Quem avalia se o terreno está abandonado e em que grau (o fiscal das finanças?)? Quanto irá custar aos portugueses este sistema de controlo do abandono por via fiscal?

TVI - Jovens Agricultores (hoje 20h45)

Hoje, após o Jornal das 8 na TVI, pelas 20h45, irá para o ar uma reportagem TVI sobre os Jovens Agricultores.

Esta Grande Reportagem foca alguns projetos elaborados pela Espaço Visual e eventualmente,com o seu acompanhamento técnico na implantação e exploração das atividades agrícolas.

Presto a minha homenagem aos jovens agricultores que aceitaram dar a cara na TVI pela sua atividade!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Crise na horticultura nortenha - oportunidade para os pequenos frutos

Tenho constatado que a horticultura da região Norte, sobretudo a horticultura em estufas está a sofrer uma crise de rentabilidade muito por culpa da distribuição organizada, a qual à medida que o tempo passa, baixa os preços, atrasa os pagamentos, usa os preços mas baixos das produções importadas para baixar os das produções nacionais, tiram partido da desorganização da oferta na expetativa de terem preços mais baixos, mas infelizmente, não é por baixarem os preços ao consumidor que este compra mais quantidades. Por outro lado para se exportar é preciso maior escala de produção, bons contatos internacionais para os operadores certos porque a concorrência é muito forte. Estes são os principais fatores que explicam que a exportação ainda não seja uma alternativa efetiva ao mercado nacional.

Na minha opinião, as estufas da horticultura podem ser reconvertidas para a produção de pequenos frutos, os quais podem ser exportados. Louvo publicamente o trabalho que as Delicias do Tojal e o Grupo Sousacamp estão a fazer na exportação dos peqeunos frutos produzidos no modo de produção biológico e convencional, respetivamente.

Kiwis

A poda e amarração dos kiwis está a decorrer dentro do período normal de execução destas operações culturais porque não se perderem dias de trabalho com chuva. No entanto, tenho controlado com alguns kiwicultores e chego à conclusão que a produtividade na amarração tem sido ligeiramente mais baixa que nos outros anos porque as manhãs estão muito frias com a geada e os operadores têm dificuldades em amarrar com as mãos enregeladas.

A seca está a fazer-se sentir e já se iniciaram as regas para ativar o trabalho das raízes e desta forma trabalha-se para se conseguirem altas produtividades.

Eng. Luis Alves

Como muitos leitores saberão o eng. Luís Alves é um expert, um dos melhores líderes de opinião portugueses sobre as plantas aromáticas e medicinais e da agricultura em geral, dando-lhe valor e prestigio.

Valorizo sua capacidade de comunicação, é um excelente orador que encanta quem tem o ouve ou lê o que escreve, quer semanalmente na televisão, quer no seu blog (http://cantinhodasaromaticas.blogspot.com), quer em seminários e colóquios, quer em conversas pessoais.

É uma excelente pessoa, um empresário de sucesso, detém O Cantinho das Aromáticas, um criador de eventos, que irradia energia e por isso, impulsiona, quem o ouve, a agir.

Presto-lhe a minha homenagem pública porque, na minha opinião, é uma personalidade incontornável do mundo agrícola português. Exorto os meus leitores que visitem "O Cantinho das Aromáticas" conheçam in locu este extraordinário projeto agrícola e o seu líder.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Nova Zelândia

A Nova Zelândia é um país que fica nos antipodas de Portugal (se fosse possivel fazer um furo a partir do solo português que passasse pelo centro do globo terrestre este sairia na Nova Zelândia), no meio do oceano, longe de todos os mercados consumidores, com pouco mais de 4 milhões de habitantes.

Visitei três vezes este país que lidera a cultura do Kiwi, na obtenção de novas variedades, no valor acrescentado que obtêm na comercialização e marketing dos kiwis. Conheço bem a sua fileira desde as plantações e os seus empresários, passando pela agroindústria com os seus entrepostos, e tive a oportunidade de visitar a ZESPRI (empresa que detèm o momopólio na exportação dos kiwis, excepto para o mercado interno e Austrália). Os neozelandeses são pessoas práticas, bem formadas, conhecem e dominam o seu metier, como vivem em ilhas adoram viajar e conhecer o mundo, a internet está por todo o território, o qual é muito despovoado. O que mais me impressionou foi a fraca rede de auto-estradas e a rede de estradas nacionais, as quais são muitos antigas, com muitas curvas, muitos cruzamentos, atravessam os aglomerados populacionais pelos seus centros.

É um país desregulado, praticamente sem segurança social, o despedimento dos trabalhadores é livre e sem qualquer regulação legal. Quais as razões que levaram a Nova Zelândia ficar desregulada, com fraco peso do Estado na sociedade? Porque faliu em 1986. Daqui resultou, por exemplo, o Ministério da Agricultura passou de 10000 funcionários para 500, que passaram a assegurar os serviços que entenderam ser os fundamentais de Estado. Dos muitos países que conheço este é aquele que tem as pessoas mais pragmáticas. Porquê? Os neozelandeses têm na memória a falência do seu país, frequentemente sofrem terramotos e tempestades, o que os obriga a recomeçarem de novo nos seus investimentos, nos seus trabalhos, a terem coragem e determinação para vencerem as dificuldades.  

O desafio é "desatualizar Eça de Queiroz"!

O livro que mais gosto são "Os Maias" de Eça de Queiroz porque retrata de forma fiel a sociedade portuguesa do século XIX e que infelizmente, ainda se mantém atual. As dúvidas, justificações e argumentos que as principais personagens desta estória utilizam para não empreenderem e não evoluirem profissionalmente são as mesmas que utilizamos para não assumirmos a liderança e mudança na nossa vida pessoal e profssional. Isto significa que para Portugal vencer a crise económica e financeira terá que desatualizar o Eça. Vamos ao trabalho! Vamos vencer este paradigma! Vamos conseguir ter sucesso!

Atitude!

A atitude é determinante para o sucesso. Hoje sinto-me a sonhar como tivesse 20 anos e o mundo todo pela frente. Estou com coragem para mudar o mundo, o metro que está á minha volta!

Trabalhei fisicamente na minha agricultura até à exaustão e cheguei à conclusão que possuo competências para intervir como trabalhador/capataz, técnico/engenheiro agrónomo, empresário, dirigente associativo, massa crítica/líder de opinião, etc.

Não tenho medo de falhar, começar de novo, adoro fazer coisas novas pela primeira, estar em processo de aprendizagem contínua com base na ultrapassagem dos erros e mais que tudo, adoro trabalhar, construir, ver crescer e ter sucesso!

Quem se identifica com esta maneira de estar na vida?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

AGROPORTAL

O AGROPORTAL é, na minha opinião, um dos melhores locais da internet onde se pode encontrar notícias, atualidade, informação e artigos sobre as agriculturas de Portugal. Apesar de escrever um blogue de vez em quando sinto necessidade de colocar um artigo nesta referência dos agricultores e do mundo rural português

Crescimento Económico

Portugal precisa de um crescimento minimo na ordem dos 3% ao ano para conseguirmos pagar os juros da divída que assumimos. Na minha opinião precisamos de mudar o paradigma da estratégia ecnómica de Portugal, privilegiando a criação de riqueza na agricultura, nas pescas, nas extrações mineiras, na industria e nos serviços ligados ao turismo ou diretamente ligados à exportação ou substituição de importações por produções nacionais competitivas.

A promoção do empreendorismo, tal como está ser feito com os apoios do ProDer para a instalação de jovens empresários agrícolas, deveria ser o modelo para instalar jovens empresários de todas as outras atividades. Será que concordam comigo? Se dá resultado na agricultura porque não aplicam a toda a economia? Dirâo: Faltam fundos financeiros! Eu digo: falta vontade política para inovar, correr riscos e pensar /atuar fora da caixa. Concordam comigo?

 

Seca em Portugal

Será que a seca extrema que se está a abater sobre Portugal irá fazer com que os nossos responsáveis políticos sejam obrigados a integrar a seca nos riscos dos seguros de colheita?

Faço votos para que os riscos dos seguros de colheita sejam cada mais ajustados às aleatoriedades climáticas que se abatem sobre Portugal.

Será impossivel fazer um esquema de seguros agrícolas que responda às necessidades da lavoura?

Dado que perdemos a nossa indepedência e não há perspetiva de a conquistarmos porque ela é muito menos importante que o nosso conforto pessoal e coletivo, não seria desejavel integrar o seguro de colheita português (SIFAC) nos seguros agrícolas de Espanha que cobrem efetivamente as perdas dos agricultores?

O inicio da revolução silenciosa nas agriculturas de Portugal

No meu trabalho diário de dirigir uma empresa que elabora projetos para o ProDeR participo em inumeras reuniões diárias, bem como os meus colaboradores do departamento comercial da Espaço Visual, para ajudar a montar estratégias de investimentos de jovens agricultores. Tratam-se de dezenas de projetos de vida de jovens agricultores que, semana a semana, são discutidos passo a passo, pormenor a pormenor até á exaustão. Noto que há uma onda de jovens empresários agrícolas que submetem as candidaturas às ajudas do ProDeR e que quando encerrarem os seus investimentos farão uma grande mudança na face das várias agriculturas de Portugal porque teremos muito sangue novo, muita energia, muitos milhares de jovens que não têm "teias de aranha mentais" ou esqueletos no armário relativos ao passado da agricultura portuguesa. Se o ProDeR continuar a atribuir financiamento da instalação e investimentos de jovens agricultores até 31 de Dezembro de 2013 teremos a concretização de uma revolução etária nas agriculturas de Portugal, rutura geracional que agora começa.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Leite condensado pela APROLEP

Todas as semanas, pelas 5.ª ou 6.ª feiras, a APROLEP envia as últimas notícias sobre as atualidades da fileira do leite a que dá o sugestivo título deste post.

É uma resenha muito bem elaborada e sistematizada, a qual me merece o máximo interesse.

Felicito publicamente a direção da APROLEP por este importante veiculo de informação sobre a fileira do leite e da agricultura 

Formação Profissional para Jovens Agricultores

A Espaço Visual avança dentro de alguns dias com alguns cursos de formação para jovens agricultores que ja submeteram candidaturas ao ProDeR. Se estiver interessado contate: sonia.moreira@espaco-visual.pt, telemóvel 917 075 852.

Nova variedade de kiwi amarelo neozelandês "Gold3"

A ZESPRI  GROUP LTD anunciou recentemente que conseguiu uma nova variedade de kiwis amarelos denominada "Gold3". Trata-se de uma variedade melhor adaptada as condições de cultura na Nova Zelândia apresentando bom nível de tolerância à PSA.

Legislação do VITIS



Publico o Despacho que autoriza os projetos VITIS para a reconversão de vinha na presente campnha

Despacho n.º 1722/2012
A Portaria n.º 1144/2008, de 10 de outubro, republicada pela Portaria n.º 495 -A/2010, de 13 de julho, e alterada pela Portaria n.º 281/2011,
de 17 de outubro, estabelece, para o continente, as normas complementares de execução do regime de apoio à reestruturação e reconversão
das vinhas.
Nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 11.º e no artigo 12.º, o prazo para receção das candidaturas para as campanhas seguintes a 2010 -2011
bem como o prazo de decisão são definidos por despacho do membro do Governo responsável pelas áreas da agricultura, do desenvolvimento
rural e das pescas.
Considerando que esta medida tem tido grande recetividade junto do sector, justifica -se que os prazos sejam ajustados à realidade, criando
condições aos viticultores para uma melhor execução da medida.
Assim, nos termos do n.º 2 do artigo 11.º e do artigo 12.º da Portaria n.º 1144/2008, de 10 de outubro, republicada pela Portaria
n.º 495 -A/2010, de 13 de julho, e alterada pela Portaria n.º 281/2011,de 17 de outubro, e no uso das competências que me foram delegadas
pela Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território através do Despacho n.º 12412/2011, publicado no
Diário da República, 2.ª série, n.º 181, de 20 de setembro de 2011, determino:
1 — A receção de candidaturas, para a campanha de 2012 -2013, inicia -se na data de entrada em vigor do presente despacho e termina
a 30 de abril de 2012.
2 — As candidaturas apresentadas para a campanha de 2012 -2013 são decididas até 31 de agosto de 2012.
3 — O presente despacho entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
26 de janeiro de 2012. — O Secretário de Estado da Agricultura,
José Diogo Santiago de Albuquerque
Comentários:
1 - Esepro que na presente campanha e ao fim de mais de dez anos de experiência que se consigam tramitar os VITIS dentro dos prazos legais.
2 - Quem estiver interessado em projetos vitis deve contatar a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual, telemóvel 917 075 852, sonia.moreira@esapco-visual.pt  

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

50 anos da Adega Cooperativa de Guimarães

A Adega Cooperativa de Guimarães comemora amanhã, dia 23 de fevereiro de 2012, 50 anos como Organização que defende os viticultores seus associados.

Felicito esta Cooperativa na pessoa do presidente da direção, eng. Sequeira Braga e cada um dos membros dos seus órgãos sociais, por comemorar uma data tão prestigiante, com as contas em dia com os viticultores seus cooperantes.

Será interessante que nos questionemos e que cheguemos aos argumentos que explicam como é possivel que uma cooperativa de pequena dimensão seja um exemplo para grandes e médias empresas ou cooperativas.

Na minha opinião, os responsáveis políticos deveriam conhecer este caso de sucesso e  utilizá-lo como ferramenta para a promoção do cooperativismo no desenvolvimento das agriculturas de Portugal

Pagamentos IFAP

Chegam-me notícias que o  IFAP irá fazer no inicio da próxima semana pagamentos que estejam cabimentados, quer de investimentos, quer prémios de jovens agricultores e parece que terá disponiveis 50 M€ para pagamentos no mês de março (o comunicado do MAMAOT de ontem confirma esta informação).

Ontem, o IFAP esteve de serviços minimos parece, pelas informações que consegui reolher, só estiveram a trabalhar dois dos seus colaboradores no departamento de pagamentos, pelo que, tiveram que deixar a continuação do trabalho para o dia de hoje. Faço votos que o dinheiro chegue às contas dos agricultores na próxima 2.ª Feira.

GrandeReportagem TVI - Jovens Agricultores

Na próxima 2:ª feira, dia 27 de fevereiro de 2012, após o Jornal da Noite irá para o ar uma Grande Reportagem TVI sobre os Jovens Agricultores. Fiz algumas declarações para a reportagem da TVI com as quais espero contribuir para a melhoria da polítca para a agricultura portuguesa.

Espero ter neste blogue os V/ comentários criticos. 

Cursos Formação para Jovens Agricultores

A leitora Ana Gomes perguntou o seguinte:

"Bom dia,

Gostaria de saber quais são os requisitos para se frequentar o curso, bem como quando será o seu início e quais serão os seus horários.

Com os melhores cumprimentos,
Ana Gomes"

Comentários:
1 - Os requisitos para frequentar a formação ProDeR para jovens agricultores são os seguintes:
- Ter projeto aprovado na ação 113 do ProDeR
- Haver vagas num dos dois cursos

2 - O inicio da formação será a 27 ou 28 de fevereiro de 2012.

3 - Horários: durante a semana: 19h00 ás 23h00; Sábados: 9h00 ás 13h00; 14h00 às 18h00

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Facebook

Apesar de não ser um grande aficioando/frequentador estou no facebook, como uma conta ligada a este blogue e uma outra com uma fotografia de kiwis (um dos meus mundos profissionais) . Caso o pretendam, terei o maior gosto em ser vosso amigo nesta rede social

Investimentos em mirtilos

O leitor Fancisco Borges pediu o seguinte esclarecimento: 

"Boa noite SR. Eng. Martino
Tenho pouco mais de um hectare de vinha em Valpacos e estou a ponderar a instalacao de um a producao de mirtilios.
Gostava de saber se acha viavel este tipo de producao nesta zona? E se ha algum tipo de apoio, um a vez que nao se tratara de um part-time.
Obrigado"
Comentários:
1 -  Agradeço o pedido de informação.
2 - Parece-me viável a produção de mirtilos se tiver água para rega. Recomendo que faça a sondagem para a sua captação
3 -  Eventualmente, depende dos valores de investimento, poderá vir a obter apoio ao investimento para se instalar como jovem empresário agricola se tiver menos de 40 anos e disponibilidade para formação de 210 horas até dois anos da data de assinatura do contrato de ajudas.
4 - Como há muitos pormenores em jogo, recomendo que para os esclarecer marque uma reunião em Gondomar, com a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (TLM: 917 075 852; e-mail: sonia.moreira@espaco-visual.pt), esta reunião não tem qualquer custo e não assumirá qualquer compromisso. 

Estágio pequenos frutos

No passado ao sábado decorreu mais uma sessão do estágio para jovens agricultores que a Espaço Visual organiza,  o qual está  sob a minha coordenação, sobre "pequenos frutos". Trabalhamos na plantação de amoras e framboesas. Foi espetacular! Praticamos, adquirimos experiência e ganhamos competências que fazem a diferença quando os investimentos são em nossa casa!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Reformas no mercado laboral

O contrato coletivo de trabalho em vigor para a agricultura, trata-se do contrato assinado no ano passado porque ainda não existe nenhum para este ano, contempla o dia de carnaval como feriado. Pergunto: será que a agricultura não tem que fazer parte do esforço nacional para melhorar a criação de riqueza em Portugal nesta período temporal de crise económica e financeira? Não seria melhor cada um de nós trabalhar mais e o governo não incrementar o valor do IRS?

O debate que se deveria fazer em Portugal é sobre o que cada um de nós pode fazer para melhorar o empreendorismo e consequentemente, promover o emprego e a criação de riqueza. O que posso fazer? O que está ao meu alcance?

Algumas sugestões para debate:
1 - Há quinze dias atrás perguntei a um potencial jovem agricultor sobre o que seria necessário para criar uma empresa e investir na agricultura. A resposta que obtive foi que esperava que no seu atual trabalho o colocassem no fundo de desemprego, para receber a indemnização que a lei prevê, pois se o processo se atrasar  teria de investir na agricultura através de um familiar.
Já discuti com muitas pessoas as razões racionais e morais da existência de indemnização a pagar pelo empregador por términus de contrato de trabalho e a conclusão a que chego é que, esta indemnização, a existir, deveria ser paga pela empresa no fim do contrato ao Estado porque este paga o fundo de desemprego.
2 - Porque é que os gerentes e administradores das empresas não têm direito a fundo de desemprego?    

Programa TVI 24: Portugal Português 2012.02.18

Podem consultar em: http://www.tvi24.iol.pt/programa/3489/51  o Programa "Portugal Português"  da TVI 24, do passado Sábado, dia 18 de Fevereiro, cujo tema foi «Falta de chuva coloca em causa produções agrícolas?»

"Parte do território português já está em seca extrema, desde Novembro que praticamente não chove. Quais as consequências para as produções e para os agricultores se não chover neste mês de Fevereiro, que soluções se podem arranjar e como vão os agricultores encarar o problema? São algumas das questões que vão ser debatidas neste Portugal Português. Em estúdio, a jornalista Paula Magalhães, vai contar com a presença do Presidente da Confederação de Agricultores de Portugal, João Machado, e José Martino, especialista em Agronomia. Porque o que se passa em qualquer lugar deste país interessa a Portugal."

Gostaria de obter os V/ comentários.

Utentes Exigentes

O leitor António Alves escreveu, neste blogue, o seguinte:
"Bom dia, após mais uma tentativa de informações de "PEDIDOS DE PAGAMENTO 1ª INSTALAÇÃO" contatei o ProDer e mais uma vez datas de pagamento não existe NADA EM CONCRETO.(talvez final do mês ou em Março!!!)
Sugeriram que contatasse dentro de uma semana. Não satisfeito ligo para 213234600(Gab. da Ministra de Agricultura) disseram que talvez tenha sido engano e que ligasse para o PRODER ou para o Secretário de Estado da Agricultura, uma vez que o PRODER está na depedencia do Secretário de Estado...
Enfim ninguém sabe ou quer saber de timmings...
Vou ter de esperar mais uma eternidade para pagar os meus equipamentos...
António Alves"

Comentários:
1 - Para saber quando lhe será pago o seu pedido de pagamento deve contatar o IFAP e não o ProDeR.
2 - Na minha  opinião deve fazer, de acordo com a informação que lhe indicaram no gabinete da ministra da agricultura: ligar para o gabinete do secretário de estado da agricultura (mesmo n.º telefone do gabinete da ministra da agricultura), informando que está a ligar por indicação do gabinete da ministra, bem como ligar para o IFAP, para o departamento de pedidos de pagamento das ajudas aos jovens agricultores (previna-se com muita paciência porque há dias que é praticamente impossivel conseguir contato telefónico com o IFAP), dizendo que está a ligar  por indicação do gabinete da ministra, que tem grande necessidade de saber a data do pagamento porque está numa situação de emergência para pagar aos seus fornecedores de equipamento.
3 - Apesar de ser uma grande verdade o que escreve " Enfim ninguém sabe ou quer saber de timmings...", a minha experiência confirma que conseguem resultados os jovens agricultores que não desistem, telefonam todos os dias "assumindo "cara de pau", tendo sempre o mesmo discurso até conseguirem transmitir a necessidade que o pagamento IFAP seja realizado para que possam satisfazer os compromissos com os seus fornecedores.
4 -  Há um princípio lapidar que nunca devem esquecer: "não há nenhum político que nos defenda, tem de ser cada um de nós a assumir a sua defesa própria. Cada utente do ministério da agricultura tem que ser capaz de exigir a boa tramitação do seu processo, dentro dos prazos legais, para que este ministério passe a funcionar melhor!"  

PM e a agricultura

http://www.ionline.pt/dinheiro/passos-coelho-agricultura-tem-papel-fundamental-na-credibilidade-portugal

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Portugal Portugês

Amanhã, Sábado, pelas 15 horas, irá para o ar o programa na TVI 24 "Portugal Português", em que irei comentar, em conjunto com o presidente da direção da CAP, João Machado, a seca que se faz sentir na agricultura portuguesa.

Agradeço os comentários que entendam deixar neste blogue

Saga ProDeR (continuação)

O leitor Filipe Pedro expõe a descrição de mais um dia da sua saga ProDeR:

"hoje lá liguei novamente para o proder, desta vez já dizem que afinal esta no gpp para reanalise mas deve demorar algumas semanas, quanto á informação do drap dizem que foi feito há poucos dias... na terça feira diziam que estava no drap... e no drap diziam que estava no proder, tentei que a secretária me confirma-se com alguém do gpp mas "tal não é possível!?", mais uma vez a resposta que já a devem ter gravado,é "espere mais uns dias" traduzindo "ou meses ou anos, espere sentado que nós também estamos", e pronto fazer o quê isto não anda nem desanda, vou escrever para onde sugeriu mas acho que não vale de nada, entretanto mandaram-me dar inicio de actividade, mas se até ao próximo mês quando tiver que pagar para a seg. social isto não estiver resolvido, é pagar e dar baixa, não estou para pagar para não ter actividade... cumprimentos a todos num dia que ponho em duvida a continuidade do meu projecto e dar como perdido o tempo, dinheiro e empenho que gastei, mas fica incomportável para mim como desempregado pagar para ter actividade e não a te-la..."

Comentários:
1 - Afinal pode-se concluir que houve atraso na DRAP quanto ao envio da informação para o ProDer. Parece-me que estavam a tentar ganhar tempo...
2 - Tente telefonar ao chefe de gabinete do secretário de estado da agricultura (21 323 46 00) porque têm a tutela política do ProDeR (peça o nome da pessoa com quem falou e o contato e-mail do gabinete). Faça um e-mail a expor o seu caso.
3 - Volte a ligar ao ProDeR, insista, transmita que está "desesperado" e precisa que lhe indiquem um prazo concreto para conclusão/despacho do projeto.
4 - Exponha o seu caso por e-mail para o ProDer e para o diretor regional de agricultura e pescas da sua região (telefone primeiro para a sede, peça para falar com o diretor, exponha o seu caso a quem o atender e peça o endereço do e-mail).
5 - Continue a expor o desenvolvimento do seu processo neste blogue e pode ser que tenha a sorte que algum político leia este blogue e que resolva mostrar serviço pondo-se em campo para acabar com este processo kafkiano.
6 - Os políticos ainda não perceberam que os atrasos na tramitação causam desgaste e desmotivação nos proponentes, bem como custos com a segurança social e finanças.
7 - Peço-lhe que não desista porque está a entrar no mundo dos negócios, das empresas, dos problemas para o empresário resolver hora a hora, em que todos os dias testamos a nossa resistência psicológica. Só quem resiste tem sucesso! Juntos iremos levar o barco a bom porto. Conte com a minha solidariedade!

Outra Saga do ProDeR

O leitor António Alves questionou o seguinte:

"Boa tarde Eng. Martino relativamente aos pagamentos a 24 de Fev. espero sinceramente que o Ifap cumpra perante todos nós empresários que temos expectativas e planos de investimento.A noticia de dia 24 é de fonte oficial ou trata se de especulação?cumprimentosAntónio Alves"

Comentários:
1 - Eu não possuo informações privilegiadas. P. F. no inicio da proxima semana telefone para o IFAP (21 384 60 00), dê o número do PA, indique a data de cabimentação e pergunte quando lhe pagarão.
2 - Se não conseguir ligação vá insistindo porque não é fácil conseguir que alguém atenda o telefone (às 6. feiras é praticamente impossivel que alguém atenda o telefone).
3 - Recomendo que telefone para o gabinete da ministra da agricultura (telefone: 21 323 46 00), explique o seu caso e peça que o ajudem a obter o pagamento em tempo útil da ajuda.
4 - Vá expondo a evolução do seu caso neste blogue que poder ser que haja um jornalista que faça noticias com a saga do ProDeR.

Pagamento das ajudas pelo IFAP

Parece que irei estar errado quanto ao prazo de pagamento dos pedidos de apoio ja cabimentados porque apesar de eu ter escrito recentmente neste blogue que levaria meses para o credito em conta de um pedido de pagamento do final do ano de 2011 ou inicio de 2012, surgiu hoje a noticia que o IFAP ira pagar no proximo dia 24 fevereiro.

Saga de projeto ProDeR

O leitor Filipe Pedro continua o relato de mais um dia na saga do seu projeto ProDeR:

"Hoje falei com o drap, ela já tinha falado com a chefe e estava no proder, ligou para o gpp e disseram que já tinha sido entregue a um colega e seria analisado/rectificado em principio ainda esta semana, entretanto disse logo que em estando rectificado me liga-se e fizesse logo a contratação que não estou para esperar por cartas e anúncios e o que quer que seja que atrase mais a contrataçao,amanha ligo para o proder a saber como me podem dizer que ontem estava no drap quando afinal está no proder para rectificação, ainda por cima no balcão de beneficiário continua como "Decisão favorável, atribuído ao coordenador para verificação das condições pré-contratuais", ou seja é só as condições contratuais que estão a ser rectificadas e isso é no gpp no proder...amanha veja o próximo episódio( não existe cenas do próximo capitulo porque não existe guião... )".

Comentarios:
1 - O contato telefonico permanente permite ao fim de algum tempo o controlo sob o ponto de situação do processo ProDeR.
2 - Quando as pessoas da DRAP se empenham, fazem-no frequentemente, conseguem encarrilar os processos.
3 - O balcão do beneficiario na internet ajuda muito pouco porque não espelha a realidade instantânea da tramitação do Pedido de Apoio (PA).
4 - Estou na expetativa quanto ao prazo temporal em que ira assinar o contrato das ajudas, espero estar enganado, mas levara semanas.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Saga ProDeR: Candidatura Jovem Agricultor

O leitor Filipe Pedro continua a descrever as suas démarches ProDeR para fazer avançar o processo de reanálise da ajuda por erro do ProDeR:

"ontem liguei para o drap disseram que o processo está no gestor para
rectificaçao, hoje liguei para o proder dizem que está no drap... amanha ligo
outra vez para o drap e logo se ve onde será que anda o processo, se é que nao
ficou no limbo em que ninguém sabe onde foi parar..."

Comentários:
1 - Parece-me pelas informações veiculadas que posso considerar que o seu pedido de apoio (PA) já está no limbo porque para a DRAP ele está no ProDeR e para o ProDeR ele está a ser tramitado na DRAP.
2 - O aconteceu é real, há várias razões para o explicar:
a) A DRAP enviou uma comunicação para o ProDeR e este não a recebeu por falha no meio de comunicação: tem que perguntar na DRAP qual a data e referência do envio e controlar junto do ProDeR se foi recebida. Informe o técnico da DRAP sobre ponto de situação junto do ProDeR.
b) A DRAP enviou uma comunicação para o ProDeR, este recebeu-a e despachou para o diretor de serviços de projetos da DRAP e este ainda não despachou para o serviço que o leitor contata: além do procedimento anterior junto da DRAP deve pedir ao técnico que contate o seu diretor de serviços para confirmar se este não recebeu a comunicação, bem como solicitar que este contate o ProDeR a saber qual o ponto de situação do seu PA. Peça ao ProDeR que lhe confirmem qual a data em que despacharam o processo de reanálise da ajuda. Informe cada um dos pontos da cadeia sobre a informação que lhe é veiculada pelo outro lado.
3 - Contate Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Agricultura (telefone: 21 323 46 00), o qual tem a tutela política do ProDeR e peça-lhe que o ajude a desencravar este processo kafkiano.
4 - Este tipo de problemas acontece porque do ponto de vista operacional não há controlo para se tramitarem os PA em tempo útil, intervêm no processo 7 Entidades (PRoDeR, DRAP(5) e IFAP) nenhuma delas pode intervir sobre a parte operacional das restantes, falta uma reunião semanal, entre os responsáveis operacionais de cada DRAP, ProDeR e IFAP para analisar a tramitação de PA por PA. Falta escrutinio público dos meios de comunicação social sobre estes pormenores.
5 - Do ponto de vista do utente deveria existir no âmbito do Gabinete da ministra Assunção Cristas um Provedor do Utente que desse resposta ao cidadão em tempo útil, porque na maioria dos casos este sente-se impotente perante os serviços do ministério, dado que o PA é submetido e tramitado por meios eletrónicos

Formação de Jovens Agricultores

O leitor Filipe Pedro questionou o seguinte:

"qual a duraçao e o custo da formaçao?" de Jovens Agricultores para cumprirem os compromissos com o ProDeR?

Comentários:
1 - O curso tem quatro módulos com a duração de 213h:
M1 - Formação Básica de Agricultura: 48h.
M2 - Formação Específica para a Orientação Produtiva da Instalação: 60h.
M3 - Formação de Gestão da Empresa Agrícola: 45h.
M4 - Formação Prática em Contexto Empresarial: 60h.

Em função da formação e da experiência do jovem agricultor, este pode ser dispensado da frequência de alguns módulos de formação (os módulos que necessita frequentar estão definidos na sua candidatura eletrónica porque quando esta se imprime para PDF, não aparecem preenchidos, os campos dos módulos de formação obrigatórios).


2 - Neste ano de 2012 os cursos são financiados pelo ProDeR, pelo que não têm custo para o formando. Especula-se que a partir de 2013 o ProDeR irá deixar de os financiar e que terão de ser pagos pelo jovem agricultor.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ProDeR: formação profissional jovens agricultores

Um leitor anónimo questionou o seguinte:
"O que acontece se eu nao tiver a devida formaçao e ja tenha projeco a 5 mais de
2 anos serei obrigado a repor o dinheiro?"
Comentários:
1 - O ProDeR obriga que no último pedido de pagamento seja apresentado o certificado da formação profissional como empresário agrícola, o qual tem dois anos para ser apresentado, a contar da data de assinatura do contrato, tal como o último pedido de pagamento.
2 - A não apresentação do comprovativo obrigará a devolver todos os fundos recebidos, acrescidos de juros e eventualmente, outras penalizações pecuniárias.
3 - Na minha opinião, com prazos tão largos para terminar o investimento e para comprovar a formação profissional como jovem empresário agrícola, o ProDeR em 2014 e possivelmente em 2015 irá devolver muito dinheiro a Bruxelas por falta de investimento dos proponentes ou por falta do curso de jovem agricultor.
4 - Saúdo como muito positivo o e-mail enviado pela DRAPN a semana passda aos jovens agricultores que terminam o prazo de dois anos para investimento e para realização do curso em 2012, relembrando-os dos seus compromissos e responsabilidades.
5 - Neste sentido, entendi que estão criadas as condições para se organizarem em parceria com a CNJA, a partir de março, nas instalações da Espaço Visual, dois cursos de formação profissional para jovens empresários agrícolas que tehham projetos ProDeR aprovados. Quem estiver interessado em inscrever-se pode fazê-lo junto da eng. Sónia Moreira (sonia.moreira@espaco-viusal.pt; 917 075 852)

Investimentos ProDeR em macieiras

O leitor António Ferreira pediu neste blogue, o seguinte esclarecimento:

"Boa noite O investimento estimado divide-se da seguinte forma: 35.000 euros, para tractor e alfaias 15.000 euros, para preparação do terreno, limpeza de poços, e reservatórios de agua. 50.000 euros, para a plantação (plantas, sistema de rega...) as variedades ainda não estão definidas, mas terá uma componente significativa de Bravo de Esmolfe. Em termos de colocação da maça no mercado, será utilizada a cooperativa, que na ultima campanha pagou a maça a 0,25€/kg. caro Nuno Gomes, como estamos a estudar investimentos identicos na mesma zona, caso pretenda pode contactar-me pelo mail antoniocc.ferreira@hotmail.com António Ferreira"

Comentários:
1 - Para os investimentos que indicou e com base nos valores dos preços de venda da maçã indicados na base do ProDeR, precisa, para se instalar como jovem agricultor, pelo menos de 4-5 ha de macieiras (rentabilidade muito débil). Para o seu preço de venda (0,25€/kg) necessita de uma exploração que tenha pelo menos 7-8 ha de pomares de macieiras.
2 - Na minha opinião, para poder viver, sustentando uma família, com a cultura da macieira precisa que a exploração agrícola tenha pelo menos 12 ha.
3 - Recomendo que faça um controlo exaustivo e rigoroso sobre o preço de venda das suas maçãs porque o preço médio que lhe indicaram não me parece ser o mais ajustado para uma moderna exploração de macieiras.
4 - Recomendaria que visitasse, na região onde irá instalar os seus pomares, as explorações "modelo", com melhores resultados na atividade, com o objetivo de avaliar os custos de investimento e exploração, bem como as produtividades reais que pode contar que irá obter.

Pagamentos do ProDeR

O leitor António Alves colocou neste blogue a seguinte questão:

"Bom dia Eng. Martinho gostava de saber uma questão relativamente ao ProDer: efetuei em 15 de janeiro o Pedido de Pagamento (prémio 1ºa instalação) e com investimentos já planificados para esta primavera quanto tempo é que o IFAP demora a pagar?Lembro que contatei os Srs. do IFAP e informaram que ja estava CABIMENTADO e que depende essencialmente do Min. das Finanças.A minha preocupação é a seguinte em Dezembro pagaram uma grande tranche e agora como o Pais nao tem dinheiro...vao demoram uma eternidade a juntar muitos pedidos de pagamento...Faço votos para que sejam celeres no incentivo a quem yem coragem, ideias, é empreendedor e inova.Parabens pelo blog.Antonio Alves".

Comentários:
1 - Os responsáveis políticos e o IFAP indicaram que pagariam até finais de janeiro.
2 - A minha experiência, desde 1996, diz-me que na transição de orçamento de estado, mesmo antes crise financeira, não havia pagamentos entre finais de outubro e meados de março do ano seguinte.
3 - Na situação atual acho que haverá um atraso no máximo de 60 dias (meados de maio) embora no seu caso, como se trata do pagamento do prémio, o IFAP tem privilegiado o pagamento de ajudas ao investimento, faça planeamento para, na pior das hipóteses, lhe ser creditado o prémio até fim de junho.
4 - Caso o seu pagamento seja efetuado antes dos prazos indicados é sinal que a ministra Assunção Cristas tem peso político e consegue mudar a realidade que é normal acontecer em Portugal.
5 - É para casos semelhantes ao seu, que infelizmente são inúmeros desde há muitos anos, que eu defendo que o ministério da agricultura deveria enviar uma carta conforto formalizando o crédito e com a qual o meu amigo e demais proponentes na mesma situação, caso assim decidissem para não atrasarem os timings do investimento, teriam possibilidade de se financiarem junto da banca.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Outras reflexões sobre o ProDeR

O leitor Diogo descreveu neste blogue a sua experiência com o ProDeR:



"Concordo plenamente consigo, Filipe Pedro. Estou no ultimo ano da minha
licenciatura em gestão, comecei a pensar na ideia de apostar na agricultura pois
os meus pais tem uma pequena quinta e queria rentabilizar foi então que em
Agosto do ano passado submeti a minha candidatura, 5 meses depois foi aprovado,
em Dezembro, passados quase um mes e meio assinei o contrato e agora vou
aguardar mais um mes para fazer o pedido de pagamento e depois vou ter que
esperar mais 2\3meses para receber o dinheiro, ou seja lá para Maio Junho. é
ridículo este pais, oportunidades perdem-se por esta demora e pela sensação de
mendigos que estas estruturas nos fazem sentir. agora a parte burocrática, algo
surreal, tenho medo ( e já tenho um monte de licenças na cama do projecto ) que
venha cá algum instituto ou algo do género que me multe por eu não lhe ter
comunicado a minha intenção de avançar com o projecto, isto já para não falar
dos atendimentos rudes que encontro nos serviços a que me dirijo para pedir as
licenças. No fundo, fui enganado, pensei que apoiavam mais os jovens
agricultores, pensei eu que o trabalho duro era no campo, mas já estou ansioso
por esse mesmo trabalho e fugir desta fase de espera e licenças, fui engano pois
aquele fervor que esta inerente ao inicio de um projecto nosso esta a esmorecer
e ainda não comecei os trabalhos no campo, basicamente se fosse hoje avançaria
novamente mas não tinha feito tantos planos não tinha elevado a fasquia pois as
estruturas (ifap, drap, ren, câmara municipal, etc etc ) não apreciam o trabalho
que estou a desenvolver pela cidade e pelo pais, não é que eu peça tratamento
especial mas pelo menos que tenham uma postura proactiva.Boa sorte para
os que iniciam agora actividade e para os que vão iniciar muita
paciência.muitos parabéns pelo blog, é um blog com uma utilidade publica
que outras instituições publicas não temCumprimentos. Diogo"





Comentários:


1 - Os prazos de tramitação do ProDeR estão estipulados por lei, mas infelizmente não se cumprem. Os prazos indicados pelo leitor Diogo são, na minha opinião, em termos médios, considero-os "normais", considero que o prazo temporal, entre a entrega do Pedido de Pagamento e o crédito da ajuda na conta bancária, é de 4 a 6 meses. É com base de exemplos deste tipo, a incerteza do atraso gera desmotivação e medo, "fazem-nos sentir como mendigos", defendo uma nova política mais clara e objetiva para a agricultura portuguesa (ver ponto 7 do post com o titulo: "4.º Aniversário deste blogue: contributo para uma política agrícola mais eficaz").
2 - É necessário que o ProDeR clarifique, previamente, o que vai pedir em sede de controlo e auditoria porque o medo que o leitor sente, quanto a licenças e seu controlo, eu que sou profissional da consultoria do ProDeR, também o pressinto.
3 - Ao contrário do leitor eu nunca me senti engando pelo ProDeR porque tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a "competência" da primeira gestora do ProDeR. Dra. Rita Horta, e o ex-ministro da Agricultura que a tutelou, Dr. Jaime Silva, pelo que, fiquei "vacinado": o ProDeR começou mal (atrasos nas aprovações e pagamentos) e irá acabar mal (devolução a Bruxelas de muitos milhões de euros).
4 - Os jovens agricultores e os agricultores têm de assumir o ProDeR como um apoio e não como uma panaceia para financiar de forma exclusiva os seus investimentos.
5 - O ministério da agricultura está imbuído num processo burocrático em que infelizmente os seus colaboradores estão a ser perseguidos por processos burocráticos, controlos, auditorias, etc., em que as chefias intermédias se demitiram das suas responsabilidades, salvo honrosas exceções e que deixaram cada um dos seus funcionários à sua sorte.
6 - Presto-lhe a minha homenagem pela coragem e determinação que está a pôr nos seus investimentos. Peço-lhe que, mais importante que os outros e o ministério da agricultura não apreciem o seu esforço, é que o meu amigo se valorize a si própio porque está a criar riqueza em Portugal.

Saga ProDeR!

O leitor Filipe Pedro continua a descrever a sua "saga ProDeR":

"com o drap tenho falado e a eng. que teve o processo tem sido impecavel, mas nao
pode fazer nada, o processo está no gestor que é uma figura sem rosto e nome ao
qual nao consigo aceder, falei com o eng que me tem ajudado a fazer o projecto e
diz-me que nao se consegue saber quem é para nao haver subornos, pois mas assim
também nao há quem seja responsavel pelos erros cometidos nem quem seja chamado
a responder...e pronto cá estou eu a desesperar com muito que fazer mas sem o
contrato assinado sem poder avançar com nada, um simples papel que entrava a
minha reentrada no no emprego que gera receitas para mim e para o estado e que a
curto prazo poderá empregar mais uma ou duas pessoas... este fim de semana
estive em formaçao e era só malta nova, tudo com enormes duvidas de como
implementar projectos e pedir apoios, e todos inclusive amigos meus desistem de
ir para a frente só pela burocracia de se montar um negocio economicamente
viavel...alguns com formaçao académica e tudo, jovem, todos com grandes
capacidades e saude, mas assim o estado também nao ajuda, DESEMBRULHEM A
BUROCRACIA DESTES PROCESSOS QUE A MALTA QUER TRABALHAR E PRODUZIR (PORRA)"

Comentários:
1 - É importante que o leitor saiba há quanto tempo o seu processo foi enviado da DRAP para o ProDeR, porque apesar do leitor não ter culpa pelo erro que determinou a revisão do seu pedido de ajuda (PA), a resposta pode estar dentro do prazo razoável para ser obtida (na minha opinião, duas a três semanas) porque o ProDeR tem que funcionar com os seus compromissos, prazos e responsabilidades para todos os seus utilizadores.
2 - Mesmo estando dentro do prazo deve telefonar para o ProDeR (tel. 213 819 300) e pedir para falar com a Sra. Eng. Rita Barradas, diretora adjunta que tutela as ações de investimento do ProDeR. Irá "esbarrar" numa secretária, explique-lhe o problema, dê-lhe o número do PA e informe-a que irá ligar dentro de dois dias. Repita o telefonema a cada dois dias, perguntando, qual a data em que será despachado o seu processo.
3 - A falta de controlo político sobre os processos ProDeR resulta do fato de não haver ninguém que dê a cara perante o proponente quando há erros/atrasos/processos kaflianos e sobretudo, o que é mais grave, os responsáveis políticos não têm a noção que estes problemas existem. Acho que, através da implementação da figura de "provedor do utente do Ministério da Agricultura", se ultrapassariam muitos destes problemas.
4 - Melhor do que nos lamentarmos que o Estado funciona mal, devemos começar desde "já/agora" a trabalhar, com o que está ao nosso alcance ("telefonar, telefonar, telefonar!" e "escrever, escrever, escrever!") a contribuir para a mudança.
5 - Se é um potencial jovem agricultor e tem dúvidas sobre a burocracia do ProDeR, coloque-as neste blogue, porque da "discussão nasce a luz!".

Banco terras: uma necessidade premente!

O leitor LR colocou a seguinte mensagem neste blogue:

"Acabaram de me pedir, 350 euros/MES/ha pelo aluguer de 3ha de terreno. Um
terreno que fica numa aldeia normal deste país, parte a silvas parte floresta
(mimosas) com algum trabalho para preparar seja para o que for, com
possibilidade de acesso a electricidade e com pouca água (um poço pequeno e
duvidoso). 4200 euros/ano, o que daria 12600 euros/ano para os 3ha. Ah, o valor
de partida foram 500euros/ha/mes, ou seja, 6000 euros/ha/ano... Absurdo! LR"

1 - Este tipo de informações e experiências, como a descrita por este leitor, chegam-me e vivo-as diariamente com os meus clientes, na minha atividade de projetista para o ProDeR.
2 - Sou um defensor de um banco público de terras porque é um dos instrumentos necessários para promover o acesso á terra dos agricultores e potenciais jovens agricultores.
3 - O valor das rendas deve estar indexado ao melhor rendimento potencial do prédio rústico em causa e esta informação deve ser veiculada no terreno aos proprietários através de entidades (câmaras municipais, associações, empresas, etc.) integradas, quanto ao seu funcionamento, na supervisão do banco público de terras.
4 - É necessária a intervenção dos responsáveis políticos da agricultura e das autarquias para desmitificar o valor social dos prédios rústicos, o interesse público em ter os terrenos devidamente explorados, etc. porque Portugal não pode perder a oportunidade de ter jovens que podem explorar as suas terras, caso não consigam ter acesso à terra, irão emigrar e criar riqueza noutros países (tenho exemplo de jovens agricultores que caso não se tivessem instalado na agricultura com as ajudas do ProDeR teriam ido trabalhar noutros países)
5 - Com um banco de terras o acesso do leitor LR e de muitos outros, a terrenos agroflorestais, seria mais facilitado.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sucesso no ProDeR: telefonar, telefonar, telefonar! Escrever, Escrever, Escrever!

O leitor Filipe Pedro fez o seguinte comentário ao post "ProDeR: estratégia para melhorar a tramitação":
"Período de tempo razoável em que cada PA fica na interação entre as DRAP,
ProDer e IFAP no âmbito da sua tramitação, porque quando um processo cai no
limbo demora meses ou anos para voltar à tramitação normal."é desse limbo
que estou com receio, o meu projecto foi aprovado, só que houve um erro de
calculo do montante do prémio em que só calcularam sobre as despesas elegiveis e
nao sobre o vipe e voltou atras porque a diferença era grande e nao podia
aceitar, agora já me começo a arrepender, pois estou a ver que o processo vai
cair nesse limbo e nao há respostas nem ninguém que saiba o que se vai passar
nem quanto tempo demora a ser rectificado e no caso apicula a época começa
dentro em pouco e ainda há muito que fazer para ter tudo em ordem de começar a
tempo..."
Comentários:
1- Como se pode verificar pelo exemplo, "infelizmente existem casos que saem fora da tramitação normal do ProDeR", basta que haja uma reclamação.
2 - Na minha opinião o Ministério da Agricultura deveria ter um "provedor do utente/gestor de cliente" de que se ocupasse e preocupasse em acompanhar todos os casos tipo do Filipe Pedro.
3 - Aconselho-o, na sua qualidade de proponente, que pressione telefonicamente, de dois em dois dias, o serviço da DRAP onde foi realizada a análise do seu projeto. Se for necessário escreva ao director regional de agricultura e pescas, à gestora do ProDeR e à ministra da Agricultura. Após escrever telefone passados 3 dias a pressionar para ter a resposta á sua solicitação. E não deixe de escrever neste blogue sobre o andamento do seu PA, pois é lido por gente do Ministério da Agricultura, deputados da Assembleia da República, jornalistas, etc.
4 - Nunca se arrependa de reclamar quando tem razão objetiva porque se cada um de nós o fizer, levaremos a que todos os serviços funcionem melhor e consequentemente, ao desenvolvimento de Portugal.

Crédito aos jovens agricultores

O leitor Nuno Gomes escreveu, neste blogue, o seguinte:

"Uma grande visão... como sempre!
Em relação ao crédito para o
investimento agrícola, o sucesso pode depender do montante pedido em % do valor
do investimento ou é efectivamente muito difícil conseguir crédito, junto dos
bancos, para a agricultura?
Parabéns pelos 4 anos de serviço público!"

Comentários:
1 - "A grande visão" resulta de me perguntar quase diariamente: Quais as razões que levam responsáveis políticos da agricultura, alguns deles que reconheço, pelo contato pessoal, como pessoas muito inteligentes, a não conseguirem resultados e melhorias significativas no desenvolvimento da agricultura portuguesa, na pior das hipóteses, mudanças e melhor clima de contexto para quem é empresário ou quer investir na agricultura? Tenho o diagnóstico realizado ao pormenor e "tenho fé" tal como o ministro das finanças, que as minhas medidas, propostas no último post, tal como as dele, se forem implementadas, irão traduzir-se em mudanças efetivas para melhor na agricultura e economia portuguesas.

2 - É mesmo muito difícil obter crédito para atividades produtivas. Os gestores bancários estão pouco sensiveis para a importância da criação de riqueza, sobretudo se quem for pedir crédito não tiver experiência e relacionamento de longa data com essa Instituição de Crédito. Mesmo no caso de empresários já experientes, muitas vezes, pedem garantias por recurso a colaterais (emprestam a uma empresa se acionista apresentar depósitos ou aplicações de igual montante = reconheço que pode ser uma solução interessante do ponto de vista fiscal, mas no meu caso, prefiro, se tiver dinheiro disponivel, colocá-lo na empresa que está a investir do que pedir o dinheiro emprestado ao banco).

3 - Para se ter uma empresa agrícola sustentável do ponto de vista económico e financeiro, é necessário recorrer a investimentos avultados, mesmo com a ajuda do ProDeR, o que aconselharia que a Agroagarante tivesse os capitais adequados para emprestar nos prazos compativeis com a geração de riqueza das atividades em causa nos projetos, bem como no custo total do dinheiro que irá emprestar. A solução da garantia mútua nas condições indicadas é estratégica para acompanhar a instalação de jovens agricultores, sob pena de uma grande parte ou a maioria vir a fracassar nos próximos cinco anos

domingo, 12 de fevereiro de 2012

4.º Aniversário deste blogue: contributo para uma política agrícola mais eficaz

O que é necessário fazer para colocar a agricultura como um setor de destaque na economia portuguesa ( a OCDE aconselha os seus membros a investirem na melhoria da produtividade agrícola, na sustentabilidade e competitividade a longo prazo, apoiada na inovação, investigação e conhecimento)?

Em dia de aniversário deste blogue, segue o meu contributo:

1- Mostrar à sociedade o sucesso dos empresários agrícolas ou agro-industriais, bem como aquele que é obtido por trabalhadores rurais, chefes de exploração, técnicos, professores do ensino profissional, politécnico e universitário, consultores, etc. Fazê-lo através dos meios de comunicação social, promover eventos específicos para fomentar o prestigio da agricultura. Dizia-me alguém há algum tempo atrás, que a agricultura será uma atividade prestigiada quando os seus agentes aparecerem frequentemente nas revistas cor de rosa.

2 - Fazer com que se ganhe dinheiro como resultado das atividades agrícolas, desenvolvê-las de modo que 50% das produções sejam conseguidas por explorações/empresas dentro das economias de escala. A estruturação da produção, da sua industrialização e comercialização sejam desenvolvidas com alinhamento estratégico inovador e liderante, dentro do que melhor se faz a nível mundial, conseguidas como resultado de ações de benchmarking.

3 - Cadastro de todos os prédios através de ação declarativa a realizar no IRS, ao longo de dois anos. Quem não declarar as suas propriedades perde-as para o Estado.

4 - As heranças indivisas que no prazo máximo de dois anos não se extingam por escritura de partilhas, serão perdidas para o Estado, o qual colocará os prédios em hasta pública, com regulamento para promover a agregação de parcelas em explorações com dimensão, entregando o dinheiro obtido, após impostos, aos respetivos herdeiros.

5 - Banco público de terrras para promover o arrendamento dos prédios cujos proprietários, por decisão voluntária os disponibilizam, por não terem perfil para os explorarem, quer por idade, quer por não terem interesse na agricultura.

6 - Crédito específico para a agricultura e mundo rural, com prazos e custos adequados a esta atividade económica. É chocante que, apesar da crise económica e financeira que se vive em Portugal, ainda sejam concedido crédito ao consumo, habitação, automóvel (incluindo leasings, e retings) para particulares, em lugar de ser concedido para atividades produtivas (agricultura, pesca, indústria, atividades mineiras, etc.), serviços de apoio à produção, exportáveis, etc. As dificuldades na obtenção de crédito são reais e conheço-as pessolamente, quer da minha atividade empresarial em que negoceio crédito para os meus investimentos na agricultura, quer como consultor, em que ajudo os meus clientes de projetos e assitência técnica na obtenção de crédito bancário. Os bancos estão poucos sensibilizados para as atividades produtivas, pior que as conhecerem mal, é não terem interesse em quererem percebê-las para avaliarem os respetivos riscos. Dizem que para inverter esta posição é necessário que a agricultura seja uma prioridade política. O regresso à terra está nos discursos dos responsáveis políticos e nas manchetes da comunicação social, não é claro qual o papel que a agricultura representa e assumirá na economia portuguesa ao longo de cada um dos próximos quatro (os bancos e a opinião pública não conhece os objetivos, pelo que, os caminhos e estratégias são ainda mais misteriosos).
A CGD e o Crédito Agrícola deverão ser os bancos pioneiros na promoção do crédito para o mundo rural, o primeiro por ser o banco detido pelo Estado e o segundo por ser um grupo especializado do crédito à agricultura.

7 - Política para a agricultura portuguesa que passe por tramitação, por parte do Ministério da Agricultura, Ambiente e Ordenamento do Território, de todos os processos burocráticos dentro dos prazos legais, como exemplo, candidaturas ao ProDeR, licenciamentos de atividade industrial, pecuária, licenças de abertura de furos, etc. Nos casos em que não se cumpram os prazos de tramitação, estes serão alargados para o períodos temporais que sejam exequiveis. No passo seguinte, cada um dos processos será analisado e proceder-se-á à simplificação para encurtamento dos respetivos prazos.

8 - Diplomacia económica nas ações de benchmarking das atividades agrícolas, assim como na promoção das exportações dos produtos agrícolas portugueses

sábado, 11 de fevereiro de 2012

4.º Aniversário deste Blogue

Faz hoje 4 anos que comecei a escrever neste blogue. Recordo o primeiro post que aqui coloquei porque as ideias que defendi em fevereiro de 2008 estão cada mais ajustadas à realidade dos dias de hoje. Leiam e façam os vossos comentários.





"A internacionalização da agricultura portuguesa

O desenvolvimento da agricultura portuguesa tem que passar pela internacionalização dos mercados dos seus produtos, sobretudo naqueles que têm condições edafoclimáticas mais ajustadas que permitam chegar a produtos com características diferenciadoras, melhor qualidade gustativa, cujas fileiras aliam competência técnica e gestão empresarial com organização, rentabilidade e competitividade.Os mercados internacionais e, com maior preponderância, pela sua maior proximidade geográfica, o mercado espanhol, têm que assumir um peso determinante no escoamento das produções agrícolas portuguesas, sob pena de não se conseguir ultrapassar a diminuta dimensão do mercado nacional e sobretudo o nosso fraco poder de compra.O valor acrescentado e a mais valia financeira ganhos pela qualidade dos produtos nos mercados internacionais são estratégicos para remunerar a fileira e dar um incentivo adicional à agro-indústria e produção para se especializarem, incorporarem mais inovação e trabalharem afincadamente na implementação dos factores diferenciadores.A diminuição da pressão da oferta sobre o mercado nacional traz a vantagem adicional de se conseguir que a distribuição organizada, a qual domina o mercado em variados sectores, tenha que remunerar melhor os produtos portugueses caso estes não tenham outras alternativas no estrangeiro.Esta nova visão dos mercados internacionais e em particular de Espanha corresponde a uma mudança de paradigma mental dos agricultores nacionais e da agro-indústria associada, a qual será, sobretudo, o resultado do processo da assumpção de que o espaço geográfico ibérico é o mercado natural dos produtos agrícolas portugueses.O planeamento e a estratégia da produção têm que dar resposta para chegarmos e estarmos com as nossas marcas doze meses por ano nos mercados internacionais. Para tal vai ser necessário que as empresas portuguesas tenham explorações agrícolas no hemisfério sul para poderem tirar partido das produções em contra-estação.O primeiro passo para abordar de forma sistemática e coerente a internacionalização da agricultura portuguesa passa pela elaboração dos Planos Estratégicos de Fileira, sub-fileira ou produto. São instrumentos privilegiados de diagnóstico, quer pela análise do "estado da arte" a nível global na sua vertente de "análise externa", quer ao nível de Portugal no capítulo da análise "interna". Por outro lado, definem e clarificam os objectivos atingir nos próximos seis anos, assim como traçam os respectivos planos de acção e conjugam-nos com os respectivos orçamentos de execução.A "análise externa" resulta do conhecimento aprofundado do que se passa em todos os países produtores, independentemente de serem nossos concorrentes directos ou não. Desde a produção, à agro-indústria até aos mercados temos que trabalhar para possuir quer por pesquisa à distância, quer por cantacto directo, a informação actualizada e eficaz que mostre a realidade nua e crua com que os portugueses têm que se bater para conquistarem os mercados internacionais.Temos que fazer o mesmo trabalho para Portugal ultrapassando as limitações que sempre apontamos de ausência de dados ou a sua fraca fiabilidade. Quando realmente queremos fazer bem e ter sucesso os resultados aparecem.A discussão alargada do diagnóstico pelos membros de cada fileira é factor chave de sucesso para se traçarem os objectivos correctos e se apontarem as acções mais adequadas para que sejam atingidos.O documento tem que fazer a orçamentação correcta, a identificação das fontes de financiamento das acções e a definição da estrutura/equipa responsáveis pela coordenação do Plano, para que a sua implementação venha a ser no futuro um caso de sucesso.A fase seguinte passa por comunicar, de forma eficaz, as linhas mestras do Plano Estratégico de Fileira, quer para o interior da respectiva fileira, quer junto dos poderes públicos, tendo como objectivo fazer que a conjugação de esforços e a cooperação dos membros da fileira sejam efectivas, assim como na obtenção dos apoios financeiros adequados para se desenvolverem as acções que levem à conquista dos mercados internacionais."