Pés assentes na terra
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Artigo pulicado no AGROPORTAL em 2012.03.12
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José Martino
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Nas últimas semanas, tenho participado em muitas reuniões com potenciais
interessados
em instalarem-se como jovens empresários agrícolas. Quase não tenho tempo
livre para acorrer a todas
as solicitações que me chegam ou à
empresa de consultadoria agrónoma “Espaço Visual”, que
dirijo.
Se tal me dá muito prazer e confirma que a agricultura pode ser um bom e
rentável modo de via,
também chego rapidamente à
conclusão que muitos desses jovens têm dificuldades em perceber
que a agricultura é um negócio.
Um negócio pressupõe investir muito da sua vida e do seu dinheiro nele;
implica correr riscos;
exige que as pessoas que o abraçam tenham características específicas –
ou inatas ou que
as adquiram através de acções de formação.
Esta sensibilização devia ser feita pelos poderes públicos. Chego a ficar
com a ideia que
muita gente está a correr para a
agricultura como se fosse um El Dorado, onde se facilmente
se pode enganar a crise em
segundos.
Nada de mais errado. A agricultura não é a panaceia para todos os males
da crise, nem é a porta de
saída fácil do desemprego ou das
fracas expectativas de vida. Virar-se para a agricultura obriga a
muito trabalho e paciência.
Os estágios em explorações agrícolas, com duração de vários meses, são
essenciais para que
o jovem conheça "os ossos de ofício" da atividade agrícola que
irá abraçar. É, por isso, também,
que procuro no meu blog (josemartino.blogspot.com)
fazer alguma pedagogia nesse sentido.
O blog é um instrumento de trabalho para quem quiser saber coisas
práticas sobre o negócio
agrícola e uma boa bússola para quem quer fazer da agricultura o seu
sustento futuro mas ainda
não encontrou o melhor caminho.
A realidade da agricultura é muito diferente das ideias e sonhos que
temos em mente. Tem sucesso
quem consegue ajustar os objetivos que sonhou, reajustando-os à medida
que vai conhecendo melhor
o negócio. Cá estaremos para ajudar…
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