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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Proposta do PS para a Agricultura.

O Dr. Mário Ribeiro, assessor de imprensa do Ministro da Agricultura desafiou-me neste blogue a ler a proposta do PS para a Agricultura. Aqui vai o Programa:
a) Readaptar, flexibilizar e simplificar a execução do PRODER, por forma a atingir um universo ainda mais alargado de be­neficiários, em particular através do aproveitamento das novas elegibilidades abertas pela reforma intercalar da PAC de 2008 (“health check”), e a utilizar também este programa, em articulação com as demais medidas nacionais, como ins­trumento de combate à nova realidade imposta pela crise global, que também atinge o sector agrícola e o mundo rural;
b) Utilizar a margem de manobra acrescida que foi concedida aos Estados-membros no âmbito “health check” para reforçar os apoios aos pequenos agricultores e aos sectores ou regiões mais atingidos pela turbulência dos mercados ou que sofrem de “handicaps” específicos, como é o caso do leite, através de programas adicionais de apoio específico;
c) Ainda no âmbito do “health check”, uma vez que foi finalmente introduzida pela primeira vez no plano europeu, ainda que aquém do desejável, uma “modulação progressiva obrigatória”, deverá ser cancelada a ”modulação voluntária”;
d) Criar um Programa de Apoio às Estruturas Representativas do Sector Agrícola e Rural, visando uma maior inter-acção com os agricultores e o mundo rural;
e) Prosseguir a aposta prioritária na Água e no Regadio através da finalização dos principais empreendimentos hidroa­grícolas e da concretização de um novo Plano de Regadios Tradicionais;
f) Rever o sistema de seguros agrícolas e criar um novo seguro pecuário, aproveitando a oportunidade de co-finan­ciamento comunitário aberta com o “health check”; será reforçado o mecanismo de garantia mútua utilizando instru­mentos financeiros já existentes e será criado um instrumento de apoio para a competitividade e eficiência energética, que incluirá a simplificação do regime de gasóleo verde, a integração de sistemas de co-geração e, ainda, a ponderação exigente de apoios para a energia verde;
g) Criar um Sistema de Apoio à Concentração de Cooperativas Agrícolas, com o objectivo de promover a profissionaliza­ção, a organização para o mercado, a obtenção de economias de escala e a cooperação estratégica;
h) Criar, para a promoção das exportações e a internacionalização das nossas empresas, um Programa de Apoio à Expor­tação para as Empresas Agrícolas e Agro-Industriais, para além das medidas existentes, designadamente no universo do vinho que permitirão a Portugal um investimento em promoção muito significativo. Por outro lado, serão orientados os incentivos ao associativismo agrícola, visando conceder prioridade à concentração da oferta, ao agrupamento de pro­dutores agrícolas e ao associativismo de carácter inter-profissional, nas diversas fileiras prioritárias.
i) Na revisão das perspectivas financeiras e discussão da futura PAC, para depois de 2013, o Governo assumirá a defesa intransigente de uma política agrícola verdadeiramente comunitária: mais justa e equitativa entre agricultores, regiões e Estados membros e mais amiga do ambiente.

A seu tempo farei uma análise crítica deste documento.

Uma leitura rápida do documento faz-me lembrar um primo, estudante universitário, com 20 anos de idade, cheio de capacidade intelectual, “sorna militante”, daqueles que tem capacidade, mas não quer fazer o sacrifício de estudar. No fim de cada ano lectivo, no qual não consegue obter sucesso nos seus estudos, diz para a família: “Acreditem em mim, irão verificar que estão enganados a meu respeito porque agora é que vai ser! No próximo ano irei fazer todas as cadeiras.”
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

A Comunicação Social e o Primeiro-ministro!

Almocei ontem com um conceituado jornalista de um importante Órgão de Comunicação Social e cheguei à conclusão que os Media tratam o Primeiro-ministro com bastante condescendência, face a qualquer outro político que tivesse a veleidade de dizer, por exemplo, “ainda está para nascer outro Primeiro-ministro que faça o que eu fiz”. O Presidente Jorge Sampaio por indícios de menor importância demitiu Santana Lopes. Se este político tivesse um certificado de licenciatura emitido ao Domingo não seria pressionado até se demitir. Porque será que a comunicação social nunca fez as perguntas certas ao Primeiro-ministro?
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terça-feira, 28 de julho de 2009

Boas notícias! Mais um projecto aprovado.

Recebi ontem a notícia que tive mais um projecto de 27 milhões de euros aprovado. Preciso destas boas notícias para melhorar de ânimo, sobretudo nesta semana dura e difícil na vida de projectista.

Tenho expectativa que no fim do próximo concurso vamos ter um incremento de umas largas dezenas de candidaturas com qualidade a submeter ao ProDeR.

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A crise no leite continua. Até quando?

O meu amigo, Eng. José Silva, enviou-me um email com uma notícia da TSF sobre as preocupações dos produtores de leite, porque a RENOLDY esteve para fechar e parece que há rumores que a PARMALAT irá seguir o mesmo caminho. Há um conjunto grande de produtores de leite que estão diariamente a perder dinheiro continuando a desenvolver esta actividade, porque os seus custos de produção são superiores à receita que o leite gera.

Está na hora dos partidos políticos que podem ganhar as próximas eleições estudarem o problema e apresentarem as suas soluções. O próximo governo não pode lavar as mãos como Pilatos e deixar que o mercado se encarregue de levar à falência um grande número de explorações leiteiras.

A minha previsão aponta para que nos próximos 4 anos irão desaparecer até metade dos actuais produtores de leite. O que pode o governo que sairá das próximas eleições fazer para ajudar estes portugueses e a fileira do leite?
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segunda-feira, 27 de julho de 2009

"Nós Atrasados!" Como se combate?


Porque será que a maioria dos portugueses não consegue cumprir horários, prazos de execução de trabalhos, fazer intervenções em eventos dentro do tempo que programado pela organização e fazer reuniões dentro do tempo mínimo para se cumprirem os respectivos objectivos?
Este conjunto de questões está na minha cabeça porque estou a viver o fim do prazo de um concurso para carregamento de candidaturas para instalação de jovens agricultores, só na última semana se consegue que os interessados entreguem as informações e documentação necessárias para formalizar os respectivos projectos.
Portugal atravessa nesta altura e irá ser cada vez mais acutilante, a crise que na minha opinião, além de um ajustamento de modelo económico tem na base a baixa produtividade do trabalho. Muitas vezes, despendemos uma tarde para fazer uma reunião que se poderia fazer em meia hora, outras vezes participamos em reuniões que se todos os presentes tivessem feito o trabalho de casa, se poderiam evitar, pois com a elaboração de documentos e o seu envio por email não justificaria o encontro pessoal entre as pessoas. Quantas deslocações se evitariam (os combustíveis e automóveis são importados)? Será que se a N/ postura fosse outra mais eficaz, no mesmo tempo de trabalho diário, conseguir-se-ia concluir mais trabalhos e de melhor qualidade?
Acho que é um desiderato nacional batermo-nos pelo cumprimento dos horários. Espero que seja este um dos pontos que os partidos políticos irão colocar nos seus programas de governo: melhoria da produtividade nacional pelo cumprimento dos prazos de tramitação dos processos que dependem da administração pública.
A ver vamos…
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Proposta para melhorar a dimensão das explorações agrícolas.

Criar através da CGD uma linha de crédito bonificado com a duração de 30 anos, destinada à aquisição de terrenos ou pagamentos de tornas a co-herdeiros, para que as explorações agrícolas possuam ou ultrapassem as dimensões das economias de escala de cada uma das produções que neles se venham a desenvolver. Se nesse período de tempo a exploração for desmembrada ou abandonada o empresário agrícola terá que repor o valor dos juros bonificados (30 M€ por ano daria para intervir pelo menos em 40 000 hectares, a uma taxa de bonificação de 5%, a um preço de custo médio de 15 000 € por hectare).Esta operação decorreria durante o período temporal máximo de 6 meses, como acção estruturante momentânea.

A sua repetição vai ser necessária porque tenho a certeza que vai haver mais mercado, o Estado irá compensar o capital imobilizado, quer por cobrança de taxas e impostos que incidem sobre o desenvolvimento das actividades agrícolas ou pelo abaixamento das importações de produtos agrícolas ou pela promoção das exportações.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Orientação dos Kiwis de Portugal para Mercados Específicos

A fileira do kiwi tem vindo a tornar-se cada vez mais competitiva, no entanto, possui ainda algumas limitações, quer pela sua dimensão global, quer pela dimensão dos agentes de cada um dos seus segmentos, que a impedem de competir com base exclusiva no factor “preço” igual ou mais baixo que apresentam os principais produtores mundiais (Nova Zelândia, Itália, Chile e França).

Assim para cada tipo de kiwi (pequeno, médio ou grande) Portugal tem que procurar mercados que lhes dêem valor acrescentado o qual possa suportar os sobrecustos que a nossa fileira possui. A exportação terá que ser responsável em 2013 pelo escoamento de 50% da produção nacional. O mercado espanhol aparece como o principal destino dos kiwis de alta qualidade de calibre acima das 120 gramas por fruto. Para os frutos entre as 90 e as 120 gramas de peso médio, que nesta altura têm excelente mercado em Portugal, terão de ser encontrados mercados alternativos tendo em conta a subida da oferta que se avizinha para os próximos anos. Os calibres abaixo das 90 gramas de peso médio por fruto necessitarão incrementar o seu escoamento nos mercados dos países do centro e norte da Europa.


Produzir na agricultura é determinante para sua rentabilidade!

O empresário agrícola tem que lutar para obter formação mínima na gestão das actividades que desenvolve (A formação deve incidir sobre o planeamento das actividades, assim como sobre os registos de execução) como estratégia para fazer realizar as operações culturais essenciais para obter o sucesso, na hora certa, no momento certo e em tempo útil (execução no intervalo temporal da maior oportunidade técnica) de forma a tirar o máximo resultado dos factores de produção que utiliza.

Tal como é comum dizer-se que “o mais difícil é comercializar produtos agrícolas”, tenho a informar que não concordo porque na minha opinião o “mais difícil é produzir, com a máxima produtividade que rentabiliza os investimentos e com a qualidade de produtos que o mercado os quer trocar por euros”.
Exemplo: há muito vinho em stock, mas grande parte deste vinho não é proveniente das castas que o mercado procura, não tem aroma, não tem a graduação alcoólica, etc. Caso estes vinhos tivessem as características que o mercado valoriza já teriam sido comercializados.
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sábado, 18 de julho de 2009

PROPOSTA PARA APOIOS MAJORADOS ÀS COOPERATIVAS AGRÍCOLAS

Proponho que o próximo governo saído das próximas eleições aposte no reforço do sector cooperativo como suporte de acesso das produções dos micro/ pequenos agricultores ao mercado (estes sobrecustos que são suportados pelas Cooperativas devem ser indemnizados pelo Estado atendendo ao serviço público que suportam aos micro agricultores. Se este acesso ao mercado desaparece há maior desertificação social do Interior de Portugal).

Passaria também pela melhoraria do quadro legal para que o Instituto António Sérgio acompanhasse a evolução económico-financeira de cada uma das cooperativas agrícolas. Os dirigentes e quadros cooperativos serão obrigados a formação profissional específica para as funções que desempenham.

Propor à Comissão Europeia no âmbito da revisão do ProDeR concursos específicos para as cooperativas, que permitam obter incentivos não reembolsáveis majorados.
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PROPOSTA PARA MELHORIA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL AGRÍCOLA APOIADA PELO PRODER

















A formação profissional mais eficaz exige a abertura de um concurso público de ideias, com prémios pecuniários interessantes que motivem os principais players desta actividade e demais interessados a apresentarem modelos de gestão, conteúdos programáticos, curriculum e formação dos formadores. Com base nestas propostas montar o quadro no âmbito do ProDeR para as ajudas à formação profissional.

A melhoria do nível de formação dos empresários agrícolas ao nível da gestão e da técnica, assim como a profissionalização dos seus trabalhadores, dotando-os da formação e informação necessária para a execução das operações de forma competitiva e por último o incremento da produtividade da mão-de-obra e da mecanização são os objectivos a cumprir no presente ponto.

No que respeita a formação é necessário direccionar cada curso para o seu público-alvo com objectividade, distinguindo entre os proprietários/gestores e os operadores. A formação para os primeiros, deverá incidir sobre a formação no sentido da tomada de decisões na realização das operações na melhor oportunidade técnica, com o tempo de execução necessário, passando posteriormente para o planeamento, a gestão, os custos, os aspectos teóricos, as vantagens e inconvenientes, os resultados práticos e a demonstração sumária da execução de cada operação cultural. Os segundos deverão ter formação sobre o modo de execução, os meios a utilizar, tempos recomendáveis para a realização de cada tarefa, etc.
A formação profissional deve assentar nos seguintes princípios:
- Experiência prática do formador;
- Horário de acordo com a disponibilidade dos interessados;
- Curta duração das acções;
- Excelente estruturação para o objectivo proposto, pois as formações para além da componente teórica deverão integrar componentes de demonstração por parte dos formadores e experimentação/execução por parte dos formandos.
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PAPEL DAS ORGANIZAÇÕES DE PRODUTORES

As organizações dos agricultores têm que ser ouvidas pelo Estado na concepção e acompanhamento das políticas, têm que exercer a sua acção de lobby na defesa dos interesses socioprofissionais dos seus associados.
O Estado não deve privilegiar as Organizações de Agricultores no acompanhamento e assistência técnica e execução das políticas.

Estas devem concorrer em pé igualdade com as empresas para que se crie mercado de prestação de serviços aos agricultores, que os agricultores sintam que este lhes é necessário e que o mercado possa no médio prazo continuar a funcionar, quando sejam retiradas as ajudas públicas.

O que se conclui do passado é que as Organizações de Agricultores só prestam serviços quando são financiadas directamente pelo Estado e logo que pára o financiamento os serviços não continuam a ser prestados nem os agricultores sentem falta deles, pois caso contrário estariam disponíveis para os pagar.
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II FESTIVAL DO KIWI – DIA DO KIWICULTOR















Participei hoje, dia 18 de Julho de 2009, no concelho de Oliveira do Bairro, um seminário denominado “O Sector do Kiwi em Portugal”, no âmbito do II Festival do Kiwi e Dia do Kiwicultor. Este evento foi organizado pela KIWICOOP, em parceria com a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, COTHN e da ACIB.

Realço que neste evento estiveram presentes mais de duzentas pessoas, sobretudo kiwicultores.

Foi um fórum de discussão aberto sobre a realidade da produção em Portugal e no Mundo (houve a exposição da experiência de um kiwicultor da Região da Bairrada), o mercado e a imagem dos kiwis de Portugal, os objectivos da Fileira do kiwi até 2013, aspectos da fertilização e experimentação na produção de kiwis.
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Previsões de maiores atrasos na aprovação das Candidaturas ProDeR Investimento na Agricultura e Agro-indústria!

Hoje fui a Lisboa saber as novidades sobre o estado da arte das candidaturas ProDeR Investimento na Agricultura e Agro-indústria e as informações que consegui recolher apontam no sentido de, apesar da grande pressão política que existe sobre a máquina do ProDeR e das Direcções Regionais de Agricultura e Pescas, não ser possível aprovar todas as candidaturas submetidas até às eleições (27 Setembro P.F.). Há muitas dúvidas se conseguem até essa data finalizar/encerrar com as aprovações as candidaturas de Janeiro de 2009. A probabilidade de atingirem a fase de contratação é ainda mais remota. A maior responsabilidade pelo atraso tem a ver com o período de férias dos funcionários do Ministério da Agricultura (o mês de Agosto será dado como perdido para este processo) e a obrigatoriedade legal que exige que o encerramento de cada concurso só pode acontecer com a aprovação total das candidaturas.

São péssimas notícias para os agricultores e investidores! “É a vida!”
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mais um Projecto de Impacto Relevante Aprovado (PIR) aprovado pelo ProDeR.

Recebemos nesta data a boa nova que um PIR no valor de cerca de 7,5 milhões de euros foi aprovado pelo ProDeR e que captou 36% de ajudas (incentivo não reembolsável – INR).

O que nos deixou mais felizes foi que esta candidatura tem todas as condições para ser contratada num prazo de tempo muito curto, presumo que em menos de uma semana.

Parece que lentamente, passo a passo, o ProDeR vai-nos dando algumas boas notícias!

Faço votos para que as centenas de candidaturas elaboradas pelas minhas empresas e submetidas ao ProDeR tenham decisão ainda este mês de Julho ou na hipótese mais pessimista durante o mês de Agosto.


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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Objectivos Importantes para a Política Agrícola Portuguesa para os Próximos 4 anos.

Na passada 6.ª Feira discutia com um Eminente político da N/ praça, experiente na condução e conhecimento da política agrícola portuguesa, o que deve ser esta política para os próximos anos. Explicava-lhe com entusiasmo as minhas ideias sobre os objectivos políticos principais, os mais importantes e que deveriam ser acautelados para os próximos quatro anos:1 – Garantir a contrapartida nacional para as ajudas europeias para que todos os cêntimos disponíveis para o Mundo Rural, nele sejam aplicados. Este ponto é tanto mais importante quanto Portugal tenha que cumprir o défice orçamental máximo de 3% (quando passar a crise nos principais países da União Europeia (2010) a Comissão vai exigir o cumprimento do défice e calculo que Portugal tenha que o fazer a partir de 2011). Este objectivo só será praticado se o programa eleitoral dos partidos do arco do poder, o contemplar decorrente de promessa eleitoral, pois vai ser necessário escolher entre investimento em obras públicas ou apoio ao investimento produtivo.2 – Fazer cumprir os prazos legais de tramitação de processos no Ministério da Agricultura, quer no que diz respeito a candidaturas, quer quanto a licenciamentos. Este objectivo daria confiança aos investidores, o que reforçaria o investimento no sector agro-florestal. Contribuiria para um Portugal mais desenvolvido.

A resposta que obtive deixou-me combalido, o 1.º objectivo não é de natureza política, mas sim de âmbito orçamental. O 2.º objectivo não é atingível excepto se de forma artificial se alargarem os prazos de tramitação. “Aliás, se analisar estes aspectos não são importantes para os portugueses”. Com esta resposta tive uma espécie de crise existencial: os meus amigos dizem que tenho jeito para a política. Este político afirmou que tenho as ideias desordenadas e de fraco valor político.

No passado Sábado o Jornal i trazia uma revista dominada “nós atrasados” é a décima de um projecto de 50 revistas do Jornal i sobre Portugal e os portugueses. Este documento faz uma radiografia sobre as causas da maioria dos portugueses nunca serem pontuais. Na parte final tem um capítulo denominado “O atraso português – nem sempre é horário – quase sempre banal, secular, e nem a Europa deu cabo dele”. Traz textos de Fernando Pessoa e Eça de Queiroz que elencam estas minhas preocupações já na 2.ª metade do século de XIX e 1.ª do século XX. Dei comigo a pensar que o problema existencial já é antigo, mas com estratégia, vontade e determinação sepode tornar Portugal um país desenvolvido e esta sina que nos persegue pode ser vencida neste inicio do século XXI.
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sábado, 11 de julho de 2009

Formação Profissional APK para Trabalhadores de Entrepostos.

Na passada 4.ª Feira, dia 8 de Julho de 2009, a APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores organizou Sessões de Formação Profissional para trabalhadores de Entrepostos. O formador foi o meu amigo, Eng. Alfonso Herrero, que trabalha em Lérida, Espanha. Trata-se de um especialista em conservação de frutos, controlo de qualidade e organização do trabalho nos entrepostos.
Durante a manhã a formação teve lugar para os trabalhadores da KIWICOOP – Cooperativa Frutícola da Bairrada, CRL, no concelho de Oliveira do Bairro e durante a tarde a formação foi destinada para os trabalhadores da KIWI GREENSUN, Conservação e Comércio de Fruta, Lda, do concelho de Guimarães, bem como para os trabalhadores da PROSA – Produtos e Serviços, S.A. A formação da tarde decorreu nas instalações da KIWI GREENSUN, em Guimarães.
Os temas focados deram aos trabalhadores uma ideia geral de todos os aspectos ligados à sua actividade na conservação frigorífica do kiwi, na sua calibragem e embalagem. O conhecimento das doenças que podem afectar os frutos durante a conservação frigorífica, foi uma grande mais-valia para os trabalhadores dos entrepostos.

À noite houve um jantar em que estiveram presentes representantes da APK, responsáveis pela gestão do trabalho desenvolvido com os kiwis no interior dos entrepostos, foi um momento de convívio e discussão sobre os pontos a melhorar, sobretudo ao nível da conservação frigorífica dos kiwis. Todos saíram satisfeitos deste evento e com ideias concretas das acções que irão implementar nos seus entrepostos. Bem-haja à APK pela organização desta jornada de formação profissional!

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Autoridade da Concorrência diz que vai analisar o fornecimento das hortofrutícolas aos supermercados.

Na sequência da questão que deixei aqui colocada no post de 28 de Junho: “Será que a autoridade da concorrência não deveria intervir abrindo um inquérito nas mudanças das condições de fornecimento (das hortofrutícolas) fora do habitual?”, verifiquei esta manhã no site da ANIL, citando a agência LUSA, que aparentemente a Autoridade da Concorrência (AdC) vai estudar o caso e aqui vai a notícia:“ … e está a efectuar “grande investigação” ao sector da distribuiçãoA Autoridade da Concorrência (AdC) está a efectuar uma “grande investigação” ao sector da distribuição em Portugal, nomeadamente, ao leite, arroz, café, conservas e produtos hortofrutícolas, afirmou Manuel Sebastião no Parlamento. “Quanto à distribuição, estamos a actuar e é a nossa grande investigação neste momento”, afirmou o presidente da AdC na comissão parlamentar de Assuntos Económicos, onde foi apresentar o relatório de actividades de 2008.
Manuel Sebastião esclareceu que a investigação da AdC ao sector da distribuição visa analisar “o relacionamento entre os produtores e a distribuição”, explicando que não partiu “de queixas”, mas sim de manifestações de preocupação que foram chegando à Autoridade da Concorrência. "Na grande distribuição, não temos denúncias, mas estamos a avançar e procuraremos dar uma resposta consequente. Vamos analisar um conjunto de produtos e serviços ao nível da grande distribuição, entre os quais o arroz, o leite e a hortofruticultura", afirmou, acrescentando posteriormente aos jornalistas que em investigação estão também produtos como o café e as conservas.
O responsável afirmou que já foram tomadas "algumas diligências" e contactadas algumas entidades para recolha de informação, nomeadamente, a direcção-geral de Agricultura. "Vamos basear-nos em dados muito concretos e precisos que neste momento estamos a tentar obter", afirmou o responsável que não se comprometeu com uma data para a conclusão da investigação.
A morosidade dos processos foi, aliás, uma das principais criticas apontadas pelos deputados ao presidente da AdC. Manuel Sebastião afirmou que no controlo das concentrações a entidade reguladora tem reduzido os prazos de análise, que estão a demorar em média entre os dois e os cinco meses, mas que nas práticas restritivas ainda existem melhorias a fazer.”

Espero que dentro do prazo máximo de cinco meses a AdC faça o seu trabalho, conclua se há abuso de posição dominante e imposição de condições leoninas por parte da distribuição organizada aos seus fornecedores de hortofrutícolas e em caso positivo publicite as anomalias nas relações comerciais, bem como aplique as sanções previstas na lei. É importante que todos os interessados estejam atentos e caso não apareçam os resultados dos trabalhos da AdC, que a questionemos sobre este assunto.
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Homenagem aos resultados do trabalho do Dr. Mário Ribeiro!

Para quem não o conhece, o Dr. Mário Ribeiro (MR) é o responsável pela assessoria de imprensa do Sr. Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e Pescas, Dr. Jaime Silva. Tenho a informar que não sou amigo do MR, apenas nos cumprimentamos ao longo destes anos em várias cerimónias públicas e apenas trocamos algumas impressões aquando da visita que o Sr. Ministro efectuou este ano ao N/ cliente, “Agromancelos”, no concelho de Amarante e na visita do Sr. Primeiro-ministro efectuou em Maio passado ao N/ cliente, “Varandas de Sousa”, no concelho de Vila Flor.
MR tem conseguido fazer passar de forma eficaz nos meios de comunicação social a mensagem do Ministério da Agricultura e sobretudo do Ministro. Tem conseguido para o Ministério da Agricultura a obtenção de uma notoriedade pública muito superior há que possuem muitos outros Ministérios e Ministros. Na minha opinião, este Ministro conseguiu manter-se como responsável político da Agricultura até à presente data fruto do trabalho e da eficácia da sua assessoria de imprensa.
Faço este reconhecimento público porque é do meu conhecimento pessoal que MR faz passar na comunicação social alguns casos de agricultores/negócios de sucesso da agricultura portuguesa. Isto não faz parte das obrigações do seu trabalho, mas tem um forte impacto na opinião pública, apesar de assistirmos à inundação de notícias negativas sobre o mundo rural, começa a perceber-se que a agricultura é um negócio interessante e que os seus agentes começam a descolar da imagem de cidadãos limitados, sonhadores e de segunda categoria. Não é fácil fazer passar nos media notícias positivas e para que isso aconteça é necessário que quem as promove ou tenta colocar tenha muita categoria e conhecimento do meio jornalístico! Precisamos de mais pessoas deste tipo para que a mensagem positiva do Mundo Rural passe para a Opinião Pública. O meu muito obrigado pelos resultados do seu trabalho em prol da Agricultura Portuguesa!
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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Conselhos do Eng. Belmiro de Azevedo para os agricultores!

Pediu-me um grupo de Jovens Agricultores, através do Carlos Neves, que utilizasse a minha magistratura de influência para conseguir um Encontro deste conjunto de agricultores com o Eng. Belmiro de Azevedo. O objectivo deste evento era ouvir os conselhos deste grande líder empresarial sobre a melhoria das competências dos agricultores para se tornarem melhores empresários e saber as suas ideias sobre a agricultura portuguesa, visto estar a investir na produção de frutas e na sua entreposagem.
Após alguns meses de espera, dadas as dificuldades de agenda do N/ ilustre interlocutor, tivemos o privilégio de o ouvir durante duas horas, na tarde do passado Sábado, dia 4 de Julho de 2009 (estava agendada uma hora, mas como a conversa foi muito interessante estendeu-se por outra hora).
Foram duas horas intensas onde o Eng. Belmiro de Azevedo falou de forma frontal e lúcida sobre a comercialização do leite, das dificuldades do acesso à terra para se investir na agricultura moderna, na organização do país e dos seus interesses pessoais, bem como da sua gestão das prioridades de vida (vida empresarial e desporto).
Sobre as questões colocadas pelos jovens agricultores realço a importância que deu às qualidades que são necessárias possuir para o efeito: ter disponibilidade total para acompanhar os negócios porque eles não têm sucesso sem o acompanhamento diário e constante por parte do empresário. Outros pontos importantes para se ser um empresário de sucesso: O gostar do que se faz e ter a mobilidade para se implementar na zona do globo onde seja mais favorável.
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terça-feira, 7 de julho de 2009

Jantar de Vinhos “Encontro de Vinhos – Geração de Ouro”

Na passada 6.ª Feira, dia 3 de Julho de 2009, ocorreu na Quinta da Herdade, concelho de Marco de Canaveses, um jantar organizado pela “JO WINE CONCEPTS”, da Joana de Castro e da Joana Bastos.

O convite era aliciante: “este novo encontro tem como objectivo continuarmos a encontrar desafios no vinho e a sermos desafiados por ele; tem como finalidade mantermos um convívio saudável neste sector, proporcionando partilha única e produtiva de ideias e conceitos, de aromas e sabores, em redor deste produto que enriquece a N/ cultura, a N/ economia, o N/ país: o vinho. Esta geração que se reencontra traz novos conceitos, proporciona inovação em várias áreas, acarreta diferentes maneiras de pensar e agir que tornam mais moderna e competitiva, mais engrandecida e dourada, a produção, a comercialização e promoção dos N/ vinhos.” Pela qualidade deste convite fui obrigado a participar e o resultado correspondeu às expectativas.

Bem hajam as organizadoras e todos os participantes que fizeram um evento, na minha opinião, que foi memorável. Espero pelo próximo convite!
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Atrasos nos Pagamentos Produção Integrada (PRODI) em Kiwi!

Na passada 6.ª Feira fui abordado por um kiwicultor que pretendia saber quando é que a sua candidatura apresentada em Janeiro de 2009, teria um veredicto: aprovada ou indeferida e como sempre a conversa ficou nos atrasos do ProDeR. Este produtor de kiwis estava furioso porque recebeu no ano de 2007 setenta porcento do valor da ajuda PRODI a que tinha direito e desde essa altura não houve mais pagamentos.

Quando teremos as ajudas regularizadas e pagas atempadamente? Será pedir demasiado!?


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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mais notícias sobre a Nova Gestora do ProDeR!

Circula nos “mentideros”/”corredores do Ministério da Agricultura” a versão que a Nova Gestora do ProDeR é uma escolha pessoal do Primeiro-Ministro, o qual consultou para o efeito um grupo restrito de pessoas da sua confiança. Ninguém, neste meio, consegue encontrar uma razão plausível para a escolha, a não ser o aparente critério de ser alguém que não tenha “rabos de palha” no mundo rural/comunicação social (a expressão entre aspas foram utilizadas por algumas das minhas fontes).

Algumas das fontes do interior do PS esperam que a Dra. Gabriela Ventura venha a ter o mesmo sucesso que o Dr. Paulo Macedo, sem experiência na matéria, obteve como Director Geral das Finanças. Este é também o meu voto, para bem dos agricultores e da Agricultura Portuguesa!
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Blogs e utilidade pública

Qual será a verdadeira utilidade destas páginas de opinião?

Será apenas uma moda, um meio para desabafar e/ou lutar contra o sistema (que tanto gostamos de culpar por tudo e por nada) ou simplesmente serão o verdadeiro exercício da liberdade de expressão!

Poderemos considerar os blogs um barómetro da nossa sociedade?

Figuras públicas e cidadãos comuns convivem lado a lado ou melhor dizendo blog a blog, num mundo onde a opinião conta (apesar de umas contarem mais que outras). Ambos têm os objectivos comuns de: dar a conhecer os pensamentos mais profundos ou mesmo mais superficiais que doutra maneira ficariam ocultos, de reagirem contra o que é imposto diariamente, manifestando a (in)satisfação quanto ao rumo que estamos a tomar.

Porque será que queremos ser ouvidos?

Hoje é cada vez mais fácil sentirmo-nos sós no meio da multidão.
Gritar e ninguém ouvir!
Falar e sermos ignorados!
Muitos optam pelo silêncio e este é por vezes uma arma mortífera, deixando os outros fazer o que querem com as nossas palavras! Porque há quem considere que há algo muito perturbador no silêncio!
Mas acumular dos silêncios levam a necessidade de extrapolar os pensamentos, dando origem uma espécie de terapia.

Estarão os psicólogos em risco com esta nova forma de lidar com os pensamentos, com as emoções e com os problemas da sociedade?

Talvez!

Será que encontramos aqui a forma de tentar mudar o mundo?

Como diz o meu grande amigo José Martino para isso temos que mudar os 5 metros que estão à nossa volta!

Eu adapto: é a forma que encontramos de mudar nem que seja nos 5 blogs à nossa volta!


Parabéns pelo blog!!

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Nova Gestora do ProDeR!

Praticamente em todos os encontros que tenho com clientes, nestes últimos dias, estes fazem-me as seguintes “perguntas sacramentais”: Quem é e que informações possui sobre a nova Gestora do ProDeR? Será que a sua entrada se vai traduzir em maiores atrasos no envio de contratos ou na aprovação das candidaturas ProDeR investimento?

Sobre a Dra. Maria Gabriela Ventura não sei mais do que a comunicação social tem veiculado e pela pesquisa que fiz no Google, o seu nome não aparece ligado ao mundo rural.

A notícia da Rádio Renascença veiculada pelo site da ANIL, diz o seguinte: “Gabriela Ventura é licenciada em Direito, e especialista em gestão de fundos comunitários. Tem uma larga experiência na gestão de fundos comunitários e de negociação, em Bruxelas. A nova gestora do Programa de Desenvolvimento Rural também já fez algumas incursões pela política, nomeadamente na lista de António Costa, candidata à Câmara de Lisboa em 2007. Era sétima na lista e, por isso, não chegou a ser eleita.
Em plena campanha para a autarquia lisboeta, foi o cabeça de lista da CDU, Ruben de Carvalho, quem questionou os socialistas quanto ao percurso profissional da candidata ou melhor sobre uma omissão. Gabriela Ventura pertencia aos quadros da Mota Engil, empresa que lidera o consórcio a que o Governo socialista adjudicou a concessão rodoviária da Grande Lisboa, para a construção e exploração da auto-estrada. Mas esta parte do curriculum não foi referida nos folhetos de apresentação dos candidatos à população lisboeta.
Na altura a candidata Gabriela Ventura defendeu-se, argumentando que a concessão tinha sido atribuída pelo Governo, não tinha nada a ver com a autarquia ou com as funções que eventualmente iria exercer e que ainda por cima, todo o traçado da auto-estrada é fora do município. Uma explicação que na altura não convenceu Ruben de Carvalho.”

O JN informa: “Paulo Portas fez a seguinte pergunta ao Primeiro Ministro, esta semana, na Assembleia da República, no debate do Estado da Nação: "Foi ontem designada a nova gestora do PRODER, que tem a responsabilidade decidir 634 milhões de euros. A nova gestora do PRODER tem alguma ligação à agricultura, ou algum conhecimento do mundo rural?", questionou, afirmando que o `curriculum vitae´ de Maria Gabriela Ventura "não está publicado". Sem responder à questão, José Sócrates refutou as acusações do líder centrista de que o Governo não aplica os fundos disponibilizados pela agricultura, num momento do debate que provocou risos entre Sócrates e Portas mas também nas bancadas parlamentares e do Governo”.

A sua entrada não vai produzir novos atrasos porque a máquina do ProDeR e das Direcções Regionais de Agricultura e Pescas (DRAP) começa a funcionar melhor, quanto à análise documental para a emissão dos contratos das ajudas e também no que diz respeito às análises das candidaturas para sua aprovação.
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

A importância dos comerciais na exportação de produtos agrícolas!

Ontem conheci um empresário, “self made man”, detentor de vários negócios, que está neste momento a desenvolver uma nova matriz de actividade comercial que passa por exportar/importar produtos agrícolas. Chegamos os dois à conclusão que neste ponto há muito para fazer, há poucas organizações da produção que têm comerciais no estrangeiro com o objectivo de exportar as produções nacionais. Como queremos exportar se não temos quem apresente e promova os produtos agrícolas portugueses no estrangeiro?
Identificamos o mel como uma grande oportunidade de exportação, sobretudo para os países da Europa Central, embora predomine o comércio com a Espanha. Indicou-me que entram em Portugal muitos camiões com mel da China e do Japão, que possuem preços mais baixos que o nacional e que servem para ser misturados com o mel português, este é vendido como genuíno de Portugal.
Falamos sobre hortícolas portuguesas que se fossem produzidas em quantidade e promovidas no mercado espanhol, poderiam ser uma alternativa de combate à crise que as Organizações de Produtores sentem no seu negócio. Faltam nestas Organizações os tais comerciais indicados acima.

Na actividade que desenvolvo é fascinante a quantidade de pessoas que conheço e que possuem estratégias/ projectos de vida de sucesso que passam por trabalhar em áreas que muitos de nós nunca identificaram como interessantes/alternativas. É um grande trunfo profissional estar aberto, eu e muitos outros, a construirmos uma rede de contactos com pessoas ajustadas à realidade empresarial “instável dos dias de hoje”!
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Manifestações de Agricultores: Para que servem?

Conversei nos últimos dias com um dirigente associativo transmontano que me dizia que a sua Associação iria participar na manifestação de hoje em Mirandela com 200 agricultores (4 autocarros). Perguntei-lhe qual era o objectivo desta Acção, o que queriam melhorar e obtive como resposta que era necessário mostrar publicamente que as coisas na agricultura vão mal. Insisti questionando sobre o que seria importante mudar. A resposta ficou dentro dos parâmetros que já indicara. Fiquei chocado com esta posição!

Para mim mais importante que dizer o que está mal, é apresentar propostas sobre o quê e como se deve melhorar. Dei comigo a pensar que, os portugueses são bons/especialistas em fazer diagnósticos e a elencar o que corre mal. Temos dificuldade em construir, em dizer como é que se faz, na implementação de estratégias que levem à fuga da rotina e do que sempre fizemos.

As manifestações são o indicativo que estamos em fim de ciclo político e a CAP pretende cavalgar a onda do descontentamento para se reposicionar melhor no futuro próximo. Para quando teremos propostas concretas sobre o que se vai fazer de melhor face ao momento actual?

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