A crise no leite continua. Até quando?

Está na hora dos partidos políticos que podem ganhar as próximas eleições estudarem o problema e apresentarem as suas soluções. O próximo governo não pode lavar as mãos como Pilatos e deixar que o mercado se encarregue de levar à falência um grande número de explorações leiteiras.
A minha previsão aponta para que nos próximos 4 anos irão desaparecer até metade dos actuais produtores de leite. O que pode o governo que sairá das próximas eleições fazer para ajudar estes portugueses e a fileira do leite?
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Comentários
O Zé dos Kiwis era uma hipotese meramente académica ...
o que eu queria demonstrar, era que um Português standard, aquele que tem pouco capital, mesmo que seja uma pessoa dinâmica, com a actual legislação não tem condições minimamente atractivas para arrancar com um negócio agrícola.
é óbvio que o Zé poderia fazer uma horta e produzir uns nabos, mas isso seria agricultura de subsistência, um Projecto com esse cariz nunca seria aprovado.
REGULARIZAR A SITUAÇÃO DOS PROMOTORES DEPOIS DO PROJECTO APROVADO SERIA UMA EXCELENTE FORMA DE PROMOVER A CRIAÇÃO DE MICROEMPRESAS AGRÍCOLAS ... !!!
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ainda em relação à transparência ...
o factor próximidade é gerador de de cumplicidades/influências que, geralmente, nestas coisas acabam por se tornar perniciosas.
por uma questão de transparência ...
o que acha da ideia de as DRAPs analisarem apenas Projectos fora da sua área de implantação?
ou seja, por ex, a DRAP Alentejo não poderia analisar Projectos do Alentejo, teria que analisar Projectos doutras zonas/DRAPs.
o mesmo se passaria com as outras DRAPs.
QUE LHE PARECE ... ???
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A transparência de que fala, no caso do ProDeR não me parece que vá prejudicar ninguém porque neste momneto há dinheiro para atribuir a todas as candidaturas. Caso exista isso que escreve, já todos sabemos que quem tiver capacidade de influência a vai exercer, independentemente de quem e onde se façam as análises de projectos.Os concursos tornam o processo mais transparente porque todos têm acesso á informação de quem se candidatou.
A ideia que veicula das análises aos projectos serem feitas por técnicos fora das regiões onde se localizam as explorações objecto dos investimentos, tem vantagens e inconvenientes. A principal vantagem resultaria na eliminação dos atrasos,a região Norte tem um número significativamente maior de candidaturas face às restantes regiões e com a proposta apresentada recuperar-se-iam os atrasos para concluir os concursos. A desvantagem será o fraco conhecimento técnico que existe da agricultura regional fora dessa região (tenho um exemplo de uma candidatura do Minho que foi analisada noutra região e neste caso o analista não queria aceitar que na horticultura do Entre Douro e Minho se fizessem durante um ano, quatro ou mais culturas).
http://www.socrates2009.pt/Conteudos/Noticias/Programa-do-Partido-Socialista/Programa_de_Governo_do_PS.aspx