O autor deste blogue reserva-se o direito de publicar e responder aos e-mails e comentários que lhe são enviados (critérios: disponibilidade de tempo e interesse para os leitores). Os e-mails e comentários a merecer resposta devem obedecer à seguinte condição: o seu autor deve estar devidamente identificado com endereço e-mail e número de telemóvel.


sexta-feira, 29 de março de 2013

Ajudas ao investimento em PAM

ANDREIA disse:

"Olá sou Andreia e sou da zona de Barcelos mas estou atualmente no extrangeiro. Gostaria de o felicitar pelo blog. Eu e o meu marido gostavamos de regressar a Portugal para fazermos por ervas aromaticas pois conhecemos aqui em franca pessoas que as compro. mas e perciso envestir mas neste momento nao tenho condicoes. o que gostava de saber é se tambem tenho possiblidade de meter o projeto que tanto falam aqui e se seria aceite? nao tenho ninguem que exclareca e que ajude obrigado de avanço"

Comentários:
1 - Para mim é uma surpresa saber que este blogue tem interesse para emigrantes.

2 - Poderá instalar-se como jovem agricultora recebendo as ajudas respetivas (prémio no valor de 40% do investimento, tendo um valor máximo de 30 000 euros e subsídio ao investimento no valor de 50% ou 60% do investimento elegível (valor de investimento aceite pelo Proder) conforme cada parcela se situar em região favorecida ou desfavorecida, existe uma portaria que faz a classificação por freguesia) se tiver idade compreendida entre 18 e 40 anos (mais de 18 anos e menos de 40 anos (perde o acesso às ajudas no dia que fizer 40 anos)). Ou tendo mais de 40 anos pode usufruir das ajudas para modernização e capacitação das empresa agrícolas, ação 1.1.1 podendo usufruir de um subsídio de 30% ou 40% do investimento elegível, conforme as suas parcelas estejam situadas em regiões favorecidas ou desfavorecidas, respetivamente.

3 - Para saber o que eu penso sobre a possibilidade de submeter o seu projeto ao Proder leia neste blogue o post "não há fome que não dê em fartura".


4 - Como possuem contactos comerciais em França, defendo que deveriam montar uma empresa para exportar e valorizar as produções de outros produtores de PAM.

4 - Para mais informações e esclarecimento de pormenores pode marcar uma consulta por skype com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852; sonia.moreira@espaco-visual.pt)

Culturas intensivas para a região de Vila Real?

Blogger Alexandre Gonçalves disse: "

Obrigado pela sua resposta rápida.

Em relação ao seu comentário:
"No entanto, creio ser possível trabalhar nas condições indicadas, terão de serem escolhidas atividades mais intensivas e de maior rentabilidade por unidade de superfície."

Pode dar alguns exemplos destas actividades que funcionem nestas condições (parcelas pequenas/clima)?"

Comentários:
1 - Para a região de Vila Real como culturas intensivas poderão ser consideradas:

a) Atividades em estufa em solo ou hidroponia, como por exemplo, baby leaves (hortícolas bebé), framboesa, amoras, morangos, cravos, rosas, etc.

b) Mirtilos

c) Plantas aromáticas e medicinais


3 -

quinta-feira, 28 de março de 2013

Qual o capital mínimo que devo ter para ser empreendedor agrícola?

Alexandre Gonçalves disse:

"Caro Eng. José Martino

O meu nome é Alexandre Gonçalves e sou dos arredores de Vila Real, Trás-os-Montes.

Agradeço-lhe toda a informação que ao longo dos anos tem vindo a disponibilizar através do seu blog.

Em linha com as perguntas frequentes, e ultimamente cada vez mais frequentes, venho também pedir a sua opinião sobre a possibilidade de focar, de uma forma sustentável, a carreira profissional na agricultura.

Para este efeito tenho algumas questões:
1- Como sabe aqui no interior norte é frequente a divisão dos terrenos agrícolas em parcelas pequenas que variam entre os 800m2-5000m2. Sei que estas são áreas ridiculamente pequenas mas é o que está disponível. Penso que seria possível entre parcelas próprias e outras que estão abandonadas (e sujeitas a ser arrendadas por valores muito baixos) cuidar de 1,5 a 2ha. Será possível trabalhar com estas condições?

2- No entanto, quando temos parcelas pequenas mesmo que exista muita disponibilidade de água em algumas, não é viável construir reservatórios/furos/poços em todas as parcelas. É possível/sustentável realizar regas através de depósitos móveis (p.ex: acoplados a motores de rega nos tratores)?

3- No interior temos também as condições climatéricas adversas que diminuem a diversidade na escolha das produções. Com estas parcelas pequenas, e restantes dificuldades, será viável a produção de PAM, talvez até apenas uma ou duas culturas específicas que saibamos à partida que possam triunfar nas nossas condições (p.ex lavandula)?

Por ultimo, a questão dos fundos próprios que neste caso são inexistentes! Já li o seu post "Não há fome que não dê em fartura!". Na sua opinião, os apoios 2014-2020 serão melhores para quem tem dificuldade no início por falta de capitais próprios?

Obrigado.

Abraço,"

Comentários:
1 - A sustentabilidade económica e financeira de uma exploração agrícola, tal como de qualquer negócio ou empresa está muito ligada ao perfil do empresário, isto é, ter vocação para o negócio, competência adquirida ao longo do tempo por ser uma pessoa estruturalmente curiosa, estar disponível para pagar os custos e sacrifícios pessoais da aprendizagem permanente, ter perfil como pessoa organizada ou não o tendo ser capaz de escolher um colaborador para braço direito, ter perfil para "levar a carta a Garcia" (persistência e resiliência), etc.

2 - Se as condições de parcelas que possui estivessem situadas no Minho ou na Beira Litoral, diria sem muitas dúvidas que seria possível implementar uma exploração agrícola rentável, mas para a região de Vila Real recomendo que sejam vistas por um técnico agrícola especializado em investimentos na agricultura. No entanto, creio ser possível trabalhar nas condições indicadas, terão de serem escolhidas atividades mais intensivas e de maior rentabilidade por unidade de superfície.

3 - Não me parece prático e viável andar a transportar com trator  e cisterna, água de forma permanente e contínua, ao longo dos anos. Creio que devem ser avaliados os custos de captação e armazenamento, assim como as ajudas que o Proder pode veicular para baixar o investimento.

4 - Deve elaborar um plano de negócios, mesmo que sumário, para as atividades que possa desenvolver na sua futura exploração. As PAM serão uma das alternativas a equacionar.

5 - Se não tem capitais mesmo próprios ou de alguém de família que lhe possa emprestar, defendo que não deve fazer sozinho investimentos na agricultura sob pena de à frente vir a ter que desistir do investimento. Na minha opinião deve ter 15% do investimento total financeiro (investimento para efeito do Proder + IVA + fundo de maneio para investimento e exploração da atividade até equilibrar a tesouraria) em capitais próprios  para poder vir a ser um empreendedor com sucesso nos seus negócios (nestas condições a banca irá apoiá-lo porque necessitará de mais capital do que aquele que possui). Se tiver um bom plano de negócios pode conseguir um investidor que o apoie como sócio.

6 - Há quem defenda que no próximo período de ajudas 2014-2020, o sistema de apoios dê a possibilidade de financiar todas as necessidades financeiras do jovem agricultor como indicado em 5., tendo este a responsabilidade de as devolver.

7 - Quanto ao indicado em 6. defendo que o sistema atual deveria continuar embora com melhorias e  upgrade para ultrapassar as deficiências no caso dos jovens sem o capital mínimo para investir. Defendo que o jovem deveria ganhar competências técnicas e de gestão durante um ano, juntando formação profissional e estágios em explorações agrícolas, sendo remunerado com um salário mensal se tivesse aproveitamento na avaliação contínua e no final desse período apresentaria o seu plano de negócios (trabalho escrito) e teria uma avaliação oral realizada por uma entidade externa à que promoveu e deu a formação (ex. DRAP). Com o seu plano de negócios certificado este seria o seu projeto para ajudas do tipo Proder e para apoio através de capital de risco/banca/garantia mutua, etc. O jovem/empresa do jovem teria uma figura de patrono/sócio/capital de risco que o acompanharia durante 5 anos assessorando-o na gestão, organização, necessidades, problemas, etc. Esta figura será responsável por relatório de auditoria e explicação dos resultados contabilísticos, bem como pela manutenção das ajudas ou mesmo pelo seu reforço caso seja necessário.

8 - Recomendo-lhe que trabalhe ou estagie em explorações agrícolas de sucesso para obter capital ou massa critica para o seu negócio agrícola.     

quarta-feira, 27 de março de 2013

Plantas aromáticas e medicinais

Anónimo disse:

"Ola boa noite sr enginheiro nao sei se me pode ajudar eu trabalho em franca com ervas aromaticas e sei que ca tem muita saida, sendo assim pensei em fazer a mesma coisa em portugal ja ouvi falar nas ajudas do estado em fazer um projeto mas nao sei bem como funciona nao sei se pode esclarecer. Acho que outro dos meus problemas vai ser tambem area pois pra isso e perciso uma boa dimencao. Gostaria de saber a sua opiniao. Obrigado"

Comentários:
1 - Se ler este blogue descobrirá que não tenho prazer em responder a questões colocadas por anónimos e pessoas cuja identificação é feita através de pseudónimos.

2 - Considero que as plantas aromáticas e medicinais são um excelente negócio e cujo investimento pode ser apoiado através das ajudas do Proder (pesquisar neste blogue as ações 1.1.1., 1.1.2. ou 1.1.3.).

3 -  Pode obter mais esclarecimentos e pormenores, dimensões de exploração, apoios, etc. se marcar uma consulta pessoal ou por skype com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852; sonia.moreira@espaco-visual.pt)

Estágio Formativo Helicicultura

Rui Mauricio disse:

"Boa Tarde
Desenvolvi um grande interesse pelo assunto. Gostaria de receber formação do mesmo bem como as condições exigidas.
Aguardo a vossa resposta
Sem mais
Rui Maurício"

Comentários:
Agradeço o seu pedido de informação sobre o estágio formativo em Helicicultura, como não tenho o seu contacto recomendo que me envie um e-mail para jose.martino@iol.pt ou benjamim.machado@espaco-visual.pt (telemóvel: 924 433 183).

Kiwis Arguta NERGI

Anónimo luis pinheiro disse:

"PERRE- VIANA DO CASTELO BOA TARDE,.DESDE JÁ FELICITALO POR ESTE SEU GRANDE TRABALHO QUE PARA MIM E CONSIDERADO SERVIÇO PUBLICO.A MINHA QUESTÃO E SOBRE O CULTIVO DO KIWI ARGUTA NERGI, SE EU TIVER UM INVESTIMENTO PESSOAL NA ORDEM DOS 20.000€ COM PLANTAS DE 3 ANOS QUAL SERÁ A ÁREA QUE TENHO QUE TER PARA PRODUÇÃO E JÁ AGORA QUAL O RENDIMENTO LIQUIDO QUE POSSO VIR A TER COM ESTE INVESTIMENTO? QUERIA TAMBÉM QUESTIONAR SE E UMA PRODUÇÃO QUE SE TORNOU EXCLUSIVA VISTO QUE NÃO SE ENCONTRA EM QUALQUER LADO? GRATO POR TODA A ATENÇÃO E PEDINDO QUE OS JOVENS COMO EU NÃO BAIXEM OS BRAÇOS PORQUE TERRA NÃO FALTA E PRECISO CORAGEM E ACIMA DE TUDO AGRICULTURA E UMA PAIXÃO NÃO SÃO SÓ NÚMEROS. LUIS PINHEIRO"

Comentários:
1 - Fico satisfeito que considere este blogue um autêntico serviço público. É meu objetivo utilizá-lo para contribuir na criação de massa critica nas agriculturas de Portugal.

2 - Os kiwis arguta Nergi são um franchising, pelo que pode esclarecer todos os pormenores que  necessite junto da Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual através da marcação de uma consulta técnica (917 075 852).

3 - Os kiwis arguta Nergi são uma atividade muito rentável (geram pelo menos 20 000 euros/há e ano), tecnologia simples de implementar e com mercado assegurado através de contratualização das vendas das produções.

terça-feira, 26 de março de 2013

Qual o mirtilo mais adaptado à minha exploração agrícola?

Fernando Rodrigues disse:

"Boas noites Sr. Eng.

Venho por este meio pedir ao sr. que tenho umas terras no distrito da guarda e não sei qual o mirtilo se daria melhor nesta zona será que me pode dar alguma dica.

obrigado"

Comentários:

1 - Para saber se o mirtilo se adapta às suas terras no distrito da Guarda contrate uma visita técnica da Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852). 


2 - Pesquise a estação meteorológica mais perto da sua exploração agrícola e obtenha para os meses de Dezembro a Fevereiro (incluídos) o número de horas de temperatura abaixo de 7.ºC. Assim como, as datas prováveis das últimas geadas de Primavera.

domingo, 24 de março de 2013

Mirtilos: O que devo fazer para os implantar muito bem?

O que devo fazer para implantar muito bem os meus mirtilos?

1 - Uma amostragem adequada de solo para fazer análise mecânica, sumária e bases de troca.


2 - Escolher solos adequados para o mirtilo:
a) pH ácido entre 4,5 e 5,5
b) O teor em matéria orgânica igual ou superior a 5%
c) Solos com boa drenagem interna (O teor em argila  deve ser inferior a 30%) e externa (zona de confluência de água exterior ou toalha freática elevada durante o inverno).


3 - Ultrapassar e solucionar os estrangulamentos identificados em 2.


4 - Escolher variedades de mirtilo adequadas ao clima da região da parcela:
a) Para o  efeito identificar o número de horas de frio invernal (na estação meteorológica situada mais perto da exploração determinar o n.º horas com temperatura inferior a 7.ºC, meses de dezembro  a março) e escolher variedades com interesse comercial cujas necessidades de frio invernal estão em linha com as determinadas. A Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) pode prestar serviços nesta área.
b) Identificar as datas prováveis para a última geada de primavera e escolher variedades cujas datas de floração  estão em linha com este período temporal ou seja a respetiva floração ocorre após as últimas geadas.


5 - Verificar se existe disponibilidade de água para no pico do Verão disponibilizar aos mirtilos 40m3/dia/há de água de rega.


6 - Se necessário, abrir poços ou furos e charcas para garantir as necessidades de água identificadas em 5.


7 - Não mobilizar o solo a profundidades superiores a 40 cm.


8 - Implantar os mirtilos com compassos entre 2,5 a 3,0 m de entrelinha  conforme as larguras tratores e equipamentos que utilizar para controlo do prado e 0,75 a 1,0 m na linha conforme o maior ou menor vigor das variedades dos mirtilos.


9 - Na minha opinião devem ser aplicados na zona da linha (1m de largura) entre 20 a 100 m3/há de corretivo agrícola orgânico bem maturado e estabilizado para longa permanência no solo, tipo Nutrimais, de acordo com o teor de matéria orgânica do solo. Se o teor em matéria orgânico do solo for igual ou superior a 5% pode o Nutrimais ser substituído por casca de pinheiro ou estilha de eucalipto.


10 - Escolher, mesmo mais caras, plantas provenientes de micropropagação com 2 a 3 anos de viveiro (fazer a encomenda na Primavera anterior).


11 - Na minha perspetiva técnica deve ser aplicada tela plástica na zona da linha das plantas quando o solo seja orgânico, tenha um teor de matéria orgânica igual ou superior a 5% ou promovendo a solução de telas que o Eng. Pedro Oliveira do INIAV tem na herdade da Fataca, Odemira, as extremidades laterais da tela, não estão enterradas, estão cosidas, podendo fixar tubos que pelo seu peso fazem com que ela fique esticada, podendo ser levantada para aplicar matéria orgânica na linha das plantas nos cinco primeiros anos de cultura (recomendo 20 a 40 m3/há/ano de AGRONAT, porque tem azoto de libertação lenta disponível o que se traduz em maior crescimento, maior produtividade e maior potencial produtivo a médio longo prazo da plantação).     


12 - Colocar um sistema de rega gota a gota automático, com dois tubos por linha de plantas, um de cada lado da linha das plantas, com bicos autocompensantes de débito igual ou inferior a 2 litros/h. Fixar os tubos ao solo com grampos de arame a 10-20 cm ao lado da linha das plantas. Ter sistema de fertirrigação automático que permita adubar sem a presença do operador, fazendo-o todos os dias com pequenas quantidades de adubos.


13 - Se possível, plantar no Outono (Outubro a Dezembro), podendo ser realizado até à Primavera ou em último caso durante todo o ano (as plantas são de vaso e há disponibilidade de água através de sistema de rega).    

Castanheiros

Nelson barbosa disse:

"Boa Tarde Engº

tenho 4 hectares podendo aumentar até 8 hectares e gostaria de plantar castanheiros num terreno de cultivo a bravio é possível? posso concorrer ao projecto jovem agricultor? o terreno situa-se medas - Gondomar"

Comentários:
1 -  O potencial produtivo do seu terreno para a cultura do castanheiro terá de ser avaliado através da visita de um engenheiro devidamente treinado e capacitado para estes aspetos técnicos. Para este efeito, para uma visita técnica à sua exploração agrícola, contate a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).


2 - Necessita de uma exploração com 10 hectares para rentabilizar um projeto de castanheiros instalando-se como jovem agricultor. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

2ª Edição do Estágio Formativo em Helicicultura, para zona Centro ou Sul

Pedro Canhestro disse:

"Boa Tarde, Engº José Martino! Também estou interessado em saber uma previsão para 2ª Edição do Estágio Formativo em Helicicultura, para zona Centro ou Sul? Obrigado.".

Comentário:
Agradeço a proposta de estágio formativo nas condições indicadas. Quem estiver interessado em frequentar o estágio formativo em Helicicultura na zona centro ou sul deve inscrever-se em benjamim.machado@espaco-visual.pt. Quando a Espaço Visual tiver 15 inscrições avançará com a sua organização e dar-se-ão notícias públicas.

Não sei bem como as coisas funcionam nem em quê investir . Será que me pode ajudar ?

Sara disse:

Bom-dia Sr. Engenheiro, sou estudante de eng. agronómica e anteriormente fiz um cet de produção enológica. Tenho um terreno de 2 hectares no Alentejo e o meu pai esta disponível para investir noutro mais ou menos do mesmo tamanho. Gostaria de criar a minha própria empresa, criar um projecto. Mas não sei bem como as coisas funcionam nem em quê investir . Será que me pode ajudar ?

obrigado"

Comentários:
1- Creio que se ler este blogue encontrará muita informação sobre atividades e apoios ao investimento que estão ao seu alcance para implementar um projeto rentável em 2 hectares de terreno, caso tenha água para irrigação.


2 - Para uma ajuda concreta, como a colega sabe, o terreno tem que ser visitado por um agrónomo competente e realizada a sua avaliação edafoclimática. Da nossa parte estamos disponíveis para lhe prestar esse serviço. P. F. contacte a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).

Submeto projecto ao ProDeR ou espero pelas ajudas do próximo período temporal?

Anónimo Filipe Monteiro disse:
"Caro Eng. José Martino,

Não posso deixar de enaltecer o seu espírito empreendedor e divulgador do setor agrícola, que connosco partilha neste blog. Mais pessoas houvessem com a sua postura e certamente teríamos um país completamente diferente.

Estou na fase de compra de terreno (optei por comprar, pois pretendo fazer outros investimentos no futuro). Acontece que na melhor das hipóteses só conseguirei concretizar o negócio em Agosto. Só então poderei submeter a minha candidatura ao PRODER (para produção de Mirtilo, Framboesa e Groselha).

A minha pergunta é: pela sua experiência e sensibilidade, será que ainda vou a tempo para os apoios 1.1.3 do PRODER ou será melhor esperar pelo QREN 2014-20?

Obrigado e um grande bem-haja"

Comentários:
1 - Agradeço o reconhecimento público que faz sobre os resultados do meu trabalho e das várias equipas de colaboradores. É um privilégio coordenar gente tão talentosa.

2 - Recomendo que cumpra a sua vocação, o seu exemplo será um estimulo para os que o conhecem. Com esse seu desiderato e postura, tal como cada um dos meus leitores, é um contributo concreto para um Portugal melhor. Se cada um de nós trabalhar todos os dias com rigor e organização, se for exigente consigo próprio, com os outros e sobretudo, com a sociedade, constituindo massa critica, ao fim de alguns anos haverá transformação, progresso e desenvolvimento económico.

Resposta à pergunta:
1 - Se em Agosto próximo, se se mantiver a situação atual do Proder, na minha opinião deve submeter o seu projeto caso tenha fundos financeiros, próprios ou alheios (empréstimos de familiares, amigos ou bancos) para executar o investimento de uma única vez (ver post: não há fome que não dê em fartura), caso contrário deve optar pelo próximo período de ajudas para a agricultura (2014-2020)       

domingo, 17 de março de 2013

Exportar sem esquecer o mercado português

jorge carvalho disse:

"Olá Martino,
Antes de mais parabéns pela divulgação das "agriculturas" que se vão construindo em Portugal!
Fico contente por saber que cada vez mais os produtos da agricultura Portuguesa se afirmam no exterior, pelo que, falta que os mesmo se afirmem no mercado interno, e isso, depende em grande parte das escolhas do consumidor!
Também, e porque me está no coração, a horticultura segue essas tendências, e a título de exemplo, a cultura da alface também tem uma balança comercial positiva, uma vez que as exportações excedem as importações em termos de valor.
Como produtor e como técnico, posso afirmar que é seguro consumir o que é nosso, ao contrário do que se passa com alguns produtos importados de Marrocos, por exemplo... cabe a nós escolher o que é nosso! Fica o apelo!
Abraço".

Comentários:
1 - É um privilégio saber que pessoas como o Jorge Carvalho leem este blogue. Obrigado!


2 - A batalha da exportação tem que ser completamente ganha pelas agriculturas de Portugal. Vamos conjugar esforços e vamos trabalhar para duplicar o valor do produto da agricultura. Não podemos falhar!


3 - Fica o apelo do Jorge Carvalho para que o consumidor prefira o produto português, além do mais pela segurança alimentar que veicula. Podem contar com a minha motivação para integrar e bater-me por esta bandeira!  

Plantas Aromáticas e Medicinais

Tiago Lino disse:

"Boa tarde Sº Enginheiro José Martinho. Eu estou a pensar investir na agricultura na area das plantas aromáticas. Tenho cerca de 2 ha de terreno com boas condições de rega e penso que de solo pois ja cultivei algumas coisas para uso pessoal e sempre fiz boas colheitas. Mas como os tempos estão dificeis e para arriscar em algum negocio é preciso pensar muito bem, gostava de ouvir de um profissional oque acha em relação a investir neste sector das aromáticas. Vivo na zona centro do pais, mais propriamente em Ferreira do Zêzere, e tenho 23 anos. Os melhores cumprimentos de Tiago Lino".

Comentários:
1 - Defendo que as plantas aromáticas e medicinais são um negócio com potencial e futuro. No entanto, faça um plano de negócios mesmo sumário para determinar para o seu caso concreto, qual o investimento que necessita, a quem irá vender as suas produções, que preços de venda e produtividades, etc. etc.


2 - Esteja atento ao site da Espaço Visual e a este blogue porque regularmente organizamos eventos para promoção do negócio das plantas aromáticas e medicinais.

Petição Pública: Provedor do Agricultor

Leia em: peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N27535, a petição pública que coloquei na WEB pedindo a implementação do Provedor do Agricultor. Se estiver de acordo assine e divulgue-a. Depende da assinatura de cada um de nós contribuir para a mudança das agriculturas de Portugal. 

Estágio formativo em “Helicicultura”,



Vai iniciar em março de 2013 o Estágio formativo em “Helicicultura”, Iª Edição, a decorrer em duas exploração agrícola, localizadas em Apúlia e S. Pedro da Cova.


Este estágio será composto por 30 horas, a decorrer aos sábados, durante vários meses para que os potenciais interessados em explorar esta atividade possam conhecer e acompanhar todo o processo de montagem, preparação dos viveiros/ estufas, ciclos de engorda, apanha, embalamento e comercialização das caracoletas e também uma abordagem à reprodução. 

É objetivo deste estágio sensibilizar os empresários e dotá-los de capacidades técnicas e de gestão para planear e ultrapassar as dificuldades que surgem na atividade.

Esta sensibilidade e capacidade de resolução só se adquire praticando e estando em contacto direto com a atividade durante todo o ciclo reprodutivo.   

Caso esteja interessado envie email para benjamim.machado@espaco-visual.pt ou contacte Benjamim Machado 924433183.

sexta-feira, 15 de março de 2013

gostaria de produzir mas não sei o quê!?será que me poderia dar umas dicas?

O meu nome é Joana...não tenho experiência na área agrícola mas sou dotada de um espírito proativo e grande vontade de trabalhar...tenho uma pequena parcela de terreno, talvez uns 500 m em Guimarães...gostaria de produzir mas não sei o quê!?Gostei imenso do seu trabalho (o blogue)...será que me poderia dar umas dicas...

Comentários:
1 - Na minha opinião deveria visitar as hortas urbanas de Guimarães, junto ao Pavilhão Multiusos e verificar as culturas mais usuais que estão em cultura. Esta é a melhor estratégia para começar fazendo-o pela horticultura.


2 -  Teste a venda das suas produções através dos mercados locais.

Visita de estudo ao Castanheiro

 

Sabem que a fileira do castanheiro é das poucas fileiras agrícolas portuguesas que tem balança de pagamentos positiva, isto é, as exportações de castanhas ultrapassam largamente as importações?
 
É do Vosso conhecimento que as variedades autóctones portuguesas são uma mais-valia concorrencial pela sua alta qualidade quer para o mercado fresco, quer para indústria, muito acima das variedades dos outros países?
 
Para aprofundarmos estas e outras temáticas, custos de investimento e exploração, sistemas de condução, variedades, compassos, técnicas culturais a Espaço Visual organiza com o apoio da Sortegel e Alcino Nunes, no próximo dia 6 de Abril de 2013, uma visita de estudo ao castanheiro na região de Bragança e Vinhais.
 
O Programa está em anexo e mais informações podem ser obtidas junto de Benjamim Machado, benjamim.machado@espaco-visual.pt e 924433183.
 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Como acompanhar o seu projeto ProDeR em sede de análise

Cesário Marques disse:

"BOa noite, o concelho é Barcelos, distrito de Braga, ainda hoje liguei dizem para aguardar, mnas essa resposta é a que ouço a cerca de 3 meses a esta parte, é muito difícil ter calma, tenho um sonho que se torna cada vez mais dificil, agora com esta situação do encurtamento dos prazos, dificuldades de financiamento vai tudo esmorecendo um pouco, além disso acho demasiado tempo.
Cumprimentos"


Comentários:

1 - Vá ao serviço da DRAPN em Braga e peça para falar com o responsável do serviço (leve o n.º do PA) e explique-lhe a sua necessidade em ter o seu projeto aprovado. Neste serviço  creio que levarão 8 a 9 meses para lhe analisarem o projeto.


2 - Caso se revele infrutífero o indicado em 1. Ligue à DRAPN em Mirandela, peça para falar com a Secretária do Sr. Diretor Regional de Agricultura e peça-lhe o seu endereço de e-mail. Envie-lhe uma missiva a explicar os problemas que lhe acarreta o atraso no veredicto do seu projeto. Devem-lhe dar notícias em poucas semanas.

terça-feira, 12 de março de 2013

Prazos para investimento no fim do período temporal do ProDeR

Hugo Viana disse:

"Em primeiro lugar parabens pelo blog.
Quanto ao post, quando menciona apenas ser possivel um pedido de pagamento para projetos aprovados perto do fim do programa é devido ao tempo de reembolso?
Sendo o projeto aprovado não deveriam ter todos o mesmo tempo para realizar o investimento? Por exemplo os prazos para a formaçao tambem alteram?

Cumprimentos"

Comentários:

1 - Sim é devido ao prazo do fim do programa, isto é, se ler o post "não há fome que não dê em fartura" terá a explicação das razões que encurtam o prazo temporal para realizar o investimento.


2 - Os prazos limites de investimento do Programa sobrepõem-se à legislação das ações de apoio público ao investimento.


3 - A formação terá de ser realizada no âmbito das ações disponíveis dando cumprimento ao prazo máximo legal para o efeito (2 anos a contar da data de assinatura do contrato de ajudas)

Faz hoje 6 meses que submeti um projeto ProDeR e nada. O que devo fazer?

Cesário Marques disse:

"Olá boa noite Eng. José Martino, é sempre um prazer acompanhar este espaço, a minha questão é a seguinte: Submeti um projecto no PRODER no dia 11 de Setembro até À data não tive qualquer resposta, no balcão parece me igual ao primeiro dia, faz hoje 6 meses e nada começo a ficar desiludido e mesmo desanimado, dizem me para ter calma a resposta chega em 60 a 90 dias, depois para 120 e agora já lá vão 180 e nada começo a perder as esperanças. Consegue me dar uma ideia do tempo que está a demorar a resposta por esta altura?
Abraço
e muito obrigado"

Comentários:
1 - Para lhe dar uma ideia do tempo que eventualmente demorará a análise do seu projeto tem que me indicar quais os concelhos onde irá realizar o investimento.


2 - O que lhe aconselho a fazer?
a) Telefonar para a Direção Regional de Agricultura e Pescas que é responsável pelo concelho onde irá investir e perguntar qual o contacto da Divisão/Serviço de Análise de Projetos ProDeR dessa Direção Regional  onde estará o seu projeto.
b) Visite a Divisão/Serviço indicado em 1.
c) Se a informação não o satisfizer relativa à data de términus da análise, envie um e-mail ao Diretor Regional de Agricultura e Pescas.
d) Se dentro de uma semana não receber um e-mail de resposta envie um e-mail à gestora do Proder


3 - Dê notícias neste blogue sobre a tramitação do seu projeto. Há uma coisa que lhe peço, nunca desanime! A guerra ainda está a começar. Ainda terá muitas batalhas para travar. Telefone todas as semanas para o local onde estão a analisar o seu processo. Irá verificar que aparecer e telefonar faz com que a tramitação do Proder seja mais rápida. Muito acompanhamento, muita persistência e boa sorte!

Gostava de saber qual o tipo de plantação que me aconselha tendo em conta a minha zona?

Júlio Fernandes disse:

"Boa tarde o meu nome é Júlio Fernandes, tenho 24 anos e sou do concelho de Tondela e decidi iniciar um projecto na área da agricultura mas para isso gostava de saber qual o tipo de plantação que me aconselhava tendo em conta a minha zona? Sendo que a minha preferência iria para a plantação de mirtilos; framboesa; morangos; cogumelos ou plantas aromáticas e medicinais; A plantação dos produtos mencionados seriam rentáveis e teriam escoamento quer internamente e externamente? Gostava que me indica-se sites/associações onde possa encontra informações/ajudas para iniciar o meu projecto. Aguardo resposta."

Comentários:

1 - As respostas que solicita exigem um conhecimento exaustivo da sua pessoa, da sua vocação e interesses. Penso que a melhor solução seria uma reunião/consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).


2 - Se colocar as palavras das atividades que pretende desenvolver na zona de pesquisa deste blogue encontrará muita informação que lhe poderá ser útil para esclarecer as suas dúvidas. Consulte o website da Espaço Visual e da Bioberço.


3 - As atividades elencadas são rentáveis se forem desenvolvidas por empresários organizados, rigorosos, que são capazes de promover a operação certa na hora certa (fazer cada operação cultural na melhor oportunidade técnica para a sua execução). 

Conferência "Fertilização do Mirtilo"

 

Espera-se que no final deste ano Portugal tenha em cultura cerca de 1000 hectares de mirtilos. Esta forte pressão de implantação por parte de muitas pessoas, a maioria das quais vêm de fora do mundo agrícola, sobretudo jovens agricultores, resulta do facto de ser uma atividade muito rentável, aliada à forte capacidade exportadora das suas produções e além disso, pela sua produtividade possuir um alto potencial de progressão, a qual virá a compensar, no futuro, eventuais abaixamentos de preços de comercialização que possam vir a ocorrer.

Do ponto de vista técnico a nutrição da planta de mirtilo é muito importante para obter o seu equilíbrio, ponto este que é estratégico para a sustentabilidade das altas produtividades com alta qualidade ao longo de largos períodos de tempo. Para que este sucesso seja obtido é necessário acautelar a fertilização quer de implantação, quer de manutenção, tirando partido do melhor que se sabe em Portugal e em Itália, sobre esta tecnologia.

Assim sendo a AGIM e a Espaço Visual, organizam no próximo dia 13 de Abril de 2013, em Sever do Vouga, a Conferência sobre “A Fertilização de Mirtilo” conforme o Programa que se anexa. É uma oportunidade para se ouvir de viva voz um técnico italiano experiente e vários reputados especialistas portugueses. Além da transmissão do saber fazer destes peritos que irão elevar o background técnico dos mirticultores de Portugal, podem ser esclarecidos dúvidas e elencados aspetos práticos que são determinantes para o nosso sucesso empresarial.

Não perca esta oportunidade, inscreva-se e participe! O saber fazer “bem” não ocupa lugar!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Submeti um projecto ProDeR após 19 de fevereiro: o que devo fazer para o financiar?

Paulo disse:

"Boa Noite
Eng.º mais uma vez digo excelente blog, por toda a informação e ajuda prestada aos jovens.
Após seguir vários conselhos seus que encontrei neste blog decidi avançar com um projeto de instalação de jovem agricultor em Apicultura que submeti ao PRODER no final de Fevereiro e como tal sujeito á libertação de verbas para poder avançar.
Aqui surge a minha dúvida, no seu post “Não há fome que não dê em fartura” fala em Capital para realizar o investimento todo de uma vez incluindo IVA e no meu caso também os enxames.
Ora como referiu, e bem, pertenço aos 50% que não possuem a estrutura de capitais que suporte o investimento, mas não quero de maneira alguma desistir pois acredito no meu trabalho e o que sei hoje sobre apicultura á um ano atras dificilmente o poderia imaginar.
Agradeço a sua opinião/concelho sobre o que fazer.

Mais uma vez obrigado.

Cumprimentos"


Comentários:
1 - Agradeço a questão que me coloca, por exemplo, imagine que o seu projeto será contratado em Abril de 2014. Qual será a data limite para investir? 31 dezembro de 2014. Tem 8 meses para fazer o todo o investimento. Faz o pedido do prémio e esperará 1 a 2 meses para o ter o dinheiro creditado na conta bancária. Conseguirá comprar os enxames em Junho/Julho? E se não conseguir quando terá possibilidade de o fazer? Com estes prazos de tempo quantos pedidos de pagamento consegue executar?


2 - Agora imagine que o seu projeto será contratualizado em dezembro de 2014 e que o términus dos investimentos serão 30 junho de 2015. Consegue fazer mais do que um pedido de pagamento?


3 - Faço este exercício para demonstrar que eventualmente será necessário que os bancos ajudem os jovens agricultores financiando-lhes os investimentos.


4 - Além de capacidade financeira serão necessárias competências de gestão para executar bem os investimentos de uma única vez. Será que estas competências estão acauteladas?  


5 - Escrevo este post com o objetivo de alertar os jovens agricultores para estarem conscientes do que irão passar e tenham em conta os pormenores que devem acautelar para levarem os seus projetos a bom porto encontrando as melhores estratégias para o efeito.


6 - P. F. Não desista do seu projeto. A minha sugestão é para que o tente financiar na banca e caso não seja possível aconselho-o para que o transforme numa sociedade por quotas e trabalhe para conseguir um investidor para seu parceiro que seja seu sócio financeiro com os 49% de capital.  

domingo, 10 de março de 2013

O que fazer para vender?

Manuel Silva disse:
 
"Bom dia o meu nome é Manuel Oliveira e Silva, e estava a pensar dedicar-me a ao cultivo de frutos vermelhos, como morangos ou amoras em estufas. Embora eu não tenha nenhum tipo de experiência como agricultor, o que me deixa mais receoso para investir não é a falta de experiência mas sim como garantir escoar a produção, ou seja, o que posso eu fazer para arranjar clientes? quer cá dentro quer no estrangeiro. Pois pelo que tenho lido este tipo de frutos têm muita procura lá fora. Mas como arranjar contactos? o que fazer para vender?

Outra duvida, que vantagens eu teria ao tirar o curso de jovens agricultores, nomeadamente em relação às ajudas e quanto tempo demora essa formação?

Se me pudessem esclarecer estas duvidas talvez avançasse com esta minha ideia.

obrigado pela atenção, cumprimentos."
 
 
Comentários:

1 - É muito importante saber a quem vender, mas na minha perspetiva é mais importante ter competências de gestão para saber produzir, saber pormenorizadamente como produzir, que tipo produto, dentro da atividade que está a produzir (por exemplo, dentro da produção de mirtilos) o mercado quer trocar essas produções por euros, pois pode ter os contactos comerciais certos e não ter o produto adequado para satisfazer o mercado.


2 - Consulte o programa da Jornada "mirtilo - uma janela de oportunidades", que se realizou ontem em Viseu e na mesa redonda sobre comercialização estiveram presentes 6 empresas que o podem ajudar na comercialização das suas produções de pequenos frutos.


3 - O que fazer para vender?  Esforce-se, busque contactos de produtores, de empresas de comercialização e empresas consultoras.
Como fazer?
a) Pesquise na internet. Pesquise neste blogue porque ele tem muita informação, tem quase mil posts a maioria deles com indicações muito interessantes para potenciais jovens agricultores.
b) Visite outros produtores, pergunte-lhes como fazem.
c) Visite entidades de comercialização, avalie as condições com que trabalham com os produtores.
d) Contacte técnicos, peça-lhes que o ajudem com base na experiências que recolhem doutros produtores.
Quando tiver este trabalho de caso feito, marque uma reunião/consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) que esta ajuda-o na melhor estratégia para tirar o melhor partido de toda esta informação que recolheu.


4 -  Fico lisonjeado pela importância que me dá ao esclarecimento das duas dúvidas na perspetiva de avançar com o investimento, mas recomendo que ponha mais determinação na sua ação porque a agricultura neste aspeto é uma atividade muito exigente, muito exigente.
    

Animação da Agricultura Algarvia

JOÃO SILVA disse:

"Sr. Eng. José Martino, desde já os parabéns pelo seu blog .
Ja havia entrado em contacto consigo atraves de email, mas compreendo o facto de ainda não me ter respondido pois os emails as perguntas e respostas no seu blog devem ser aos milhares.
Por acaso o sr. não me sabe dizer se vai acontecer alguns seminarios no Algarve pois eu vejo tanta coisa , tanta oportunidade, aconselhamento e etc... para a zona norte e centro do pais e aqui no Algarve nada.
Ja agora se me poder responder a minha pergunta no email agradecia .
Muito obrigado e continue com este excelente trabalho

joao silva
email: vampiric_mind@hotmail.com"


Comentários:

1 - Este blogue faz parte de uma estratégia pessoal em prol da criação de massa critica nas agriculturas e mundo rural de Portugal.


2 - É minha prática tentar responder de forma pública neste blogue a todos as questões que se são colocadas, também de forma pública, devidamente identificadas, nos comentários deste blogue. Deste modo, o que escrevo pode contribuir para ajudar milhões de portugueses que se interessem sobre estes temas, rentabilizando o tempo que despendo ou que de forma voluntária faço doação à causa pública, o qual é o mesmo que levo para responder a cada e-mail particular/privado.

3 -  O elevado número de e-mails que recebo interpreto-os como pretendendo informação particulares, fazendo o seu reenvio para os serviços comerciais da Espaço Visual, que por norma tenta responder a todos eles, caso tenham lugar a resposta.


4 - Não tenho conhecimento pormenorizado sobre a animação da agricultura algarvia. Pela minha parte, se houver Entidades regionais que me desafiem para tal e o tema assim o justifique, estou disponível para colaborar no desenvolvimento da agricultura dessa região, a qual na minha opinião é aquela que dentro das várias regiões de Portugal tem maior potencial para desenvolver atividades agrícolas muito rentáveis.   

Framboesa

ruben pode disse:
 
"Bom dia sr engº José Martino,
Eu sou um jovem com 18 anos, moro em ovar, tenho alguns terrenos que juntos somam cerca de 1,2h. acabei os meus estudos e pretendia fazer um investimento, um investimento agricola, nomeadamente uma plantação, e tenho algumas duvidas que gostaria que me esclarecesse :
- por que fruto devo optar, tendo em conta a região em questão sendo que eu dava preferencia a espécies de arbusto ( mirtios, framboesas, morangos, groselha,);
por quanto é que ficaria o investimento realizado;
sendo que a minha produção era para exportação, quem devo procurar para me ajudar a realizar negocios ;
visto que eu seria um jovem produtor , gostaria de saber se benefeciava de ajudas por parte da ProDer ou do estado , porque com estes cortes do estado nao sei se continuava a benefeciar dessas ajudas"
 
 
Comentários:
 
1 - Pesquise neste blogue porque tem muita informação sobre o que necessita saber para se instalar como  jovem agricultor, melhores estratégias, ajudas públicas ao investimento, funcionamento do Proder, etc.
 
 
2 - Para esclarecer os pormenores do seu caso concreto marque uma reunião/consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852), pois ela indicar-lhe-á alguns dos eventuais clientes que terão interesse nas suas produções.
 
 
3 - Na minha perspetiva deveria optar pela framboesa porque como a sua região está situada junto ao mar obterá produções com alguma precocidade, portanto maior valorização comercial das produções, produz desde o 1.º ano, o que é uma mais valia do ponto de vista financeiro. O investimento deve situar-se entre os 65 000 a 120 000 euros, depende a variação da necessidade que tenha de fazer  melhoramentos fundiários, infraestruturas, construções, máquinas e equipamentos, etc.
 
 
4 - Deve-se candidatar às ajudas do Proder para se instalar como jovem agricultor se tiver capacidade financeira para realizar o investimento de uma única vez, conforme o que expliquei neste blogue em "não há fome que não dê em fartura"

Figo da India

Carla Viegas disse:

"Boa tarde,

Desde já quero agradecer o serviço publico que presta no seu Blog e a sua disponibilidade. O meu nome é Carla Viegas tenho 35 anos e atualmente estou desempregada.
Os meus avós tem um terreno com 5ha no Alentejo junto ao mar e após algumas pesquisas deparei-me com o cultivo do Figo da India e achei interessante pois o investimento e a manutenção têm custos reduzidos. Tendo em conta que neste momento, não existem verbas disponíveis para aprovação de novos projetos pela Proder a minha questão é se é viável/possível iniciar o projeto com capital próprio e submeter o pedido de apoio para o próximo ano.
Já agora peço a sua opinião quanto ao cultivo deste (penso eu promissor) fruto.
Obrigada, cumprimentos"

Comentários:

1 - Se tem capitais próprios para executar o projeto deve apresentar candidatura à ação 1.1.3. do ProDeR, instalação de jovens agricultores, tendo em conta o que escrevi neste blogue com o titulo "Não há fome que não dê em fartura".


2 - Recomendo que elabore um Plano de Negócio para o figo da índia, pois nele entre muitas outras coisas muito importantes terá que identificar os clientes que lhe irão valorizar as suas produções. A partir daqui deve na minha opinião, meter-se a corpo inteiro nesse negócio.


3 - Se na sua exploração tiver água para regar recomendo que invista na cultura da framboesa. Na minha perspetiva é um dos melhores negócios para essa região. Se precisar de ajuda para esta atividade marque uma reunião/consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852)

Instalação de jovem agricultor

Nuno Leão disse:

"Cumprimentos Eng. José Martinho

1º Pedia ao Sr. Eng. se me podia informar se posso me candidatar a fundo perdido para aquisição de uma bomba de água para acoplar ao tractor, para servir quando necessário cerca de 7 hectares de vinha.

2º Tenho 34 anos e pretendo inscrever-me como jovem agricultor. Pergunto se o posso fazer, pois tenho terrenos dos meus pais e pretendo reconverter uma vinha com cerca de 1,5 hectares e plantio de de nova área com cerca de um hectare. posso portanto inscrever-me como jovem agricultor e avançar com projecto para as plantação? Quais as ajudas? Que preciso de fazer, tenho aprovação para o projecto?

3º Pretendo também fazer um plantio de kiwis numa área aproximada de 1 hect. Tenho ajudas? Quais? É rentável?

Sem mais de momento subscrevo-me com estima e consideração.
Nuno Leão"


Comentários:
1 - Pode candidatar-se ao Proder para obter subsídio no investimento na bomba de rega através de candidatura à ação 1.1.2 do Proder (pesquise neste blogue e encontrará mais informações incluindo os respetivos níveis de apoio), investimentos até 24 999,99€.


2  - Para obter apoios à reconversão e plantação de vinhas pode recorrer às ajudas no Programa Vitis, as quais estão abertas neste momento (consulte www.espaco-visual.pt). São as ajudas mais interessantes ao investimento porque são dadas por hectare de vinha implantada, no pedido de pagamento não é necessária  a apresentação de comprovativos de despesa.


3 - Com os investimento que pretende fazer não recomendo que se candidate às ajudas de 1.ª instalação como jovem empresário agrícola porque praticamente não tem investimentos para candidatar ao Proder. Com a sua idade, defendo que deve fazer os investimentos atuais utilizando familiares como proponentes e instalar-se como jovem agricultor no período 2014-2020. 


4 - A cultura do kiwi é rentável e muito interessante para as Regiões do Entre Douro e Minho e Beira Litoral, tendo a superfície mínima de 3,5 a 4 ha. Os kiwis arguta Nergi rentabilizam um projeto de instalação de jovem agricultor com o investimento de 1 ha. Neste caso, como se trata de um franchising consulte a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 975 852) para obter mais informações (pesquise neste blogue mais informações sobre este tema)  

Morangos em cultura hidropónica

Rogério Gouveia disse:

"Olá boa tarde Engenheiro.
O meu nome é Rogério Gouveia e estou na fase de investigação para dentro em breve concorrer, com 1 projeto de produção de morangos em semi-hidropónia, aos apoios do PRODERAM (é o programa equivalente ao PRODER, aplicado no arquipélago da Madeira). Estava a ler o seu blog pela milésima vez e entao vi esta entrada sobre morangos em hidropónia! Estava a pensar neste tipo de produção porque, de acordo com estudos que tenho lido, origina uma maior produção uma vez que a densidade de plantas pode ser superior. O controlo de pragas é mais fácil, há menor perda de morangos pela podridão queimadura etc. Desta forma contornamos tambem e necessidade de rotatividade das terras. Por fim, mas muito importante, ergonomicamente é um trabalho muito menos exigente. Gostaria de saber se concorda e a sua opinião sobre este modo de produção.
Outra questão prende-se com o investimento necessário. O Engenheiro refere entre 400000 a 750000euros por hectar. Acha que haverá alguma forma de baixar esse mesmo investimento? Estava a pensar em construir as estufas em madeira. Pensei em comprar a madeira tratada e eu proprio com 1 carpinteiro e amigos, fazermos a construção. Acha que seria exequível? Pensei desta forma porque na Ilha da Madeira o clima é mais ameno e a estufa seria para proteger as plantas da chuva e de alguma noite mais fria no Inverno. Cá não existe uma tão grande amplitude térmica durante o ano. Acha que construindo as estufas bem como as bancadas, onde trabalha os sacos de substrato, em madeira e utilizando a mão-de-obra de amigos poderia baixar significativamente este investimento?
Bem acho que já alonguei este meu comentário...
Aguardo e a sua resposta Engenheiro e despeço-me com votos de bons investimentos para todos!
Grato pela sua atenção Engenheiro."

Comentários:

1 - Concordo com a sua análise no que diz respeito às vantagens da cultura do morango em cultura hidropónica.


2 - Na minha opinião, atendendo às condições climáticas da Madeira deveria optar por túneis que lhe custarão entre 3 a 4 euros / m2 e que lhe sairão mais baratos que as estufas em madeira.


3 - Deve fazer um plano de negócios para o seu investimento e analisar que capital irá necessitar para lhe fazer face.


4 - Nunca opte por baixar a qualidade dos materiais, isto é, caso optasse pela madeira, esta vai trazer-lhe problemas de manutenção que no futuro próximo o obrigarão a preocupar-se mais com a sua manutenção do que com o acompanhamento da cultura.


5 - Se não tem capital opte por fazer a cultura no solo ao ar livre e daqui a dois/três anos com o fundo de maneio obtido, cash flow do negócio, faça o investimento na cultura hidropónica.


6 - Bons  investimentos!  

PHYSALIS (II)

Raquel Pereira disse:
 
"Qual o preco médio de venda no produtor?
Produzir em MPB ou agricultura convencional? Será que ha mercado para MPB? Ou é como as aromaticas que so ha mercado para MPB?
Onde posso encontrar compradores?

Obrigado
Raquel Pereira
argfpereira@gmail.com"
 
 
Comentários: 
1 - Estou a trabalhar para organizar uma visita de estudo a atividades agrícolas inovadoras/exóticas. maracujá, physalis, chuchu, etc. com o objetivo dos potenciais interessados ficarem a conhecer os pormenores destas culturas.
 
2 - Por outro lado, pretende-se com este evento que contactem diretamente com produtores e possam ficar a conhecer de viva voz as suas experiências na agricultura. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Que devo fazer com o meu projecto: submeto de imediato ou aguardo pelo próximo QCA?

Helder Caldeira disse:
"Sr. Eng. José Martino, desde já os parabéns pelo seu blog, venho até si para pedir um conselho, estou pensando em me instalar como jovem agricultor em apicultura, tenho 33 anos, a minha duvida é se devo entrar com um projecto ainda este ano ou esperar pelo novo quadro de apoios europeus, a partir de 2014.
Pelas informações que consegui recolher o novo quadro de apoios é mais vantajoso para jovens agricultores, mas não sei se as candidaturas vão estar logo disponíveis no inicio de 2014 e se as regras de acesso que estão agora se vão manter, ou se vão complicar-se, tornando o acesso ás candidaturas quase impossível.

Desde já agradecido."

Comentários:
1- Tendo por base o que escrevi no meu último post "não há fome que não dê em fartura", recomendo que se tiver capacidade financeira para fazer o investimento de uma só vez deve optar por submeter candidatura ao Proder.

2 - No caso de não ter as condições indicadas em 1, deve optar por apresentar o seu projeto no novo quadro de apoios europeus de 2014-2020

quinta-feira, 7 de março de 2013

Não há fome que não dê em fartura!


O Comunicado infra da Autoridade de Gestão do Proder merece os seguintes comentários:

1 - Sendo os números publicados no sítio do Proder na WEB, a 31 de Dezembro de 2012 a taxa de execução da ação 1.1.3. do Proder, instalação de jovens agricultores, era de 55% (relação dos (incentivos pagos +despesas validadas por pagar)/orçamento total da ação), sendo a taxa de realização de 52% (incentivos efetivamente pagos aos proponentes). Na mesma data e para os mesmos indicadores relativos à ação 1.1.1. Modernização e Capacitação das Empresas Agrícolas e Agro Industriais, os valores eram de 55% e 54% respetivamente. Admitindo que o Proder só entrou em funcionamento pleno a partir de 2010, verifica-se que os valores apontados acima se referem a investimentos relativos a 3 anos completos do seu funcionamento. 

 

2 - O Proder só pode aceitar candidaturas até 31 de dezembro de 2103 e aceitar despesas elegíveis até 31 de dezembro de 2014, podendo eventualmente prorrogar o período de elegibilidade dos investimentos até 30 de junho de 2014.

 

3 - Cruzando os dados veiculados nos pontos 1. e 2. verifica-se que em menos de 2 anos têm que ser investidos 45% do orçamento da instalação dos jovens agricultores e o mesmo valor relativo aos investimentos na agricultura e agro industria (há um incremento de 22,7% no valor de investimento anual entre o período posterior a 31 de dezembro de 2012 face ao período dos 3 anos anteriores).

 

4 - Além disso, há encurtamento do período temporal para realizar os investimentos, isto é, os projetos aprovados em março de 2013 terão 20 meses para realizar o investimento (a legislação do Proder prevê até 24 meses, caso não existisse a limitação do términus do Programa) e para cada mês que passa há um encurtamento equivalente no período temporal do investimento).



5 - À medida que diminui o período temporal para investir, aumenta a necessidade de fundo de maneio para realizar os investimentos porque não há tempo para apresentar os 4 pedidos de pagamento previstos no Proder, ou seja, será realizado 1, no máximo 2 pedidos de pagamento.



6 - Será que a maioria dos proponentes, sobretudo os jovens agricultores estão suficientemente aprovisionados financeiramente para fazerem face a esta exigência suplementar de capital, quer com capitais próprios, quer com recurso ao crédito bancário? A resposta é: um elevado número de jovens agricultores, na minha opinião, mais de 50%, não possuem estrutura de capitais que suporte o investimento dentro dos prazos temporais contratualizados.



7 - Resultado: com tempos curtos para realizar o investimento aumenta a taxa de desistência  dos projetos contratualizados e aumenta o valor dos investimentos orçamentados pelo Proder que não são justificados pelos proponentes. 



CONCLUSÃO: Após o dia 19 de Fevereiro de 2013, apesar do overbooking destas ações, quem submeter candidaturas tem, na minha perspetiva pessoal, forte probabilidade de vir, durante o ano de 2014, a angariar fundos do Proder para os financiar, devendo os proponentes acautelar dois fatores:
a) Capital para realizar o investimento todo de uma vez incluindo o IVA respetivo.
b) Fazer um rigoroso planeamento temporal dos investimentos, garantindo que quando tenha o projeto financiado pelo Proder, possua fornecedores e prestadores de serviço que tenham a capacidade de execução que permitam a implementação do investimento em tempo útil (poucos meses)

 

 

Comunicado da Autoridade de Gestão do PRODER

2013.2.19

O número de candidaturas apresentadas ao PRODER aumentou de forma avassaladora nos últimos tempos. Sinal positivo, porque traduz a solidez da dinâmica do sector e a credibilidade que o Programa, apesar das dificuldades, conseguiu obter junto dos seus beneficiários. Sinal dos tempos também, porque traduz a consciência dos investidores de que o tempo útil para executarem projetos ao abrigo do atual Programa está na reta final.

Os dados de execução do PRODER, que são divulgados mensalmente, apresentam já uma elevada taxa de compromisso do Programa. Se no entanto levarmos em conta que o PRODER, para além de assegurar os pagamentos relativos aos mais de 26 200 projetos já aprovados, tem ainda que assegurar os pagamentos agroambientais e de apoio às regiões desfavorecidas, bem como os compromissos que potencialmente decorrerão da verdadeira avalanche de candidaturas recebidas recentemente – situações que estão completamente salvaguardadas - o Programa está já numa situação de overbooking muito considerável, que há que gerir com todo o rigor.

Esta é uma situação normal na vida de qualquer programa comunitário, mais do que previsível (e até desejável) quando estamos a menos de 1 ano do início de um novo quadro comunitário. Só não acontece quando não existe investimento ou quando o Programa não funciona. Mas, como o pior que pode acontecer a quem investe é não saber com o que conta, é uma situação que justifica os seguintes esclarecimentos:

1. Continuará a ser possível submeter candidaturas ao PRODER, embora a análise e decisão das mesmas fique dependente de futura libertação de verbas provenientes de projetos desistidos ou não executados integralmente, bem como da efetiva possibilidade de execução dos projetos no tempo de vida do Programa.

2. O PRODER continuará a monitorizar de forma permanente e crescentemente rigorosa a execução dos projetos aprovados, de forma a poder realocar em tempo útil verbas eventualmente libertadas para projetos em “lista de espera”. No âmbito da chamada “operação limpeza” - que já permitiu a aprovação de todos os projetos que se encontravam em “lista de espera” na medida 111 e a manutenção em aberto de várias medidas do PRODER que, de outro modo, já não estariam disponíveis há muito tempo - está a ser feito o seguinte:

· Controlo do cumprimento do prazo de início de execução de todos os projetos;

· Monitorização dos casos em que os beneficiários não apresentam pedidos de pagamento há mais de 6 meses, podendo tal indiciar dificuldades ou atrasos na respetiva execução;

· A partir deste mês, controlo dos casos em que existe incumprimento do prazo aprovado para a conclusão do projeto, uma vez que existem já muitos projetos nessa situação;

· Também a partir deste mês, controlo do cumprimento dos calendários de execução do projeto que serão exigidos aos beneficiários que pretendam ou necessitem de alterar o projeto inicialmente aprovado.

3. Caso deste exercício venha a resultar uma redução do overbooking do Programa para níveis que assim o permitam, as candidaturas em “lista de espera” serão analisadas por ordem de antiguidade.

Atingimos uma fase da vida do PRODER em que recai uma responsabilidade acrescida sobre todos os que têm financiamentos aprovados, pelo que o PRODER conta com a compreensão de todos para o rigor que crescentemente será exigido em matéria de execução atempada de projetos. É do nosso interesse comum que todos os projetos aprovados sejam executados e nesse sentido continuaremos a procurar, em conjunto com os beneficiários, as soluções para que tal aconteça em cada caso; mas é crucial garantir que quaisquer verbas que não sejam utilizadas possam de imediato viabilizar outros investimentos. O objetivo que está em causa – o pleno aproveitamento, em tempo útil, das verbas do PRODER – é, indiscutivelmente, do interesse de todos.

Para informação mais detalhada sobre a submissão de candidaturas deverá consultar o menu Candidaturas.

 

domingo, 3 de março de 2013

Comercialização de mirtilos

Francisco  Fernandes disse:

"Boa tarde,

Antes de mais queria dar os meus parabéns pelo Blog.
O meu nome é Francisco Fernandes e sou de Trás-os-Montes, mais propriamente, do planalto mirandês.
Estava a ponderar investir no cultivo de mirtilo através de um projecto de jovem agricultor.
Gostaria se possível que me informassem acerca quais os agentes de comercialização mais próximos e de um técnico especializado nesta cultura de forma a poder fazer análise ao terreno e clima da região para verificar se seria possível este tipo de cultura nos terrenos disponíveis.

Cumprimentos"

Comentários:

1 - Marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (telemóvel: 917 075 852) e obterá todas as informações que necessita.

2 - Para saber o que necessita sobre comercialização de mirtilos, inscreva-se no seminário "Mirtilos - uma janela de oportunidade", o qual decorrerá em Viseu no próximo sábado  (para se inscrever consulte www.espaco-visual.pt).

Uma pequena polémica sobre castanheiros e soutos: qual o maior especialista nacional nesta área?

Anónimo disse:

"Sobre soutos e plantações de castanheiros todas as questões podem ser respondidas consultando a Imensis

geral@imensis.eu

Podendo auxiliar a elaboração de projectos.

ou ainda os viveiros Serviruri.
http://serviruri.blogspot.pt/

Maiores especialistas nacionais nesta área.

Comentários:
1 - Caros amigos da Serviruri: Podem dar notícias neste blogue que materializem/quantifiquem objetivamente a Vossa afirmação de "maiores especialistas nacionais nesta área"? Onde fica o Vosso melhor souto (qual a sua produtividade/resultados financeiros ao longo do tempo)? É o melhor de Portugal?

2 - Na minha opinião, esta fileira tem um enorme potencial de crescimento e desenvolvimento técnico, sobretudo no incremento da produtividade dos soutos até à plena produção e no seu
incremento para o ano cruzeiro e seguintes 

Mirtilos em Portalegre

Rui Brás Passarinho disse:

"Parabéns e obrigado pelo seu blog e a sua disponibilidade,

Caro Engº, acha que no norte Alentejo (Portalegre) é possível a cultura de mirtilos? Possuo aí uns terrenos que não estão rentabilizados, falo de cerca de 10 hectares.

Um bem haja"

Comentários:

1 -  No próximo Sábado em Viseu terá oportunidade, no seminário "Mirtilo - uma janela de oportunidades" de perceber quais as melhores condições de solos e clima para esta cultura (inscrições: www. espaco-visual.pt).

2 - Se pesquisar neste blogue sobre "mirtilo" encontrará a informação que necessita para saber se é possível a cultura do mirtilo em Portalegre (há variedades que se adaptam particamente a todo o país). 
 
3 - Se continuar com dúvidas, expresse-as neste blogue, pois terei todo o gosto em responder-lhe. 

O que fazer para implementar um projeto financeiramente sustentável?

Joana Pastor disse:
"Boa noite ,
Eng. José Martino,
O meu marido possui alguns terrenos em Trás-os-Montes que neste momento não têm uma devida utilização, tendo apenas plantação de alguns produtos para consumo próprio.
Temos pensado em investir criando um projeto agrícola como forma de rentabilizar os terrenos e nos podermos também mudar para o interior na busca uma melhor qualidade de vida.
Já fizemos alguma pesquisa no sentido de encontrar soluções mas para já temos bastantes dúvidas quanto ao tipo de produtos nos quais devemos investir e também no que diz respeito aos diferentes apoios financeiros existentes.
Através deste blog, muito útil para jovens como nós à procura de novos rumos, descobrimos mais sobre o PRODER, o que pode ser uma ajuda contudo necessitamos ainda de apoio na criação de um projeto sustentável.
Gostaríamos de saber, na sua opinião, quais as melhores soluções para implementar em Trás-os-Montes, pensamos em castanheiros e oliveiras mas não sabemos se é uma boa aposta.
Outra questão que temos é relativamente à empresa Espaço Visual, a empresa de consultadoria apoia na criação de um projeto agrícola ou apenas apoia quando o projeto já foi aprovado pelo PRODER.
Obrigada e parabéns pelo seu blog.
 
Comentários:
 
1 - Ação 1.1.3 do ProDeR - INSTALAÇÃO DE JOVENS AGRICULTORES

Quem se pode candidatar ?
Jovem Agricultor (em nome individual ou em sociedade) que à data da apresentação da candidatura, tenha mais de 18 e menos de 40 anos, e se instale pela primeira vez numa exploração agrícola.

Apoio ao investimento:
Na produção primária, transformação e comercialização

» Plantações plurianuais, produção animal (exceto os animais), edifícios, máquinas e equipamentos, painéis solares, etc.
» Adega, lagares, secador para plantas aromáticas

» Consultoria, projetos de arquitetura, licenciamentos, etc.

O prémio à instalaçãoCorresponde a 40 % do valor do investimento do plano empresarial até ao limite de:
- 30 000€, empresários em nome individual e sociedades por quotas;
- 40 000€, no caso de dois jovens se instalarem e deterem no mínimo 25% das quotas cada um.


Apoio ao investimento:- Na produção primária: 60% ou 50% do valor do investimento elegível, consoante a exploração agrícola se localize em zonas desfavorecidas ou favorecidas, respetivamente;

2 - Sou um acérrimo defensor dos investimentos na cultura do castanheiro, embora com a limitação que produz resultados no longo prazo. Defendo a alta densidade de plantação dos castanheiros
(5 m x 5m), boa preparação do terreno com aplicação de matéria orgânica (pelo menos 10 t/ha), rega por microaspersão, plantas enxertadas em CA90 ou COLUTAD.

3 - Terá uma excelente oportunidade para avaliar o potencial de negócio da produção de castanha se fizer parte do grupo que no próximo dia 16 irá visitar alguns soutos na região de Bragança (inscrições em www.espaco-visual.pt)

4 -  A Espaço Visual ajuda no encontro da melhor solução de investimento, quer do ponto de vista das necessidades no terreno e ao mesmo tempo, do melhor sistema de apoio, público e bancário (contatar eng. Sónia Moreira: 917 075 852) 
5 - Leia o post anterior o qual contém a estratégia que deve fazer para desenvolver o seu negócio agrícola.



- Na transformação e comercialização: 40% do valor do investimento elegível.

Agricultura em Miranda do Douro

Anónimo Elisabete disse:

"Bom Dia,

Sr. Eng. José Martino

Antes demais peço desculpa pela invasão, mas não entendo o porquê de não conseguir encontrar o campo certo de forma expor as minhas duvidas no seu blog.

Ora bem, eu possuo vários terrenos agrícolas na zona do Norte mais propriamente arredores de Miranda do Douro, no entanto, eles encontram-se abandonados.

O meu objectivo seria criar o meu próprio emprego utilizando os mesmos, de forma a aproveitar os recursos que possuo e instalar-me nesse meio rural combatendo a desertificação e ajudar a melhorar a economia da região.

Têm-me surgido várias ideias, tais como, produção de mel, plantas aromáticas, etc... no entanto, não me consigo focar em nada em concreto, pois não sei quais as ajudas que poderei obter, bem como, qual o "dinheiro que vai sair da minha carteira".

Qual seria na sua opinião o melhor "tipo" de empreendedorismo a apostar nessa região?!

Agradecida"


Comentários:
1 -  Colocou o seu comentário no sítio certo deste blogue: "comentário do post". Tento responder a todas as questões que me são colocadas neste blogue porque são uma excelente oportunidade para veicular informações importantes para os meus leitores, o tempo disponível é escasso e por vezes faço-o com algum atraso. Os e-mails que me são endereçados são respondidas pela minha equipa da Espaço Visual.

2  -  Creio que deve ter como primeiro objetivo, um negócio rentável e sustentável financeiramente ao longo do tempo.

3 - Qualquer uma das atividades que elencou, apicultura ou plantas aromáticas e medicinais (PAM) são bons negócios, caso sejam devidamente desenvolvidas. As PAM são mais exigentes em capitais próprios.

4 - Deve recolher informação na internet e em visitas para decidir quais as atividades para as quais tem vocação e seguidamente, deve elaborar um plano de negócio, mesmo que seja sumário, determinando os custos de investimento, rendimento bruto, custos de exploração, montante de capitais próprios, etc.

5 - Pesquise neste blogue as ajudas do proder, ação 1.1.1 do proder, ação 1.1.3 do proder, etc. e obterá informação sobre as ajudas do proder.

6 - Na minha opinião, para ser empreendedora na agricultura, deve possuir pelo menos 20 000 - 30000 euros de capitais próprios.
 
7 - O melhor tipo de empreendedorismo para essa região é aquele em que a empresária tem jeito para o negócio agrícola e consegue ter sucesso financeiro