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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Leitões Bísaros

"Daniel Fontainhas disse:

Boas, antes de mais gostaria de dar os parabéns por todo o trabalho desenvolvido. já acompanhou este blog há +- 1 ano. Aqui há uns 2 meses enviei-lhe um email o qual não obtive resposta, mas compreendo com a vida agitada mais responder a todos os pedidos não deve ser fácil... Tenho 28 anos recentemente comprei um terreno florestal com 9 hect tenho em vista outro com 3hect, A minha questão é o que axa mais viável? Criação de cabras raça bravos para carne, ou leitoes de raça bisara. tenho mais alguns terrenos que funcionaram de apoio num total de 1hect, estando todos a uma distância de 1km no máximo. na zona de Viana do castelo. obrigada bom trabalho"


Comentários:

1 -  Para as superfícies indicadas, caso consiga obter o licenciamento da exploração pecuária ao abrigo do REAP (regime de exploração da atividade pecuária), deve optar pela criação de leitões de raça bísara.

2 - Os leitões bísaros são um bom negócio, pois conheço produtores que têm excelentes resultados nesta atividade.

3 - Para saber pormenores do investimento deve marcar uma consulta com a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Apicultura

João Carlos disse:

"Boa noite Eng. Martino.

Antes demais, quero deixar-lhe aqui um agradecimento pelo serviço público que presta por esta via, quer a mim quer a todas as pessoas que se deparam com dúvidas mais concretas sobre esta área tão vasta e complexa como é a agricultura.

Tenho um terreno com 160000m2 no concelho da Mêda. Nesse terreno existe apenas 15 oliveiras e 100 amendoeiras, existindo ainda terra onde predomina giestas e carrascos.
Os terrenos circundantes apresentam as mesmas caracteristicas.

Gostaria de saber a sua opinião:

Será uma boa escolha fazer um apiário neste terreno?
Quantas colmeias autorizam nun terreno com esta dimensão?
Quais as condições para que possa produzir mel biológico?
Quais os melhores apoios a que me puderia candidatar, visto eu ter 26 anos?

Agradeço desde já todo o seu tempo que irá dedicar às minhas dúvidas/questões.

Cumprimentos"

Comentários:
1 - Para saber se o seu terreno tem potencial para a apicultura, para um ou vários apiários, para definir o número de colmeias por apíario, este deve ser visitado por um técnico especialista na atividade. Recomendo que fale com a Eng. Sónia Moreira (917 075 852) para ela lhe apresentar o orçamento da Espaço Visual para este serviço.


2 - Deve candidatar-se aos apoios para se instalar como jovem agricultor. Recomendo que caso não tenha experiência na atividade faça um estágio junto de um bom apicultor ou nos estágios que a Espaço Visual promove com este obejtivo. Se pesquisar neste blogue encontrará informação sobre as ajudas e as condições de acesso, bem como outras informações sobre a apicultura

Castanheiros

Fernando Gomes disse:
"Boa tarde,
Tenho alguns terrenos que no total devem corresponder a dois ou três hectares e pretendia fazer uma plantação de castanheiros.Pertenço ao concelho de S.Pedro do Sul que não está incluido em nenhuma DOP e tenho 39 anos. Gostaria de ter alguns esclarecimentos acerca dos apoios, area minima necessária, etc.."

Comentários:
1 - Para obter eclarecimentos concretos para as suas questões especificas deve contatar a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).


2 - Na minha opinião a cultura do castanheiro é uma excelente atividade, interessante, rentável, se estiver colocada numa região que tenha frio invernal suficiente para quebrar a dormência e se a temperatura de verão não for demasiado tórrida.


3- Recomendo que aproveite as ajudas para se instalar como jovem agricultor (60% de subsídio ao investimento + 40% de prémio de instalação até um total de 30 000 euros de apoio), para as quais perde elegibilidade/apoio no dia que fizer os 40 anos

Tenho alguma urgencia em saber a resposta, e onde poderei ir em busca de ajuda nesse sentido?

Jorge Pinto disse:

"Boa noite tenho possibilidade de explorar terras com 9 hectares ou mais um pouco. Precisava de tractores e alfaias, os apoios cobrem integralmente esta situação?
Os apoios são reembolsaveis?
Até quanto posso pedir?

Tenho alguma urgencia em saber a resposta, e onde poderei ir em busca de ajuda nesse sentido?

Comentários:
Deve contatar a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) que esta pode ajudar encontrar soluções para todas as questões colocadas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Mirtilos ou frutos vermelhos?

Sónia Teixeira disse:

"Boa tarde,

Antes de avançar para algo mais sério gostaria de ter a opinião de especialistas sobre algo que para mim tem ganhado alguma importância nos últimos tempos.
Chamo-me Sónia Teixeira e há muito vejo a agricultura como uma oportunidade, principalmente porque era umas das componentes que estudei em Geografia! gosto da àrea só que infelizmente sentia que não era muito prestigiante, nos dias que corre começa a assumir um novo papel e um novo rumo. Enquanto hobbie tenho um terreno em Ovar com aptência agricola de apenas 1300m2, atendendo à sua localização e metragem, aconselariam, a prática de alguma cultura em específico, que investimento rondaria, haveria apoios do PRODER para um àrea tão pequenina?
Quando olho para a agricultura como uma oprtunidade falo na viabilidade de um projeto que penso vir a desenvolver juntamente com um colega que gosta da agricultura e que já faz alguns trabalhos nesse âmbito, mas que coloca a hipotese de alterar a sua especificidade da sua pequena empresa agricola (tratorista, cultura de milho e batata...) para outra àrea e juntamente comigo. Este colega possui uma àrea agrícola de aproximandamente entre 1 a 2hcts em Santa Maria da Feira e pensamos investir numa cultura de mirtilos ou frutos vermelhos ou noutra àrea que fosse viável, para isto precisavamos do vosso apoio/opinião. Que cultura seria mais apropriada para a àrea e localização. Investimentos necessários, apoios, formação, rentabilidade...
Obrigada"

Comentários:
1 - Mirtilo, framboesa, kiwis arguta, morango, etc. são culturas interessantes para explorações com 1 a 2 hectares.


2- A atividade mais adequada para o Vosso caso será determinada por visita de um técnico aos terrenos. Pode contatar a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852).


3 - Se tiverem menos de 40 anos recomendo que se candidatem às ajudas previstas para a instalação de jovens agricultores (pesquise neste blogue "ajudas para a instalação de jovens agricultores"e "ação 1.1.3 do ProDeR).   

O que devo fazer de agricultura na região de Porto de Mós?

Mena Cabral disse:

"Boa noite Eng.º Martino,

Antes de tudo, gostaria de enaltecer o seu trabalho e dedicação.
Chamo-me Filomena Cabral, sou professora de História, há mais de um ano que estou desempregada. Tenho no entanto lido todos os dias o seu blogue e outros, mas o seu agrada-me pela simplicidade e objectividade com que o senhor responde às mais diversas dúvidas que surgem dos seus leitores.
Por isso tomei, a liberdade de lhe colocar algumas questões relativamente ao programa do ProDeR_ instalação de Jovens Agricultores:
Possuo alguns terrenos na zona de Porto de Mós (Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros) um deles é uma vinha que gostava de preservar, outros são de sequeiro com oliveiras. Os restantes não estão cultivados e são justamente esses que gostaria de os rentabilizar.
1º Que tipo de culturas poderia apostar para a zona?
2º Tenho interesse também pela apicultura, helicicultura e plantas aromáticas
3º Nesta altura do campeonato é adequado ainda tentar recorrer ao programa ProDeR_ instalação de Jovens Agricultores ou existe(m) outras alternativas a este programa?
4º Onde é que posso encontrar ajuda para elaborar um projecto?

Obrigada"


Comentários:
1 - Não conheço ao pormenor a região de Porto de Mós para lhe aconselhar culturas para os seus terrenos. No entanto, recomendo que observe o que se passa à sua volta e verifique os casos de sucesso na agricultura. Pergunte, investigue e ganhe massa critica sobre o mais interessante para si na agricultura.


2 - As atividades que indicou são muito interessantes. Gosto da apicultura embora a helicultura parece-me ser uma atividade muito rentável.


3 - As ajudas para a instalação de jovens agricultores são os apoios mais interessantes que o ProDeR disponibiliza para os investimentos na agricultura.


4 - Pode encontrar ajuda para o projeto ProDeR junto da eng. Sónia Moreira (917 075 852) da Espaço Visual 

Que culturas aconselha para a região de Ponte de Lima?

Helder Silva disse:

"Bom dia Sr José Martino,

Peço desculpa pelo abuso, mas apos uma pesquisa na net sobre plantação de mirtilos, acedi ao seu blogue, e depois de ler bastante, gostaria de lhe colocar a seguinte questão:

Acha que será viável levar avante uma plantação de mirtilos na zona do Minho (Ponte de Lima).

Estamos (seio familiar) a pensar avançar para alguma coisa na área da agricultura mas que seja minimamente rentável, e chegamos á conclusão que o mirtilo puderá ser a aposta certa neste momento, gostaria de saber também se o senhor partilha dessa mesma opinião ? ou se acha que existe outro tipo de cultura que se aconselha para a nossa zona.

gostaria tambem de saber algo mais acerca dos projetos para jovens agricultores.

Peço mais uma vez desculpa por este abuso,

Cumprimentos"


Comentários:
1 - Parece-me viável uma plantação de mirtilo na zona de Ponte de Lima, embora terá de ser avaliada a aptidão dos solos e clima dos terrenos onde serão instalados (drenagem, pH, teor de matéria orgânica, etc.).


2 - Devem investir nesta cultura/atividade se a tiverem analisado e chegaram à conclusão que é a melhor decisão. Têm a noção das implicações da colheita (n.º de colhedores, controlo de qualidade da uniformidade dos frutos com o mesmo grau de coloração e maturação na mesm cuvete, tabuleiro e palete)?


3 -  Culturas que aconselho para essa região, onde exista aptidão intrinseca: castanhas, groselhas, framboesas, apicultura, kiwi, maçãs de variedades regionais, kiwis arguta, uvas para vinho verde, morangos etc.


4 - Sobre as ajudas aos jovens agricultores pesquise neste blogue "ajudas jovens agricultores" e "ação 1.1.3 do ProDeR"

Estágios profissionais: artificialidade do mercado de trabalho?

Afonso Costa disse:

"Sobre estes estágios escrevi:

Invasão de mão de obra barata!

Das duas uma: ou esta medida é bem regulamentada ou então mais não vai fazer do que degradar o mercado de trabalho agrícola.

Porque é que uma empresa vai ao mercado buscar um profissional e pagar-lhe o devido o valor de mercado quando o estado lhe "oferece" mão de obra qualificada a 690 euros?

Mão de obra qualificada sim porque um profissional com 35 anos já tem mais de 10 anos de experiência.

Isto vai levar muitas empresas a despedir pessoal para os ir buscar como estagiários a uma fracção do valor!
(note-se que muitos dos nossos empresários estão longe de ser bem intencionados)

Mais uma vez este governo lança medidas que, aparentemente por incompetência, têm efeitos perversos. (ou talvez não se o objectivo for mesmo baixar intencionalmente o custo da mão de obra)

Chamam-lhe estágios para poder oferecer valores ridículos mas depois a idade vai até aos 35 anos...genial maquiavelismo...

Finalmente: qual a oportunidade desta medida? o mercado de trabalho agrícola está alguma vez comparável ao de outros sectores? O objectivo é mesmo acabar também com este mercado?

Comentários:
1 - Percebo o que pretende transmitir, no entanto analiso e coloco-me no lugar de quem decide as medidas de apoio à integração de jovens, sobretudo licenciados, no mercado de trabalho e pergunto: o que medidas alternativas seriam alternativas de maior eficácia, sucesso e resultados? Defendo que é fácil criticar, embora é mais díficil trabalhar para melhorar a situção das pessoas.


2 - Defendo que se os estagiários forem firmes na defesa efetiva, junto do coordenador do estágio e dos técncios do IEFP, das funções e ações previstas no plano de estágio, não haverá degradação do mercado de trabalho agrícola.


3 - Parece-me uma excelente medida se for gerida com eficiência e eficácia. É este objetivo que os políticos devem pugnar por cumprir e fazer com que seja cumprido.


4 - Esta medida destina-se a ajudar os técnicos agrícolas a integraram-se no mercado de trabalho das empresas agrícolas. Até agora os agricultores não tinham este apoio que a agro industria e outros setores já dele usufruem há alguns anos e por outro lado, os técnicos agrícolas estavam a ser discriminados porque tinham menos mercado para serem colocados como estagiários.


5 - Haverá estagiários que demonstrando nas empresas as vantagens do seu trabalho, terão a oportunidade de virem a ter trabalho permamente. 


6 - Defendo que a agricultura é um setor de atividade económica como qualquer outro porque é um negócio rentável e imprescindivel para combater a crise economica e financeira de Portugal.

sábado, 20 de outubro de 2012

Ajudas à instalação de jovens agricultores

Patrícia Parreira disse:

"Boa noite, o meu nome é Patrícia Parreira. Tenho uma ideia para um projeto, que de momento é só mesmo uma ideia, e para continuar a desenvolvê-la necessitáva saber mais informações sobre os apoios e incentivos que a Proder dá neste momento. A minha ideia é adquirir um terreno e plantar diversos produtos hortícolas biológicos, para vender posteriormente a uma loja de produtos biológicos. Estive a consultar o site da Proder e já percebi que a melhor opção para mim, no que diz respeito às possíveis candidaturas para os subsídios, é “Instalação de Jovens Agricultores” mas, na minha opinião, o site não está explícito e tenho algumas dúvidas, não sei se alguém me pode esclarecer. É necessário ter um montante mínimo? Qual o tempo médio de resposta por parte de Proder? A Proder dá o valor total do projeto ou dá apenas uma parte e terei que ter o restante valor? Basta enviar o formulário de candidatura ou é necessário enviar também um plano de negócio? Agradecia imenso uma ajuda nestas questões para poder avançar com a minha ideia.
Atenciosamente"

Comentário:

Pesquise neste blogue sobre ajudas a jovens agricultores e ação 1.1.3 do ProDeR e obterá resposta para as suas questões. Quando eu tiver tempo farei um novo post respondendo diretamente às suas questões

Estágios Profssionais na Agricultura

Andreia disse:
"Boa tarde, vi uma notícia em que foi divulgada a aprovação para o programa de jovens agricultores. Poderá, por favor, dizer-me onde posso obter mais informações? Agradeço desde já"

José Martino disse:
"Cara Andreia,
Não percebi a sua pergunta. Pode explicar melhor o que pretende ver esclarecido?"

andreia disse:
"bom dia vi á dois dias atras uma noticia no jornal k dizia: k foi aprovado estagio para seis mil jovens deixo aki o link da noticia http://expresso.sapo.pt/governo-anuncia-seis-mil-estagios-profissionais-na-agricultura=f761012 gostaria de saber onde e quando sao feitas as inscriçoes, desde ja obrigada"
 
 
Comentários:
 
1 - Estou satisfeito porque desta vez a agricultura não será discriminada e terá 6 000 estágios profissionais.
 
 
2 - As empresas agrícolas terão a possibilidade de contratar quadros para estagiar durante alguns meses, tendo apoio financeiros do Estado para o efeito.
 
 
3 - Poderá obter informação junto do Instituto de Emprego e Formação  Profissional (IEFP) 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Apicultura

Marco Mota disse:

"Caro Eng.º Martino,
Felicito-o pelo seu blog e considero louvável o facto de não deixar ninguém sem resposta.

Gostaria de lhe perguntar, tendo em conta a sua experiência em projectos já implementados:

1- Qual a área de terreno necessária para a instalação de jovem agricultor, com projecto em apicultura.

2- Considerando um projecto de investimento de 75000 euros, qual considera que deverá ser o capital próprio do investidor?

Questiono também, quando será o próximo estágio formativo em apicultura promovido pela Espaço Visual.

Desde já o meu obrigado.

Cumprimentos"

1 - Que capital tem disponivel para investir em apicultura? Tem que viver da atividade ou possui outra profissão?

2 - Em função das respostas às questões colocadas em 1. assim variará o número de colmeias que irá candidatar no seu projeto. No minimo, na minha opinião, terá de trabalhar com 500 colmeias, embora possa começar com 300. Há quem defenda menos, mas atendendo aos custos de deslocação, de instalação e limpeza dos apiários, armazém, etc., creio que com um número inferior dificilmente terá rentabilidade.


3 - Para as instalar deve fazer a avaliação do potencial melífero na região explorada a partir de cada apiário e daí, aferir o seu número médio de colmeias. Se cada região tiver forte potencial melífero o número máximo de colmeias por apiário é de 100. Neste caso, cada apiário  deverá ter entre 500 a 2000 m2, conforme se trata de espaço agrícola ou florestal, compreende o espaço para colocar as colmeias e a superfície de segurança contra incêndios, zona com controlo de vegetação.


4 - Pela minha experiência creio que precisa de capital para comprar os enxames, a sua compra não é elegivel no ProDeR (80 euros x 300 = 24 000 euros)  + capital para suportar o IVA e fundo de maneio (15 000 a 25 000 euros). Defendo que caso não possua todo o capital necessário deveria  contratar junto do Crédito Agrícola um empréstimo de médio prazo para a compra das abelhas ou uma conta caucionada no mesmo valor (24 000 euros), tendo 20 000 euros para capitais suportados pelo investidor.

5 - Contate o eng. Daniel Portelo da Espaço Visual para obter informações dos estágios formativos em apicultura (daniel.portelo@espaco-visual.pt; 22 450 9047)   

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Espaço Visual trabalha a nivel nacional?

luis martinho disse:

"Boa noite Srº Eng. Martino
Mais uma vez e nunca é demais repetir, obrigado pela grande ajuda que presta nesta área.
Fiquei esclarecido e vou ver como posso avançar, mas não percebi o que quiz dizer com as ajudas que reclamo, eu não reclamo apenas quero perceber como posso investir usufruindo de qualquer tipo de ajuda que possa ter, porque o capital propio para investir é muito pouco, e penso que se fizer um projeto através do proder terei mais hipoteses de a banca financiar.
gostava de poder falar pessoalmente com o Srº Eng. ou com alguém do espaço visual, mas penso que a vossa empresa se situa no norte e eu sou de Santarém, havera alguma forma de podermos contornar esta distância sem eu ter que me deslocar ai?
Continuação do excelente trabalho
Cumprimentos"


Comentários:

1 - Pode usufruir da linha de crédito protocolada entre o IFAP e o Grupo Crédito Agrícola em qualquer tipo de projeto de investimento aprovado pelo ProDeR, desde que o crédito seja aprovado pela Instituição Bancária.


2 - Concordo consigo que as ajudas públicas ao investimento diminuem o risco do investidor e existem para serem utilizadas em Portugal, sendo inaceitável quando são devolvidas à Comissão Europeia.


3 - Achei que estava a reclamar que deveria ser alargada, para mais de 40 anos, a idade para ser elegivel como jovem agricultor.


4 - A Espaço Visual trabalha a nível nacional, por exemplo, eu hoje estive em Lisboa e Coimbra, e a Eng. Sónia esteve esta semana, dois dias no Alentejo e Algarve. Telefone à Eng. Sónia Moreira (917 075 852) que encontrar-se-à uma solução que seja do seu agrado.   

Tenho mais de 40 anos, qual a estratégia para usufruir das ajudas de jovem agricultor não sendo o pai do jovem?

luis martinho disse:

"Boa noite Srº Eng Martino
Fico muito contente por haver alguma abertura das forças politicas e bancárias em dar um empurrão na agricultura, mas por enquanto esta tudo no papel...
nestas novas linhas de crédito é feito referência que os apoios serão através das linha do proder, o que deixa de fora quem não se puder candidatar
Gostaria de deixar uma perguntas
Quem tiver mais de 40 anos e queira iniciar atividade na agricultura, está fora destes apoios?
Existe algum outro tipo de apoio para quem queira investir na agricultura, estando a trabalhar para outrem?
Alguma vez foi considerada alterar a idade máxima do jovem agricultor para se poder candidatar ao proder?, penso que daria uma maior verdade a estes apoios, porque o que vemos muito hoje em dia são pessoas como eu que querem investir mas não tem idade, e quando há filhos dentro da idade faz-se o projeto em nome do filho, mas depois é o pai o gestor e trabalhador da empresa e normalmente os filhos seguem outro caminho
Grato pelo apoio que tem dado
Cumprimentos"

Comentários:

1 - Os apoios bancários privilegiam os projetos ProDeR porque diminuem fortemente o risco da banca, o maior risco é assumido pelo Estado que coloca o dinheiro a fundo perdido.


2 - Neste momento estão abertas candidaturas no ProDeR para todos os tipos de agricultores/empresários agrícolas, desde 5000 euros até vários milhões de euros de investimento: ação 1.1.1 do PrpDer, abriu na passada 2.ª feira, apoia investimentos desde 25 000 euros de investimento até 982 000 euros de subsídio, o que pode representar investimentos totais entre o três e o quintuplo deste apoio (pessoas com mais de 40 anos sem ligação a OP's, regiões desfavorecidas ou favorecidas); ação 1.1.2 do ProDeR para investimentos entre 5000 euros e 24999,99 euros; ação 1.1.3 do ProDeR para apoiar os jovens agricultores.


3 - Nenhum dos apoios enunciados em 2, obriga a que se seja agricultor a titulo principal (mais de 50% do tempo e do rendimento provenham da agricultura), portanto pode trabalhar por conta doutrem.


4 - Na minha opinião, em Portugal perdemos imenso tempo, energia, iniciativa, etc a opinar sobre as regras que deveriam mudar, mais importante que isso, só assumimos investir se elas cambiassem de acordo com as nossas ideias, pelo contrário, entendo e pratico que temos de tirar o melhor partido do que existe, assumindo riscos e fazendo negócio. Conclusões: a idade limite para se ser considerado jovem agricultor está bem definida e existe para todos os países da União Europeia, se for alargada, excelente, se continuar igual, excelente da mesma forma. As sociedades por quotas entre jovens com 51% e gerentes e outro sócio não jovem agricultor, são consideradas elegiveis para efeito de atribuição das ajudas de instalação previstas na ação 1.1.3 do ProDeR, pelo que, o leitor pode recorrer a este tipo de empresas para conseguir obter as ajudas que reclama (aliás se o risco suportado pelo sócio não jovem   for muito elevado face ao jovem agricultor pode fazer um contrato parassocial particular e sigiloso onde salvaguarde esta situação). P. F. planeie os seus investimentos, candidate-os ao ProDeR, tire partido das ajudas que este lhe proporcina e desta forma, participe diretamente na estratégia de contribuir para que a economia portuguesa cresça a 3% ao ano. Vamos mostrar ao mundo e aos economistas que quem faz negócio são os empresários, as suas iniciativas e não os comentadores e arautos da desgraça que matam a nossa esperança pessoal e a capacidade de realização. Bons investimentos!

Linha de Crédito protocolada entre o Crédito Agrícola e o IFAP

José Ribeiro disse:

"Bom dia,

atendendo ao que diz no ponto 2, desta forma ficam vedados ao acesso a esta linha de crédito, os projectos já submetidos e que não faziam referência a esses apoios bancários?

Não é possível contratar um empréstimo destes para suportar o IVA, p.ex?

Cumprimentos"


Comentários:
1 - Defendo que quem tem projetos já aprovados pelo ProDeR, nos quais não está previsto o financiamento bancário e pretende utilizar a linha de crédito protocolada entre o crédito agrícola e o IFAP deve consultar formalmente o ProDeR ao mesmo tempo que coloca a operação no crédito agrícola. Caso o ProDeR o indique, o proponente apresentará uma proposta de alteração ao projeto que contemple a operação de financiamento bancário.


2 - Na minha opinião deve contratar uma conta corrente caucionada ou um empréstimo a um ano para apoio à tesouraria e dessa forma financiar o IVA. Consulte uma Caixa de Crédito Agrícola para saber se este tipo de operações está contemplada na linha de crédito protocolada com o IFAP      

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O que faço? Devo investir na agricultura sendo eu funcionário público?

Diogo Pereira disse:

"Boa tarde,

A primeira impressão que tive do blogue é bastante boa, e penso que está aqui um excelente serviço público!!!

Familiares meus têm alguns hectares cultiváveis a monte, na zona do Geres, junto à barragem da Caniçada, o que me faz alguma impressão.
Sou relativamente jovem, e tenho vontade de trabalhar e rentabilizar aqueles terrenos, sendo que à partida poderia alugar os mesmos.
Quais poderiam ser as melhores apostas para a zona em questão?
O facto de ser funcionário público poderá-me trazer algum tipo de entrave, caso esteja interessado em investir?

Obrigado pela atenção

Cumps."


Comentário:
1 - Faço votos para que as impressões, após a primeira, que teve deste blogue continuem a ser boas e que este continue a ser classificado como um excelente serviço público.


2 - Porque lhe faz impressão que os seus pais tenham terrenos cultiváveis junto da barragem da Caniçada, no Gerez?


3 - Deve pensar em rentabilizar os seus terrenos com investimento próprio se tiver perfil para investidor agrícola.


4 - Apostas para essa região: apicultura; pequenos frutos; plantas aromáticas e medicinais; horticultura´/fruticultura biológica, etc.


5 - Consulte a seção de recursos humanos da Instituição Pública para quem trabalha com o objetivo de saber se tem que pedir autorização para se dedicar a um negócio agrícola ou se está isento (a minha experiência diz-me que há instituições e contratos que regulam  de forma diversa exclusividade do trabalho na função pública.)


4 -

Banca começa a mostrar abertura para apoiar investimentos na agricultura

Armando Alves disse:

"Agricultura com nova linha de crédito de 150 ME e acesso à PME Crescimento

Os agricultores vão poder aceder a uma nova linha de crédito, de 150 milhões de euros, através da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, e à linha PME Crescimento, até agora disponível apenas noutras áreas, anunciou a ministra Assunção Cristas.

Após a assinatura do protocolo entre o ministério da Agricultura e a entidade bancária, decorrida em Lisboa, a governante assinalou que neste momento o principal problema dos agricultores é o financiamento e que tem encontrado em todo o país agricultores que querem executar projectos que já estão aprovados e não têm meios para o fazer.

O objectivo desta linha, prosseguiu a governante com a pasta da Agricultura, "é garantir o acesso mais célere e mais privilegiado" a estes agricultores, criando "uma via verde" para projectos que já passaram pelo crivo da administração pública e foram aprovados no âmbito do ProDeR.

Assunção Cristas adiantou que o objectivo é abrir este tipo de protocolos a todos os bancos interessados.

A ministra anunciou igualmente que as empresas agrícolas e do sector agro-industrial vão poder passar a candidatar-se à linha PME Crescimento, estando "a ser fechados aspectos de detalhe" para que esta possibilidade se concretize.

O presidente da Caixa de Crédito, João Costa Pinto, disse que a taxa de juro que será aplicada nestes empréstimos "não está definida à partida", mas garantiu condições mais favoráveis aos agricultores como bonificações que podem ir até 50% e uma "apreciação expedita" dos pedidos.

A Linha PME Crescimento foi criada depois da tomada de posse do Governo, com uma dotação de 1.500 milhões de euros.

IN Agroportal
http://www.agroportal.pt/x/agronoticias/2012/10/15g.htm"

Comentários:

1 - O texto que foi transcrito do Agroportal é o mesmo que aparece em muitos órgãos de comunicação social.


2 - Não explica os investimentos que podem ser enquadrados nesta linha de crédito de 150 M€, apesar de indicar que se tratam de investimentos já aprovados pelo ProDeR. No entanto, quero salientar que os apoios bancários devem estar indicados na candidatura contratada com o ProDeR sob pena, de mais tarde, em sede de auditoria, o projeto vir a ser considerado não conforme e os fundos já pagos serem reclamados para devolução ao Estado.


3 - Independentemente de ainda não serem conhecidos os pormenores da linha de crédito, acho muito importante esta linha negociada pelo Ministério da Agricultura porque é um sinal que a ministra da Agricultura está atenta às necessidades dos agricultores nesta altura em que a crise financeira que Portugal sofre também atinge a agricultura.


4 - Felicito a ministra da Agricultura se conseguir colocar em funcionamento a linha de crédito PME Crescimento para as empresas agrícolas e agro industriais.


5 - Faço votos para que a CGD crie as linhas de crédito para apoiar os investimentos dos jovens agricultores.

Quando terminarão os apoios para jovens agricultores? (2)

Nuno Alves  disse:

"Boa noite,
Taxa de contratação 102% na acção 1.1.3. significa que não vale a pena ter muitas espectativas na apresentação de novas candidaturas.

Não digo isto com qualquer tipo de alegria pois apresentei candidatura para 3 ha de terreno em meados de Setembro e que estava com todas as esperanças de começar a trabalhar a tempo inteiro a partir do próximo ano. Assim mais vale mesmo é pensar em emigrar e deixar as silvas crescerem nestes terrenos.

As coisas não estão nada fáceis mas assim nem sequer vale a pena pensar em projectos, só é pena não saber disto há mais tempo.

Cumprimentos"


Comentários:

1 - Caro leitor Nuno Alves, creio que está a tirar conclusões precipitadas porque a Ação 1.1.1, modernização e capacitação das empresas agrícolas (ajudas a agricultores e agro industria) tem a mesma taxa de contrataçaõ e execução,  e abriu ontem mais um concurso para submissão das candidaturas. Infelizmente, há muitas desistências de projetos contratados e por cada 100 euros de apoio contratado creio que só se conseguem justificar entre 50 a 70 euros.


2 - Conclusão, se apresentou o seu projeto em setembro, a correr normalmente o processo de análise da sua candidatura,  irá trabalhar a tempo inteiro, na pior das hipóteses, a partir e março do próximo ano, tirando partido das ajudas para se instalar como jovem agricultor.


3 - A gestão do ProDeR, assim como os responsáveis políticos estão a trabalhar de forma muito profissional para devolver à Comissão Europeia o minimo de apoios disponiblizados a Portugal, isto é, estão a contratar ajudas em overbooking (acima do orçamento disponivel) porque é histórico em Portugal, ditada pela experiência de 26 anos em que existem ajudas ao investimento na agricultura, uma quebra de 20% nas ajudas contratualizadas, entre desistências de última hora e não justificação de investimento. Na minha opinião captaraõ dinheiro os projetos aprovados até á altura em que exista uma taxa de de contratualização de 130%.


4 - Por último creio que os responsáveis irão buscar dinheiro a outras medidas e ações do ProDeR com baixa execução para o colocar na ação 1.1.3., tendo como objetivo apoiar a instalação de jovens agricultores até final de 2013. Se isto não se verificar será um erro político muito grave que a ministra da agricultura não quererá correr porque é necessário combater a elevada taxa de desemprego da população jovem. 

domingo, 14 de outubro de 2012

Quando terminarão os apoios para jovens agricultores?

Menezes disse:

"Bom dia Eng. Martino,

Devido ao estado do nosso pais, já ouvi muitos rumores de que o Proder está sem verbas para quem esta a instalar-se como jovem agricultor, e que possivelmente estes apoios deixaram de existir em 2013, esta informação se for verdade é muito mau para quem esta a instalar-se como jovem agricultor, e para quem tem os projectos em analise. Com a sua vasta experiência em projectos e contacto com o Proder, esta "clausula rumorista" definisse como verdadeira? caso seja verdade, porque que ainda têm as candidaturas em aberto? que futuro terá as pessoas que pedem ajuda para a instalação de jovens agricultores? qual é a viabilidade para tal?

Menezes

OBs: Muitos parabéns pelo seu trabalho, são pessoas como a Eng. Martino que deviam estar na linha da frente à fazer gestão da agricultura Portuguesa."


Comentários:

1 -  As questões que coloca são de díficil resposta tendo em conta que há um orçamento para a  ação 1.1.3 do ProDeR (instalação de jovens agricultores) e todos os dias são submetidas candidaturas que tentam captar apoios (o máximo por projeto é de 250 000 euros+prémio de 30 000 ou 40 000 euros). O maior ou menor período de tempo em que as candidaturas estarão abertas depende da maior ou menor adesão dos jovens a estes apoios.


2 - Que os apoios terminarão em 2013 não tenho dúvidas porque o quadro de apoio termina a 31 de dezembro de 2013. E a minha experiência dita que o seguinte, na melhor das hipóteses, não arrancará antes de finais de 2014.


3 - Se for possivel a transferência de verbas, seria preferivel utilizar as verbas recuperadas da ação 1.1.1, modernização e capacitação das empresas agrícolas  na ação 1.1.3, instalação de jovens agricultores, do que abrir um novo concurso para a ação 1.1.1. Parece-me que será um erro político grave, nesta altura em que o desemprego dos jovens atinge taxas que considero inaceitáveis para um país moderno e com futuro, se os apoios aos jovens agricultores terminarem antes do indicado em 2.


4 - A execução da ação 1.1.3 em 4 de outubro de 2012, indica o seguinte:
- Taxa de compromisso: 102%
- Taxa de contratação. 94%
- Taxa de execução: 45%
O términus das candidaturas está dependente dos jovens agricultores que têm contratos com o ProDeR conseguem exceutar os seus investimentos. Creio que o poder político tem grande  responsabilidade na baixa taxa de excecução dos investimentos porque os bancos não concedem crédito a "start ups"e a CGD não implementou as linhas de crédito para apoio aos investimentos na agricultura dos jovens agricultores (ver petição pública).


5 - Com base no indicado em 4, na minha opinião pessoal, a manter o ritmo de submissão de candidaturas dos útlimos 6 meses, haverá apoios para mais 4 a 6 meses.


6 - O ProDeR tem mecanismos para dirrimir o acesso aos fundos financeiros,caso os pedidos sejam superiores ao orçamento, estão previstos no aviso de abertura.


7-  Acho que está no tempo de gente séria, com estatuto moral, competente, com ideias e capacidade de liderança, assumir responsabilidades na liderança política de Portugal.

Floricultura

Paula Maduro disse:

"Parabens Eng. José Martino pelo seu excelente trabalho.
Eu também estou a pensar concorrer ao apoio para instalação de jovens agricultores, tendo em conta que tenho várias parcelas de terrenos na região litoral entre Tocha e Cantanhede... O que acha da área da floricultura/ horticultura? E um projecto viável para a região? Não percebi se a proder apoio a floricultura...

grata pelo seu apoio."

Comentários:

1 - Para a região indicada se fosse eu o investidor escolheria a floricultura.


2 - Os investimentos na floricultura são dos mais rentáveis que eu conheço na agricultura desde que o empresário tenha perfil (goste de estar fechado dentro de estufas a verificar rigorosamente os pormenores, pargas e doenças, carências, etc.), capacidade de gestão, conhecimentos de produção.


3 - O ProDeR apoia a instalação de jovens agricultores na floricultura/horticultura com 50% ou 60% de subsídio aos investimentos e 30 000 euros de prémio de instalação (pago antes dos investimentos).

sábado, 13 de outubro de 2012

Plano de Negócios

Carlos Novo disse:

"Boa noite Sr.Eng Martino!
Tenho acompanhado todos os posts do seu blog e queria dar lhe os parabens por o excelente serviço que tem feito em favor dos portugues e em prol da agricultura.
Neste momento estou desempregado e pretendo dar uma volta de 180ºna minha vida, vivo em Almada e pretendo mudar me para a zona de Castelo Branco e iniciar um projeto em agricultura biologica, tenho algum capital proprio para investir mas vou pedir apoio do PRODER pois ainda tenho 38 anos.
Gostaria de saber na sua opiniao se esta zona do pais pode ser uma boa aposta para inicar um projeto de vida em modo biologico,pretendo tambem ter algumas raças autoctones de animais portugueses.
qual area que me aconselha para este projeto, pois pretendo ter um pouco de tudo é essa a filosofia da ab.
Onde escoar os meus produtos? pois a venda de cabazes os mercados bio podem nao ser suficientes para a sustentabilidade de um projeto? tem conhecimento se nesta zona existem mercados bio? que empresas podem escoar os meus produtos?
grato pela sua atençao e continuaçao deste magnifico serviço publico"

Comentários:
1 - Julgo que faz parte de um grupo restrito de leitores que leu todos os posts deste blogue. O que lhe parece a evolução que seguiu nestes 4,5 anos de vida?


2 - Defendo os portugueses e a agricultura porque dei à volta ao mundo e nunca me senti diminuido por ser português, pelo contrário, acho que cada português tem uma maneira de estar na vida que nos permite ser felizes em qualquer sítio do globo, sobretudo em Portugal. Acreditei, pratiquei e trabalhei para que os resultados do meu trabalho e das minhas equipas não ficassem atrás do que melhor se faz no estrangeiro. No exterior far-se-ia melhor por questões estruturais de desenvolvimento e organização coletiva, embora este acréscimo não compensa a qualidade de vida que temos em Portugal e que perderia se me mudasse. Neste momento trabalho arduamente para que exista liderança política em Portugal sem a qual não se pode estancar a emigração, a qual junto com o desemprego são duas chagas sociais que estão a contribuir para a destruição do país.


3- Na minha opinião, a sua exploração deveria ter pelo menos entre 70 a 100 ha para lhe garantir alguma sustentabilidade económica a médio prazo. Deve fazer um plano de negócios e em função dele definir a dimensão da exploração, a qual está muito dependente do potencial produtivo das terras.


4 - Um dos pontos chaves do Plano de Negócios é o estudo do mercado. Nesse capítulo irá responder á questão que me colocou. Não me canso de repetir a estratégia que deve seguir: visitar explorações bio, recolher informação pormenorizada nos contatos que efetuar, para o efeito escrever o respetivo relatório (ser exaustivo nas perguntas para aprender com os erros dos outros), decidir as atividades a a que irá dedicar-se (mesmo que seja uma exploração multiproduto) e elaborar o respetivo Plano de Negócios.


5 - Todas as questões que me coloca ser respndidas de forma rigorosa no seu Plano de Negócios. Não facilite, seja rigoroso no Planeamento. Caso contrário, ficará na situação de muitas pessoas que eu infelizmente conheço, já não estavam  bem antes de se dedicarem à agricultura e após os investimentos ficaram em pior situação.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Que culturas escolher para o meu terreno: maracujã? Romãs? Mirtilos?

Vera Marques disse:

"Boa tarde Eng.º José Martino

Venho pelo presente solicitar a sua opinião, que muito me apraz, pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo no apoio à agricultura.

Parece que a agricultura está a virar uma moda, ou para muitos um refúgio para a crise que vem assolando o país. A mim o que me faz querer desenvolver este projeto é poder contribuir para o nosso desenvolvimento assim como garantir um futuro que se avizinha difícil.

Possuo um terreno com 5 hectares em Arouca, e pensei no cultivo do maracujá, uma vez que tenho reparado que é escasso e no mercado atinge um valor exorbitante. Gostaria de saber se o terreno tem características para este cultivo. Pensei também na romã e nos mirtilos, mas este último parece-me que em pouco tempo vai atingir a saturação.

Posso beneficiar de algum apoio?

Agradeço uma resposta que me possa orientar e encaminhar para os passos corretos a dar.

Com os meus cumprimentos"

Comentários:
1 - O preço do maracujá no mercado é alto porque a procura é baixa, ou seja quem compra paga o produto que leva mais a quantidade que se estraga no ponto de venda por falta de procura. Por outro lado, maioria da oferta de maracujã é de origem importada o que acarreta índice de preços elevados ao consumidor.

2 -  A cultura do maracujã exige terrenos com poucas geadas durante o inverno, o que certamente não será o caso de Arouca, exceto se o seu terreno estiver localizado num microclima de invernos muito benignos.

3 - As romãs exigem zonas secas, quentes, com baixa probabilidade de chuvas no final do verão/inicio do Outono. Creio que são mais favoráveis as regiões interiores de Portugal.



4 - O mercado do mirtilo não irá saturar pela quantidade produzida em Portugal, mas terá problemas pela deficiente qualidade na colheita, o que acarreterá o risco da origem Portugal ser desvalorizada no mercado internacional. Cada produtor tem que garantir que a mesma cuvete (125g), o mesmo tabuleiro (1kg/2kg) têm mesmo padrão de coloração e maturação com bagas de 3/4 gramas cada, sabendo nós que para colher um hetare são necessárias 8 a 30 pessoas. Verificando eu que a maioria dos empresários desta atividade não tem perfil para comandar tropas, conhecendo que a mão de obra é muito indisciplinada para uma operação tão minuciosa e rigorosa (avaliar a cor do mirtilo pelo lado interior junto ao pedunculo e a maturação pela consistência e textura do fruto ao toque dos dedos) e sabendo que uma grande parte dos agricultores não se está a acautelar com metodologias adequadas de controlo de qualidade para eliminar este problema, certamente concordarão que há potencial elevado para o problema que elenquei.

5 - Pode beneficiar as ajudas previstas na ação 1.1.3 do ProDeR para se instalar como jovem agricultora (pesquise neste blogue)

IVA do Investimento (2)

Augusto Alves disse:

"Boa Tarde.

Estou em fase de instalação de um projeto de framboesa. Após ter consultado um dos ultimos posts verifiquei que o Sr. diz ser possivel fazer inversão do sujeito passivo do IVA, por via do IVA devido pelo adquirente para as plantações. Pode informar-me qual o enquadramento legal de tal permissa.

Obrigado"

Comentário:
Escrevi neste blogue que está previsto na lei que nos investimentos realizados através do regime de empreitada não há lugar ao pagamento de IVA por parte de quem investe desde que na fatura tenha a designação "IVA pago pelo adquirente". Este enquadramento legal acontece porque o Estado quer evitar fraudes com IVA nas chamadas operações "carrocel". Escrevi que além de existir este regime legal devem consultar para cada caso concreto, o vosso contabilista porque se tratam de questões técnicas muito especificas e de muita responsabilidade que devem ser acauteladas com o parecer do técnico oficial de contas

Tenho um terreno em vista: consegue à distância avaliar o seu potencial agrícola?

Smagalhaes disse:

"Boa noite,

Muito obrigada pelas preciosas sugestões. Não é realmente fácil encontrar um terreno com as caracteristicas quimicas e mecánicas adequadas , um bom tamanho e ainda uma relação qualidade/preço aceitável.
Uma pessoa conhecida fez-me uma proposta de aluguer de terreno com um preço muito acessivel,(quase gratuito) mas o solo não me parece o ideal.Localiza-se em santo izidro de pegões, nucho das figueiras. Após pesquizar informação sobre o mesmo encontrei o seguinte: "Em termos geológicos a zona do projecto é caracterizada pela presença de formações
detríticas (cobertura sedimentar), datadas do Micocénico e Pliocénico (indiferenciado).
No que respeita aos solos, na zona de implantação da Subestação de Pegões, os solos são compostos por solos Podzolizados, correspondendo a solos com uma fertilidade muito reduzida. Têm elevada permeabilidade e uma média susceptibilidade aos processos erosivos. No entanto, têm elevada susceptibilidade à contaminação por poluentes, já que a sua capacidade de retenção e eliminação dos poluentes é reduzida.
Do ponto de vista do uso do solo, o projecto encontra-se essencialmente divido em duas zonas. Desenvolve-se numa zona de áreas de floresta mista onde ocorre pinheiro manso e sobreiro e noutra parte em áreas de matos.
Em termos climáticos a região em estudo apresenta um clima mesotérmico, em que a
temperatura média anual varia entre os 15 e os 17,5 oC e a precipitação total varia entre 500 e 800 mm.
Relativamente aos recursos hídricos, o projecto em avaliação desenvolve-se na bacia Hidrográfica do rio Sado, mais concretamente na sub-bacia da ribeira da Marateca, afluente da margem direita do rio Sado. Na área de intervenção ocorrem pequenos afluentes de ribeira da Califórnia, com fraca expressão correspondendo a pequenas depressões no terreno...
...Do ponto de vista da qualidade da água, o consumo agrícola constitui a utilização mais significativa, apresenta boa qualidade para rega e pode ser utilizada para consumo
humano passando apenas por um tratamento físico com desinfecção."(sub estação de pegões, estudo de impacte ambiental, REN)
Conhece esta região? Qual a sua opinião?
Já marquei uma reunião com a Eng. Sónia Moreira e gostaria de lhe apresentar já um terreno. Neste momento estou em fase de análise e pesquisa individual, tentando arranjar alguns terrenos com um preço compensatório para reservar o máximo de capital financeiro para o investimento necessário no futuro. Posteriormente pretendo efectivamente contactar um técnico para me ajudar a fazer a escolha. Caso não consiga desta forma, pretendo recorrer a um técnico para a escolha, mesmo tendo de pagar mais.

Muito obrigada
S.Magalhães"

 

Comentários:

1 - A CAP tem tomado posições públicas em que afirma que a bolsa de terras não é importante para a agricultura portuguesa. Certamente não conhece a realidade e as dificuldades que os jovens agricultores enfrentam para terem a terra necessária para se instalarem na atividade.


2 - Qual a superfície do terreno? Que culturas pretende implementar? Qual  duração do contrato de arrendamento? O terreno tem água para rega? eletricidade? acesso a camião ecarros? armazém?


3 - Pela descrição o solo parece-me interessante se for corrigido o seu teor de matéria orgânica, parece tratar-se de um solo pobre, sem excesso de argila. Recomendo que caso tenha outras condições para avançar (possibilidade de regadio, duração do contrato de arrendamento compativel com a amortização dos investimentos necessários, etc.) deve fazer uma amostragem do solo e analisá-lo (deve pedir uma análise mecânica, análise sumária, bases de troca, macronutrientes secundários e micronutrientes)


4 - Na minha opinião deve avaliar se o terreno já tem água disponivel para rega ou se pode captá-la por poço ou furo. Recomendo que pesquise na região as empresas que abrem poços ou furos, tentando obter orçamentos para o efeito, bem como, o mais importante, potencialmente, qual o caudal de água disponivel para rega no pico do verão.


5 -  Os agrónomos tal como os médicos não conseguem fazer diagnóstico sem a observação direta do "doente/terreno". Para obter uma opinião concreta sobre o que pode fazer no terreno terá que promover a visita de um técnico com o objetivo de fazer a avaliação da sua fertilidade pela vegetação presente, analisar se tem problemas de drenagem, quer interna, quer externa, cenários de disposição das atividades e infra-estruturas, etc.


6 - Defendo que está a tomar a posição correta privilegiando o arrendamento face à compra para ter os capitais próprios necessários para o investimento e exploração das atividades.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Crédito bancário de apoio à agricultura

Ricardo Santos disse:

"Obrigado pelo esclarecimento sobre o IVA, eu possuo fundo de maneio para seguir em frente com o projeto, mas se pudesse receber o IVA era uma mais valia.

Aproveito também para acrescentar que o BPI também possui uma linha de credito conjunta com a John Deere para aquisição de maquinaria agrícola, há cerca de 2 meses adquiri o meu tractor recorrendo a este financiamento, 50% do valor do tractor a 36 meses com 0% de juros.

Acho bem que a banca comece a olhar para a agricultura com bons olhos pois esta é cada vez mais um dos nossos grandes motores de produtividade nacional."


Comentários:
1 - No caso de empreitadas para plantações ou construções o código do IVA prevê que o IVA possa ser "pago pelo adquirente" e neste caso não há lugar ao seu pagamento, esta é uma fórmula que uso para que os clientes da Espaço Visual imobilizem menos dinheiro com o IVA. Nestas operações devem consultar o Vosso contabilista (a Espaço Visual possui um departamento especializado de contabilidades presta serviço a largas dezenas de empresas agrícolas) porque verifico que há alguns empresários agrícolas que pretendem estender esta estratégia prevista na lei a todos os seus investimentos.


2 - Coto como muito positiva a sua preocupação de boa gestão de poupar nos investimentos e fazê-los de forma rápida, tendo os capitais próprios necessários para os fazer em tempo útil.


3 - É uma lacuna da banca a falta de financiamento dos capitais próprios quer do investimento, quer da exploração, sobretudo em empresas "start up", apesar de mostrarem abertura para financiarem equipamentos. Pela minha experiência pessoal posso afirmar que a banca não apoia os investimentos na agricultura promovidos pelos jovens agricultores. Sou detentor de um grupo de algumas empresas, tenho bom relacionamento com os bancos, tenho dificuldades no financiamento a médio prazo de investimentos na agricultura, embora consiga obtê-lo a curto prazo com pricing no limiar da sustentabilidade para investimentos agrícolas. Neste  sentido apresentei há algum tempo uma petição pública sobre Criação de Linhas de Crédito para Apoio a Investimentos de Jovens Agricultores(http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N28219). Peço a todos os meus leitores que a subscrevam porque a sua implementação pela CGD é estratégica para que baixe a taxa de insucesso na instalação de jovens agricultores (prevejo que nas atuais condições de concessão de crédito, caso esta linha de apoio não avance, a médio prazo, a taxa de insucesso na instalação de jovens agricultores será superior a 50% e os atuais políticos que conduzem a agricultura portuguesa serão responsáveis por este facto).     


4 - Concordo com o leitor Ricardo Santos sobre o papel que a banca deveria ter no desenvolvimento da agricultura, sobretudo no apoio a projetos que promovam economias de escala sob pena da produtividade, exportações e valor acrescentado não chegarem ao potencial económico possivel e desejável para combater a atual crise financeira.  

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Reconversão de olival

António Costa disse:

"Eng José Martinho,

Venho por este meio solicitar-lhe o seu apoio em informar-me se que apoios existem para jovens (27 anos) para recuperação, manutenção e produção de olival com cerca de 10 hectares apróx 10.000 oliveiras.
Visto não ter experiência nesta matéria, gostaria de saber a que fontes recorrer, que documentação necessária, entre outras burocracias.
Fico a aguardar o seu feedback.
Cumprimentos

António Costa (nisadacosta@gmail.com)"

Comentários:
1 - Que investimentos precisa fazer para recuperar/modernizar o seu olival? Qual o  valor do investimento necessário?

2 - Pode obter neste blogue através da função "pesquisar" informações sobre a instalação de  jovens agricultores ou ação 1.1.3 do ProDeR e as ajudas públicas que pode captar para o investimento

Banca começa a mostrar abertura para apoiar a agricultura

 Armando Alves disse:

"BES apoia financiamento de equipamentos agrícolas até 100%

O Banco Espírito Santo (BES), celebrou um protocolo que permite aos empresários agrícolas condições de crédito favoráveis com possibilidade de financiamento até 100% do investimento, no prazo máximo de pagamento até sete anos e de carência capital até dois anos.


As linhas protocoladas fazem parte das soluções BES Agricultura, com o objetivo de garantir sustentabilidade do negócio das empresas agrícolas.

As marcas que fazem parte da Linha de crédito são a New Holland, Massey Ferguson, Entreposto, Herculano, Expansão, Lagoalva, Irricampo, Hubel e Sulregas.

IN Vida Rural
1 de Outubro - 2012"

Comentários:


1 - Fico satisfeito que a banca comece a apoiar a agricultura como um negócio interessante e rentável.


2 - Consultei o site do BES quanto às "soluções BES agricultura" e pelas ideias genéricas que comunicam torna necessário fazer uma consulta para saber em que condições de pricing e de garantias concedem os créditos. Motivo os jovens agricultores para que consultem o BES para apoio aos investimentos e também para apoio à tesouraria através de constas caucionadas durante a fase de exploração do investimento

Financiamento do IVA de investimentos na agricultura

AnónimoRicardo Santos disse:

"Boa noite Engº José Martino, parabéns pelo seu blog, tenho vindo a segui-lo praticamente todos os dias e tem me sido muito útil. Tenho uma questão a fazer-lhe em relação ao reembolso do IVA, eu tenho um projecto de jovem agricultor a decorrer neste momento e já fiz alguns investimentos, o mais relevante ate agora foi a compra de um tractor e um atomizador, e pretendia receber o reembolso do valor em IVA, mas o meu contabilista disse que não o podia receber porque tinha de ficar retido durante um ano, a ser verdade não há nenhuma alternativa para eu receber o reembolso? É que o valor em causa já dava para outros investimentos.
Atenciosamente"


Comentários:
As informações que me têm dado são as mesmas que o seu contabilista lhe indicou. Como o IVA fica retido tem que possuir fundo de maneio para o poder suportar.Por isso, nos posts deste blogue tenho insistido muito neste tema, apesar de alguns me apelidarem de alarmista para a necessidade de os jovens agricultores terem disponiveis capitais próprios ou crédito para lhe fazer face.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Agricultura é uma alternativa

Nos últimos tempos o meu e-mail ficou entupido com elevado número de mensagens de jovens agricultores que pretendem dedicar-se à agricultura. Ontem ficou operacional. Noto que há cada mais jovens desempregados que se querem dedicar à agricultura. Estamos a viver um momento histórico, há a  entrada de um elevado número de pessoas com massa critica para mudar a face da agricultura. Assim tenham acesso à terra, crédito de apoio às suas atividades e se deixem organizar para concentrar a oferta para acesso ao mercado, as Organizações de Produtores são um excelente instrumento.

Linhas de crédito para jovens agricultores

Os jovens empresários agrícolas que se instalaram recentemente ou se irão instalar nos próximos tempos necessitam de linhas de crédito de apoio aos fundos próprios de investimento e de exploração, bem como ao financimanto do IVA. É importante o acesso ao crédito e que o seu preço esteja em linha com a rentabilidade das atividades agrícolas que desenvolvem. Espero que o poder político avance com este instrumento sob pena de no futuro vir a ser responsabilizado pela elevada taxa de fracasso dos jovens agricultores

Culturas interesantes para as regiões interiores de Portugal

Hoje tive a oportunidade de visitar explorações agrícolas na região do Oeste, bem como empresas e cooperativas de comercialização. Fui muito bem recebido e recolhi importantes informações.

Nas regiões interiores de Portugal tem interesse a produção de maçãs, figos e romãs. Defendo que está na altura de se diversificar dos pequenos frutos e plantas aromáticas e medicinais para novas oportunidades. Há lugar para todos. Bons investimentos!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Como escolher terrenos?

Smagalhaes disse:

"Boa noite,
Antes de mais gostaria de o congratular pelo excelente trabalho desenvolvido nesta àrea.
Gostaria de pedir , se possivel, uma opinião sobre aquisição de terrenos para agricultura.
Tenho bastante interesse no cultivo agrícola nas àreas de: floricultura de plantas ornamentais, como rosas, cravos,crisantemos...;
frutos de pequenas dimensão como morangos, framboesas, mirtilos, groselha...;
plantas aromáticas e medicinais.
Não tenho terreno e por isso estou neste momento a ponderar a compra (se o preço fôr apelativo) ou o arrendamento, No entanto em virtude de não ter conhecimentos técnicos sobre o tema, tenho dificuldade em fazer uma triagem de terrenos para apresentar a um técnico que me orientará sobre a viabilidade dos mesmos e a escolha de um.
É possivel orientar-me para questões chave que devo fazer quando telefono para um anúncio de venda/arrendamento? Tenho estado a questionar sobre a disponibilidade de recursos hidricos , o tipo de solo (se é arenoso e permite a infiltração de água)a possibilidade de eventual construção de uma estufa, se tem acessos, se é plano.
Muitos terrenos apresentam cultura arvense, sobreiros nogueiras, oliveiras vinha e mato.Este tipo de terreno pode ser convertido e utilizado para o fim que pretendo?
Tenho dado prioridade aos terrenos proximos de possiveis mercados, perto de Lisboa tanto margem norte como Sul. Estou a optar bem?

Obrigada"


Comentários:

1 - Deve optar por terrenos próximos da sua habitação para ter baixos custos diários de deslocação.


2 - Em função das atividades assim definirá a dimensão da sua exploração agrícola. Creio que para as atividades elencadas necessita de um terreno com 3 a 5 ha, que tenha água para rega ou potencial para o efeito (se abrir um poço ou furo possa ter entre 20 a 30 m3 de água por hetare/dia). Verifique se tem acesso para camião, possibilidade de fazer ligação de baixada elétrica e se os seus solos agrícolas não são excessivamente argilosos ou demasiado encharcados durante o inverno.


3 - Os sobreiros e oliveiras estão sujeitos a autorização de arranque, o que potencialmente se exisitirem em elevado número pode impedir os investimentos.


4 - Peça a um técnico que lhe faça a seleção de dois ou três terrenos e depois fará a sua escolha.





Kiwis Arguta (6)

Leonel Santos disse:

"Boa tarde,
o meu nome é Leonel Santos, tenho 30 anos e sou de Viseu.
Dada a situação actual de Portugal, o facto de actualmente haver uma aposta forte na agricultura e a minha ligação à terra (os meus pais sempre praticaram uma agricultura para consumo próprio e sempre os ajudei nos trabalhos), fiz pesquisa na internet que me levou ao seu blogue (os meus sinseros parabéns pelo trabalho e contributo para o desenvolvimento deste País). Sempre achei que a cultura dos kiwis era um caso interessante e após ler sobre o kiwi arguta, fiquei com curiosidade de obter mais informações sobre este fruto que me e(ra) desconhecido.
O meu pai tem em sua casa, em Viseu, duas ou três árvores de kiwis "normais" e todos os anos produzem em abundância, sem muito trato, situação que é comum na aldeia (Nogueira de Côta), onde muitas pessoas têm kiwis (para consumo próprio). A minha primeira questão, é se este tipo de cultura será produtivo em Viseu (Nogueira de Côta)?

Com os melhores cumprimentos,"


Comentários:
 Se os kiwis da variedade hayward produzem bem na sua aldeia é altamente provável que os kiwis arguta também se adaptem e produzam.


Os kiwis da marca Nergi que estamos a promover em Portugal não serão instalados na região de Viseu porque serão implantados nas regiões do Entre Douro e Minho e Beira Litoral, as quais apresentam excelentes condições para esta cultura

Para fazer a criação do nosso próprio emprego como jovem agricultor, o que terei que ter/fazer?

Sita disse:
"Boa tarde, deixo mais uma vez o meu comentário em forma de dúvida porque os mail's vêem para trás.

Boa tarde! Para fazer a criação do nosso próprio emprego como jovem agricultor, o que terei que ter/fazer?
É preciso tirar algum curso? Como conseguir apoios.
Tenho terrenos na zona da Sertã Castelo Branco), gostaria de saber quais os produtos que poderei plantar, exploração de animais, cortiças, resinas...
Obrigada"

Comentários:

1 - Para se dedicar à agricultura tem que ter vontade e vocação. Tem que gostar a sério desta atividade. Não venha para a agricultura se não conseguir imaginar-se a ter sucesso, muito sucesso, a ganhar dinheiro!

2 - Para obter as ajudas do ProDeR para se instalar como jovem agricultora e criar o seu próprio emprego necessita de decidir qual a atividade que pretende desenvolver e ter um contrato de cedência gratuita ou de arrendamento de um terreno. Precisa de definir os investimentos que precisa fazer para posteriormente, se elaborar o projeto.


3 - Após submeter o projeto ao ProDeR pode tirar o curso de formação profissional para se instalar como jovem agricultora.


4 - As atividades que poderá desenvolver dependem da sua vocação pessoal e das aptidões de solo e clima dos terrenos que possui.        

Posso fazer uma pequena plantação e comercializar ,fazendo a distribuição pelo pequeno comercio?

Idalina Azevedo disse:
Olá Boa Tarde!

Caro Eng.º José Martino,

Antes de mais o meu apreço e admiração pela disponibilidade deste blogue!
Chamo-me Idalina Azevedo vivo em na freguesia de Angeja concelho de Albergaria a velha, distrito de Aveiro, tenho 40 anos feitos em abril e estou desempregada.
Tenho algumas parcelas de terrenos que são cultivadas mas não rentáveis.
Gostaria de lhe perguntar as seguintes coisas:
Como posso eu saber se as minhas propriedades são indicadas para uma plantação de mirtilos ou frutos dê-se género?
Há apoios para estas plantações para a minha idade no meu estado de desempregada?
Posso fazer uma pequena plantação e comercializar ,fazendo a distribuição pelo pequeno comercio?
Obrigado".
 
Comentários:
 
1 - Estou satisifeito com as apeciações positivas que faz sobre este blogue. No entanto, ficarei mais satisfeito se a puder ajudar a encontrar alternativas rentáveis de trabalho na agricultura.
 
 
2 - Deve pedir a um técnico para avaliar o potencial de solos e climas da sua plantação e entregar num laboratório amostras de solos das diversas parcelas pedindo que lhe façam a análise mecânica. Para as visitas técncias aos seus terrenos pode fazê-lo na AGIM em Sever do Vouga ou na Espaço Visual (Eng. Sónia Moreira: 917 075 852).
 
 
3 - Tem apoios do ProDeR para a sua idade e na situação de desempregada (pesquise neste blogue as ajudas previstas nas ações 1.1.1 e 1.1.2 do ProDeR) ou marque uma consulta com a Eng, Sónia Moreira da Espaço Visual para esta lhe explicar o que pode fazer e quais os apoios a que tem direito. 
 
 
4 - Na minha opinião, é uma exclente opção estruturar a produção dos pequenos frutos com variedades escalonadas para ter oferta durante toda a campanha e fazer o mercado à porta da exploração e a distribuição pelo pequeno comércio.
 
 
5 - Utilize a estratégia que preconizo no meu último post para se aprender e se dedicar aos pequenos frutos (p. f. também cultive morangos dado serem aqueles que têm maior potencial para o tipo de mercado a que se quer dedicar).
 
 
6 - Boas decisões, bons investimentos e excelentes ganhos com a agricultura! 

domingo, 7 de outubro de 2012

Estratégia para instalar jovens agricultores

Nuno Martinho disse...
Exmo. Sr. Engº, José Martino

Tenho acompanhado o seu blog com especial atenção e deixe-me que lhe diga o quanto é positivo ver alguém a falar deste tema com tanto empenho e dedicação, sendo mesmo o único "farol" sério e em condições que encontrei até ao momento.Parabéns por isso.

Não sabendo como colocar as questões no blog envio-lhe o presente Email, na expectativa que me possa dar uma orientação geral.

Tenho 36 anos e encontro-me como muitos, preocupado com o meu futuro e dos meus filhos em especial.

Apesar de eu e a minha esposa nos encontrarmos empregados no sector público, temos tido no ultimo ano fortes cortes em termos de ordenado o que nos levou a considerar pegar em algum dinheiro e amortizarmos uma das nossas casas, situação para a qual o nosso gestor bancário e amigo nos desaconselhou apontando outras alternativas como a criação de um negocio próprio na agricultura e ou turismo, tendo em conta também o meu perfil de empreendedor.

Assim estava gostava de lhe colocar algumas questões à sua consideração que são fundamentais para me ajudarem a tomar uma decisão:

- A nossa ideia, seria já este ano e o próximo investir numa exploração que não obrigasse a uma atenção permanente e que fosse rentável a curto médio prazo, pelo que pensei em árvores de fruto, tendo curiosamente encontrado dados que mostram que importamos cerejas e nozes, e a partir de 2014 equacionar com o novo quadro ou ainda com este porque sei que há zonas com financiamentos abertos, criar pequenas habitações para turismo, nem que fosse numa primeira fase de alojamento local, parece-lhe uma estrategia adequada?

- Quanto aos terrenos estamos com dúvidas pois temos a oportunidade de adquirir na zona do Douro, Cinfães ou em Celorico da Beira...portanto duas zonas muito distintas em termos climatéricos. Sabe o que pode ser mais rentável em cada uma destas zonas?(estamos abertos a encontrar outros terrenos caso conheça, dependendo sempre do esforço inicial)

- Entretanto gostaríamos de perceber qual a rentabilidade média por ha de vários frutos, sabe onde podemos encontrar essa informação e qual o tempo médio que demora cada tipo de produção a ser rentável, ou os custos associados à compra das arvores?

- Também pensamos nos mirtilos, mas estamos com a ideia (talvez errada, não sei) que já haverá muita gente a virar-se para esse tipo de produção,não ficará saturada dentro de pouco tempo?

- Finalmente, acha que ainda vamos a tempo de contar com os apoios de jovem agricultor em termos de Proder?Se conseguirmos o terreno e efetuar a candidatura ate ao fim do ano,acha que ainda conseguiremos qual é a taxa média de aprovação, a espaço visual pode ajudar-nos?

Desculpe tantas questões mas se nos puder ajudar era ótimo.

Obrigado"

Comentários:

1 - Dou-lhe os meus parabens por mais do que estar preocupado, estar disposto em investir e trabalhar em Portugal nestes tempos de incerteza em que necessitamos de líderes à altura dos tempos que estamos a viver e que nos digam, nós que somos ou queremos ser empreendedores: obrigado pelo Vosso esforço em prol do futuro do país e dos nossos filhos! Estamos a fazer o nosso trabalho de colocar  o Estado a funcionar de forma eficiente e eficaz, iremos tramitar os Vossos processos burocraticos dentro dos prazos legais!


2 -  Apesar da minha matriz básica ser o empreendedorismo, não o aconselho a que o faça sem avaliar bem se gosta e tem vocação para a agricultura ou para o turismo. Montar um negócio obriga a que no período inicial se cometam muitos erros, pois existe uma inércia nos pormenores, a qual tem de ser vencida quando temos novos colaboradores e formamos equipas de trabalho. Avalie-se a si próprio e sobretudo, verifique se a sua esposa está motivada para os investimentos porque por experiência própria sei o sacrificio que se passa em casa até conseguir demonstrar que negócios têm sucesso.


3 -  A fruticultura é uma excelente atividade para quem tem disponiveis os fins de semana e férias. Gosto muito da produção de cereja, acho uma excelente oportunidade de negócio para  regiões com aptidão para a cultura porque é exigente no número de horas de frio duarante o repouso vegetativo  para quebrar a dormência (n.º de horas abaixo de 7.ºC entre os meses de novembro e fevereiro).  Acho muito interessante um investimento em pelo menos 10 ha de cerejeiras, planeando a médio prazo ter 20 a 30 ha.


4 - Avalie muito bem o que quer fazer no turismo rural porque terá de o fazer captando estrangeiros, porque em caso contrário terá dificuldades em equilibrar a sua tesouraria, dado que a rentabilidade será a longo prazo. Conheço alguns poucos casos de sucesso no turismo, embora são complemento da exploração agrícola. Verifico que as pessoas acham que o turismo é um negócio com elevado potencial, mas não conheço ninguém que tenha resultados economico/financeiros espetaculares.


5 - Entre em linha de conta com os custos que terá para se deslocar desde o seu domicilio até à  exploração agrícola que venha a implementar, porque os custos com combustiveis e portagens não são negligenciáveis. Coloque este ponto na hora de escolher o local dos investimentos.


6 - Não me canso de repetir a estratégia que devem seguir os potenciais interessados em instalarem-se na agricultura:
a)    Avaliar as atividades para as quais têm vocação, mais intensiva que exige acompanhamento diário nos pormenores (exemplo: produção em estufas, hidroponia, pecuária, etc.) ou atividades que podem ser acompanhadas à semana (exemplo: fruticultura, etc.).
b) Visitar explorações nas diversas atividades para recolher informação sobre os pormenores e aperceberem-se dos ossos de ofício.
c) Decidir local de investimento. Defendo que não tendo terras próprias ou de família devem apostar no arrendamento para privilegiarem a disponibilidade de capitais próprios para o investimento e exploração (os primeiros três anos correm sempre muito, muito pior que aquilo que conseguimos planear e é necessário estar-se preparado para estes tempos dificeis).
d) Apresentar projeto ao ProDeR
e) Estagiar em explorações agrícolas que desenvolvem atividades do mesmo tipo das que vamos investir
f) Fazer o investimento


7 - A Espaço Visual tem uma taxa de aprovação de 95% para a primeira submissão dos projetos. E 100% para a submissões seguintes.


8 - Para melhor perceber como deve ultrapassar os pormenores de todas as suas dúvidas marque uma consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Portugal:3% (2)

Rui Pimentel disse:

"Comungo do que disse, principalmente porque existe este "despertar" tardio de todos nós! E isto que disse: "... feito pelos portugueses para se sentirem felizes, orgulhosos de si próprios e realizados. Vamos ao trabalho! Mãos à obra!" é realmente inspirador! Apresento-lhe aqui http://prntscr.com/gpkdq a minha situação.Continuação de um bom trabalho e muito sucesso para o seu blog, provavelmente deveria haver mais pessoas como o Sr. para atingir Portugal 3% !!
Abraço".

Comentários:

1 - Os meus colaboradores e as pessoas que me conhecem de perto sabem que sou capaz, competente, tenho ideias, conheço relativamente bem o ministério da agricutura, sei montar estratégias "como fazer/atuar fora da caixa" para ajudar a dar a volta, para melhor, à agricultura portuguesa.


2 - Infelizmente, até há pouco tempo tenho sido incompetente, pouco eficaz e "nabo" em questões de comunicação pessoal junto de grupos de pessoas, políticos, etc. porque tenho comunicado com base em referencial diferente da média da sociedade. O registo está a mudar para melhor e tenho a certeza que este movimento "Portugal: 3%" irá dar os seus passos e fará os portugueses terem uma luz ao fundo do túnel.


3 - Todos devemos fazer parte deste movimento. Não há lugar para ausentes. P. F. divulgue-o      

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

KIWIS ARGUTA (5) - SESSÃO PÚBLICA


A Espaço Visual organiza uma Sessão Pública para apresentação das ajudas do ProDeR para investimentos na agricultura e do interesse na produção dos kiwis arguta, frutos “carecas”, sem pelo, frutos consumidos integralmente, sem descascar, frutos estes que são enquadrados na perspetiva dos pequenos frutos, da cor verde, das variedades protegidas detidas pela SOFRUILEG, empresa francesa que detém os direitos das plantas.

Dado tratar-se de uma atividade potencialmente muito rentável, com acesso assegurado aos mercado de exportação, é uma importante alternativa para empresários, já instalados ou a instalar, da Região do Entre Douro e Minho   

 

Sessão Pública  "kiwis Arguta"

5 outubro de 2013
 

Programa

15h00    Abertura dos trabalhos

15h05    Apoios do ProDeR para  os Investimentos nos Kiwis Arguta

                Eng. Sónia Moreira, Espaço Visual

15h35    Kiwis Arguta – Variedades Protegidas/Produção em Clube

                Eng. Fabien Bec, e Eng. Jean-Pierre Caruel, SOFRUILEG S.A.
               
16h30    Debate

17h30    Encerramento da Sessão

 

Local: Instalações do Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa, sitas na Junta de Freguesia de Foz do Sousa,  Gondomar

Inscrições: geral@espaco-visual.pt
 

O custo de participação é de 10 euros por pessoa presente e o dinheiro angariado reverterá para o Centro Social Paroquial S. João da Foz do Sousa, uma IPSS que trabalha com idosos e crianças