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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Organização de Produtores "Bfruit" apresenta-se na Guarda e Viseu

Amanhã dia 13 a Bfruit, organização de produtores de pequenos frutos, apresenta-se na Guarda e Viseu com o objetivo de angariar sócios nestes distritos.


GUARDA, Instalações da AAPIM, 14h30 -16h30

Conferência "O mirtilo no Estado do Oregon, EUA - a experiência de uma visita de estudo"
José Martino - CEO da Espaço Visual

Apresentação da Organização de Produtores "Bfruit"
Fernanda Machado - Presidente da "Bfruit"

Testemunhos de produtores sócios da Bfruit


Viseu, Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, 18h00 -20h0

Conferência "O mirtilo no Estado do Oregon, EUA - a experiência de uma visita de estudo"
José Martino - CEO da Espaço Visual

Apresentação da Organização de Produtores "Bfruit"
Fernanda Machado - Presidente da "Bfruit"

Testemunhos de produtores sócios da "Bfruit"


As inscrições são gratuitas, embora obrigatórias para o e-mail geral@bfruit.pt

 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Que árvores devo plantar?

Pedro Ribeiro disse:

"Boa tarde Sr. Engº José,
Antes demais, muitos parabéns por todo o trabalho extremamente enriquecedor/esclarecedor que tem vindo a prestar no seu blog.
Venho por este meio solicitar a v/ ajuda:

Tenho um pequeno terreno (c/ acácias, choupos, eucaliptos...e muitas silvas) c/ cerca de 4000m2 ao "abandono". Estou a pensar limpá-lo e prepará-lo para reflorestar.
Esse terreno fica numa zona plana, junto a um rio e entre duas terras plantadas com choupos.

Que conselhos me daria relativamente a que arvores lá colocar?
Eu já pensei em eucaliptos, choupos, tílias, sorveiras, cerejeiras, castanheiros...mas sinceramente não sei vem o que decidir.

O que eu pretendo no fundo é rentabilizar o espaço que se encontra ao abandono. Pois nos tempos que correm, todas as receitas possíveis são bem vindas.

Eu sou da Zona Centro, Leiria, mais propriamente de Monte redondo (2425-619).

O que me aconselhariam?

Desde já muito obrigado por toda a v/ atenção.

Sem mais,
Att.,
Pedro Ribeiro"

Comentários:
1 - Não consigo dar-lhe um conselho sem conhecer o seu terreno, pelo que recomendo que consulte para o efeito um técnico da associação florestal que seja mais próxima do seu terreno.

2 - Não será melhor, caso o seu terreno tenha aptidão agrícola, coloca-lo na bolsa de terras pondo-o á disposição de quem tenha vocação e perfil para a agricultura e neste caso recebendo uma renda anual, uma receita bem vinda? 

Devo apresentar candidatura ao ProDeR ou esperar pelo PDR 2014-2020?

Jorge Vasconcelos disse:

"Boa noite eng. José Martino
Obrigado pela sua disponibilidade e colaboração tão útil. Penso que os projetos da Proder para apicultura estão temporariamente encerrados, e as minhas duvidas são:
Eles reabrem no inicio do próximo
ano, ou ainda não temos a certeza de datas da reabertura?
É que eu e meu filho de 21 anos com sempre pouca, mas já alguma experiencia apícola estamos empenhados em iniciar um projeto de apicultura mas não encontro informação atual para saber se é um sonho possível ou não.
Há alguma sociedade possivel que eu possa fazer com o meu filho, (tenho 49 anos), ou como só ele é jovem, só ele pode participar?
Têem que ser projetos para 500 colmeias, ou há projetos menores?
Cumprimentos e obrigado

Tenho ainda mais uma duvida, por favor. O curso de apicultura que o meu filho terá que tirar tem duração de três anos a partir da candidatura, e é possivel frequentar estando empregado, fazendo a atividade apicola como par-time?
Mais uma vez muito obrigado

Comentários:
1 - As candidaturas ao ProDeR não estão encerradas, apenas serão analisadas as candidaturas que tenham orçamento. A minha recomendação é que apresente a candidatura até 31 de dezembro de 2013. Terá mais a ganhar que se o fizer agora em lugar de 2014. Se quiser saber os pormenores e as razões para esta estratégia marque uma reunião (custa 40 euros com IVA incluído) com o Eng. Benjamim Machado (telemóvel: 924 433 183) da Espaço Visual. Esta recomendação estende-se a todos os queiram fazer projetos entre os 75 000 a 100 000 euros, queiram maximizar as ajudas e fiquem com a possibilidade de tirarem o curso de jovem agricultor nos primeiros dois anos após a assinatura do contrato de atribuição das ajudas.    

2 - O Secretário de Estado da Agricultura comprometeu-se a publicar entre fim do ano de 2013 e inicio de 2014, a legislação sobre a transição entre o ProDeR e as novas ajudas, pelo que nessa altura saberá com o que pode contar.

3 - Faça uma sociedade por quotas com o seu filho, o Sr. com 49% e o seu filho 51% (e simultaneamente gerente) e apresente candidatura ao ProDeR até 31 dezembro de 2013. O sonho é possível em apicultura porque é um negócio rentável e muito interessante. É uma atividade na qual eu tenho investimentos e que acredito nas suas virtualidades, se houver rigor e organização, haverá sucesso empresarial e financeiro.

4 - O seu filho terá dois anos após a assinatura do contrato de ajudas (praticamente 3 anos após a apresentação do projeto) para frequentar com aproveitamento o curso de jovem agricultor. Este decorre ao final de tarde, dois a três dias por semana após as 19 horas e aos sábados (dia inteiro). O seu filho pode ter outra atividade profissional e trabalhar na apicultura em part time.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Bfruit - Organização de Produtores e Comercializção de Pequenos Frutos Silvestres


É com grande prazer que a Bfruit e a Espaço Visual convidam V. Exª. a estar presente no evento de apresentação da “Bfruit”- Organização de Produtores de Pequenos Frutos  e Comercializção de Pequenos Frutos Silvestres, no dia 23 de Novembro pelas 9h30 no Auditório do Avepark – Parque de Ciência e Tecnologia nas Caldas das Taipas- Guimarães.

Programa:

9h30 - Receção dos convidados

10h00 - Conferência “O Mirtilo no Estado de Oregon EUA_ Experiência de Uma Visita de Estudo”

José Martino_ CEO da Espaço Visual

10h30 - Debate

11h00 - “BFruit” – Apresentação de Organização de Produtores

José Martino _Presidente da Assembleia Geral

Fernanda Machado _Presidente do Conselho de Administração

12h00 - Sessão de Encerramento

A participação é gratuita. A inscrição é obrigatória até ao dia 22 de novembro, através do envio de um email, para geral@bfruit.pt ou por telefone para o 253 424 733



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Apoios aos jovens agricultores no PDR 2014 -2020

filipe disse:

"Boa noite engenheiro José Martino queria que me esclarecesse umas dúvidas que tenho obrigado.
queria saber se ainda vou a tempo de entregar o meu projeto de jovem agricultor, para esta candidatura que acaba agora em janeiro .
E queria saber se já abriu a outra candidatura 2014 a 2020,e se as ajudas da proder são as mesmas, para a plantação de mirtilos tenho 20000 m2 e queria entrar com o projeto .
obrigado pelo tempo perdido, e por ajudar tantos jovens agricultores."

Comentários:
1 - Pode apresentar até 31 de dezembro de 2013, o seu projeto ao ProDeR para se instalar como jovem agricultor se tiver capacidade financeira para executar todo o investimento de uma única vez, pressupõe que investe e receberá todos os incentivos através de um único pedido de pagamento das ajudas. Em alternativa deve esperar pelo período de abertura das candidaturas para o PDR 2014 - 2020.

2 - As candidaturas para o PDR 2014 -2020 deverão abrir no 1.º semestre de 2014, o que acontecerá  mais cedo do que a minha previsão (último trimestre de 2014).

3 - As ajudas para a instalação de jovens agricultores no PDR 2014-202 terão os seguintes tipos e níveis de apoio (estão em discussão pública, podem haver alterações):
- A ajuda à 1.ª instalação, tem a forma de um incentivo não reembolsável, estando indexado ao investimento elegível de investimento na exploração agrícola (o investimento terá que ser superior a 50 000 €);
- A ajuda à 1.ª instalação pode assumir um valor máximo de 30 000 € sendo majorado em 10 000 € em cada uma das seguintes situações: membros de uma Organização de Produtores ou apresentados por pessoas coletivas, quando se instale mais do que um jovem agricultor;
- 20% da ajuda será paga após verificação da boa execução do plano empresarial, até 5 anos (Em análise, as situações de instalação em atividades de culturas permanentes) após o inicio da instalação;
- O somatório da ajuda à 1.ª instalação com o apoio concedido no âmbito da Ação 3.2. investimento na exploração agrícola não deve ultrapassar 85% do investimento elegível no âmbito da Ação 3.2 - Investimento na Exploração Agrícola;
- Acresce ao prémio à 1.ª Instalação uma componente referente  a 85% dos custos em compra de animais ou terra (neste caso apenas no diferencial que não é apoiado pela Ação 3.2. Investimentos na Exploração Agrícola) até um limite a definir;
- Os jovens agricultores beneficiarão ainda das majorações e priorizações previstas na Ação 3.2. Investimentos nas Explorações Agrícolas.

4 - Ajudas ao investimento no âmbito da Ação 3.2. Investimento na Exploração Agrícola (máximo 50% do montante do valor de investimento elegível)):
- Taxa mínima de 30%;
- Majoração da taxa mínima em 10 p.p. nas regiões menos desenvolvidas ou zonas de condicionantes naturais ou outras específicas:
- Majoração da taxa mínima em 10 p.p. caso o beneficiário pertença a uma Organização ou Agrupamento de Produtores;
- Majoração da taxa mínima em 5 p.p. caso o beneficiário seja detentor de um seguro de colheitas.

Majorações adicionais à Taxa de Apoio Base:
- em  10 p.p. para jovens agricultores em primeira instalação (creio que neste caso o apoio máximo será de 60%).

Tipo de apoio:
- Subsídio não reembolsável até um limite de montante de apoio por beneficiário de 2 milhões de euros.
- Subsidio reembolsável, para a componente  dos montantes de apoio por beneficiário acima dos 2 milhões de euros até um limite a definir.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sinto-me no dever de escrever algumas verdades sobre a cultura do mirtilo em Portugal!

Luis Henriques disse:

"Boa tarde,

Ponderei durante muito tempo se um dia ia sequer cogitar acerca das missivas que se podem ler neste blog.
Chegou o tempo em que é urgente reagir.
Sinto-me no dever de escrever algumas verdades sobre a cultura do mirtilo em Portugal.
Senhor Martino, a espécie humana, Homo sapiens sapiens é rica em diversidade genética, há indivíduos de várias matizes dérmicas, de ainda mais diversos comportamentos sociais ou culturais, há infindáveis amores naturais, nacionais e regionais, não quero sequer aprofundar as diferenças em crenças e religiões.
Tendo em conta estas considerações permita que lhe diga;
Todos nós conhecemos dois espécimens de Homo sapiens sapiens que lhe quero falar, o primeiro é Ana Drago, deputada da Republica Portuguesa, o segundo é Shaquille O'Neal, jogador de basquetebol Norte Americano.
Entre estas duas pessoas há uma colossal diferença de tamanho, peso e género.
O que lhe quero transmitir: o espécimen Shaquille O'Neal não deve ser tomado como padrão para o Homo sapiens sapiens, tal como essa tal exploração que o senhor diz que conhece, a tal das 30 toneladas por hectare, seja a medida para todas que existem em Portugal.

O senhor tem o meu numero, é com muito gosto que gostava de ver esse hectare."

Comentários:
1 - Estive a visitar plantações de mirtilos no Estado do Oregon nos EUA nos dias 12 a 17 de Agosto de 2013. A conclusão a que cheguei é que têm uma produtividade média de 25 t/ha num universo de largos milhares de hectares porque se preparam para tal, empregam a tecnologia adequada e colocam nos seus objetivos fazê-lo/atingi-lo.

2 - Defendo que é possível atingir em Portugal, aplicando boas tecnologias de produção, pelo menos uma produtividade média de 12t/ha ("média pesada"), ou seja haverá produtores e variedades para mais de 20 t/há, eventualmente as 30 t/ha e outros que nunca passarão as 3t/ha.

3 - Lamento informar mas não tenho disponibilidade de tempo para visitas particulares, porque estou empenhado em visitas de grupo (exemplo: A AGIM e a Espaço Visual organizam no próximo dia 9 de novembro haverá "dia aberto para mirtilo produzido em vaso/cultura hidropónica", onde quem estiver interessado pode usufruir do evento. Espero que algumas centenas de pessoas usufruam da visita, contra o emprego de um dia da minha existência e dos colegas).  Consultei a minha agenda, a qual possui alguns milhares de contatos e lamento informar que o seu número não consta dos meus contatos pessoais, eventualmente fará parte da base de dados da Espaço Visual. Se ler a revista "pequenos frutos" da AGROTEC, creio que no seu 1.º número, tem a entrevista com a produtora e que por aí a poderá conhecer e contactá-la. Por outro lado, estamos em negociações com essa produtora para efetuar formação profissional em poda de inverno, pelo que, caso se concretize o evento, se estiver interessado e atento ao website da Espaço Visual terá a oportunidade  de se inscrever, visitar e conviver com a produtora e comigo, durante algumas horas.

4 - Advogo a alta produtividade em mirtilo como modelo e objetivo para os empresários mirticultores e as suas plantações porque a médio prazo as margens brutas e líquidas do negócio irão ser reduzidas e a produção com qualidade em quantidade será a chave para a competitividade e rentabilidade. Defendo que os bons resultados devem ser utilizados como bons exemplos e que cada um de nós os deve utilizar como estratégia de bom senso para defender o negócio que possuí. Do que tenho visitado em Portugal e no estrangeiro, estou cada mais convencido que esta é a estratégia certa. Irei continuar as visitas na Nova Zelândia, Chile, etc. e a seu tempo colocarei mais factos neste blogue.

5 - Em conclusão, pelo exposto, nem de perto nem de longe defendo a filosofia produtiva dos mirtilos que pelo exemplo indicado pretende colocar na minha pessoa. 

domingo, 20 de outubro de 2013

O que fazer para plantar figueira da Índia?

Sérgio Jorge disse:

"Caro Eng. José Martino
Antes de mais gostaria de felicita-lo pelo seu excelente blog, que é uma preciosa ajuda para jovens agricultores que estão a dar os primeiros passos nesta área e aos quais muitas dúvidas se colocam.
Chamo-me Sérgio e sou resido no Ribatejo norte, e tenho 33 anos, tenho um terreno com pouco mais de meio hectare localizado numa aldeia próxima e que está inserida no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Na pesquisa que fiz de modo a identificar a cultura que melhor se adaptaria a esta região e que maior rentabilidade me pudesse trazer, identifiquei duas culturas: o medronheiro que é típico da região mas muito pouco valorizado e o Figo da Índia que não sendo típico da região penso que devido às suas características de adapta aqui muito bem, e é sobre esta segunda cultura que tenho algumas dúvidas:
- A Figueira da Índia é uma espécie invasora, segundo a classificação do Decreto Lei 565/99, como tal posso planta-la?
- Estando o meu terreno inserido num Parque Natural e em zona classificada como REN tenho de submeter algum pedido, se sim quais as entidades?
- Quais os riscos que corro caso plante no meu terreno as Figueiras da Índia sem dar conhecimento a ninguém?
Pretendo realizar um projecto Jovem Agricultor de modo a tornar-me agricultor. Para este facto a minha intenção seria aumentar a área de cultivo e transformar os meus frutos em compotas. No meu terreno não tenho possibilidades de instalar qualquer infra-estrutura de apoio à minha produção, assim gostava que me esclarece-se as seguintes questões:
- O Proder financia a compra de terrenos quer para instalar as infra-estruturas de apoio à produção quer para aumentar a área de produção?
- Posso candidatar-me só com meio hectare de área dedicada à produção agrícola?
Os meu comprimentos".

Comentários:
Pedi ao meu colega, Eng. Vitor Ferreira, da Espaço Visual, especialista em licenciamentos que elaborasse as respostas às questões colocadas.

1 - A Figueira da Índia é uma espécie invasora, segundo a classificação do Decreto Lei 565/99, como tal posso planta-la? Não poderá plantar. Deverá solicitar primeiro parecer/licença ao ICN.

2 - Estando o meu terreno inserido num Parque Natural e em zona classificada como REN tenho de submeter algum pedido, se sim quais as entidades? Deverá solicitar autorização à CCDR (REN) e ao ICN (Parque Natural).


3 - Quais os riscos que corro caso plante no meu terreno as Figueiras da Índia sem dar conhecimento a ninguém? Os riscos são enormes e as coimas também.

sábado, 19 de outubro de 2013

Como funcionam os pedidos de pagamento em projectos ProDeR?

Miguel Valente disse:

"Obrigado Eng. José Martino pela disponibilidade.

Sem o querer maçar mais, vou-me só focar numa parte do email:

porque tem os pedidos de pagamento, aqueles valores em concreto? São valores fixos pelo Proder ou uma estimativa que o Eng. fez tendo em atenção o evoluir dos trabalhos?

A minha ideia sempre foi distribuir de forma mais uniforme os valores pelos pedidos de pagamento, de modo a poder conciliar de forma mais amigável, os fundos próprios com os incentivos.

Por último, e porque começo a entrar em fases mais complicadas do projecto, queria saber se a Espaço Visual, também opera nesta zona do país, e se estão a submeter candidaturas ainda neste QCA?

Cumprimentos"


Comentários:
1 - Os pedidos de pagamento podem ser realizados com os investimentos físicos e incorpóreos no montantes que entender, estando limitado à apresentação no máximo de 4 pedidos de pagamento, caso consiga tramitá-los em tempo útil (conte com 3 a 6 meses para cada receber o apoio em cada pedido de pagamento, some-lhe o tempo para realizar os investimentos, fazer os pagamentos, contabiliza-los, elaborar o pedido de pagamento e por último, tenha em conta que o limite para fazer investimentos elegíveis é 31 dezembro de 2014). Não está fixado o valor que pode apresentar em cada pedido de pagamento, exceto no último pedido de pagamento, neste o ProDeR terá de lhe pagar pelo menos 20% das ajudas.

2 - O cenário foi realizado com base em valores atribuídos por mim. Passo a apresentar o seu cenário:

N.º Pedido Pagamento Investimento total investimento elegível Subsídio
1.º  27500 25000,00 15000
2.º 27500,00 25000,00 15000
3.º  27500,00 25000,00 15000
4.º 27500,00 25000,00 15000
TOTAL 110000,00 100000,00 60000
  
A necessidade de fundo de maneio é de 20 000 euros.

3 - A Espaço Visual opera nessa zona do país. P. F. contacte a Eng. Sónia Moreira (917 075 852). Estamos a submeter candidaturas neste QCA para proponentes que tenham capacidade financeira para executar todo o investimento de uma só vez e que ao mesmo tempo, do ponto de vista da gestão do investimento possam executá-lo entre 3 a 6 meses (prazo temporal entre terem o contrato das ajudas assinado e o limite temporal de elegibilidade dos investimentos, neste momento 31 dezembro de 2014, embora a seu tempo será prorrogado para 30 de junho de 2015).

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Associo-me a uma organização de produtores?

Francisco conde disse:

Bom dia caro Engº
Mais uma vez abuso da sua boa vontade, estou a tentar saber onde vender os pequenos frutos gostava de saber a sua opinião pois estou a pensar em entrar no modo de associação ou seja vou vender só a essa associação (lusomorango).
Eles dão as plantas apoio técnico o que gostava de saber é se é viável este sistema para começar?
ou seja numa primeira fase o que acho importante é conseguir escoar o produto, numa fase seguinte estamos a pensar em transformar alguma parte da produção mais uma vez agradeço a sua atenção e a disponibilidade do seu tempo que deve ser precioso.
Abraço e obrigada
Francisco Conde"

Comentários:
1- Parece-me uma excelente ideia essa que possui de se associar à Lusomorango.

2 - Parece-me o sistema ideal para começar porque tem acesso a valorização comercial, apoio técnico e de gestão.

3 - Recomendo que no contrato de adesão a Lusomorango fique especificado qual o modo/processo de saída da organização, período temporal para denuncia do contrato, forma, eventuais penalizações, etc. para caso esteja insatisfeito ou eventualmente se a valorização das suas produções não estiver em linha com a respetiva qualidade e o seu esforço como empresário.

4 - Não me parece razoável que pense em escoar as suas produções agrícolas, pelo contrário, deve ter como objetivo valoriza-las de acordo com o respetivo nível de alta qualidade, pois estas serão exigentes acompanhamento e dedicação.

5 - Só pense em abraçar a agroindústria mesmo artesanal, para os pequenos frutos, caso domine ao pormenor e sem erros a produção para não perder o focus na sua atividade principal que lhe gera rentabilidade.

6 -    

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Faço 40 anos dentro em breve, ainda vou a tempo de me candidatar?

Joaquim disse:

"Olá Eng. José Martino, faço 40 anos em junho do proximo ano, será que ainda vou a tempo de me candidatar ao Proder, como joven agricultor?

Comentários:
1 - Acho que ainda vai a tempo para se instalar como jovem agricultor pois tem possibilidade de apresentar o projeto até final do ano fazendo-o no âmbito do ProDeR e caso o novo quadro de apoio 2014-2020 abra candidaturas antes da data em que o meu amigo faz 40 anos, deverá reapresentar o projeto.

2 - Após a submissão do seu projeto envie cartas à Gestora do ProDeR e à Sra. Ministra da Agricultura expondo a importância da análise prioritária para o seu projeto .

Como devo proceder para obter resposta a questões?

Luisa Moreira disse:
"Eng. Martino:
Boa Noite!
Enviei-lhe um e-mail, pois a minha questão é muito extensa para estar a colocar no blogue.
Obrigada!
Maria Luísa
(Jovem Agricultora PRODER)"

Comentários:
1 - Recebo por dia um número muito elevado de e-mails aos quais não tenho disponibilidade de tempo para responder. Alguns deles são respondidos, nem todos, pelos colegas da Espaço Visual.

2 - Faço um esforço e um enorme sacrifício para responder questões que me são colocadas neste blogue, o que nem sempre consigo fazer, porque com o mesmo tempo que levo a elaborar a resposta a um determinado e-mail, respondo a um comentário de um leitor colocado neste blogue, elaborando um post que tem interesse para milhares de outros leitores.  

3 - Em conclusão, se pretender uma resposta ao seu e-mail, apesar de extenso coloque-o no espaço destinado comentários deste blogue (se necessário, pode fazê-lo em vários trechos) e se eu achar que merece comentários, farei um post de resposta.

sábado, 12 de outubro de 2013

Os subsídios do ProDeR ao investimento na agricultura e as necessidades de capitais próprios

Miguel Valente disse:

"Obrigado pelo esclarecimento Eng. José Martino.

Agora as respostas:

1. Viver do investimento ou não está em aberto. O que interessa numa primeira fase é que seja rentável.

2. O objectivo, será recorrer a financiamento comunitário (valor a rondar os 100.000€). A medida 1.1.3. está suspensa, mas ainda tenho como objectivo submeter uma candidatura nestes moldes, caso não seja aprovada espero que seja transponível para o próximo QCA.

3. Os sistemas hidropónicos são realmente caros. Mas o que me proponho fazer, é cultura em substrato em bancadas. Julgo que conseguirei reduzir bastante o preço por m2.

4. Preparação do terreno, electrificação e infraestrutura de água já existem, podendo apenas necessitar de ajustes mínimos.
Armazém e unidade de frio, seriam de facto custos a adicionar à pergunta 3.

5. Quanto à cultura ao ar livre, é impossível. O terreno, não possui as condições mínimas para tal.


Por fim, gostaria de saber se é aconselhável, contactar uma consultora no sentido de submeter um projecto no âmbito do proder, ou aguardar por 2014 e correr o risco de a nova medida de apoio aos jovens agricultores ser muito diferente da actual?

Cumprimentos".

Comentários:
1 - Tenho visto planos de negócio com rentabilidades potenciais muito elevadas e que na prática são verdadeiros "buracos". Por outro lado tenho assistido a empresários que realizam investimentos em atividades com baixa rentabilidade e que são autênticos exemplos de sucesso. Na minha perspetiva deve trabalhar para dominar os pormenores do negócio.

2 - Se tiver que sustentar a sua família com os resultados do seu negócio agrícola terá necessidade de um maior valor de capitais próprios enquanto a tesouraria da sua empresa não estiver equilibrada.

3 - Acho muito arriscado o raciocínio que está a seguir de não clarificar o valor dos fundos financeiros próprios que necessitará para além dos apoios que o ProDeR lhe atribui para financiar os seus investimentos.

2 - No investimento dos 100 000 euros consegue obter 60% de apoio máximo (60 000 euros) mais 30 000 euros de prémio de 1.ª instalação, o que equivale a um total de 90 000 euros. Terá que suportar o valor do IVA, pois este não é elegível, ou seja se eu lhe atribuir um valor de 10%, são necessários 10 000 euros.

3 - Estudemos o quadro seguinte que traça o cenário do dinheiro necessário para financiar os investimentos com os 4 pedidos de pagamento que o ProDeR autoriza:

N.º Pedido Pagamento Investimento total investimento elegível Subsídio
1.º  54855,75 49868,86 29921,32
2.º 29921,32 27201,20 16320,72
3.º  16320,72 14837,02 8902,21
4.º 8902,21 8092,92 4855,751
TOTAL 110000,00 100000,00 60000

Da análise do quadro comprova-se que precisa de 24 855,75 euros de capitais próprios, a colocar no 1.º pedido de pagamento, além do valor do prémio (30 000 euros) para conseguir fazer os investimentos.

4 - Por outro lado, terá que calcular os fundos financeiros adicionais necessários até equilibrar  a tesouraria com os resultados da atividade, o que nos morangos é significativo sobretudo no que diz respeito aos custos com a mão de obra da 1.ª colheita.

5 - Tenho assistido a jovens agricultores que seguem o seu raciocínio, à partida acham que conseguem realizar os investimentos com valores mais baixos que as estimativas médias, mas no fim do processo verificam que há imprevistos, erros e omissões que lhes destroem o plano de tesouraria. Recomendo que planeie pelos valores correntes e se no investimento conseguir racionalizar os investimentos, fazê-los por valores mais baixos, obterá uma folga ou um ganho adicional. Eu quando decido os capitais próprios que um negócio precisa faço-o multiplicando pelo menos por dois sobre o valor calculado.

6 - Recomendo que determine todos os valores de investimento e calcule a sua rentabilidade dos morangos com base na produtividade e valores de mercado que consegue obter para a região de Castro Daire.

7 - Na minha perspetiva, o investimento nos morangos em hidroponia, para a região de Castro Daire tem elevado risco.  

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Castanheiros

João Salgueiro disse:

"A informação prestada é muito útil. Poderia recomendar alguém para a zona da Sertã?

E relativamente a áreas, é também rentável explorar os 10ha em 3 ou 4 propriedades diferentes mas próximas?

Obrigado!"

Comentários:
1 - A minha recomendação é para que faça o contacto com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) com o objetivo de avaliar o potencial produtivo dos seus terrenos para a cultura do castanheiro.

2 - Sim há rentabilidade no investimento numa exploração de castanheiros com 10 hectares de superfície mesmo que seja distribuída por 3 ou 4 parcelas próximas, pois pode trabalhá-las com a mesma estrutura de produção (máquinas, equipamentos e mão de obra)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Devo partir para a "aventura" de ser agricultor?

Carlos Fernandes disse:

"Bom dia,

Antes de mais passo a apresentar-me, o meu nome é Carlos Fernandes, tenho 31 anos e resido em Bragança e gostava de esclarecer algumas duvidas consigo, pois estou a ponderar se devo ou não partir para uma "aventura" como agricultor, apesar de já ter conhecimento de causa, pois sou filho de agricultores mas existem sempre receios e duvidas na hora de tomar uma decisão. Embora a ideia esteja só a ser amadurecida, debato-me já com um grande dilema! Ora, somos proprietários de uma parcela terreno com cerca de seis hectares, na zona de Vimioso (Bragança) e uma vez que a dita parcela é composta por uma plantação com cerca de 400 Oliveiras, alguns sobreiros, horta e uma considerável área de lameiro e mato. A questão que aqui se põe é de que forma eu poderia rentabilizar (mais) este terreno, que tipo de projeto eu poderia candidatar? Não podendo esquecer que estou limitado (ou não) por causa das oliveiras.
Antes de terminar, deixe-me felicitá-lo pelo excelente Blog, o qual acho de estrema utilidade e importância para o desenvolvimento e valorização da nossa agricultura, bem como pelo excelente serviço público que presta.

Um bem haja"

Comentários:
1 - Entendo muito bem o que sente, pois por um lado, conhece a realidade da agricultura tradicional, carrega o peso que o silêncio da família lhe coloca em cima dos ombros e sabe o quão difícil é obter sucesso económico - financeiro na agricultura e por outro lado, está consciente que tem de fazer a mudança no sistema de produção na sua exploração agrícola familiar sob pena de não obter rentabilidade e poder no futuro de ter de deixar as suas terras ao abandono.

2 - Decidir é "sentir o frio na barriga" e o desconforto de carregar a incerteza do resultado final quando avança com o investimento em nova atividade agrícola após ponderar as suas vantagens e inconvenientes, tendo como pano de fundo a sua determinação e coragem em tudo fazer para chegar ao sucesso.

3 - Posso transmitir-lhe a minha experiência, tive que aguentar a pressão da família quando decidi optar pelo curso de agronomia quando tive notas para entrar em medicina, queriam o melhor para mim, sabiam que a realidade da agricultura é dura e incerta  caso não se seja organizado, determinado, corajoso e resistente não se tem sucesso neste sector, tive que aguentar a pressão quando falhei e encerrei sociedades agrícolas,  mesmo nos últimos anos nos quais obtive sucesso evidente, tenho que decidir investimentos em empresas agrícolas sabendo que o silêncio da minha esposa, ou aquela expressão "vê lá o que fazes, mas tu é que sabes!", me obrigam a dormir mal pois os processos e os negócios nem sempre correm de acordo com o respetivo planeamento (ela sabe o desgaste pessoal que sofro para liderar os processos nos primeiros três anos de investimento nas start ups quando todos os passos parecem correr mal e conseguir aguentar até ter sucesso).

4- Para melhorar a sua exploração agrícola terá que fazer com que um engenheiro a visite, a analise e lhe transmita as várias alternativas que nela pode colocar. Peça à eng. Sónia Moreira da Espaço Visual  (917 075 852) uma consulta e uma visita à sua exploração agrícola, é o seu trabalho de todos os dias, ouça os conselhos que ela lhe dará. . 

5 - Pratique as indicações que deixo neste blogue para quem quer iniciar-se em novas atividades agrícolas e escolha-as em função  do seu perfil pessoal, vocação e gosto. Dedique-se ao que acredita que dá dinheiro e vá em frente, trabalhe de forma determinada até chegar ao sucesso.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Framboesas e amoras: acha viavel esta ideia, dará para viver ou vamos enfiar-nos num buraco?


Francisco Conde disse:

"Bom dia Engº
Antes de mais parabens pelas ajudas "gratis" que presta no seu blogue porque o acesso a muita dessa informação encontra-se "vedado" ao comum dos mortais, ou seja um jovem que se queira instalar tem que ter cerca de 2000e para contratar acessoria para algo que devia estar disponivel para todos. Começo por descrever o que pertendemos , somos um casal ela agronoma e eu area de logistica e estamos a tentar elaborar um projeto de 2hect. de framboesas e amoras na area do Pinhal novo, ponto numero 1-o terreno é alugado como devo fazer se tenho que ter o contrato assinado antes de iniciar o processo ou seja vou ter o terreno alugado mais de um ano antes de ter o projeto aprovado ou existe alternativa pois fundos não abundam.
2- acha viavel esta ideia, dara para viver ou vamos enfiarnos num buraco.
3-no nosso caso o apoio que pertendemos é na elaboração financeira(a minha esposa é agronoma e a parte tecnica ela consegue gerir)como vamos conseguir esse apoio com os valores pedidos para essa ajuda.
Por agora não o vou tomar-lhe mais tempo e desde já agradeço toda atenção e disponiblidade.
Francisco Conde"
 
Comentários:
1 - O que me pergunta são dados simples que terão de obter nas visitas a produtores das atividades a que se pretendem dedicar, ou seja, terão de dominar quanto custa o investimento, para o modelo tecnológico que irão utilizar qual a produtividade, custos de produção e necessidades de mão de obra. O valor que obterão pelas produções será indicado pela Entidade que se propõe adquiri-las.
 
2 - Resposta às questões formuladas:
a) Deve ter um contrato de arrendamento que só se torne efetivo à data da comunicação que o projeto foi aprovado. Se os "fundos não abundam" não se torne empreendedor sozinho, faça parcerias com investidores ou organizações de comercialização.
b) A ideia é viável se tiverem estaleca para ganhar dinheiro porque á partida são atividades rentáveis ou seja, terão de ser capazes de fazer a operação certa na hora certa, organizados, rigorosos, resilientes, corajosos nas horas difíceis dos processos de investimento (leia este blogue, tem imensas dicas para se tornarem competitivos. Exemplo: visitem o máximo de empresas de framboesas e amoras e façam perguntas para recolherem informações de todos os pormenores; inscreva-se no dia aberto da framboesa em hidroponia que decorrerá na próxima 6. feira (veja dois posts abaixo neste blogue). Podem viver da atividade.
c) Honestamente: Não sei responder à pergunta 3 porque possuo uma empresa que se dedica a essa atividade
 

Morangos ou cogumelos?

Miguel Valente disse:

"Bom dia Eng. José Martino,

Antes de expor o meu problema, quero felicitá-lo por este Blog, que é autentico serviço publico.

Passo então a descrever o meu dilema, que se resume à escolha de um de dois tipos de cultura, para submeter a projecto:

- Cogumelos Shitake em troncos, tendo disponível um terreno de 600m2;

- Morangos em sistema semi - hidroponico (substrato em sacas e bancadas), tendo disponível um terreno de 2500m2.

A minha ideia inicial, sempre foram os morangos, mas a maior parte das pessoas e entidades que tenho contactado, desaconselharam-me este hipótese em virtude dos preços de instalação serem proibitivo. Comecei então a dirigir a minha atenção para os cogumelos, no entanto, começo a ficar um pouco desanimado. Escoar cogumelos não é fácil. Ao contrário do morango que facilmente se vende, o mercado do cogumelo é muito especifico.


1. A minha questão, é saber então se é possível, com um montante de 100.000€ (co-financiado por este QCA ou próximo), instalar uma cultura de morangos em sistema semi - hidroponico (no fundo, não é um sistema hidropónico puro, com os seus custos astronómicos), num terreno de 2500m2.

2. Se com estes limites ao nível de investimento e espaço, é possível montar uma estrutura viável economicamente?

3. Se concorda que os principais investimentos iniciais serão: Estufa, Sistema de rega/humidificação, bancadas, substrato, semente/plantas;

Dados adicionais: Clima/Local zona de Viseu/Castro Daire, água corrente disponível, mão de obra grátis.


Antecipadamente grato, pela atenção dispensada,

Miguel Valente


Comentários:
1- Coloca-me questões muito interessantes para as quais seria importante saber alguns dados adicionais: pretende fazer investimentos na agricultura para viver deles ou em part time? Qual o montante de capitais próprios + o valor do crédito que pode obter?  Etc. Etc.

2 - Se fosse eu a fazer a escolher uma das duas atividades que indica, optaria pelos morangos ao ar livre porque a relação entre os proveitos e os custos me parece estar num nível de risco mais aceitável.

3 - Resposta às questões colocadas:
a) Os sistemas hidropónicos custam entre 500 000 a 750 000 euros por hectare.
b) Na minha opinião, deveria investir pelo menos em meio de hectare de morangos em cultura hidropónica.
c) Investimentos: Preparação de terreno, eletrificação, infra estrutura de água (captação, armazenamento e bombagem), armazém + investimentos indicados na pergunta 3. 
d) Para a região indicada optaria pelos morangos ao ar livre porque os investimentos são baixos e saõ fáceis de valorizar se possui mão de obra familiar

Dia Aberto à Cultura da FRAMBOESA EM HIDROPONIA

Dia Aberto à Cultura da FRAMBOESA EM HIDROPONIA


Pretende-se com a realização deste evento, conhecer no terreno o que de melhor se está a fazer nesta cultura, para ajudar a terem sucesso nos seus investimentos, quer os que nela querem entrar, bem como os que a ela chegaram recentemente, a Espaço Visual e a Agim organizam, “Dia Aberto à Cultura da FRAMBOESA EM HIDROPONIA”, com o apoio da First Fruit e Naturalfa, no próximo dia 11 de outubro, no concelho de Odemira. Em quatro sessões* com início às 10h00, 11h30, 14h30 e 16h00, tendo cada sessão 1h30, onde daremos a conhecer o Projeto da First Fruit, apresentando no terreno pormenores da experiência do empresário e as suas opções de investimento.

Trata-se de um evento único onde haverá a oportunidade de aprendermos, através das nossas dúvidas ou do esclarecimento das questões dos outros membros do grupo, potencialmente importantes para a atividade. Esta iniciativa tem como objetivo principal, a partilha da informação necessária, dando a conhecer as vantagens e desvantagens do negócio, como ajudar à tomada de decisão de potenciais empresários/produtores deste setor.

Estamos certos que no final cada um de nós se sentirá mais enriquecido e conhecedor do que deve fazer para transformar a sua agricultura num negócio muito rentável.
 
* Os grupos para cada sessão serão determinados pela organização.
 
Para mais informações contacte Benjamim Machado:
benjamim.machado@espaco-visual.pt
92 44 33 183

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O que é feito da bolsa de terras?

O jornal Público na sua edição da passada 3.ª feira publicou o seguinte:
 
 
O que é feito da bolsa de terras?

José Martino


engenheiro agrónomo, consultor e empresário agrícola


Se calhar já ninguém se lembra, mas no auge do foco mediático sobre a agricultura – qual jangada de pedra para salvar a economia portuguesa da tormenta -, o Governo de Passos Coelho fez aprovar a Lei nº 62/2012, de 10 de dezembro.
Essa lei “cria a bolsa nacional de terras para utilização agrícola, florestal ou silvopastoril, designada por «Bolsa de terras»”, conforme se lê no título do diploma publicado no Diário da República.
Chegava a bom termo, pensava eu, um longo caminho, em que me tornei também protagonista, por defender a criação de um banco de terras público, através de uma petição pública que coloquei na Internet.
A petição foi lançada em 2010, um pouco antes o Bloco de Esquerda, de que estou muito afastado politicamente, tinha apresentado na Assembleia da República uma proposta de lei para a criação de um instrumento de gestão agrícola desta natureza. O Governo Sócrates ignorou esta proposta.
Cinco meses depois desta lei ter entrado em vigor, a ministra Assunção Cristas anuncia, com pompa e circunstância, o lançamento da bolsa de terras”, durante uma conferência intitulada “O uso da terra e o combate à desertificação”, e onde lançou também um apelo a “todos os privados, proprietários de terras, que não podem trabalhar essas terras, que confiem no sistema da Bolsa de Terras”.
O próprio site do Ministério da Agricultura tem em grande destaque a citação de uma frase de Assunção Crista, em que a ministra defende que “ter terra abandonada é um luxo a que o País não se pode prestar”.
O problema é que, nove meses passados sobre a publicação da lei, nada se sabe sobre o que se passa com a bolsa de terras. Ou melhor, sabe-se pouco. Sabe-se de uma ou outra iniciativa municipal, como a de Sever do Vouga, bem sucedida. Mas é pouco, muito pouco.
Faz falta fazer um balanço sobre a eficácia da lei 62/2012. E esse balanço só pode ser feito pela própria ministra Assunção Cristas, que, talvez por motivos pessoais, anda um pouco afastada da coisa pública.
Nunca morri de amores pela designação “bolsa de terras”. Sempre preferi chamar-lhe “banco de terras”. Não se trata de um mero pormenor semântico. A bolsa de terras é um instrumento burocrático para colocar terras sem cultivo ao serviço dos interessados em arrendá-las e dar-lhes uma utilidade económica e social; o banco de terras, impõe que o Estado seja uma espécie de "fiador" face a um eventual incumprimento do arrendatário no pagamento das rendas, cabendo-lhe garantir esse pagamento ao proprietário - como acontece com o Bantegal, o banco de terras dinamizado pela Junta Autónoma da Galiza.
Ao longo destes últimos quase 4 anos defendi mais. Defendi a criação de uma linha de crédito “tipo crédito à habitação”, na Caixa Geral de Depósitos, para apoiar os jovens que quiserem adquirir ou arrendar as terras disponíveis nessa bolsa, com um prazo de vigência de 20 a 40 anos.
Este crédito podia ser utilizado na compra de terra, pagamentos a co-herdeiros e como quota-parte de capital próprio nos investimentos de jovens agricultores que recorram à bolsa de terras para se instalarem, bem como a pequenos e médios agricultores.
Mas mais: as empresas privadas deviam poder servir de interface entre o “banco de terras público” e os jovens agricultores. Esta “ponte” permitiria apostar num melhor acompanhamento e apoio técnico, tornando mais eficaz conciliar oferta e procura.
Aguardo, por isso, que o Ministério da Agricultura, pela voz da ministra Assunção Cristas, possa vir a tornar público esse balanço, o mais breve possível. E, a talhe de foice, lanço ainda mais alguns desafios:
- que o Ministério da Agricultura comece a tramitar os processos dentro dos prazos legais;
- que sejam majorados os apoios para investimentos nas regiões do Interior;
- que se promovam projetos integrados, de fileira, com contrato-programa para desenvolver as regiões mais deprimidas;
- que se desenvolva o sector cooperativo e se modernize a legislação do sector associativo;
- que se melhore a formação profissional.
Só assim a agricultura portuguesa pode ambicionar um novo modelo de desenvolvimento.

domingo, 6 de outubro de 2013

Gostava de saber o que é preciso e onde é preciso ir para levar este projeto para a frente?


filipe ferreira disse:

"Ola Sr. engenheiro
chamo-me filipe ferreira, estou interessado em me tornar jovem agricultor.
sou do conselho de Guimarães e tenho 9000m2 de terreno e gostaria de saber se preciso de mais terreno para me candidatar ao projeto. e gostava de saber o que preciso, e onde preciso de ir para levar esse projeto para a frente .
queria cultivar mirtilos ,mas se houver outra plantação que chegue os metros quadrados que tenho .
obrigado
e parabéns pelo blogue."

Comentário:
Para esclarecer em concreto as dúvidas que coloque peça uma consulta/visita à Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) que ela rapidamente o ajudará a tomar decisões e a colocar o seu projeto em andamento com o objetivo de se tornar um jovem agricultor de sucesso.

Fico muito satisfeito em saber que este blogue lhe é útil. Obrigado

Tenho bastante terra, a minha dúvida é: em que atividade apostar?

João disse:

"Boa noite, sou do concelho de Montalegre e gostaria da sua opinião sobre qual a melhor área de negocio Agrícola para o meu espaço Agrícola, tenho bastante terra a minha duvida e em k área apostar.

Comentários:
1 - Se fizer uma investigação nos posts deste blogue descobrirá bastante informação sobre o tema proposto.

2 - A minha sugestão é que escolha duas atividades para as quais tenha vocação e perfil, ao mesmo tempo que as suas terras tenham aptidão de solo e clima para o respetivo desenvolvimento.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Com 1,5 hectares de exploração, o que devo fazer?


Bruno Dias disse:

"OS PRIMEIROS PASSOS NA AGRICULTURA.

Boa tarde Engº. Martino

Já a mais de um ano que acompanho o seu blog, que considero ser de elevada utilidade contendo informação importante para quem pouco conhece desta área de negócio.

Já há muito tempo que venho a recolher informação neste espaço e em outros sobre plantações de mirtilos e framboesas. No entanto o conhecimento ainda é pouco, e agradecia a sua opinião em alguns pontos
1 º Estou a ponderar comprar um terreno com cerca de 1.5ha na zona de Viseu, o orçamento é curto não dá para muito mais. A opção arrendar não me parece a viável pois ainda não consegui encontrar um terreno com área e preço a condizer, pois até a produção apresentar rentabilidade ainda demora. Quais os fatores mais importantes a ter em conta na escolha do terreno? 1.5ha será suficiente para ocupação a tempo completo? Tendo em vista no futuro próximo expandir para uma área maior
2º Vou ter que recorrer ao apoio de alguém especializado na área, para não cometer erros logo no início. Estou a ponderar Espaço Visual, no entanto como a distância a Viseu ainda é alguma. Existe alguém com ligação á empresa a trabalhar em Viseu? Ou outra que possa aconselhar.
Obrigado desde já pelos seus comentários
Os meus melhores cumprimentos
Bruno Dias"

Comentários:
1 - Vai cultivar mirtilos ou framboesas? Já tratou de acautelar a comercialização?

2 - 1,5 há para inicio de exploração é interessante, se optar pela cultura da framboesa terá ocupação a tempo inteiro, rendimento no 1.º ano e equilíbrio da tesouraria no 2.º ano, se for pela cultura do  mirtilo terá muito tempo livre, rendimento no 2.º ano e equilíbrio da tesouraria no 4.º ano.

3 - Tendo em vista o futuro próximo. médio prazo, 3 a 5 anos, seria recomendável ter uma exploração com pelo menos 4-5 hectares.

4 - Apesar da Espaço Visual ter sede em Gondomar, trabalhamos a nível nacional, acompanhamos investimentos em todo o território nacional, no fim deste Quadro Comunitário captaremos mais de 1% das ajudas do ProDeR para os nossos clientes, pelo que se a distância fosse uma limitação não teríamos chegado a estes resultados. Temos conhecimento, vamos a todos os países com tecnologia mais avançada para aportar tecnologia para os nossos clientes. Em síntese, se optar pelos serviços da Espaço Visual terá a assessoria adequada para os seus investimentos.

5 - Recomendo que consulte em www.espaco-visual.pt o evento sobre framboesa que a Espaço Visual e a AGIM organizam na próxima semana em Odemira, pelo que, se tiver oportunidade inscreva-se para adquirir mais conhecimentos sobre a hidroponia nesta cultura. Esteja atento ao website da Espaço Visual pois estas mesmas organizações promovem no mês de Novembro, um evento semelhante  relativo à cultura do mirtilo em hidroponia.

Que conselhos me dá para reciclar a minha atividade profissional e ajudar o meu filho a instalar-se na agricultura?

Emídio Silva disse:

"Boa noite Sr. Eng.º José Martino.

Cumpro o grato dever de o felicitar pelo seu magnánimo blog que rotulo de autêntico serviço público.

Sou um velho de 73 anos mas ainda com muita garra e força.

1- Depois de me desligar de um projecto na área da restauração que, por razões que não cabem aqui, me correu mal e me exauriu financeiramente, lembrei-me abraçar um projecto agrícola na área do mirtilo, através de um filho com 39 anos, recorrendo ao PRODER.

2- Não tenho terra e a ideia é alugar um terreno que já tenho em vista, murado e com rede alta, furo e bombagem de água, c/21.500 m2 situado em Pinhal Novo (não me convém ausentar-me da Grande Lisboa) O terreno é arenoso e terá que ser analisado. A renda pedida (cerca de 400€ mensais parece-me cara mas é negociável).

3- Quanto sei existem plantares adequados a diferentes temperaturas; será que a zona se adaptará a esta cultura? Pensei no mirtilo por ser, julgo, de manutenção menos exigente e poder recorrer ao chamado serviço "chave na mão" para a preparação do terreno, que é plano, e plantação, eliminando assim os riscos de impreparação objectiva, e por pensar ter colocação assegurada para exportação, em complementaridade com outros produtores por, razões de escala, e ter uma rentabilidade interessante.

4- O maior problema que se me coloca é o financiamento do projecto na parte que excede as ajudas até aqui praticadas pelo PRODER, embora admita obter financiamentos bancários para o efeito; acha viável?

5- Não menos preocupante é o esforço do arrendamento até à produção (4 anos?). Admitia reservar os 1.500 m2 que excedem os 2 ha para explorar culturas de produção mais rápida (flores+plantas aromáticas, hortícolas?, o que sugere?

6- Resta acrescentar que o projecto seria gerido por mim até garantida a rentabilidade pois o meu filho está a viver em Londres, empregado, e não seria prudente largar o emprego até que esta realidade estivesse assegurada. Como conciliar tudo isto é questão a ver.

Sem direito para o maçar mais, peço aceite os meus melhores cumprimentos.

Emídio Silva"

Comentários:

1 - Agradeço as palavras amáveis e simpáticas sobre este blogue e o seu autor.

2 - Parece-me boa estratégia se tiver condições para instalar o seu filho como jovem agricultor porque as ajudas públicas para o efeito são interessantes e importantes para o ajudar nos investimentos no arranque da sua exploração agrícola. Caso não o consiga instalar poderá recorrer às ajudas para outros promotores que não jovens agricultores.

3 - Leia com atenção o que tenho escrito neste blogue sobre as boas regras que se devem aplicar para abraçarem a agricultura como um novo negócio. Ouça no site da TSF o Programa Terra a Terra do passado sábado, o qual decorreu em Foz do Sousa, Gondomar, com o tema "Investimentos na Agricultura - fatores de sucesso", pois este documento contém importantes dicas dadas por quem já tem sucesso nos negócios da agricultura.

4 - O terreno indicado deverá ter uma renda no valor de cerca de metade daquele por si indicado, caso contrário o negócio agrícola não terá a possibilidade de suportar os seus custos. A opção pelo arrendamento é uma excelente solução porque caso se tratasse da sua compra iria imobilizar capitais que lhe fariam falta para o investimento.

5 - Creio que também deveria ponderar a cultura da framboesa porque lhe dará um equilíbrio da tesouraria mais cedo, apesar de lhe exigir um maior esforço no investimento, claro que o termo de comparação é o mirtilo.

6 - Leia o que escrevi neste blogue sobre os passos a dar para se dedicar à agricultura, sobretudo no que diz respeito á recolha de informações e pormenores sobre as atividades. Analise as operações que possam fazer pela Vossa mão, pois se as souber executar de forma correta poderá aforrar muito dinheiro.

7 - Verifique qual o canal comercial que irá tirar partido pois este é um dos fatores estratégicos a cumprir para ter sucesso no seu projeto, sobretudo se na região não existirem produtores ou for escasso o seu número ou superfície produtiva.

8 - Para obtenção de crédito consulte o post neste blogue sobre a linha de crédito que a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo da Área Metropolitana do Porto possui para os pequenos frutos. Consulte-os pois trabalham a nível nacional.  Se trabalhar bem poderá suportar os custos de crédito com a atividade produtiva. Prepare-se e organize-se para obter produções com alta produtividade e qualidade.  

9 - Recomendo que adapte a dimensão do projeto à sua estrutura de capitais, próprios e do banco.

10 - Acho que se deveria dedicar a atividades que lhe deem liquidez o mais cedo possível, como por exemplo, a framboesa, flores e hortícolas. Deve definir e afinar as atividades e dimensão em sede de projeto.

11 - Para solucionar pormenores do seu projeto marque consulta com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) que esta possui uma larga experiência neste tipo de projetos.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Posso utilizar as mesmas terras para duas candidaturas?

Rafael Ferreira disse:

"Bom dia Sr. José Martino

Gostaria de saber se me consegue esclarecer uma dúvida:

A minha família é proprietária de terras, que cedeu sob contrato de comodato a agricultores que as utilizaram para a obtenção de apoios comunitários.
Gostaria de saber se no caso de submeter uma candidatura de "Jovem Agricultor" as posso utilizar, uma vez que podem já ter sido no passado utilizadas para o mesmo fim.

cumprimentos

Rafael Ferreira"

Comentários:
1 - Enquanto vigorarem os contratos de comodato, pressuponho que o período das ajudas terá a mesma duração de vigência do comodato, não pode utilizar as terras de família para se candidatar às ajudas de instalação de jovem agricultor.

2 - Para poder utilizar as parcelas para outra candidatura a efetuar dentro de um período temporal inferior ao contratualizado com o IFAP, estas teriam  que ser retiradas da exploração mediante autorização após o promotor apresentar proposta de outras nas mesmas condições para as substituir.

3 - Estando as terras livres para as apresentar a nova candidatura terá que ponderar os investimentos a realizar tendo como matriz construir um projeto coerente do ponto de vista técnico-económico  

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Quero dedicar-me á agricultura: o que fazer?

Lago disse:

"Bom dia,

Gostaria de ver esclarecida algumas das minhas duvidas, e considero que seja a pessoa certa que desde já felicito, pelo trabalho desenvolvido.
1- Gostaria de tirar o curso de jovem agricultor, e só depois submeter uma candidatura/ projecto, é possivel?
2- quais os passos que devo desenvolver?"

Comentários:
1 - No âmbito do ProDeR só pode frequentar o curso de jovem agricultor após submeter a sua candidatura, pelo que não é possível o que pretende fazer.

2.- Como resposta à questão 2 consulte este blogue porque este possui um elevado número de posts e de informação sobre os passos que deve fazer para se tornar um empreendedor de sucesso na agricultura.

Vicissitudes da apresentação de pedidos de apoio ao investimento na fase de transição entre quadros de apoio

Anónimo Ricardo Oliveira disse:

"Vou entregar uma proposta ainda este ano que está neste momento em fase de conclusão. Não podendo as candidaturas transitar tenho receio que as mesmas fiquem a meio de um processo demoroso sem avanços nem recuos. Admitindo que a mesma é analisada e aprovada, o que seria muito bom, até ao final do próximo ano teria que investir e, penso que tenho condições para isso. O problema é se a mesma não é analisada e não transita para o próximo quadro, o que lhe acontece? É anulada e ultrapassada na lista pelas entregues já pelo novo quadro? Penso que nas próximas semanas teremos notícias, espero que sim, porque há muito dinheiro pessoal investido e um pedido de financiamento pendente."

Comentários:
1 - A minha recomendação é para que o leitor nas condições que expressa no seu texto, apresente este ano a sua candidatura ao ProDeR e que apresente candidatura ao novo Programa de apoio para o período 2014-2020, caso o seu projeto ainda não tenha sido aprovado à data em abram as novas candidaturas, o que prevejo acontecer no último trimestre de 2014.

2 - O que pode acontecer? Terá que escolher a candidatura que lhe seja aprovada em primeiro lugar.

3 - Percebo que não seja uma situação fácil de aguentar do ponto de vista pessoal, um período temporal alargado sem resposta para os pedidos de apoio ao investimento, mas na minha opinião esta é uma realidade que faz parte da vida e que tem de ser enfrentada ou vivida, pois a alternativa é esperar sem nada fazer, o que me parece mais desmotivador e penalizador.

4 - Apesar do governo estar empenhado em que a transição entre quadros seja a mais estável e curta, na realidade a legislação europeia e a sua tramitação, quer em Bruxelas, quer um Portugal, impõe um hiato de tempo sem candidaturas, o que me parece que mesmo a correr bem demorará entre 9 meses a 1 ano.   

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Os projectos que não forem analisados agora pelo ProDeR poderão transitar para o próximo quadro?

Nuno Rodrigues disse:

"Queria colocar uma questão ao Eng. Martino, se me poder ajudar:

O novo programa de desenvolvimento rural 2014-2020 dará ou não alguma prevalência aos projectos que deram entrada no actual ProDeR não tendo sido analisados por falta de verbas (overbooking). Ou Melhor, os projectos que não forem analisados agora, poderão transitar para o próximo quadro?

Parabéns e continuação de bom trabalho!

Cordiais cumprimentos
Nuno Rodrigues"

Comentários:
1 - Decorrente da legislação europeia o novo programa de desenvolvimento rural não pode tramitar candidaturas que sejam apresentadas no presente ProDeR, ou seja, não podem ser apresentadas candidaturas ao abrigo da presente legislação em vigor e pela legislação europeia, estas não podem ser aprovadas ao abrigo de legislação a publicar posteriormente, no futuro próximo.

2 - Os responsáveis do Ministério da Agricultura tentaram negociar em Bruxelas a estratégia que identifica e tiveram de desistir pelas razões que expliquei em 1.

3 - Na minha opinião e pela minha experiência pessoal ao longo de vários quadros de apoio à agricultura, defendo que no respeitante a ajudas do ProDeR "não há fome que não dê em fatura" (ver o post que escrevi neste blogue com este titulo e que ainda se mantém atual) porque, infelizmente, uma grande parte dos promotores que têm na mão contratos aprovados não têm capacidade financeira para executar os projetos em tempo útil, porque precisam de apresentar os 4 pedidos de pagamento que a lei prevê, o que infelizmente não irá acontecer devido ao atraso na aprovação das candidaturas, o que gera escasso tempo útil para realizar os investimentos e receber os respetivos pedidos de pagamento e por outro lado, devido aos próprios atrasos na análise dos pedidos de pagamento, o que acarreta atraso porque é necessário receber o dinheiro dos subsídios para fazer novos investimentos (prevejo que em 2014 os atrasos temporais serão maiores porque nessa altura atingir-se-á a fase critica e  crucial do processo devido ao elevado n.º de processos em tramitação).

4 -Em conclusão quem tiver projetos submetidos ao ProDeR que tenha capacidade financeira e de gestão para executar os investimentos de uma vez só, em poucos meses, no período temporal no final de 2014, corre sérios riscos de vir a ser apoiado captando os respetivos subsídios. É preciso paciência e organização para fazer bem o trabalho de casa e ter sucesso.    

O que poderei cultivar e investir, já que terreno não falta e água também não?

Paula Cardoso disse:

"Desde já quero agradecer o serviço publico que presta no seu Blog e a sua disponibilidade. Tenho tem um terreno com 4ha no Alentejo (Portalegre)queria valoriza-lo após, algumas pesquisas deparei-me com o cultivo do Figo da India ou frutos vermelhos (framboesa, amoras). Para o figo da India achei interessante pois o investimento e a manutenção têm custos reduzidos.
Já agora peço a sua opinião para o que poderei cultivar e investir, já que terreno não falta e água também não."

Comentários:
1 - O que considera valorizar o seu terreno? Melhorar o seu património fundiário (construções, eletrificação, regadio, acessos/caminhos, etc.)? Ou ter nele uma ou mais atividades agrícolas rentáveis ao longo do tempo, médio ou longo prazo?

2 - Qualquer atividade que equacione para a sua exploração deve  passá-la pelo crivo de ter acesso a comercializador sério e credível. Ele existe para as atividades que equacionou?

3 - Na minha perspetiva pessoal a opção por atividades de baixo custo de implantação e manutenção acarretam um risco elevado porque caso sejam negócio interessante rapidamente haverá muitos outros produtores a concorrer com a mesma produção/atividade.

4 - Leia neste blogue as recomendações que faço sobre o que poderá cultivar e investir: verifique se tem perfil, qual a sua vocação, que acesso ao mercado, estrutura de capitais próprios adequados para o investimento e para acesso à banca, etc. etc.

O Associativismo Agrícola

Celestino Miranda disse:

"Porque não fazer uma associação ou algo parecido para nos tornarmos
competitivos

celestinomiranda100@hotmail.com"

Comentários:
1 - A sugestão apresentada pelo leitor Celestino Miranda faz todo o sentido porque a fileira das plantas aromáticas e medicinais precisa de uma associação socioprofissional que defenda os interesses dos seus profissionais: produtores, agroindústria/comercializadores e técnicos.

2 - Defendo um associativismo alicerçado na massa crítica dos seus associados, que aceitam financiar quem os representa junto dos poderes e na promoção da atividade junto da sociedade e do consumidor.

3 - Os exemplos mais emblemáticos de associações que conheço são a AAPIM, AGIM, APK e REFCAST (pesquisem na internet sobre o trabalho destas Instituições).

4 - Não concordo com aqueles que defendem um associativismo que vive da atividade económica, na minha opinião esta deve ser desenvolvida por cooperativas e/ou empresas.

Mirtilos

Luis Salgado disse:

"Boa tarde sr engenheiro
Chamo me Luis Salgado e tenho andado interessado em plantar mirtilos. Os meus terrenos andam por volta dos 2000 m2. Vivo no concelho de Monçao onde nao sao aprovados muitos projetos por parte da Proder. Um investimento destes ficaria porque numeros? E seria este um local viavel para plantar? Visto que as entidades neste caso a proder nao aprova muitos projetos para estes lados. Obrigado"

Comentários:
1 - Não me parece realista a sua visão porque não é possível existir uma atitude prossecutora por parte dos serviços do ProDeR contra os promotores de projetos de determinada Região, não os aprovando.

2 - O investimento total para implantar um hectare de mirtilos incluindo todas as infraestruturas, melhoramentos fundiários e máquinas/equipamentos, pode variar entre 40 000 a 100 000 euros.

3 - Como existem muitos microclimas e diferentes solos no concelho de Monção, não posso pronunciar-me, sem visitar esse local. sobre se ele é viável para a cultura do mirtilo.

4 - Recomendo que verifique se tem outros colegas produtores próximos da sua exploração, pois caso contrário, dada a limitação de superfície da sua exploração, poderá vir a ter custos muito elevados para transportar os frutos desde a sua exploração até ao comercializador, caso este fique localizado a mais de 10 km.  

Vinho Verde

Manuel Barros disse:

"Boa tarde,
desde já gostava de o congratular por ter um blog que possibilita aos mais inexperientes que tirem as suas dúvidas, é realmente muito útil.
Acabei neste momento o ensino secundário e juntamente com alguém da família gostaria de lançar um projeto vinícola na zona dos vinhos verdes e, estamos a pensar plantar Loureiro e Trajadura para brancos e Vinhão para tintos.. A pergunta é: acha viável a plantação de cerca de 1ha de vinha com as castas acima escritas? é a cooperativa agrícola uma opção correta para escoar o produto nos primeiros anos até criar uma identidade própria? o mercado internacional está a escoar os produtos desta região?

Obrigado,
Manuel Barros"

Comentários:
1- Agradeço as palavras de congratulação sobre este blogue, pois são um lenitivo e uma forte motivação para encontrar forças e concentração para escrever neste blogue às 23h50 quando já devia estar a descansar,  após 14 de trabalho e 250 km de condução automóvel sob chuva e nevoeiro.

2 - Na minha opinião, em função da região e microclima da sua vinha, bem como na procura de vinhos pelos mercados de exportação deve apostar sobretudo nas castas brancas. Só deve cultivar castas tintas se tiver quem lhas comercialize.

3 - Com 1 hectare de vinha terá um rendimento bruto limitado (na melhor das hipóteses, 12 a 15 toneladas por hectare de uvas que lhe serão valorizadas à volta de 0,40 € por quilo).

4 - Se eu fosse eu a fazer a vinha, caso a região tivesse aptidão, faria-a com 1 hectare de loureiro.

5 - As cooperativas são uma excelente opção para valorizar as suas produções. Verifique se a da sua região cumpriu os prazos de pagamentos das últimas campanhas e neste caso aposte em associar-se.

6 - O que é identidade própria? Se for a criação e promoção de uma marca de vinho, defendo que não o deve fazer porque não tem a dimensão mínima de vinha para rentabilizar o investimento (na minha opinião deveria ter pelo menos 30 hectares de vinhas em produção).

7 - O vinho verde branco é o primeiro vinho de mesa português com maior exportação

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Será a fileira do kiwi bem organizada comercialmente para remunerar melhor os kiwis pagos a preços mais baixos que no passado?

Anónimo Paulo costa disse:

"Todas as minhas tentativas de revenda se revelaram infrutíferas nem tampouco fui capaz de vendê-los a mais de 2,5 ao consumidor final.

Actualmente produzo shitake em copolite para meu consumo próprio. Cansei de os deitar ao lixo invés de os dar à consignação aos operadores do Mercado Abastecedor do Porto.

O negócio dos cogumelos é vender formação e kits de cultivo para iniciantes. Estudem a lei da oferta e da procura antes de mexer uma palha… Lembrem-se dos kivis, quando eram importados custavam nunca abaixo de 2 euros até o dia em que se multiplicaram produtores e agora são pagos a pouco mais de 30 cêntimos".

Comentários:
1 - A comercialização organizada ao nível grossista entre o produtor e o consumidor, é uma das condições necessárias para se ter sucesso na agricultura, pelo que, recomendo que faça um levantamento de mercado para verificar se há operadores que lhe podem dar valor às suas produções de cogumelos.

2 - Defendo tal como aconselha o bom senso e prudência que previamente aos investimentos devem ter pelo menos um operador ou canal que se comprometa a comercializar as produções.

3 - O exemplo que deu dos kiwis está errado porque, à época, anos oitenta do século passado, com dois euros por kilo de kiwis produziam-se 3 a 5 toneladas por hectare (6000 a 10 000 euros por hectare). A 30 cêntimos só recebe quem produz frutos/kiwis de baixa qualidade. Nos últimos anos para os bons produtores/boa qualidade, a valorização dos kiwis esteve entre 55 e os 75 cêntimos, com produtividades entre as 25 e as 45 toneladas por hectare (13 750  a 25 000 euros por hectare). Além disso, posso afirmar que não conheço produtores que tenham ganho muito dinheiro nos tempos áureos do kiwi, pelo contrário, conheço outros que nos últimos 10 anos arrecadaram largos milhares de euros de rendimento líquido das suas explorações/produções.

4 - Como o kiwi e a sua fileira são a minha especialidade como agrónomo, bem como a minha vida ao longo de 27 anos de trabalho, não quero que fique com dúvidas sobre o escrito em 3 e por isso, está convidado/desafiado para telefonar à Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (917 075 852) com o objetivo de se marcar uma manhã ou uma tarde, a combinar entre a agenda de nós os dois, para passarmos umas horas juntos, falarmos com produtores e responsáveis dos entrepostos do kiwi, os quais lhe darão de viva voz a respetiva perspetiva sobre os preços dos kiwis e a rentabilidade da sua produção, assim como comprovará a elevada organização comercial que existe nesta fileira. Certamente que após a visita espelharemos neste blogue a informação recolhida. Espero o seu contato!