Quais as razões que levaram o CDS/PP a não querer exercer a Presidência da Comissão Parlamentar de Agricultura?

Li na comunicação social que o CDS/PP não tem a Presidência da Comissão Parlamentar de Agricultura, tendo sido este partido que propôs a sua criação, porque teve de escolher entre a Agricultura e os Negócios Estrangeiros. Para o partido que mais usou a Agricultura como tema de campanha eleitoral, tendo obtido excelentes resultados eleitorais pelo contributo do voto dos agricultores, este acto representa uma grande hipocrisia e contribui para o descrédito dos políticos.

Por vezes queremos acreditar que a Agricultura vai ter importância na vida política portuguesa, mas rapidamente concluímos que quando tal acontece, trata-se de propaganda partidária que não passa de simples “flops”.


P.S. Estou curioso por assistir à forma como o deputado do BE vai conduzir os trabalhos da Comissão Parlamentar de Agricultura. Será que é capaz de nos surpreender trazendo força política para esta Comissão? Será que aos deputados membros da Comissão, pela sua acção, irão justificar a existência deste Órgão Autónomo no seio do Parlamento?

Comentários

Anónimo disse…
Concordo inteiramente consigo...
Primeiro não assumem uma responsabilidade que parecia óbvia, deixando a presidência para o Bloco (o que também deixa bem vincado o interesse relativamente ao sector agrícola do PS e PSD) e depois apresentam um Plano de Defesa do Sector Agrícola (cuja versão integral não aparece disponível em lado nenhum)...
PP
Anónimo disse…
Em relação ao deputado Pedro Soares e ao papel que o Bloco pode desempenhar na presidência da Comissão, refira-se que tomaram a iniciativa de falar já com técnicos e responsáveis do sector do leite (na passado sábado, em Braga). Em minha opinião, há um excesso evidente de ideologia e uma grande ausência de conhecimento/aconselhamento. Mas, a verdade, é que certamente quererão maximizar o impacto mediático do seu trabalho, pelo que - se o trabalho levar uma linha de orientação correcta (não esquecendo o papel acrescido da AR na presente legislatura) e se alguns dos outros partidos colaborarem - pode ser mais profícua do que uma presidência 'aburguesada' (seria apenas mais uma...) dos partidos do 'bloco central'.
PP
Anónimo disse…
como diz o Dr medina carreira, com estes politicos não vamos lá.
José Silva disse…
...
Faz bem em perguntar "quais as razões...".

Encontrei a explicação (?)

"Falta ainda o CDS-PP indicar quem irá presidir à Comissão de Negócios Estrangeiros, a única a que o partido tem direito nesta legislatura, em função dos resultados das últimas eleições legislativas. O PCP não irá presidir a qualquer comissão parlamentar."

O PS teve 6 e o PSD 5.

Agora pergunto eu "Será que que há uma lista de 13 ordenada à sorte"?

PS - Assuntos Constitucionais; Assuntos Económicos; Educação e Ciência; Assuntos Europeus; Trabalho, Segurança Social e Administração; Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local.

PSD - Defesa; Orçamento; Ética; Obras Públicas; Saúde.

Será que a presidência tem grande influência nas decisões ou é só uma formalidade?
Subversivo disse…
Claro que é uma mera formalidade. Por exemplo quando se fala de BPN, toda a gente associa a Comissão que investigou o caso ao Nuno Melo e este não era presidente da dita. Mas mesmo assim, gostava que tivessem ficado com a da Agricultura já que se ela existe, foi por pressão do CDS.