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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

IFAP paga

O IFAP está a pagar no dia de hoje os apoios de jovens agricultores e outros cabimentados até ao dia 26 de Dezembro de 2011. Há noticias que os outros serão pagos na próxima semana.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Prospetiva para a cultura do kiwi

Um leitor anónimo escreveu o seguinte:

"Com tanta plantação de kiwi que se está a fazer é mais uma bolha à espera de rebentar!"


1 - Concordo com o que escreve (é uma verdade de um senhor francês chamado "L...") : se as produções de kiwi continuarem a crescer "até ao infinito" haverá uma bolha de oferta. Quais os factos e argumentos que sustentam a sua tese

2 - Aqui vão os meus: É obvio que essa era a "verdade" há 25 anos quando comecei a trabalhar em que o mercado português era fechado à importação de produtos agricolas (na década de oitenta do século passado). Desde 2005 que os pomares implantados têm como destino a exportação (as superfícies de actinideas eram mais que suficientes para abastecer Portugal).

3 - Neste preciso momento fui contactado por um amigo para o ajudar na exportação de 3o contentores com kiwis (cerca de 600 toneladas) para um país do extremo oriente. Qualquer abordagem internacional para oferta regular de kiwis obriga a que se tenha uma quantidade mínima para oferecer, por calibre, de mil toneladas. Conclusão, se esta fileira quiser ter uma preponderância na colocação interncional dos seus frutos devem os seus entrepostos ter capacidade de oferta minima comercial de 10 000 toneladas por colheita (neste momento a maior estrutura de comercialização trabalha pouco mais das 5000 toneladas e as restantes estão, na média, pouco acima das 4000 toneladas).

4 - As produções dos kiwicultores têm que ser homogéneas em categorias, calibres, poder de conservação frigorífica, brix, matéria seca, dureza, sabor, etc. para que os importadores dos diversos países assimilem dessa forma coerente a imagem dos kiwis de Portugal. Esta fileira, neste aspecto, progrediu muitos nos últimos anos, mas há um conjunto, não muito grande de kiwicultores, que precisam ter consciência que não se pode produzir kiwis de qualquer maneira e que devem melhorar as suas operações culturais sobretudo ao nível da monda de frutos.

5 - A fileira do kiwi irá passar algumas fases difíceis para se conseguir consolidar na exportação, mas tenho a certeza quecom maiores ou menores vicissitudes continuará na senda do sucesso dos últimos anos. Li recentemente que os navios estão bem nos portos, mas foram feitos e existem para galgar os oceanos que estão entre os portos, quer o mar esteja calmo, quer em períodos de tempestade. Não podemos deixar que o medo nos paralise e por isso, eu embarquei, há largos anos, no navio da fileira do kiwi contribuindo para a definição dos seus objectivos a médio/longo prazo na exportação (porto de destino), para que os kiwicultores, entrepostos e técnicos sejam mais competentes (marinheiros melhor preparados para enfrentar as tempestades). Conclusão, são os empresários que fazem a competição entre produções na oferta internacional e dos muitos contactos que fiz em ações de benchmarking nunca achei que os nossos concorrentes estrangeiros fossem mais inteligentes que os portugueses, verifiquei que acreditam no trabalho que fazem e estão muito organizados porque a cada problema que sentem procuram e implementam soluções (em Portugal perdem-se muitas horas a debater problemas e emprega-se pouco esforço a percorrer os processos das soluções). Como há muitos empresários do kiwi que acreditam nas suas capacidades e no resultado do seu trabalho, é evidente, que a estes se deve o sucesso da fileira dos kiwis de Portugal. A estes a minha homenagem e o meu bem haja!

Kiwis

Uma leitora fez o seguinte pedido de esclarecimento:

"BOA TARDE, VI ESTE BLOG QUANDO ESTAVA A PROCURA DE INFORMAÇÃO SOBRE CULTURA DE KIWIS,POIS TENHO UM TERRENO COM 4000 MTS DE ÁREA NAO NA ZONA DA FEIRA MAS PERTO ,NA ZONA DE OVAR MAIS PROPRIAMENTE EM CIMO DE VILA S JOÃO DE OVAR.GOSTARIA ,SE POSSIVEL , ME DESSEM INFORMAÇÕES SOBRE O ASSUNTO POIS GOSTARIA DE RENTABILIZAR ESTE TERRENO.as informações que pretendo sao as basicas:como se plantam,os cuidados a ter, se o terreno é a propriado(penso que sium) pois ha plantaçoes na zona,quais os custos que importam uma cultura destas : agradeço desde já e podem enviar a resposta para vandamorgana@hotmail.com"

Pode obter mais informações sobre a cultura do kiwi na Espaço Visual, Eng. Dina Fernandes, 22 450 90 47 ou na APK - Associação Portuguesa de Kiwicultores, participando no próximo Sábado, nas jornadas técnicas do dia do Kiwicultor, nas Instalações dos Bombeiros Voluntários da Feira, entre as 9h30 e as 13h00. Neste evento poderá contactar com técnicos, kiwicultores e responsáveis dos entrepostos que lhe poderão esclarecer de viva voz as dúvidas que possui sobre a cultura do kiwi.

Terrenos adequados para a cultura do kiwi: solos não encharcados, não argilosos, não pesados. Parcelas com água em abundância para rega (no pico do Verão 40m3/ha/dia). Zonas pouco ventosas. Parcelas que não teem geadas precoces de Outono ou tardias de Primavera. Zonas com alta humidade relativa de Verão e temperatura máxima nesta estação do ano não muito superior a 30 ºC. As regiões do Entre Douro e Minho e Beira Litoral são aquelas que em Portugal reunem melhores condições edafoclimáticas (de solo e clima) para a cultura do kiwi (actinidea)

A importância da imaginação e do credo que o potencial pode ser atingido

Não resisto a trancrever os pensamentos de Albert Einstein:

"A imaginação é muito mais importante que o conhecimento"; "se os factos não encaixam na teoria, muda os factos".

Os factos mostram que esta estratégia que se tem seguido para desenvolver a agricultura portuguesa, não dá resultados, do ponto de vista da balança comercial ou pagamentos. Mudar os factos:
a) incrementar as economias de escala na atividade agrícola através da implementação do banco de terras, do crédito tipo habitação para a agricultura, linhas de crédito especificas para a agricultura, fazer o cadastro dos prédios rústicos, etc.
b) promover o abaixamento da taxa de insucesso na instalação de jovens agricultores: promover estágios em explorações agrícolas de sucesso amplamente reconhecido, acautelar o fundo de maneio dos projetos de instalação dos jovens agricultores, promover parcerias empresariais ou participações no capital social das empresas dos jovens agricultores, de outros empresários ou detentores de capital, integração comercial das produções em agro-industrias ou entidades comerciais, etc.
c) Criar massa critica na agricultura: empresários agricolas de sucesso independentes do poder politico, associações e cooperativas bem estruturadas, eficientes e eficazes, prestigiar a profissão de técnico agrícola, etc.

Pagamentos ProDeR: a transparência das datas de pagamento

O IFAP pagou ontem e continuará hoje com os pagamentos das ajudas ao investimento na agricultura e agro-industria, bem como continuará na próxima semana. Tenho expetativa que saldará todos os pedidos de pagamento que estejam analisados pelo ProDeR e que constem na base de pagamentos do IFAP.

Defendo que a ministra Assunção Cristas tem que trabalhar para que possa definir, no inicio de 2012, de forma transparente, o programa do ano de 2012 com as datas em que fará pagamentos aos agricultores. Esta medida é uma nova forma de fazer política, de nova geração, ajustada ao combate da crise económica e financeira que se abateu sobre Portugal, fazendo-o de forma pioneira através da agricultura.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Uma tarde, várias reflexões

O seminário subordinado ao tema "Investir na agricultura?", que decorreu na semana passada na Escola Agrícola Conde S. Bento, em Santo Tirso, permitiu-me várias reflexões. A primeira: há muita gente jovem interessada em lançar projectos agrícolas; a segunda: a informação é uma ferramenta essencial para viabilizar um projecto agrícola; a terceira: o investimento no sector agrícola é, talvez, um dos mais reprodutivos da economia; a quarta: se houver visão e estratégia política, Portugal pode ter em poucos anos uma malha empresarial agrícola empreendedora, inovadora, exportadora, rigorosa, pragmática, dinâmica, forte, capaz - em suma, um empresariado de sucesso. Por isso, a pergunta que era o tema do seminário só pode ter resposta positiva.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Formação Profissional Agrícola

Segundo a Lusa e o Agroportal: "O presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA) advertiu recentemente para a necessidade de "manter intactos ou mesmo reforçar" os apoios à formação de activos como parte de uma estratégia de resistência aos impactos da globalização da concorrência no sector."

Comentários:
1 - A formação profissional é cada vez mais importante se do seu resultado se obtiverem empresários agrícolas mais competentes, competitivos e eficazes, bem como trabalhadores agrícolas bem formados, eficientes e eficazes para as funções que exercem.
2 - Que tipo de formação profissional devem os fundos públicos apoiar? Aquela que tem proliferado em Portugal que existe em função das Entidades e pessoas que a promovem? Ou pelo contrário, uma formação profissional centrada no empresário agrícola e nos seus trabalhadores, na melhoria das suas competências e nos resultados do que desenvolvem?

Instalação de Jovens Agricultores

O leitor PM escreveu:

"Em relação ao comentário do Pedro Pinto:Depende da actividade. Plantar batatas está fora de questão. Não há quem sobreviva a receber 1 centimo por kg (preço ao produtor).Por outro lado, há quem viva muito bem (mesmo muito bem) a produzir muito tomate e companhia, por exemplo.Se as plantas de aromáticas são caras, em contrapartida duram muitos anos. Melhor então será ter viveiros para vender transplantes certo? Há sempre uma oportunidade à espreita. A verdade é que desiste mais depressa quem não produz em quantidade aliada à qualidade.Por outro lado, compreendo o que diz e concordo em quase absoluto.E também sei que para se produzir em quantidade que dê lucro é preciso grande capacidade de investimento, entre outras coisas.E sim, não se deve atirar para isto de olhos fechados só porque há fundos disponíveis. Há que falar com quem já está no ramo (atenção que aqui há muitos que são do partido botabaixismo...e outros que são do partido étudocanja...é preciso saber interpretar o que nos dizem). Só acrescentaria que, para além da necessidade de se saber ler muito bem a evolução do mercado para antecipar queda de preços e facilmente mudar de fileira, é preciso optimismo e muita força de vontade.Relativamente à já não existência de apoios à instalação do jovem agricultor, solicitaria um comentário do Eng.º José Martino para esclarecimento dos interessados em iniciar actividade na agricultura e ao Pedro Pinto para, se possível, indicar a fonte de tal informação.Cumprimentos,"

Comentários:
1 - Acho que a plantação de batatas pode ser uma atividade rentável: é preciso instalar a cultura nos solos e climas adequados, possuir competências técnicas para obter altas produtividades e desenvolver este atividade em largas dezenas de hectares, tirando partido da adequada estrutura de mecanização. Exige muito estudo prévio e conhecimento, mas se estes aspetos forem acautelados é, na minha opinião, uma atividade rentável.
2 - É verdade que muitas vezes é mais fácil desistir de produzir do que lutar para estar atualizado e competitivo. Ainda no passado sábado me confidenciava um empresário agrícola de sucesso, estava a pensar desistir porque não tem continuadores na sua família e persistir no sucesso lhe é muito exigente do ponto de vista pessoal.
3 - Dou-lhe os meus parabéns pela excelente análise que faz à instalação dos jovens agricultores e como devem fazer, no terreno, a recolha de informação.
4 - Quanto aos apoios à instalação dos jovens agricultores já respondi é dei a minha opinião no post anterior

Investimento na agricultura: cautela e rigor

O leitor Pedro Pinto disse:
"Claro que concordo, mas garanto-lhe que se essas contas forem bem feitas, a grande maioria dos "futuros" produtores desiste da actividade!Falam da agricultura como a solução para a crise que se vive no País, contudo, quem já trabalha na agricultura está a abandonar a actividade porque os preços pagos à produção estão abaixo dos custos!Falam das aromáticas como solução, quando o produtor paga mais por uma planta para transplantar no terreno do que 1 Kg de planta fresca!Façam contas e falem com produtores já instalados antes de investir! Sabiam que já não há dinheiro para instalação de jovens agricultores? Somente se houver desistências..."

Comentários:
1 - O mais importante é que quem se quer instalar na agricultura deve fazer as contas antes de se tomar a decisão de investir. Os melhores empresários agrícolas que conheço são aqueles que dominam os custos de investimento e exploração, e possuem sistema de controlo para nunca ultraprassarem determinados niveis de custos. Das contas que faço concluo, é necessário ter em atenção à dimensão da exploração agrícola para chegar entre 2 a 4 anos a economias de escala da atividade. É determinante acautelar, desde a fase de planeamento, o fundo de maneio para que nunca existam estrangulamentos ao normal funcionamento da exploração.
2 - Há atividades em que a conjuntura é dificil, mas mesmo nessas há empresários que conseguem obter rentabilidade. Isto acontece porque são pessoas mais cautelosas nos investimentos e possuem controlo férreo sobre os custos de exploração. Como em todas as atividades económicas há pessoas a desistirem porque perdem dinheiro, outros empatam (não perdem ou ganham) e outros ganham. Como em tudo na vida, quando uns desistem, outros apostam e entram. A determinação, resiliência, organização e rigor são competências que o empresário agrícola deve possuir e que determinam o seu sucesso.
3 - As plantas aromáticas e medicinais são um setor rentável para quem for capaz de produzir com a qualidade que o mercado exige. Infelizmente, não se pode produzir de qualquer maneira. Obriga a conhecimentos das espécies e variedades que o mercado procura e por isso, requer mudanças rápidas na produção. Não se pode ficar à espera, é preciso agir de forma assertiva.
4 - Concordo plenamente com a afirmação: "Façam contas e falem com produtores já instalados antes de investir!". Falem com todo o tipo de produtores mas deem maior valor, tenham em linha de conta, aqueles que teem sucesso.
5 - Não há informação oficial de que não exista dinheiro para instalar os jovens agricultores. Caso este fique escasso, haverá lugar a concurso para atribuição das ajudas, sendo apoiadas as candidaturas que obtenham maior classificação. Circulam muitos rumores do tipo do que indicou, embora na minha opinião, a execução financeira está a correr tão mal (há falta de dinheiro por parte dos proponentes para apresentar os pedidos de pagamento) que as ajudas aos jovens agricultores irão persistir durante mais alguns meses.
6 - Se a ministra Assunção Cristas conseguir instalar jovens agricultores até dezembro de 2013 fará uma inversão da forte tendência que existe para o envelhecimento do empresariado agrícola português. Se fosse eu que tivesse poder para tomar a decisão, optaria por apoiar exclusivamente o investimento na instalação de jovens agricultores em detrimento do investimento dos agricultores e da agro-indústria.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Comemoração do dia da independência de Portugal

Neste dia 1 de dezembro de 2011, dia em que se comemora a independência de Portugal, irei trabalhar para dar o meu contributo para que o país combata a crise a conómica e no futuro próximo possa livrar-se do jugo da troika.

Tenho na memória a previsão da OCDE, no ano 2014, 1 em cada 7 portugueses estarão desempregados. Verifico o que se passa à minha volta, uma família da classe média, pessoas de trabalho, neste momento e desde há 4 meses, 1 em cada 13 pessoas estão desempregadas.

Começo a sentir que o empreendedorismo na agricultura pode contribuir para o combate ao desemprego. Noto que muitos dos potenciais jovens agricultores e investidores na agricultura confundem os conceitos de trabalhar na agricultura com empreender na agricultura, porque acham que para investir apenas lhes será exigido trabalhar no campo. Há que planear, orçamentar, entrar em conta com os aspetos técnicos, gerir, controlar, etc. Concordam que são funções muito diferentes face a trabalhar e executar?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Investir na agricultura? Análise swot das fileiras estratégicas

O leitor PM perguntou o seguinte:

"Boa noite Eng.º Martino, Alguma das sessões incluirá análise swot para as aromáticas, frutos pequenos e apicultura? Cumprimentos, PM"

No seminário da próxima 4.ª feira na Escola Agrícola Conde S. Bento, em S. Tirso, espero ter alguns jovens agricultores para falarem sobre as perspetivas de pelo duas das três fileiras indicadas

Devolução de fundos financeiros a Bruxelas

Dizem as minhas fontes que a queda da Presidente do Conselho Diretivo do IFAP tem a ver com a devolução à Comissão Europeia (Bruxelas) de cerca de 300 M€ de fundos financeiros da Agricultura.

A ser verdade, concluo que qualquer responsável político tem que ser muito consciente e que só pode afirmar que não haverá devolução de fundos quando dominar toda a máquina do Ministério da Agricultura, bem como todos os processos que este tramita, sob pena de mais tarde ou mais cedo a realidade o desmentir.

Na minha opinião, já o expressei, várias vezes, de forma publica, o Ministério da Agricultura necessita de ser dominado pela liderança política, para que as determinações e decisões que tomem sejam implementadas no timing político definido. A forma de praticar esta determinação passa por obrigar que, o Ministério da Agricultura e as Instituições que tutela, tramitem os processos dentro dos prazos legais. Numa primeira fase, para aqueles casos em que o Estado se sistemáticamente, seriam alargados os prazos de tramitação e posteriormente, seriam encurtados até ao período temporal mínimo que seja possivel.

sábado, 26 de novembro de 2011

Melhorias no parcelário agrícola

O leitor Filipe Pedro descreveu a sua experiência com o Parcelario:

"Já consegui, depois de umas 7 idas a salas de parcelarios e de ter que levar um vizinho que tinha o parcelario feito no terreno errado, no que eu queria, para ajustar o dele que estava errado, ter andando terça de manha á chuva á procura de marcos a tirar coordenadas gps que disseram que dava e depois afinal outro funcionario disse que nao dava, e mil e umas questoes que mudavam consoante o funcionario, lá consegui fazer o parcelario de todos os terrenos e para a semana dá entrada a candidatura, como diz o sr eng, há funcionario que fazem o trabalho com olhos fechados e outros que com os olhos abertos nao pescam nada do programa que teem á frente, mas isso é em todas as profissoes, também tive numa sala que pagar e noutra nao paguei nada, fiquei sem perceber porque das diferenças, mas o objectivo já foi alcançado que era o que interessava o bendito ie ou antigo p1, foram quase 3 semanas nisto de manha á noite com imensos gastos só em gasoleo mas espero que valha a pena e que tenha depois aprovaçao do projecto, só mesmo com paciencia e perseverancia, senao qualquer um desiste logo nos papeis...cumprimentos".

Comentários:
1 - Este é um exemplo dos largos milhares que tipificam a utilização de uma sala de Parcelário. Era bom que os responsáveis políticos do MAMAOT e os seus diretores gerais memorizassem o episódio para que no prazo máximo de um ano casos deste tipo desaparecessem do quotidiano:
a) A produtividade em Portugal também é baixa porque os cidadãos perdem demasiado tempo em serviços públicos. Qual seria o impacto na produtividade nacional se diminuisse em 50% o tempo anual que cada um de nós gasta em serviços públicos?
b) Os custos que os cidadãos teem com as deslocações a serviços públicos terão impacto significativo na conta de importações de combustiveis?

2 - Medidas a tomar:
a) Quando há conflito sobre a utilização de parcelas que os serviços do parcelário rapidamente convocassem o segundo interessado e não tivesse que o fazer, o primeiro interessado, de modo informal.
b) Que os operadores sem perfil para lidar com o público ou com a tecnologia fossem trocados por outros competentes para a função.
c) Que a base de dados remota esteja preparada para responder ao pico da procura ou que no processo anual de validações de parcelas, fossem convocados,0 os eventuais interessados, ao longo do tempo para diminuir a pressão de o fazer num período temporal muito curto.
d) Que fossem analisadas com o devido rigor pelos serviços do ProDeR e IFAP, as marcações no Parcelário de investimentos ProDeR e fossem validados, de forma experimental os respetivos controlos, os desvios existentes, a maioria deles decorrentes de deficiências do método utilizado (parcelário) e que de forma pedagógica indicassem aos interessados o que deveria corrigir antes dos controlos efetivos, pois, uma vez mais, os agricultores que tiverem o azar de serem os primeiros a serem controlados serão as "cobaias do sistema".
e) Uniformizar o funcionamento das salas de parcelário (dar formação aos operadores tipificando o atendimento eficaz e a forma de pagamento para as operações realizadas)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mudanças no IFAP

As notícias que me chegam do interior do IFAP indicam que a presidente do conselho diretivo, Dra. Ana Paulino, apresentou a sua demissão à Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, apesar de que dizem as minhas fontes de que ainda não é público este facto.

Faço votos que no caso de haver mudanças no IFAP optem por uma personalidade que junte o que tem de melhor a Dra. Ana Paulino com a liderança da organização, a estruturação das equipas humanas e a eficiência e eficácia nos processos que a Instituição tramita. Que desta vez a decisão política vá no sentido de nomear toda a equipa do conselho directivo do IFAP e que esta seja da confiança pessoal de quem a vá liderar. A agricultura portuguesa e os seus agentes agradecem que se encontre a solução que despolitize o IFAP e vai de encontro aos superiores interesses de Portugal. Espero que desta vez a solução passe por uma personalidade fora do eixo Lisboa - Cascais - Leiria - Santarém - Évora.

Necessidade de uma política para a agricultura portuguesa

Ontem, tive o grato privilégio de conversar durante cerca de hora e meia com um responsável comercial de um dos mais importantes bancos nacionais. Consegui perceber as razões que levam a banca, até esta altura, a não ter grande interesse pela concessão de crédito à agricultura portuguesa: a banca tenta perceber quais são as políticas de médio/longo prazo que os governos teem para os diversos setores de atividade económica. Aqueles em que o governo aposta e por isso, tentam criar linhas de crédio para as atividades que são prioritárias. Para que haja mudança quanto à agricultura é preciso que se perceba qual a política para a agricultura nos próximos quatro a dez anos

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Parcelário Agrícola

O leitor Ricardo Santos escreveu neste blogue:
"Desde já dou os meus parabéns ao Engº José Martino pelo excelente trabalho que têm feito em prol da agricultura, eu passei pelo mesmo problema a angariação de terrenos para o meu projecto mas após alguma insistência e muita paciência consegui os terrenos que percisava demorou aproximadamente 2 anos e alguns meses a conseguir, mas consegui e hoja recebi a confirmação de que o meu projecto foi aprovado, o que eu posso desejar a todos os jovens agricultores que passam por este problema é não desistirem e terem uma dose bem grande de paciência não só ao que respeita aos terrenos mas tambem quanto ao parcelário."

Comentário:
1 - Tinha-me esquecido de comentar as dificuldades em "fazer o registo no Parcelário". Agradeço ao leitor ter chamado a atenção para este problema.
2 - Trata-se do registo das várias parcelas que constituem a exploração agrícola na base de dados do Ministério da Agricultura. Esta operação consiste na identificação em fotografia aéra (georreferenciação), no écran do computador na sala de parcelário nas Direcções Regionais de Agricultura e Pescas ou Organizações de Agricultores que prestam estes serviços, de cada uma das parcelas e a respetiva associação ao explorador, n.º artigo rústico, nome da parcela, tipo de atividade desenvolvida na parcela e forma de exploração (própria, para o caso de proprietários, arrendatário ou comodotário). Com a identificação dos limites o programa do computador gera automaticamente a superfície de cada parcela e posteriormente, a da exploração agrícola.
3 - Sem a realização deste registo é impossivel receber ajudas públicas, quer ao investimento, quer ao rendimento.
4 - É muito dificil identificar com rigor os limites das parcelas porque não são visiveis em muitas delas e sobretudo, porque basta a deslocação de por exemplo, 0,5 mm para alterar a superfície de determinada parcela.
5 - Há operadores de sala de parcelário que são excelentes profissionais, mas muitos outros que não têm perfil para a função, por não terem competências para lidarem com público ou para trabalharem com novas tecnologias.
6 - Há um desgaste muito grande dos operadores das salas de parcelário porque há períodos do ano em que são invadidos para marcação e confirmação de parcelas, bem como têm de dirrimir conflitos entres pessoas que querem marcar a mesma parcela (os operadores têm de avaliar quem tem legitimidade legal para o fazer) e sobretudo, têm que fazer marcações de parcelas com base em informações de interessados que não conseguem, por falta de jeito, identificar as parcelas (tenho assistido a cenas memoráveis em salas de parcelário: horas seguidas de sucessivas questões que o operador faz ao interessado, tendo como objetivo obter referências para saber a localização ou os limites para marcar a parcela. Muitas vezes, a marcação com sucesso da parcela é feita após várias tentativas em diferentes dias e horas). Outros dos problemas era a base de dados remota não funcionar ou trabalhar de forma muito lenta, não permitindo as gravações.
7 - Apesar da marcação das parcelas e dos investimentos nessas parcelas poder ser feita por entrega de ficheiros de levantamentos GPS muitas das salas dos parcelários não os aceitam

Seminário: Investir na agricultura? Análise swot das fileiras estratégicas

Podem consultar em: http://www.cnjap.pt/index.php/proder-redes-tematicas/seminarios/117-investir-na-agricultura-analise-swot-das-fileiras-estrategicas-em-santo-tirso, um seminário que decorrerá na Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento, em S. Tirso, no dia 7 de Dezembro de 2011, durante todo o dia e no qual irei, junto com alguns agricultores, falar sobre quatro grandes fileiras estratégicas.

Trata-se de um convite que nos foi endereçado pela Escola, Instituição com a qual eu e a Espaço Visual temos muita honra em colaborar, porque desde jovem tenho a opinião que é muito importante a formação escolar prática agrícola nos jovens que serão futuros técnicos superiores, quadros de explorações agrícolas, trabalhadores rurais e empresários agrícolas. Da minha experiência retiro que as explorações agrícolas mais rentáveis são aquelas que aliam melhor gestão a trabalhadores e quadros melhores qualificados para a agricultura.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Uma política agrícola precisa-se!

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2110901
Vale a pena ler esta notícia recente do JN e reflectir.
Queremos ultrapassar a crise?
Queremos reduzir o desemprego?
Queremos mais competitividade na economia?
Queremos mais exportações?

A resposta é: reforçar os apoios à agricultura; apoiar os jovens agricultores; atrair jovens para a terra, incentivando-os a montar os seus próprios negócios.

Procura de terras para exploração agrícola

O leitor Filipe Pedro escreveu o seguinte:
"como disse o marcio estou na mesma situaçao, estou com um projecto de apicultura em que o que me está a comer tempo e a cabeça é arranjar os terrenos, baldios na camara aqui da zona nem sabem dizer quem trata disso, particulares nem se sabe os donos e quem se sabe ou quer muito dinheiro ou tem medo que lhe roube o terreno, sou da zona de leiria, onde há matas nacionais, o interesse demonstrado vou tipo deixe ai um pedido por escrito e depois logo se ve, ou isso tem que ir aos chefes acima de mim mas agora ninguem sabe quem está a mandar porque o organigrama dos serviços está em reestruturaçao, enfim eu bem queria porque na area onde sempre trabalhei(construçao civil) foi chao que já deu uvas, mas aja paciência, para fazer um parcelário dos terrenos que tenho, aquilo ela mexe no rato e ando logo 100 metros para o lado, que a escala é dificil, assim como está a borucracia nunca mais arranco com o projecto... já agora nao sabia que ia dar no tvi24 mas tava"

Comentários:
1 - Encontrar terrenos adequados para uma exploração agrícola é um processo que demora, de acordo com a experiência dos projetos que me passaram pelas mãos, entre seis meses a dois anos.

2 - Só consegue chegar a bom porto, obtendo arrendamento para terrenos agrícolas, quem é muito persistente, teimoso e determinado nos objetivos. Conseguem-se superfícies limitadas, instala-se a exploração e posteriormente, alguns dos proprietários com quem se falou na fase de angariação de terrenos, veem oferecer novas parcelas pois verificam que o jovem agricultor é capaz de manter os terrenos limpos e bem explorados do ponto de vista agrícola.

3 - Há jovens agricultores que desistem de se instalarem porque necessitam dar um rumo profissional às suas vidas e não podem esperar tanto tempo (entre meio ano a dois anos) para terem acesso à terra.

4 - Recomendo ao Sr. Filipe Pedro que não desista de procurar, mesmo que nesta fase seja muito frustrante porque se continuar a tentar, verificará mais adiante que conseguirá constituir a exploração que pretende.

kiwis nos Açores

O leitor Boa Fábio Silva, que vive na ilha do Pico perguntou:

"Fico muito satisfeito por pelo menos uma pessoa poder prestar algum esclarecimento sobre o Kiwi, em especial aqui no arquipélago. Apesar do provavel potencial que a planta tem, ainda falta realizar muito trabalho. Sei que existem aqui na ilha, alguns particulares com a variedade Bruno e tal como refere tem uma excelente qualidade, no entanto é muito sensivel aos ventos mais fortes o que pode condicionar seriamente a produção. Relativamente a variedade amarela que refere não conheco, mas tenho plantados a título de experiência o kiwi jenny e alguns kiwinos. Gostaria de saber como é possivel comprar as plantas que refere. Obrigado, mais uma vez".

1. Há no serviço agrícola de S. Miguel um técnico que tem desenvolvido estudos, desde há muitos anos, sobre o kiwi Bruno. Recomendo que contate esses serviços.

2. Para comprar plantas de actinidea (plantas de kiwis) deve contatar a kiwi Greensun.

3. A cultura do kiwi nos Açores só será possivel para zonas muito abrigadas dos ventos fortes ou com sistemas de condução adaptados como o que está aplicado em S. Miguel: a parte área das plantas está desenvolvida praticamente a um metro do solo.

sábado, 19 de novembro de 2011

Apoios e rentabilidade da cultura do kiwi

Nas duas últimas semanas houve um debate entre os leitores deste blogue sobre os apoios e rentabilidade na cultura do kiwi. Aqui está a minha opinião sobre este assunto:
Os projetos de apoio à instalação de jovens agricultores na implantação de pomares de kiwis só apresentam rentabilidade para superfícies mínimas de quatro hectares ou muito próximas. Este número resulta do facto do custo de implantação de cada hectare de kiwis estar situado entre 30000 e 50000 euros, inclui a plantação (mobilização profunda, tração, mão-de-obra, plantas, estrutura de suporte e fertilizantes) os melhoramentos fundiários (terraplanagens, despedrega, drenagens, captação (poços ou furos), armazenamento (tanques ou charcas) e distribuição de água, construções (armazém de apoio) e equipamentos (sistema de rega por microaspersão ou microjet, trator e alfaias, etc.). As novas plantações só começam a produzir a partir do terceiro ano após a implantação e atingem a plena produção ao quinto ano (a conta de tesouraria só atinge o equilibrio ao quarto ano). A recuperação do investimento é conseguida entre o sétimo e o nono ano, depende do valor do investimento, isto acontece captando os apoios do ProDeR (sem este apoio financeiro, a recuperação do investimento demora mais dois a três anos).

Espero que fiquem claros os seguintes pontos:
1 - A cultura do kiwi é rentável a médio prazo porque demora cinco anos a atingir a plena produção e os investimentos são elevados.
2 - Mesmo com os apoios de instalação dos jovens agricultores são necessários capitais próprios e crédito para o investimento na instalação e para fundo de maneio para suportar os custos de exploração nos primeiros quatro anos.
3 - Existe uma linha de crédito a dez anos, disponibilizada pelas Caixas de Crédito da Área Metropolitana do Grande Porto, Vale do Sousa e Tâmega, e Noroeste, com quatro anos de carência (só há lugar ao pagamento de juros) e dez de amortização (pagamento do empréstimo entre o quinto e o décimo anos)

Apoios para a instalação de olival e azeite

Um leitor questionou os apoios para o olival e azeite.

Para a instalação de olival, neste momento, só existem os apoios para a instalação do jovem agricultor: 40% de incentivo não reembolsável (INR) até 30000 euros para agricultor individual ou 40000 euros sociedade de jovens agricultores e 60% do investimento elegivel em INR para regiões desfavorecidas e 50% nas regiões favorecidas.

Os apoios ao azeite encontram-se descritos em http://www.ifap.min-agricultura.pt/portal/page/portal/ifap_publico/GC_ajudas/GC_vegetais/GC_azeite_R

Busca de terrenos para explorações agrícolas

Da minha experiência retenho que, a maioria dos jovens agricultores, demoram entre seis meses a dois anos a conseguirem os terrenos para instalarem as suas explorações agrícolas. Não esqueço dois ou três casos mais dramáticos de pessoas que tinham muito interesse na atividade agrícola e que nunca se instalaram porque não conseguiram a terra.

Quem acompanha os comentários neste blogue verifica que há descrições de leitores que relatam as dificuldades que sentem, assim como o desgaste psicológico que acarreta, pois nunca há certezas se conseguem a terra para instalarem as suas explorações agrícolas. É um problema real que para a opinião pública e muitos dos responsáveis políticos não existe porque não conhecem o terreno.

É por todas estas e outras razões que sou um defensor público do banco e bolsas de terras

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Banco de Terras na TVI 24

http://www.tvi24.iol.pt/videos/pesquisa/Portugal+Portugu%C3%AAs/video/13517879/1



Pode visualizar neste link o programa da TVI 24 "Portugal Português" sobre o Banco de Terras. O canal fez o favor de me convidar, pelo que participei no programa com muito prazer. Divulgar a agricultura, as suas potencialidades, o negócio agrícola, os intrumentos de gestão para abraçar um projecto agrícola, mas também os seus riscos, é um dever de cidadania.


É esse dever que cumpro com determinação, também escrevendo regularmente para os jornais ou participando em outros fóruns cívicos e comunicacionais. O Banco de Terras público é um tema aliciante e que tem tudo para alavancar a nossa agricultura e atrair jovens agricultores para o sector. Estou convencido que é pela agricultura que vai passar muito do futuro da nossa economia.

sábado, 12 de novembro de 2011

Apoiar os jovens agricultores

Amanhã, na TVI 24, pelas 15 horas, vou explicar porque é que
defendo que o Banco de Terras é um projecto decisivo para a agricultura
portuguesa e para a dinamização da nossa economia. Como está tudo ligado, julgo
ser necessário lançar políticas que atraiam os jovens para a agricultura.
Por isso, o Ministério devia canalizar uma verba a rondar os
300 milhões de euros, em dois anos, para ajudar à instalação de projectos de
jovens agricultores. Com esta medida, o Governo português incentivava a entrada
de 4 mil jovens agricultores a montar o seu próprio negócio, com as vantagens
inerentes na dinamização da economia e na criação de emprego.
Devo assinalar que a média comunitária de jovens
agricultores, abaixo dos 35 anos, é de 5 por cento, enquanto que em Portugal
apenas 2 por cento dos agricultores se situa entre aquela faixa etária.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O leitor Nuno Alves colocou o seguinte:
1 - Como estamos numa economia de mercado a solução é muito simples: definam um valor para as rendas e naturalmente as terras para o banco aparecerão.Se o valor das rendas for alto, terras não faltarão no banco de terras. Se o valor for baixo, o projecto não terá sucesso. É necessário equilibrio e ponderação. Arriscar-me-ia a avançar com um valor indicativo anual de 1.500 a 2.000 euros/ha para garantir o sucesso da iniciativa e com imensos ha de terra a aderir ao banco. Duvido é que apareçam muitos agricultores para trabalhar essas terras.Uma analogia, alguém por aqui está a pensar ceder gratuitamente algum apartamento para arrendamento?Cumprimentos,Nuno Alves
11 de Novembro de 2011 10:08

2 - Apenas para complementar o meu comentário anterior, que acho que o banco de terras é uma boa ideia e certamente poderá ser um meio para dinamizar a agricultura nacional, mas não é a solução para os problemas.Considero que o principal problema é o financiamento a fundo perdido e todos os subsídios a actividades agrícolas e explorações que sem estes apoios não eram minimamente rentáveis. Faria sentido incentivos para a dinamiza de sectores ou fileiras mas não o financiamento directo à exploração. Por exemplo, neste momento existe financiamento para a instalações de kiwi mas, para explorações superiores a 4 ha e apenas para jovens empresários (os programas podem estar abertos mas não tem decisão). Deste financiamento pode resultar que o jovem agricultor tenha praticamente 100% do investimento a fundo perdido. Naturalmente, este agricultor, face a este incentivo (custo zero da exploração), não se importará de comprar terreno, em vez de 1 euro/m2, poderá dispor-se a pagar 4-5 euros. Ou seja, por via dos incentivos existe uma pressão especulativa sobre os preços dos terrenos e respectivas rendas. Pior, poderá estar a criar falsa percepção de rendibilidade das explorações (que por enquanto não é o caso dos kiwis).Enquanto não forem criadas fileiras de valor acrescentado que permitam a orientação natural dos agricultores para essas produções, iremos continuar a ter agricultores (subsidio dependentes) ricos, e outros mais pobres cujo rendimento da terra mal dá para a própria subsistência. Se eu tiver, 42 anos, 4 ha de terra, como é que posso competir com alguém de 39 anos que, mesmo não tendo terras, pagando ou não uma renda miserável, consegue plantar um pomar de kiwis a custo zero?!?! Isto não faz sentido!!! A solução não passa minimamente por eu entregar a prazo as minhas terras a esse jovem agricultor para que ele retire todo o proveito. O caminho não pode ser este! Ou estamos a defender novamente a expropriação de proprietários mas agora com um nome mais pomposo e moderno, imagine-se, com um nome de BANCO!Se as politicas para a agricultura não tiverem uma orientação de integração global, nada mudará.Atentamente,Nuno Alves.

Comentários:
1 - No banco de terras são colocadas os prédios rústicos de forma voluntária, pelos seus proprietários, não há lugar a imposições, nem expropriações porque há respeito pela propriedade privada.
2 - Há em Portugal 3 milhões de terras agroflorestais abandonadas, na minha opinião, se existirem banco e bolsas de terras a funcionar de forma eficiente e eficaz, haverá oferta de terras em quantidade suficiente para melhorar a atividade agroflorestal.
3 - Temos um grande defeito como portugueses, sempre que se propõem medidas inovadoras que podem ajudar a resolver os problemas, achamos que são a chave única para solucionar os múltiplos estrangulamentos do elevado número de processos das agriculturas de Portugal
O Semanário Vida Económica publicou hoje o seguinte artigo:

Pôr ordem em casa
José Martino (engenheiro agrónomo)
josemartino.blogspot.com

Tenho vindo a bater-me há muito tempo pelo pagamento atempado das ajudas aos agricultores portugueses. Nos últimos anos, o Estado português (leia-se Governo) não foi uma pessoa de bem.
Os agricultores portugueses que precisavam das ajudas para poder financiar os seus projectos e com isso gerar riqueza e criar emprego foram deixados pendurados, entregues a si próprios.
O resultados está à vista. O país está numa situação grave e de pré-falência. O curioso é que, de repente, todos começaram a ver na agricultura a solução para todos os problemas. Mais vale tarde que nunca.
Se é certo que o sector agrícola não é uma “ilha”, faz parte da economia portuguesa e não é imune às circunstâncias de crise económico-financeira que a União Europeia atravessa, também é verdade que tem grandes potencialidades para desenvolver. Desde que o Estado (Governo) cumpra o seu papel.
Até aqui não tem cumprido. A actual ministra Assunção Cristas já demonstrou ter sensibilidade para a situação, dizendo que tudo está a ser feito para não ocorrerem mais devoluções de ajudas comunitárias a Bruxelas.
Quero acreditar na bondade das políticas que a ministra está a implementar, mas já fico mais preocupado quando a CAP vem criticar o atraso no pagamento das medidas agro-ambientais por parte do IFAP, lamentando que o Estado se atrase no cumprimento das suas obrigações numa altura de grande rigor financeiro.
A CAP aponta o dedo ao IFADAP, acusando-o incompetência e desrespeito pelos agricultores. Junto aqui a minha voz à da CAP e peço à senhora ministra para pôr ordem em casa. Os agricultores vão agradecer e a economia portuguesa vai ganhar.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Portugal Português

No próximo domingo, pelas 15h, irá para o ar o programa Portugal Português na TVI24 sobre "O banco de terras e a agricultura". Neste programa irei apresentar as minhas ideias sobre estes assuntos.

É mais um contributo que faço para criar massa crítica sobre as agriculturas de Portugal. Por favor, vejam o programa e escrevam neste blogue as vossas opiniões. Agradeço antecipadamente a vossa participação.

Questões de um leitor

Um leitor anónimo escreveu o seguinte:

"A questão é...a ministra Assunção Cristas lê este blog? Algum dos seus vários assessores de imprensa o faz e diz à ministra "realmente o Eng.ºJosé Martino tem boas ideias para melhorar o panorama agrícola nacional, deviamos fazer o que ele sugere"?...ou eles estão blindados ao que dizem as pessoas que realmente andam em campo e têm uma melhor noção das necessidades do sector?

Quando falam em banco de terras para 2012 eu penso que, a ser...se for...deverá ser para 2014...com sorte.Entretanto os fundos do ProDer acabam e sem o banco de terras há quem não consiga arranjar terrenos e, por isso, deixe fugir a oportunidade de investimento que os fundos de apoio dão. Isto gera a não criação de emprego, logo, despesas para o estado. Gera mais importações e menos exportações, logo, mais despesas e menos proveitos para o país.As ajudas para os jovens agricultores espero sinceramente que não deixem de existir (mas temo-o), caso contrário está dado o primeiro passo para o envelhecimento e definhamento da agricultura nacional.

O crédito "habitação" aos agricultores é mais uma óptima ideia. Mas a ministra já ouviu esta ideia? É que convinha que não fosse apenas o BE a pegar nisto.

Resumindo e concluindo: Acho que são óptimas ideias as do Eng.º José Martino, mas quem as deve também ter são quem tem o poder de decisão...se não as tiverem é grave, muito grave.

P.S.: Peço desculpa pelo comentário demasiado longo."

Comentários:
1- As questões colocados são assertivas, mas as respostas não fazem parte das minhas preocupações. Para mim o mais importante é, se as ideias forem realmente boas, serão aplicadas, mais tarde ou mais cedo. Como eu existem muitos portugueses com excelentes ideias, as quais devem ser recolhidas e aplicadas. O Ministério da Agricultura deveria ter um Provedor do seu Utilizador para recolher as ideias que os portugueses entendessem facultar, bem como para acompanhar os processos que o este ministério tramita. Esta será uma boa ideia?

2 - Na minha opinião o banco de terras tem todas as condições para avançar em 2012 e produzir efeitos a longo prazo.

3 - O crédito habitação para agricutura pode ser divulgado por cada um de nós, fazendo pressão na opinião pública até que seja implementado.

4 - Agradeço o que escreveu, veiculou excelentes pontos que lançaram pistas para as dificuldades que existem na realidade e que estão além do mundo das ideias. O meu sincero muito obrigado!

As melhores atitudes para enfrentar a crise de Portugal

O eng. Vitor Monteiro deu a seguinte opinião relativamente ao meu último post:

"Cada vez mais estou convencido que o Sócrates é que tinha razão ...A vinda do FMI foi um erro crasso que atirou o País para uma profunda recessão!A eventual saída do Euro seria a machadada final na nossa ténue/praticamente.nula credibilidade ...Se isto vier a acontecer ...QUEM SÃO OS CULPADOS ... ???O QUE LHES IRÁ ACONTECER ... ???"

Comentário:
1 - Se Portugal não tivesse chegado a acordo com a troika, a qual inclui o FMI, como teriam sido pagas as pensões a partir do passado mês de Julho? Com que dinheiro se pagariam as importações de comida para não passarmos fome? Infelizmente, Portugal não teve escolha, ou aceitava as condições propostas ou a sua população passaria fome. Na minha opinião, a intervenção externa pecou por tardia. Pode-se verificar neste blogue a data em que escrevi sobre o assunto, bons meses antes do pedido de ajuda financeira internacional.
2 - A saída do euro será inevitável, em 2013, se cada um dos portugueses não fizer o que está ao seu alcance para promover o desenvolvimento económico: trabalho eficiente e eficaz, se possivel produtivo, empreendedorismo, cumprimento dos horários, ter "ganância/brio/objetividade" em produzir produtos e serviços competitivos que se possam exportar ou que substituam importações de forma competitiva, traduzir as ideias, em que somos férteis. em empresas e negócios, assumir opinião critica sobre os assuntos mais importantes da sociedade portuguesa e não ter medo de as exprimir de forma pública (opinião pública que controla a classe politica, substuindo os media). Estou a fazer a minha parte e assumir a minha quota parte de responsabilidade neste tema.
3 - Não estou preocupado em encontrar os culpados, mas dar o meu melhor e contribuir para que o meu país tenha soluções e futuro.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Medidas a aplicar na agricultura para evitar saída do euro em 2013

Acho que os portugueses não perceberam que têm de se tornar competitivos sob pena de Portugal no ano de 2013 ter que abandonar o euro, porque não haverá europa federalista que nos salve. Espero estar enganado na minha previsão!

O que proponho que se faça na agricultura portuguesa para escaparmos deste desastre:
1 - Cadastro dos prédios rústicos a entregar com a declaração de IRS. Quem não declarar os prédios perde-os para o Estado português;
2 - Banco público de terras, com penalização de IMI para os proprietários que não aderirem - a implementar no 1.º trimestre de 2012;
3 - Ajudas para instalação de jovens agricultores a funcionar de forma contínua até 31 de Dezembro de 2013 (utilizar dinheiro de outras medidas/ações menos estratégicas para conseguir-se passar, nesse ano, de 2% para 5% de jovens na agricultura);
4 - Priorizar os investimentos agrícolas cujas produções sejam de curto prazo, 1 a 2 anos, para haver criação de riqueza e emprego nos anos de 2012 e 2013, de maior incidência da crise financeira, económica e do emprego;
5 - "Crédito tipo habitação" (ver post sobre este assunto) para aquisição de terra, pagamento de tornas a co-herdeiros e investimento de médio/longo prazo;
6 - Linha de crédito de longo prazo para a agro-industria destinado ao aumento da capacidade de laboração, internacionalização, I+D, etc;
7 - Priorizar os apoios às empresas exportadoras.

... voltarei ao tema em próximos posts

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Crise, uma maré de oportunidades!

Na minha atividade de negócios que desenvolvo diariamente, constato que os resultados da crise, no imediato, em 2012, irá traduzir-se na falência de maior número de empresas, face às previsões, o que quer dizer que o desmprego estará entre os 15 e os 18% e o crescimento será superior a -5%. Por outro lado, noto que há pessoas/empresários que reagem à crise atuando como maré de oportunidades, estudando novos negócios (elaborando o respetivo plano de negócios), constituindo empresas e investindo. Sei que esta "onda", na atualidade, é pequena", mas está a ganhar corpo e no final de 2013 notaremos uma grande transformação, para melhor, no tecido empresarial de Portugal

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Opinião de uma leitora

Sara Silvestre fez no dia de hoje o seguinte comentário:
Gostei do seu blog. Sou estudante do curso de Engenharia Alimentar e o seu blog considero-o bastante directo e crítico face ás questões agrícolas e agro-industriais. Gostei. Vou continuar a passar por aqui."

Considerações:
1 - Gostava de ser "suficientemente remediado" para poder escrever de forma mais incisiva, direta e crítica sobre a realidade da agricultura e do mundo rural de Portugal.
2 - Em consciência, tento fazer o que está ao meu alcance contribuindo para melhorar este setor de atividade económica:
a) SER MASSA CRÍTICA: escrever neste blog e nos jornais, participar em debates na rádio, televisão e sessões públicas, ter opinião crítica e atenta sobre a atualidade, mais importante conseguir ter ideias sobre a forma de fazer melhor, mais eficiente e eficaz
b) EMPRESÀRIO AGRICOLA DE SUCESSO: desenvolver empresas na produção agrícola que dentro de dez anos sejam uma referência no país.
c) TÉCNICO CREDENCIADO: projetista de sucesso e agrónomo de referência
3 - Gosto de debate de opinião e que me incentivem pela expressão da opinião dos meus leitores.

Em síntese: Cara Sara Silvestre, muito obrigado pela expressão pública de que gosta do que escrevo.

sábado, 5 de novembro de 2011

"Crédito Tipo Habitação" para a Agricultura

O Semanário Vida Económica publicou ontem o seguinte artigo:

CGD ao serviço
da economia

José Martino (engenheiro agrónomo)
Josemartino.blogspot.com
É preciso colocar a Caixa Geral de Depósitos ao serviço da economia portuguesa, ao serviço de quem quer produzir, gerar riqueza e criar postos de trabalho. Uma das ferramentas essenciais para a implementação do banco de terras público é a criação de uma linha de crédito a exemplo do que sucede no crédito á habitação. Se eu pretendo comprar uma casa ou um apartamento, o banco pede-me um documento, neste caso o IRS, que comprove os meus rendimentos para me aprovar um empréstimo a 25/30 anos. Agora que o país precisa de produzir, porque é que não existe um mesmo princípio para comprar terras?
Na minha opinião faz mais sentido emprestar para produzir bens transaccionáveis, para criar condições para que se possa produzir, dando como garantia o rendimento do trabalho, tal como na compra de uma casa – só que a casa não é um bem transaccionável, fica-se uma vida inteira a pagá-la mas ela não gera nada, só gera custos.
Se, pelo mesmo princípio, aplicar 200 mil euros na aquisição de uma terra, tenho um instrumento de trabalho que vai permitir a produção de bens de consumo, que diminuirão as importações e podem gerar exportações – é este tipo de instrumentos que é necessário apoiar e estimular.
Agora que há pouca liquidez bancária, o Governo não pode lavar as mãos e atirar o ónus todo para a banca. O Governo é o principal accionista da Caixa Geral de Depósitos (CGD), pelo que devia dar-lhe indicações no sentido de criar instrumentos de apoio à agricultura, de apoio à produção de bens transaccionáveis, que substituíssem importações e gerassem exportações – só assim podemos resolver o problema da dívida.
Se a economia portuguesa não crescer – e a agricultura tem uma quota parte muito grande neste desafio -, nunca conseguiremos ultrapassar o problema da crise, que é, essencialmente, uma crise económica. Mas esta crise económica é uma oportunidade para este tipo de instrumentos, inovadores, vingarem.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Campanha da Colheita de Kiwis Ano 2011

Os frutos caraterizam-se por terem boa qualidade (os kiwis que amadurecem nos pomares são, já nesta altura, extremamente doces) embora o grau brix medido nos pomares apresenta maiores amplitudes do que nas colheitas dos últimos anos e a produção será quantitativamente, na minha opinião, 20 a 30% inferior, face a uma campanha normal (a maioria dos pomares não apresenta frutos junto aos braços). Já começaram as colheitas em todos os entrepostos e as notícias que me chegam apontam para produções inferiores em relação às previsões de colheita.
O pico da colheita terá lugar nas próximas duas semanas

Quando estará a funcionar o banco público de terras?

Um leitor fez o seguinte comentário no post de esclarecimento sobre o banco de terras, quando for implementado pelo Ministério da Agricultura, terá a possibilidade de ceder terrenos para a apicultura:

"Muito obrigado pela informação, sou da região de Aveiro e gostaria de saber qual o mecanismo para candidatar-me à utilização desses terrenos e dar andamento ao meu projecto de apicultura?"

Comentários:
1 - A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, prometeu ontem, em entrevista à revista VISÃO, que o banco de terras avançará em 2012, daí que, se quiser aproveitar esta Instituição para conseguir terras, terá que aguardar por finais de 2012 ou 2013.
2 - Recomendo que faça contatos com proprietários da região onde se pretende instalar como jovem empresário agrícola para conseguir arrendar os terrenos que precisa para o seu investimento na apicultura.
3 - Se não andar rapidamente com a apresentação da candidatura, corre o risco de não conseguir obter subsídio para apoiar o seu investimento

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Colheita de Kiwis

No próximo Sábado, dia 5 de Novembro de 2011, irei colher os kiwis da minha produção.

Se alguém quiser comprovar como se realiza a colheita dos kiwis com a adequada logística e mecanização desta operação cultural pode -se inscrever no e-mail: jose.martino@iol.pt.

A colheita terá lugar entre as 7 h e as 13h, no lugar da Agra, Covelo, Gondomar.

Alguns dados sobre a operação cultural:
- cerca de 35 colhedores
- 4 tratores: 3 com reboques de colheita+1 com empilhador frontal
- colheita para baldes, dos quais os kiwis serão despejados para paloxes de madeira e plástico com capacidade para 330 a 350 kg cada

continuação de esclarecimentos sobre investimentos de jovem agricultor

Um leitor a quem respondi às dúvidas num post do passado dia 1 de novembro de 2011, colocou os seguintes comentários:

"Não será um tractor de 90 cv potente demais para oliveiras que nos proximos 15 anos não vão ter estrutura para aguentar a colhedora de azeiton?
Na minha opinião 300 colmeias é muito mais que o suficiente para o projecto porque so o rendimento de 50 colmeias é 2500 por anos e o das oliveiras 700 euros por ano, mais os subsideos e apartir do 7 ano o rendimento das oliveiras novas vai aumentar exponencialmente devidoao crescimento das oliveiras."

Achegas:
1 - O trator com a potência indicada é o adequado para o olival
2 - Os projetos agrícolas necessitam de dimensão minima para serem rentáveis. Uma coisa são as contas e o seu resultado teórico, outra coisa são os resultados reais: produzir e cobrar. Acho que 2500 euros + 700 euros anuais de rentabilidade são valores baixos, mesmo para atividades agrícolas que se desenvolvam em part time.
3 - Os projetos com dimensão reduzida e incremento de valorização financeira no médio longo prazo (7 anos) tem grande probabilidade de desaparecerem porque não geram interesse permanente no empresário

Palpites sobre aptidão cultural de herdade alentejana

Um leitor colocou a seguinte dúvida:

"ola. eu tenho um terreno de 40h no alentejo e gostava de iniciar uma atividade agricola na herdade. Como nao tenho grande experiencia no ramo, gostava de saber quais as culturas que podem ser mais rentaveis?"

Comentário:
1. Coloca-me uma questão que é impossivel de responder, pois faltam dados para dar um palpite. A situação ideal seria visitar a sua propriedade e fazer um diagnóstico "in locu" das suas condições de clima e solo e passar para a indicação das culturas mais rentáveis.
2. Se poder irrigar penso que as plantas aromáticas e medicinais podem ser uma opção (espero que os solos não sejam demasiado argilosos).
3. Se a sua herdade for de sequeiro tenho dúvidas sobre as atividades a instalar que sejam rentáveis porque tem uma dimensão reduzida para o efeito.

Conclusão: nós, os agrónomos somos como os médicos: só fazemos diagnósticos corretos vendo e observando o doente (a propriedade)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Investimento de Jovem Agricultor

Dúvida colocada neste blogue:

"Olá. Estou a pensar fazer um projecto agricola para instalação de jovem agricultor, o projecto é o seguinte: - plantação de 10 ha de olival em terreno que é actualmente mato preço: 25000 euros - 50 colmeias e equipamento de manutençãopreço: 9100 euros-tractor de 55 cv com reboque e escarificadorpreço: 24600 euros- vedação preço: 3500 euros- cerca de 100 oliveiras com 60 anos que tambem vão entrar no projectoinvestimento total: +/- 62 000 eurosa) como a maior parte do olival é novo a curto prazo não vai produzir quase nada, so as colmeis e as 100 oliveiras é que vão produzir.. como é que calculo a viabilidade ecónomica do projecto para saber se vale a pena candidatar-me?b) poderei tambem pedir apoio para tractor de de mais potencia 65 ou 70 cv, ou será o de 55 suficiente?"

Comentários:
- Parece-me muito baixo o investimento de 2500 euros por hetare de olival, tendo por base um terreno de mato. Devem faltar itens no investimento.
- Acho que investir em 50 colmeias, 2.ª atividade agrícola, é uma dimensão muito escassa para ser alternativa à atividade principal. Recomendaria pelo menos 300 colmeias.
- Nas candidaturas ao ProDeR, para instalar jovens agricultores, não há análise de rentabilidade de curto prazo. O investimento proposto tem que possuir rentabilidade, de acordo com a vida útil do investimento. Uma opinião: o projeto parece-me rentável, mesmo que tenha de incrementar os custos de implantação do olival, embora aumente o n.º de colmeias (salvaguardo que devem ser efetuados os respetivos cálculos de rentabilidade).
- A potência do trator deve ser a adequada para trabalhar com o colhedor da azeitona (entre 90 a 120 cv), pois caso contrário não se justifica fazer investimento no trator.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Banco de Terras: Disponibilizará Terras para Apiários

Um leitor anónimo colocou a seguinte questão:
"Neste banco de terras estarão incluidos espaços aptos para instalação de apiarios?"

No banco público de terras que defendo a sua implementação, pelo menos no ano de 2012, haverá terras disponiveis para a agricultura, floresta e atividades complementares de ambas as ocupações onde se inclui, sem qualquer sombra de dúvidas, a apicultura (instalação de apiários).

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Jovens Agricultores: Estágio Profissional em Floricultura

No dia de hoje tive o grato prazer de fechar o acordo, com o meu amigo floricultor, Fernando Santa, da empresa Gerbiflor, com o objetivo de promovermos estágios profissionais para jovens empresários agrícolas que queiram lançar-se na floricultura. Trata-se de uma oportunidade extraordinária porque é muito dificil encontrar um empresário tão rigoroso e com tanto sucesso tecnológico.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Boas notícias sobre o Banco Público de Terras

Amanhã, pelas 10h15, serei entrevistado pelo jornalista Ricardo Alexandre da Antena 1, sobre o Banco Público de Terras, tendo por base a petição pública que tenho na internet sobre este tema, bem como os diversos artigos que escrevi e que foram publicados nos media.

Por outro lado a agência Lusa noticiou hoje que o Secretário de Estado, Daniel Campelo, foi a Santiago de Compostela, informar-se diretamente sobre o "Bantegal - Banco de Terras de Galicia" e prometeu que este modelo será operacionalizado em Portugal no próximo ano de 2012

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O que se diz e o que se faz

Li, recentemente, que as medidas adoptadas pelo ministro Vítor Gaspar para o Orçamento de 2012 baseavam-se em modelos teóricos e académicos. E que, por isso, colapsariam ao primeiro contacto com a realidade. Não sei se isso é verdade. O que sei é que o próprio ministro afirmou publicamente que a justificação por que a baixa da TSU foi posta de parte é que se tratava de um modelo teórico e que a sua experimentação na nossa realidade económica podia redundar num desastre.


Ou seja, entre a teoria e a realidade vai um abismo. Dito isto: toda a gente tem defendido que os bancos devem cortar no crédito ao consumo e apoiar as empresas que querem investir. Parece uma evidência, mas tal choca com a realidade.


É um paradoxo, mas é verdade: conheço casos de pequenos empresários que recorreram ao crédito bancário para lançar investimentos que criam riqueza e postos de trabalho e lhes foi dito: "Para isso não há. Agora, se quiser um crédito para consumo, fica aprovado em minutos...". O nome dos bancos fica, para já, no segredo dos deuses...

Variedades Kiwis para Açores

O leitor Tibério Barbeito apresentou o seguinte pedido de esclarecimento:

"Na sua opinião qual a variadade mais indicada para os Açores de kiwi?"


Resposta:

Variedade verde:
- "tipo hayward": Erica (variedade comercial);
- Melhor aptidão, para variedade menos comercial (fraco poder de conservação frigoríca, mas apresenta excelente sabor):Bruno

Variedade Amarela: Soreli

O banco de terras (outra vez)

O semanário Vida Económica publicou, no passado dia 14 de Outubro, o seguinte artigo:

O banco de terras (outra vez)
José Martino (engenheiro agrónomo)
josemartino.blogspot.com
A criação de um banco de terras público entrou de novo na agenda política. O Ministério da Agricultura afirmou, em declarações ao semanário “Expresso” deste fim de semana que está a avaliar o assunto.
Em declarações que fiz também ao “Expresso”, defendi a necessidade de se avançar para a institucionalização de um banco de terras público, porque a agricultura portuguesa precisa de um novo modelo de desenvolvimento.
Não foi ontem que comecei a pensar neste tema. Já fiz uma reflexão aprofundada sobre o assunto e já estudei modelos comparativos para chegar à conclusão da inevitabilidade de criação de um banco de terras público em Portugal.
Desenganem-se aqueles que julguem que vem aí uma nova reforma agrária. Nem pensar. Sou um genuíno social-democrata, pelo que penso que o mercado tem de ser regulado e supervisionado pela acção do Estado. E mais, cabe também ao Estado, através dos agentes políticos e dos governantes, fazerem uma censura social a quem se negue a arrendar as suas terras, preferindo mantê-las ao abandono.
O banco de terras deve ser contratualizado entre privados e empresas, associações ou câmaras municipais, mas caberá sempre ao Estado um papel de supervisão e regulação.
A crise económica, financeira e social que vivemos impõe um “regresso às origens”, no sentido de dar mais atenção ao que é nacional.
É preciso travar o êxodo rural e a desertificação do interior e o abandono das terras e promover a sua utilização para criar riqueza e emprego. O tratamento de terras abandonadas, permitirá, ainda, o equilíbrio paisagístico, o combate aos fogos florestais e o desenvolvimento harmonioso das regiões portuguesas.
Há muitos jovens agricultores que procuram terras para as trabalharem, mas que não conseguem quem lhes arrende ou venda a valores que possam ser amortizados com os rendimentos das actividades agro-florestais. É para isso e por isso que deve ser criado um banco de terras público.
Aos proprietários é garantido o pagamento das rendas e a devolução dos terrenos, no fim do contrato de arrendamento, pelo menos no mesmo estado de uso inicial. O Estado assume os deveres do arrendatário perante o proprietário e, posteriormente, cobra do rendeiro os valores que contraiu em seu nome.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Artigo da Vida Economica de hoje.

Cooperativas agro-industriais
na hora da mudança
José Martino (engenheiro agrónomo)
Josemartino.blogspot.com
A reestruturação do sector cooperativo agro – industrial é uma das exigências da nossa economia, num período em que a conjuntura económico - financeira portuguesa pede um auxílio decisivo à indústria potencialmente exportadora.
O sector cooperativo deve ser apoiado e incentivado a incrementar a produção agro-industrial porque está vocacionado para valorizar as produções dos pequenos e micro-agricultores.
A agro-indústria portuguesa (AAP) é um dos elos mais estratégicos para promover o sucesso da agricultura portuguesa.
Trata-se do interface entre a produção e a distribuição, quer no mercado nacional, quer nos mercados internacionais. Mas para continuar a ter um papel decisivo na nossa alavancagem económica é necessário redimensioná-lo, reduzir os seus custos de produção, e também criar um fundo de prevenção que, em época de crise, garanta a pujança de um sector que garante um potencial exportador, de criação de emprego e solidez económica das famílias.
Para continuar a exercer um papel fundamental de argamassa do tecido económico e de coesão social, as cooperativas agro-industriais terão de ser reconhecidas como entidades de interesse público; terão de ser obrigadas a ter Revisor Oficial de Contas, criando o Estado um fundo para evitar os avais dos directores, dado que, paradoxalmente, estes podem ser afastados pela Assembleia Geral, mas os avais mantém-se se os bancos assim o exigirem.
Este plano de reestruturação, a “cereja no topo do bolo” é promover o saneamento financeiro e a concentração das actuais cooperativas, impondo mudanças organizacionais e estatutárias: por ex. nas votações de uma pessoa/cooperante, um voto; cada unidade de produção ou transacção na cooperativa, um voto; quem forneça 100t de fruta tem que ter mais dez votos, face a quem só fornece 10t.
Falar de reestruturação do sector cooperativo é falar também na reestruturação de quadros e de formação. Para criar uma massa crítica mais habilitada a lidar com o sector cooperativo numa perspectiva de negócio.
É necessário dotar o sector cooperativo agro – industrial de uma perspectiva profissional, com definição de objectivos, prioridades, planos, metas e missões específicas. Só assim poderemos falar de uma reestruturação robusta, e com chances claras de êxito e sustentabilidade.
A AAP, sendo um parceiro estratégico dos agricultores, permite a obtenção de economias de escala, essencial para garantir competitividade nos mercados.
Realço que a AAP utilizou todas as ajudas financeiras disponibilizadas
para investimento, desde 1986, ano da entrada de Portugal na CEE, mas infelizmente o poder político não teve o cuidado de promover o financiamento contínuo desta actividade.

Os investimentos foram realizados numa lógica produtiva e só nos anos mais recentes se assistiu a investimentos em melhor organização e gestão dos processos. Notou-se a falta de uma marca forte associada a estratégias de distribuição e comunicação, e correspondente promoção nos mercados internacionais.

Nesta perspectiva importa referir que existem grandes potencialidades de exportação para produtos da AAP que apresentam vantagens comparativas.
Para se ser competitivo no contexto internacional e nacional, os caminhos a seguir são os da especialização, inovação e diferenciação.
A aposta na exportação do sector cooperativo é decisiva. Termino com o exemplo de um empresário, que se não tivesse investido no estrangeiro, não teria crescido mais de 10% ao ano, e que na realidade tem conseguido crescimentos anuais acima dos 200%.
É deste tipo de exemplos que Portugal necessita, não como excepção, mas como regra para promover as exportações de produtos agrícolas portugueses e o incremento da competitividade da AAP.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Estágios para jovens empresários agrícolas!

 Espaço Visual tem protocolos de colaboração com diversos empresários agrícolas de sucesso, tendo como objetivo promover estágios para potenciais jovens agricultores que se querem instalar na atividade agricola (consultar: wwww.espaco-visual.pt).

Sem experiência na gestão, a todos os niveis de uma exploração agrícola, é muito dificil ter-se sucesso e rentabilidade na agricultura. Estou convencido, pela minha experiência, que a atitude do empresário, bem como as suas competêmcias de gestão e técnicas, são determinantes para obter rentabilidade nos investimentos agrícolas.

Recomendo vivamente que visitem explorações agrícolas, que o façam de forma sistemática e sobretudo, que recorram a estágios para aprenderem no terreno os ossos de oficio da atividade agrícola em que querem vir a ter sucesso empresarial.

Os momentos que Portugal vive, recomendam uma cultura do trabalho, que não tenhmos medo de sujar as mãos, de arriscar e de produzir. Cada um de nós pode criar riqueza na agricultura. Tenhamos a humildade de aprender com os erros e sucessos dos que procederam, que desenvolvem as produções há mais tempo que cada um de nós, que nos podem ensinar os erros que não podemos cometer, as melhores estratégias para baixar custos e promover maiores produções, com melhor qualidade ajustada aos padrões do mercado.

Há agricultores fascinantes, pessoas humildes, com resultados espetaculares, exemplos que
deveriam ser mostrados e copiados, lideres e idolos que deverima ser modelos para um Portugal com um novo modelo de economia: criadora de riqueza, competitiva e exportadora.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A hora da agricultura!

Agora que nos querem servir a austeridade de todos os modos e feitios a agricultura é uma oportunidade de investimento e de criação de emprego. A agricultura encontra-se tão abandonada que há imensas oportunidades de negócio e de comercialização dos produtos agricolas portugueses.

A agroíndustria deve ser alavancada para valorizar e comercializar as novas potenciais produções agricolas. A exportação é o caminho. Mesmo a preços de venda mais baixos que no mercado nacional, temos de vender para o exterior, temos que assumir que os mercados externos são estratégicos para gerar riqueza em Portugal.

Para esta estratégia é necessário promover as economias de escala, quer na produção, quer na agro-indústria. Cada um de nós tem que ser capaz de promover negócios com base nas suas competências próprias, na capacidade de assumir riscos e de fazer investimentos. Há muitos pessoas que irão juntar as suas capacidades de rede e irão promover negócios e criação de riqueza. Temos que mostrar que os nossos políticos estão errados e que possuimos capacidades que ninguém é capaz de as avaliar porque só as conhecemos nas horas complicadas e dificeis da nossa vida.

Os empresários agrícolas estão habitaudos a viver com muitos riscos e incertezas e sem terem férias, nem subsídios de férias, nem subsídios de Natal. Os agricultores são um exemplo que deve ser seguidos por todos os portugueses.

AGRO-INDÚSTRIA APOSTA NA INOVAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO

A última revista da "Voz do Campo" publicou o seguinte artigo:

AGRO-INDÚSTRIA APOSTA NA INOVAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO

José Martino*

A agro-indústria portuguesa (AAP) é um dos elos das fileiras mais
estratégico para promover o sucesso da agricultura portuguesa.
Trata-se do interface entre a produção e a distribuição, quer no
mercado nacional, quer nos mercados internacionais.

A AAP, além de possuir a capacidade de transformação de matérias
primas produzidas em Portugal e noutros países, possui a capacidade
logística de as armazenar, o que a torna um parceiro estratégico dos
agricultores.

Não é possível estruturar produções que não estejam contratualizadas e
em linha com os mercados, pois a procura é determinante no seu
desenvolvimento harmonioso. A obtenção de economias de escala é o
factor estratégico para ter a melhor competitividade nos mercados.

Neste sentido, tem-se assistido à consolidação e crescimento de grupos
económicos em território nacional simultaneamente produtores e
exportadores na lógica do abastecimento contínuo ao mercado, embora
seria desejável, face à crise económica que se vive, que o seu número
e dimensão fossem incrementados.

Realço que do ponto de vista das ajudas financeiras disponibilizadas
para investimento, desde 1986, ano da entrada de Portugal na CEE, que
a AAP as esgotou em todos os Quadro Comunitários de Apoio, sendo de
sublinhar que o poder político não teve o cuidado de promover o
financiamento contínuo desta actividade.

Os investimentos foram realizados numa lógica produtiva e só nos anos
mais recentes se assistiu a investimentos em melhor organização e
gestão dos processos. Notou-se a falta de uma marca forte associada a
estratégias de distribuição e comunicação partilhadas e promoção nos
mercados e internacionalização.

Nesta perspectiva importa referir que existem grandes potencialidades
de exportação para produtos da AAP que apresentam vantagens
comparativas ou têm acumulado, ao longo dos anos, um conjunto de
competências técnicas e tecnológicas.

Por outro lado, chega-se à conclusão que um dos principais critérios,
quer de empresas, quer de consumidores, é baseado no valor. Ora, para
se ser competitivo no contexto internacional e nacional, os caminhos a
seguir são os da especialização, inovação e diferenciação.

Nalguns casos, constata-se ainda que a melhor produção nacional
destina-se ao mercado exterior, para assim obter uma melhor
valorização através de preços mais elevados e de canais de
distribuição com um portfólio de consumidores mais exigentes.

O mercado nacional tem pequena dimensão para rentabilizar os
investimentos e, por outro lado, nalguns sectores da AAP é necessário
fazer investimento directo em fábricas no estrangeiro como forma de
dar dimensão e escala a essas actividades, tendo em conta que mercados
mais competitivos geram maiores necessidades de incorporação nos
negócios de processos e produtos inovadores.

Ainda recentemente, confidenciou-me um empresário, o qual iniciou o
processo de internacionalização há cerca de 15 anos, que se não
tivesse criado e comprado fábricas no estrangeiro, que se tivesse
desenvolvido o seu negócio exclusivamente em Portugal, a sua
actividade económica não teria crescido mais de 10% ao ano, e que na
realidade tem conseguido crescimentos anuais acima dos 200%.
É deste tipo de exemplos que Portugal necessita, não como excepção,
mas como regra para promover as exportações de produtos agrícolas
portugueses e a incremento da competitividade da AAP.


* Sócio Gerente da Consultora "Espaço Visual"

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ProDeR: Titularidade da Exploração Agrícola

"Posso fazer uma instalação recorrendo apenas à utilização de terrenos baldios e de autorização de construção de curral/aprisco para cabras? Ou seja sem deter a propriedade dos terrenos mas apenas autorização do Conselho directivo de baldios da freguesia para a utilização dos terrenos?"

Para se candidatar ás ajudas do ProDeR necessita de ter um contrato de comodato válido por um período temporal que rentabilize o investimento que se propõe realizar.

sábado, 15 de outubro de 2011

Atividades agrícolas

"Boa tarde herdei um pedaço de terra de 11,2 h no alentejo tenho procurado saber como tirar algum proveito da terra mas como é tudo muito recento ainda tou um pouco perdido poderei pedir-lhe um conselho?"

Aconselho as plantas aromáticas e medicicinais - consulte o eng. Luis Alves do Cantinho das Aromáticas

Verificaria também a aptidão do terreno para mirtilos, framboesas, amoras - consulte as Delicias do Tojal.

Há outras possiveis atividades interessantes: o porco alentejano/bizaro, fruticultura, horticultura, etc.

Conselhos: visite explorações da atividade que pretende implementar, verifique se tem perfil para ultrapassar "os ossos de oficio" do seu nóvel negócio

Regiões Desfavorecidas

Questão colocada neste blogue:"Como posso verificar quais são consideradas regiões desfavorecidas?" Envie por e-mail a freguesia e concelho onde se localiza a sua exploração agrícola e a eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (sonia.moreira @espaco-visual.pt) enviar-lhe-á a respetiva classificação.

Atividades rentáveis para 75000 euros de investimento

Um leitor pediu os seguintes esclarecimentos: "Mas em que apostar? Que culturas podem ser produzidas com tão baixo investimento e nos geram rapidamente um saldo positivo nas contas? Na agricultura 75 mil euros não é tanto assim se pensarmos em maquinaria de fertirrega...arcas frigoríficas...estufas...só aqui somos obrigados a excluir culturas que até podem render razoavelmente, mas que requerem um investimento muito superior a este valor..".

Recomendo os frutos vermelhos, as plantas aromáticas e medicinais, apicultura, etc. Acho que deve visitar explorações na atividade em que vier a investir para recolher informação sobre os pontos fortes e fracos dessa atividade, bem como, as suas oportunidades e ameaças e sobretudo, deve fazer um estágio nessa atividade para diminuir os riscos pelos conhecimento dos pormenores dessa atividade. Vá em frente se quiser obter mais pormenores dessas e doutras atividades marque uma reunião, gratuita, com a Eng. Sónia Moreira da Espaço Visual (sonia.moreira@espaco-visual.pt)

Funcionam bem as ajudas de apoio aos jovens agricultores.

Um leitor pediu o seguinte esclarecimento: "Gostaria que me informasse se de fato ainda restam verbas para apoiar estes projetos de Jovem empresário agrícola, pois as DRA dizem que não vale a pena entrar em ilusões, pois não há verba..." - a informação que lhe deram não é verdadeira porque o ProDeR funciona bem, quando não há orçamento disponivel para atribuir a novas candidaturas, encerram o período de apresentação das candidaturas. Na minha opinião, deve submeter o seu projeto, o mais rapidamente que lhe seja possivel. Não desanime, avance e irá verificar que terá sucesso. Bons investimentos!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Banco Terras

Tive a oportunidade de passar o dia de hoje a percorrer o concelho de Vila Pouca de Aguiar. Constatei que nem 5% da superfície agrícola útil se encontra aproveitada com exploracao agrícola adequada. Para este tipo de situações e mais que ajustado a implementação de um banco de terras. Em boa hora a Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar decidiu por a funcionar um banco de terras. Prevejo que terá um grande sucesso

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Apoios aos Jovens Agricultores: uma ferramenta de combate ao desemprego jovem

Estão a funcionar os apoios à instalação de Jovens Agricultores. Parecem-me tratar-se de um importante sistema para criar postos de trabalho na agricultura e sobretudo, um esquema para promover o empreendedorismo agrícola. É determinante que estas ações do ProDeR perdurem no tempo, até final deste Programa previsto para finais de 2013, pois a sua estabilidade temporal é determinante para a gerar confiança e motivação para o investimento.

É importante realçar que para as Regiões Desfavorecidas, a maioria do território continental, com exceção da região litoral, é possivel fazer investimentos no valor de 75 000 euros, tendo 100% de apoios do ProDeR (40% de prémio de 1.ª instalação e 60% de apoio ao investimento). Isto não significa que seja recomendável fazer investimentos sem capitais próprios,pois é necessário suportar o IVA, mesmo que este seja reembolsável e ter fundo de maneio para suportar os custos de exploração enquanto a conta de tesouraria não é positiva.

sábado, 24 de setembro de 2011

Para que serve este blogue?

Hoje, conheci pessoalmente um dos leitores deste blogue. Fiquei muito satisfeito porque verifiquei que o esforço que faço, quer de tempo, quer produção inteletual na elaboração dos posts, dão resultado porque fazem refletir as pessoas, mesmo as muito inteligentes e sobretudo, ajudam-nas a agir e a atuar para mudar o mundo da agricultura. É com feedbachs desse tipo que encontro energias para mudar o meu comportamento, tornando-me mais eficiente e eficaz nas minhas ações. O meu muito obrigado a todos aqueles que se dão ao trabalho de lerem o que se escreve neste blogue

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Continuação do "Prós e contras"

O leitor JRNA escreveu hoje o seguinte:
Embora tenha falado só uma vez, a intervenção referente à necessidade de existir uma continuidade das políticas que estejam correctas, que o Presidente da CAP salientou, também foi positiva. Pena foi que não tivesse tido oportunidade de desenvolver mais..

O meu comentário
Concordo inteiramente com o exposto: com a entrada em funções do novo governo verificou-se que este continuou com o que está bem e tentou melhorar o que está mal,trata-se de uma rutura com a prática política do atual regime e uma grande notícia para Portugal. Bem haja ao presidente da direcção da CAP por ter focado, no "prós e contras", esta importante mudança na política agrícola de Portugual!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O meu "Prós e Contras"

O leitor deste blogue JRNA disse...
Isso, se tivesses oportunidade para falar; aquilo foi uma vergonha!!! Efectivamente, a única pessoa que se saiu bem foi a Ministra. O sector agrícola foi profundamente achincalhado por aquela apresentadora e, portanto, perante o publico em geral, saiu a perder. Falar de coisas sérias, não é compatível com uma pessoa que quer ser vedeta e que, para além de ser malcriada, não se prepara minimamente para o tema.

Segue o meu comentário:
O programa Prós e Contras de ontem sobre a Agricultura e o Mar foi uma desilusão porque não trouxe nada de novo. Os intervenientes são atores já gastos nestas andanças da agricultura: dirigentes associativos e cooperativos, etc.

O Programa seria mais interessante com as intervenções das seguintes pessoas:
- Norberto Pires, responsável da Hortijales em Vila Pouca de Aguiar (20 anos de sucesso na horticultura), desenvolvida na Região de Trás-os-Montes, em condições particularmente dificeis (zero apoios públicos até 2009).
- Artur Sousa, presidente do Grupo Sousacamp, Vila Flor, produção de cogumelos nos concelhos de Vila Flor, Vila Real e Paredes (o Grupo está a internacionalizar-se).
- Vitor Araújo, gerente do grupo de empresas da Kiwi Greensun, sita no concelho de Guimarães (150 ha de kiwis, entreposto para 4500 toneladas de kiwis, possui empresas de prestação de serviços).
- Francisco Figueira, possui empresas de produção e conservação,normalização e embalagem de ameixas e kiwis, concelhos de Campo Maior, Valença, Póvoa de Lanhoso,Guimarães, etc.Exporta parte significativa das suas produções.
- Luis Alves, concelho de Vila Nova de Gaia, produtor e exportador de Plantas Aromáticas e Medicinais (PAM), divulgador, comunicador e animador desta fileira.
- Fernando de Moitinhos, concelho de Ílhavo, micro floricultor, caso de sucesso empresarial pelo emprego das tecnologias mais sofisticadas. Exemplo de rigor na gestão da exploração.
- Agostinho Cabougueira - produtor e exportador de cravos, atividade sita no concelho de Chaves (cerca de 20 anos de sucesso nesta atividade agrícola).
- Pedro Pimentel, secretário-geral da Associação Nacional dos Industriais de Laticinios, pessoa que, na minha opinião, é um dos melhores experts sobre a fileira do leite e dos laticinios, bem como, na condução da política agrícola de Portugal.
- Jorge Soares, dirigente da Associação que controla a IGP "maçãs de Alcobaça", também dirigente empresarial nas fileiras da pêra e maçãs.
- Horácio Ferreira, gerente da cooperativa de citrinos denominada "Cacial", sita no concelho de Faro.

Poderia indicar muitos mais empresários e agricultores de sucesso que poderiam dar uma nova perspetiva e panoramica mais realista das agriculturas de Portugal

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

As minhasideias rápidas sobre as mudanças na política agrícola de Portugal

O que eu diria à Ministra da Agricultura no Prós e Contras de hoje, sobre a agricultura:

1 - Tenho a maior expetativa nos resultados do trabalho da ministra e da sua equipa.

2 - Achei positiva a obtenção dos 25 M€ para pagamentos do ProDeR.

3 - Acho negativa a tramitação do ProDeR, sobretudo ao nível do trabalho das DRAP: há atrasos substanciais nas análises das candidaturas e nos pedidos de pagamento. Há falta de liderança e gestão intermédia, o que parece indiciar que muitas direções de serviços se "encontram em roda livre". Faço votos para que a nova reestruturação do ministério resolva este problema e não venha a paralisá-lo durante dois anos, o que aconteceu em todas as mudanças profundas que quiseram levar a cabo.

4 - Os 30 M€ que são necessários para fazer pagamentos no ProDeR até ao final de 2011, são estratégicos para credibilizar este governo e evitar instabilidade social nos players do mundo rural.

5 - É determinante promover o desenvolvimento da agricultura portuguesa através da distribuição dos fundos do ProDeR de forma justa e equilibrada ao longo do território nacional. Cortar fortemente nos apoios às Regiões que teem sido privilegiadas ao longo dos últimos anos ou décadas.

6 - Implementar o banco/bolsa de terras público.

7 - Sanear financeira e económicamente as cooperativas

8 - Promover as exportações de produtos agrícolas portugueses através de linha de crédito ajustada em prazos e custos (controlados), para ser utilizada pelas agro-indústrias já implantadas tendo como objetivo investir no alargamento da respetiva atividade exportadora, bem como, a montante, na ampliação e alargamento da produção

9 - Reestruturar os apoios ao associativismo: concurso público para apoios conforme prestação de serviços, estrutura humana existente, associados efetivos, resultados dos últimos anos. Os serviços a prestar serão por um período temporal de pelo menos 8 anos

Apoios ao investimento

Resposta a um leitor:

vasco amorim disse...
Olá a todos. Pretendo tornar-me num micro productor. Tenho 1propriedade de tamanho consideravel, e pretendo rentabilizar o espaço da melhor forma possivel. Que passos devo dar e que tipos de ajuda posso obter?? Muito obrigado pela ajuda

Passos a dar: visitar todos os produtores que desenvolvem a atividade que pretende vir a desenvolver. Fazer estágios nas explorações que teem a melhor performance na atividade que pretende abracar. Fazer plano de negócio para o investimento a realizar

Ajudas: se tiver entre 18 a 40 anos, se tiver tempo disponivel para ao longo de 2 anos frequentar uma formação, de 200 horas, especifica para jovens empresários agrícolas, pode candidatar-se às ajudas para instalação dos jovens agricultores: 50% ou 60%, conforme a sua exploração se situe em zona favorecida ou desfavorecida (ver no GOOGLE, todas as freguesias e concelhos estão classificados numa das duas regiões) e adicionalmente terá direito a um prémio de 1.ª instalação na agricultura no valor de 40% do investimento, com o teto máximo de 30 000 euros

ProDeR: Apoios à Compra de Terrenos

Outra dúvida colocada por um leitor:

Caro José,
Tenho a seguinte dúvida:
a compra do Terreno é comparticipada em 60 % se se incluir numa zona desfavorecida, ou é apenas de 10%? Creio que o limite de 10% é apenas para o caso de se tratarem de prédios rústicos e que estejam afectos à propriedade (incluídos na escritura de compra e venda.
cumprimentos.

Esclarecimento: O valor elegivel para a aquisição de terrenos é 10% do investimento, excluindo a compra de terrenos. Os apoios sobre o valor elegivel, para uma região desfavorecida, é de 60%.

Exemplo: Um investimento de 300 000 euros em plantações, infra-estruturas fundiárias e máquinas e equipamentos dá elegibilidade a 30 000 euros para aquisição de terrenos. Sobre este valor elegivel o proponente terá um apoio de 60%, ou seja, 18 000 euros. Espero ter clarificado a dúvida colocada.

Sucesso na agricultura

Um leitor colocou neste blogue o seguinte pedido de escalrecimento:
"Boa noite.

Ando já à algum tempo a pensar se um negócio na área da agricultura não seria uma boa aposta futura.. sobretudo a pensar nos tempos que ai vem.

O meu conhecimento sobre esta área já não é zero tendo já conseguido boas produções de tomate embora a nível privado e praticamente sem fins lucrativos, salvo algumas excepções que embora pouco rentáveis, já deram algum dinheiro.

Peço, e dada a sua experiência e estudos que me indique algumas linhas gerais sobre em que deverá acentar um modelo de negócio deste tipo, os tipos de risco mais frequentes, bem como alguns conselhos que me poderá fornecer.

Agradeço a atenção e esperando a sua resposta.

João Rebelo"

Aconselho que visite algumas explorações de sucesso, penso que pretende investir na área da horticultura, pelo que nesta área recomendo a visita aos irmãos Pires, Norberto e Fernando, que lideram a Hortijales, em Vila Pouca de Aguiar. Recomendo que faça o estágio da Espaço Visual e da Hortijales e durante um ano irá aprender tudo sobre a gestão de uma exploração hortícola, minimizando os seus riscos de investimento. A maioria dos investidores que falharam-se teem por base os problemas e as deficiências de gestão, sobretudo a falta experiência e bom senso nesta matéria. Ser gestor agrícola significa ter capacidade de gestão e ter competências em gestão de pessoal, pichelaria, eletricidade,máquinas e equipamentos,automatização, etc.

Tenho verificado que nunca tem insucesso na agricultura, quem trabalha, é organizado, acredita no que faz e nos resultados das suas ações. Há muitos casos de sucesso na agricultura que não conhecidos do público em geral. Dou o exemplo da Hortijales, 20 anos de sucesso empresarial, numa zona com condições de solo e clima muitos complicados, nos quais a maioria de nós teria desistido. Pelo contrário, esta empresa ganha dinheiro, tem sucesso porque os seus lideres sabem o que querem e lutam pelos objetivos que perseguem: a agricultura, apesar de ser uma industria a céu aberto, é um negócio tão ou mais rentável como qualquer outro.

domingo, 4 de setembro de 2011

O vinho tinto tem efeitos benéficos sobre os pacientes operados ao coração

O Colega Paulo Cameira do INRB enviou-me o seguinte artigo publicado na revista "Molecular Nutrition and Food Research". É muito interessante!

2 septembre 2011 - 16H31
Le vin rouge a des effets bénéfiques sur des patients opérés du coeur


Une consommation modérée de vin rouge améliore la fluidité du sang, fait chuter le taux de cholestérol et augmente le niveau d'antioxydants chez des patients ayant été victimes d'un infarctus du myocarde, selon une étude menée à l'université de Bourgogne.
AFP - Une consommation modérée de vin rouge améliore la fluidité du sang, fait chuter le taux de cholestérol et augmente le niveau d'antioxydants chez des patients ayant été victimes d'un infarctus du myocarde, selon une étude menée à l'université de Bourgogne.
"Sur une période de seulement deux semaines, on a réussi à modifier des paramètres très intéressants pour la santé des patients", a déclaré à l'AFP le professeur Norbert Latruffe, du laboratoire de biochimie métabolique et nutritionnelle de Dijon, confirmant une information du Bien Public.
"Aucun travail n'avait été fait sur des personnes post-opérées d'un infarctus du myocarde", a-t-il ajouté, précisant que les résultats de cette étude seraient prochainement publiés dans la revue scientifique "Molecular Nutrition and Food Research".
L'étude, portant sur une trentaine de patients volontaires ayant tous subi un infarctus du myocarde, a duré deux semaines et a été conduite en milieu hospitalier durant "la période de réadaptation cardiaque".
Durant cette période, les patients ont été nourris avec un régime alimentaire "de type méditerranéen, à base d'huile d'olive, de fruits, de poisson et de légumes", a détaillé le professeur Latruffe.
Les patients ont été divisés en deux groupes. Le premier a consommé un verre de vin rouge à chaque repas du midi et du soir, soit 250 ml/jour, tandis que l'autre, faisant office de groupe de contrôle, buvait de l?eau.
"Les paramètres cliniques, physiologiques et sanguins ont été mesurés au premier jour de l?étude (J1) et au dernier jour (J 14)", indique-t-on à l'université de Bourgogne.
"Les résultats montrent des effets très intéressants au niveau sanguin pour le groupe qui a consommé du vin rouge : une diminution du cholestérol total (-18%), une augmentation du potentiel anti-oxydant et de la fluidité du sang", a expliqué M. Latruffe.
Le chercheur a précisé que l'étude avait été menée avec un vin de Bourgogne de garde, riche en tanins et en anti-oxydants.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

José Martino: 25 anos de trabalho agronómico


Retomei hoje o trabalho após as férias na segunda quinzena de Agosto e verifiquei na análise à minha atividade profissional que no dia de amanhã, 1 de Setembro de 2011, fazem 25 anos desde que este vosso amigo teve o primeiro dia de trabalho remunerado, como engenheiro agrónomo, a trabalhar na "FENAGRO - Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Aprovisionamento e Escoamento de Produtos, FCRL", tendo por base o apoio de um estágio ao abrigo do Programa "COOPEMPREGO" com o qual o Insituto António Sérgio apoiava a integração de Quadros nas Cooperativas (o setor cooperativo atual precisa de um programa especifico de apoios contemplando um dos eixos num Programa, espécie de Coopemprego ajustado à realidade do tempo atual). Nesses 6 meses de estágio e nos 2 anos seguintes na UCANORTE - União das Cooperativas do Noroeste, CRL, aprendi muito sobre o mundo das relações do trabalho, da realidade cooperativa na agricultura portuguesa, da sua importância estratégica e sobretudo, ganhei competências técnicas sedimentando as teorias que aprendi no ISA. Passei 6 dos melhores anos da minha vida na Kiwi Sol, fiquei a saber os custos pessoais, financeiros e sociais da montagem de uma empresa desde a concepção da ideia até à fase cruzeiro do negócio. E desde 1994 que fui free lancer na consultoria agro-rural e nele sou empresário. Desde esse ano que sou consultor da LIPOR na área da compostagem, colaborador de uma das pessoas mais fascinantes que conheci como estratega, inovador, político e líder empresarial, o Dr. Fernando Leite,o seu administrador-delegado (vale a pena analisar o sucesso da LIPOR ao longo de mais de 25 anos, bem como as causas do seu pioneirismo).Fui e sou um micro agricultor. Nos últimos anos tenho apostado fortemente na atividade empresarial ligada à consultoria para os agentes do mundo rural.

Sou um apaixonado pela fileira do kiwi e pelo mundo que ela envolve, mas sou sobretudo um defensor dos agricultores profissionais que pagam com o seu esforço as limitações estruturais de uma atividade que os políticos relegaram para muito acessória na economia portuguesa.

Assumo que a cidadania é pilar básico da vida em sociedade, não aceito a cobardia (choca-me que uma grande parte dos meus comentadores neste blogue o faça sob a forma anónima) de não "chamar os bois pelos nomes", dizer o que está mal e o que está bem, com o objetivo de fazer melhorar os sistemas, independentemente de no futuro vir a criar problemas pessoais (não esqueço um político responsável ao tempo do eng. António Guterres como 1.º Ministro, o qual mandou o recado "o Martino não tem problemas connosco, não percebo as causas que o levam a elencar publicamente o que não está a correr bem" ou um leitor deste blogue que me conheceu pessoalmente há alguns meses e comentou: "pensei que era pessoa em inicio de carreira para ter perfil de "contestário"").

Bato-me por um associativismo forte, organizado e eficaz como é timbre da APK, assim como por um Ministério da Agricultura que seja a fonte dos melhores quadros ténicos para conduzir e apoiar a liderança política de momento que é responsável pelos destinos da agricultura portuguesa (sou um feroz opositor da estratégia seguida por vários governos de há muitos anos a esta por parte que são responsáveis pelo esvaziamento dos ténicos e do património do Ministério e das Instituições por ele tuteladas).

Acho que os media são um pilar básico de liderança na mudança da economia e sociedade portuguesas e neste sentido, sou colunista e articulista de diversos orgãos de comunicação social.

Posso não deixar aos meus filhos uma grande herança material, mas fica-lhes o exemplo e a memória de uma vida plena de trabalho, de realizações, de sucessos, de muitos sacrificios, de entre-ajuda com quem me cruzei, sobretudo aqueles que precisavam e que acreditaram e trabalharam para fazer melhor e diferente, uma escola de ténicos e agricultores com quem colaborei nestes 25 anos.

Um agradecimento a todos, aos que tiveram sucesso e aos que fracassaram, aos que comigo trabalharam, aos meus amigos, amizades que foram lapidadas pelo tempo, aos de longa data ou aos mais recentes e por último, uma referência especial aos meus colaboradores porque os próximos 25 anos irão ser deles (as competências que estão a adquirir virão ao de cima e brilharão neste mundo da agricultura portuguesa).

Sinto-me satisfeito por ter abraçado o curso de Agronomia, realizado por estes 25 anos de realizações no mundo do trabalho e motivado para nos próximos tempos ser mais eficaz e assertivo como empresário e na resolução dos problemas dos agricultores.

TWITTER

Desde 29 de Maio de 2011 que escrevo no twitter em: http://twitter.com/#!/martinadas.

Chamo de novo a atenção sobre o que tenho escrito nesta rede social porque como estive de férias foi o meu de divulgação ao qual tinha mais fácil acesso pelo telemóvel.

Os tweets com ... , no seu inicio, são a continução do texto do tweet anterior.

domingo, 28 de agosto de 2011

Assunção Cristas: "A nova estrela política em Portugal"

A super ministra Assunção Cristas deu no sábado 27 de Agosto de 2011 uma importante entrevista ao Jornal Expresso. Esta nova estrela da política portuguesa assumiu-se como responsável pela política agrícola e ambiental, sem peias, que não domina os temas técnicos, mas isto não lhe dá medo para decidir. Saúdo esta atitude porque é inovadora no panorama político no pós 25 de Abril 1974. Na minha opinião, os responsáveis políticos devem ter capacidade de decisão e assumi-la nas medidas que devem ser tomadas, "doa a quem doer". Assim deve ser a posição política de quem tem a responsabilidade de decidir sobre a agricultura de Portugal. Assim é a política de Assunção Cristas.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Campanha de comercialização do kiwi 2010/2011

Neste mês de Agosto foram encerradas as contas e os pagamentos relativas aos kiwis colhidos em Novembro de 2010, por parte de todos os entrepostos portugueses, franceses e espanhóis (galegos) que valorizam os kiwis de Portugal. Como conclusão, posso afirmar que a liquidação dos frutos foi extremamente interessante para o kiwicultor, gerando-lhe alguma rentabilidade.

Tenho a registar que a maior fatia da cadeia de valor fica retida na distribuição organizada, pelo que é necessário que o poder político assuma as suas responsabilidades e resolva este estrangulamento que está a gerar crise na produção nacional.

A rentabilidade advém da qualidade das produções, bem como das produtividades dos pomares, resultados estes que são o fruto da organização e da capacidade de gestão dos kiwicultores. Por outro lado, há a realçar o excelente trabalho dos entrepostos na obtenção de valor acrescentado na comercialização dos kiwis de Portugal.

Com os resultados conseguidos nesta campanha de comercialização que agora terminou, toda a fileira está de parabéns!

O trabalho árduo e esforçado de todos os membros da Fileira do Kiwi não pode parar, pois como os desafios de mercado são cada vez mais complexos e exigentes, só com esta estratégia se pode continuar na senda do sucesso que se conseguiu nos últimos anos.